domingo, 5 de junho de 2011

Gestores culturais do Norte querem unir informações

Os gestores municipais da área de cultura na região Norte vão criar um sistema de informações integrado que mostrem indicadores de todos os municípios e estados de maneira organizada e reunida em um único documento. A idéia é uma das principais deliberações do 1º encontro de gestores municipais da região Norte que aconteceu durante esta quarta-feira, no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas, centro de Manaus. 

O evento teve a participação de representantes do Ministério da Cultura e foi Coordenado pelo Conselho de Políticas Culturais de Manaus. O objetivo principal foi debater as especificidades de cada capital e encontrar formas eficientes de  reforçar as ações culturais das cidades em nossa região.

Outra questão bastante comentada no evento foi a criação de um intercâmbio entre estas cidades, estabelecendo uma interlocução melhor com o Minc em prol das necessidades comuns das capitais do Norte.

Na ocasião foi Instituído o 1º Fórum de Gestores das Capitais da região Norte e elaborada uma "Carta de Manaus" que é o documento oficial da criação do Fórum.

O secretário executivo do Conselho Municipal, Jaime Pereira,  reafirmou a necessidade de um diálogo mais direto entre as capitais, pois a região Norte precisa fortalecer as ações culturais e propostas de políticas públicas para o Norte.

A diretora presidente da ManausCult,  Lívia Mendes, enfatizou que as especificidades em nossa região devem ser observadas com maior rigor pelo Ministério da Cultura e cobrou empenho dos mesmos em relação a aprovação do Custo Amazônico.

Estavam presentes no encontro gestores Municipais de Cultura de Manaus, Rio Branco, Palmas, Porto Velho, com a presença do Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Manaus, o poeta Thiago de Mello, o Secretário Executivo, Jaime Pereira, o antropólogo e professor da Universidade do Amazonas  Ademir Ramos e dos representantes do Ministério da Cultura na Região Norte, Delson Cruz, mais o Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, José Roberto Peixe, Secretária da Cidadania e Diversidade Cultural, Marta Porto, o Presidente da FUNARTE, Antonio Grassi, com a participação da Ministra Ana de Hollanda.

O evento foi encerrado pela Ministra da Cultura Ana de Hollanda que reafirmou a importância do Fórum como um canal  necessário de comunicação entre as capitais e o Minc.


fonte:
http://www.amazonasnoticias.com.br/manaus/5373-gestores-culturais-do-norte-querem-unir-informacoes.html

Entidade realiza protesto ecológico contra o Novo Código Florestal

O evento foi promovido pelo Museu da Amazônia (Musa) e contou com a participação de estudantes pesquisadores, e da comunidade moradora do entorno da reserva.

    Angelim-pedra recebeu a faixa protesto "Floresta em Luto"
    Angelim-pedra recebeu a faixa protesto "Floresta em Luto" (Luiz Vasconcelos)
    O Jardim Botânico localizado dentro da Reserva Ducke, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus, foi palco de um protesto ambiental, contra o recém-aprovado Código Florestal, na manhã deste sábado (4).
    O evento foi promovido pelo Museu da Amazônia (Musa) e contou com a participação de estudantes pesquisadores, e da comunidade moradora do entorno da reserva.
    Durante a manifestação, uma árvore de angelim-pedra, de aproximadamente 4 metros de altura, recebeu uma faixa com a frase “Floresta de Luto”, e um exemplar de tamanduá, foi devolvido à natureza.
    “A manifestação tem o objetivo de protestar contra o novo Código Florestal que, na possibilidade de oferecer perdão para os crimes dos  pequenos produtores, vai abrir  as portas que o mesmo aconteça com os grandes depredadores do meio ambiente”, salienta o diretor geral do  Musa e vice-presidente da vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ênio Candotti.
    Neste domingo (5), o Musa terá uma vasta programação no local, a partir das 11h, que contará caminhadas pelas trilhas da reserva com acompanhamento de guias, respondendo perguntas sobre as espécies lá existentes, entre outras atividades.
    Á tarde haverá jogos que abordam a conservação da natureza e a diversidade peixes da Amazônia e a partir das 16h, haverá o Show de Harpa e MPB, com a apresentação de Arnold  Carvajal que apresentará a harpa popular colombiana e Henrique Belo toca músicas conhecidas do público no violão.

    fonte:

    Museu de Arte Sacra recebe obras de artistas populares

    Esculturas de santos, presépios e oratórios em barro, madeira e cerâmica vão compor a exposição Arte Sacra Popular, que será aberta ao público na próxima quarta-feira (8) no museu de Arte Sacra em São Paulo. São 40 peças: além de esculturas, bordados, pinturas e madeira talhada.



    Escultura do pernambucano José Bezerra (Foto: Divulgação)

    A curadoria é de Edna Matosinho de Pontes, da Galeria Pontes. A maior parte das obras selecionadas é de artista do nordeste, como as do piauiense Mestre Dezinho, nas quais o regionalismo aparece em detalhes das saias dos santos, com cajus, folhagens e flores típicas. Peças de Alagoas, Pernambuco e Paraíba também aparecem. Embora em menor número, artistas de São Paulo e Minas Gerais estão representados.

    A imagem da esquerda não tem autor conhecido. A da direita é do artista Bento, da Paraíba (Foto: Divulgação)
    Outra parte das obras expostas é de autoria desconhecida. São os chamados "ex-votos", trabalhos artísticos que expressam gratidão a um santo católico por uma graça recebida. Há também as chamadas "paulistinhas", imagens sacras em barro características da produção de São Paulo entre os séculos XVIII e XIX, de traços simples e sem formalidade na composição.
    Serviço
    Exposição Arte Sacra Popular
    Museu de Arte Sacra
    De 8 de junho a 7 de agosto
    De terça a domingo das 10 às 18 horas (bilheteria até as 17h30)
    Ingresso: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia)
    Av. Tiradentes, 676 - Luz - São Paulo - SP
    Informações: (11) 5627-5393 ou www.museuartesacra.org.br

    Brasil e Espanha nas cores de Otto

    O Espaço Cultural Unifor Anexo traz a Fortaleza a obra de um dos grandes nomes da pintura nacional: Otto Cavalcanti, que construiu sua carreira entre o nordeste brasileiro e Barcelona
    A partir do dia 7 de junho, o campus da Unifor abre suas portas para acolher obras do renomado pintor brasileiro Otto Cavalcanti. Toda a cor e energia de suas obras expostas nos grandes museus e galerias da Europa poderão ser apreciadas pelo público cearense em um convite para conhecer seu modo peculiar de ver o mundo.

    Brasileiro, nascido em Itabaiana, na Paraíba, Otto trabalhou como ilustrador publicitário no Rio de Janeiro, nos anos 50. Nessa época, seus retratos eram influenciados sobretudo por Modigliani. Seus temas favoritos, que perdurariam ao longo de toda a sua carreira, são a música, o movimento, a natureza e as religiões afro-brasileiras.

    Em meados dos anos 70, Otto Cavalcanti começou uma viagem pela Europa. Expôs em Madrid, Londres, Paris, mas quis estabelecer-se em Barcelona, envolvido pelo rico meio artístico espanhol. Ali, Otto construiu sua carreira como um dos destacados representantes das vanguardas das artes na Espanha e com reflexo de seu trabalho em toda a Europa.

    Em 1984, recebe um convite para se estabelecer por três meses no Brasil, período que se estendeu por 12 anos, quando foi homenageado por colecionadores, instituições e governos da região Nordeste. O reencontro com sua cultura e sua geografia faz surgir uma pintura inovadora, repleta de animação e experimentação.

    Após 12 anos de vida pessoal e artística no Brasil, retorna em 96 para Barcelona. Com a maturidade de sua linguagem pictórica, sua obra se torna mais colorida e em negrito. Nas aquarelas, os elementos são transformados em um amálgama de flora e fauna que mistura temas clássicos com suas memórias de infância e experiências dos viajantes cosmopolitas, tudo em meio a um clima tropical dominado pelo sol, calor, energia e vegetação exuberante.

    Em 2005, Otto Cavalcanti lançou uma série de pinturas inspiradas no mundo cinematográfico, como resultado do seu encontro com o colecionador de filmes Josep M. Queraltó. No ano seguinte, Otto viaja para o Brasil de forma cada vez mais frequente e prolongada, visitando principalmente o Nordeste, mais especificamente João Pessoa, Recife e Fortaleza. Para a mostra o curador Heriberto Rebouças, juntamente com a curadora Margarita Solari, selecionou 61 peças com objetivo de mostrar a técnica e a diversidade do trabalho do artista.

    “A exposição traça um panorama do trabalho de Otto Cavalcanti, desde sua saída do Brasil até seu estabelecimento em Barcelona e exibe fortes traços da arte catalã, além de um trabalho diversificado e feito com bastante propriedade”, diz Heriberto. O público poderá conferir trabalhos em óleo sobre tela, óleo sobre madeira, acrílico sobre madeira, desenho em acrílico e aquarela sobre papel.

    MAIS INFORMAÇÕESExposição “Otto Cavalcanti - Do Brasil à Catalunha”. De 8 de julho a 31 de julho, no Espaço Cultural Unifor Anexo. Aberta ao público de terça a sexta, das 8h às 20h, sábado e domingo, das 10h, às 18h. Contato: (85) 3477.3319


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    Acervo de moda, o Brasil tem apenas uma instituição desse tipo, o Museu do Traje e do Têxtil, em Salvador na Bahia.

    Patrimônio fashion
    Moda brasileira, que movimenta cerca de U$50 bi ao ano, ganha status de bem cultural e novos desafios


    O que são as rendas do Nordeste, os biquínis que desfilam em nossas praias e as coleções pioneiras de Zuzu Angel? Produtos do mercado da moda, diriam uns. Utilitários que cumprem nada mais que a função básica de vestir, diriam outros. Mas são também parte da nossa cultura, pois carregam um pouco do que somos, dos nossos hábitos e peculiaridades.

    A uma semana do início de mais uma edição da São Paulo Fashion Week, principal evento de moda do país, que este ano chega à idade de debutante, o assunto vira a tendência desta e das próximas estações, visto que, agora, a moda nacional é oficialmente reconhecida pelo Ministério da Cultura como uma manifestação cultural brasileira.

    É fato que a discussão tem ares de moda retrô. Gilberto Freyre, um dos principais intelectuais que se prestou a refletir sobre a formação e a identidade da sociedade brasileira, já havia apontado para essa faceta nem sempre óbvia da moda. No livro "Modos de Homem e Modas de Mulher", lançado logo após sua morte, em 1987, o pensador mostrou como a aparentemente banal indumentária de brasileiros e brasileiras sempre revelou muito dos valores e padrões de comportamento do país ao longo dos anos - desde a rejeição da tropicalidade refletida nos trajes copiados da Europa, então único modelo possível de civilização para o país, até a aceitação da morenidade nas últimas décadas canalizada na moda lançada nas praias.

    Mas, agora que o tema é também uma questão de Estado (como já é desde o século XVII na França, quando a terra de Coco Chanel criou um ministério para cuidar da moda, e desde o século passado na Itália, onde ateliês e croquis são protegidos pelo governo assim como prédios históricos e livros raros), com direito a políticas públicas voltadas para formação, pesquisa, memória e divulgação, inclusive com o uso de leis de incentivo, chegou a hora de o setor começar a identificar os pontos de contato da moda feita aqui com nossa cultura e patrimônio.

    A passarela a ser percorrida é longa. "O setor não se vê como vetor cultural. Então, antes de qualquer coisa, o próprio setor tem que conseguir superar isso", alerta o estilista mineiro Ronaldo Fraga, representante do Colegiado de Moda no Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (Minc). Para ele, não é difícil enxergar essas relações. A partir do momento que a moda estabelece diálogo com o seu tempo, se apropriando de aspectos culturais de diferentes áreas, da arquitetura ao cinema, ela é cultura. "Mesmo quando a indústria produz só roupa, como o fast fashion, mesmo assim você consegue entender a moda como fenômeno cultural", completa.

    Porém, as fronteiras entre moda e cultura vão muito além das peças das semanas de moda e das vitrines. "Quando se fala de moda como patrimônio, a gente está falando também da moda de rua, de produções anteriores, das primeiras escolas de moda, dos primeiros processos de ensinar e criar modelagens", enumera a doutora em história da arte Patrícia Sant’Anna, que atuou como consultora do Minc no diagnóstico que inclui a moda nas políticas do órgão. Nesse caldeirão, podem caber as inúmeras técnicas de confecção de rendas e bordados, a criatividade no uso de tecidos como a chita, as coleções carregadas de mineiridade de Ronaldo, mas, também, a moda com cara de metrópole de Alexandre Herchcovitch. "O segredo é criar uma moda que tenha uma leitura mundial, mas sem perder seu traço único e cultural. Esse é o diferencial, por exemplo, da Isabela Capeto, que é um sucesso no mercado externo. Ela não perdeu o conceito de identidade", comenta o professor do curso de design de moda da UFMG Tarcísio D´Almeida.

    Há muito trabalho a se fazer também fora do setor, para o público em geral. Para Angélica Advense, professora do curso de moda da universidade Fumec, será necessário todo um trabalho de educação "estética e pedagógica" para que a população compreenda esse novo status da moda. "Se é patrimônio, se é cultura, tem que ter acesso. Não adianta a moda ser patrimônio e os desfiles serem restritos a compradores, a gente não ter um museu que narra essa história. Parte dos eventos de moda que recebem ajuda do governo poderiam ser destinados à população, complementados com exposições, palestras. As pessoas têm que ter condições de compreender essa linguagem", defende.

    Para ler
    "História da Moda no Brasil - Das Influências às Autorreferências" (Pyxis Editorial, 640 pág.), João Braga e Luís André do Prado "Modos de Homens & Modas de Mulher" (Global, 333 pág.), Gilberto Freyre


    Resgate da memória
    O resgate e a preservação da memória de moda no país é outra tarefa do setor. “Não dá pra falar de nada que é brasileiro, sueco ou alemão se você não sabe quem você é, se você não sabe seu passado. É uma situação mínima para desenvolver a moda brasileira”, afirma Patrícia Sant´Anna, reforçando a carência de museus que abriguem acervo relativo à produção de moda. Enquanto a França soma cerca de 20 museus dedicados ao seu acervo de moda, o Brasil tem apenas uma instituição desse tipo, o Museu do Traje e do Têxtil, em Salvador na Bahia.

    Ao menos no papel há iniciativas que podem mudar esse quadro. No Rio, a secretaria de cultura mantém em gestação a criação de um museu de moda na Casa da Marquesa de Santos, no bairro de São Cristóvão. Em BH, o projeto Museu Capital da Moda, encabeçado por pesquisadores, busca fomento para criar um espaço cultural que abrigue o acervo já levantado pelo grupo, que inclui vestuário que ajuda a contar a história da moda feita na cidade.

    Há também o projeto Museu Virtual Permanente, uma espécie de enciclopédia da moda brasileira em formato de site, coordenado pela Pyxis Editorial e que aguarda patrocínio de empresas para entrar no ar. (PB)


    fonte:
    http://www.otempo.com.br/jornalpampulha/noticias/?IdNoticia=8078