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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobrevivência de museus portugueses está em causa, diz directora da Rede

Isabel Victor, directora da Rede Portuguesa de Museus (RPM) disse hoje que a crise económica está a colocar em risco de sobrevivência as instituições museológicas nacionais.

O próprio Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) está em risco perante as restrições financeiras, afirmou Isabel Victor à agência Lusa em S. Paulo, no Brasil, acrescentando que “os museus estatais [portugueses] estão com um orçamento extremamente reduzido”.

O trabalho de articulação na rede realizado nos últimos dez anos está “em risco”, alertou.

A responsável participou hoje no 3.º Encontro Paulista de Museus, onde apresentou a experiência da RPM na articulação dos museus portugueses, já que o modelo serve de parâmetro para a rede de museus que está em formação no Estado de São Paulo.

Isabel Victor declarou que a RPM tem “todo o interesse” em acompanhar o projecto de integração dos museus em São Paulo, em especial para a troca de experiências com Portugal.

“Estamos em estágios diferentes de articulação, mas o caminho é o mesmo”, destacou.

Para a directora da RPM, o reconhecimento do Brasil em relação às estruturas portuguesas de gestão de museus é importante para que elas continuem a existir.

“Todo o apoio que o Brasil puder dar para o reforço dos museus em Portugal é fundamental”, disse, numa referência às dificuldades diante da crise económica.

Isabel Victor salientou que os dois países possuem uma longa história de parceria académica em museologia, mas que ainda precisam ampliar o intercâmbio técnico entre os museus, por exemplo, com projectos de visitas mútuas. 



fonte:
http://www.publico.pt/Cultura/sobrevivencia-de-museus-portugueses-esta-em-causa-diz-directora-da-rede_1497940

Mudança no MIS não é retrocesso, diz Andrea Matarazzo


O secretário da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), reconhece que a mudança do comando do Museu da Imagem e do Som (MIS) "desagrada", mas contesta a crítica da ex-diretora Daniela Bousso, de que o governo promoverá um "retrocesso de 30 anos" na instituição. Em conversa com Terra Magazine, na abertura do 3º Encontro Paulista de Museus, no Memorial da América Latina, ele comentou a crise provocada pela escolha do ex-proprietário do Cine Belas Artes, André Sturm, para ocupar o cargo.
"É uma mudança normal, mas sempre desagrada. Vamos continuar o que tem", promete Matarazzo, que decidiu priorizar o cinema e a fotografia. Incomoda-o a tese de que o MIS ficará anacrônico ao tirar o foco da interação das mídias digitais com as artes, uma das marcas da gestão de Daniela. "Não tem nada a ver. Por que retrocesso? Não é. O MIS continua avançando, com mais atividades", reage.
Na semana passada, em entrevista a Terra Magazine, Daniela Bousso criticou as pressões sobre o museu e rebateu as críticas do secretário. "Matarazzo está equivocado e promove um retrocesso de 30 anos ao querer que o MIS se volte somente para a fotografia e o cinema", atacou.
O secretário articulou a troca de comando do MIS e indicou André Sturm para a direção-executiva. O conselho administrativo da Organização Social (OS) do MIS referendou a escolha de Sturm em 30 de maio.
Cortes nos museus
Matarazzo minimiza os cortes no orçamento dos museus de São Paulo, realizados no início do governo de Geraldo Alckmin (PSDB). O MIS, que tinha uma verba de R$12 milhões, sofreu uma retração de 30%. Outros museus perderam 10% dos recursos.
"Não é o governo Alckmin. Ao contrário, estamos analisando os museus, a situação de cada um deles. É um ajuste, pois os orçamentos de alguns foram até ampliados. Tivemos mais cortes de despesas de pessoal", contrapõe.
Ele diz que o MIS não será afetado, apenas haverá um ajuste nos gastos com funcionários: "A secretaria dá a orientação. As despesas vão estar focadas nas atividades".
Ianelli
Defensor da ingerência do governo no MIS, o secretário da Cultura não quis avaliar a rejeição de 14 obras do pintor Arcangelo Ianelli (1922-2009) pelo conselho consultivo do MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo. "Nem sabia disso. Soube que ia ter a doação, mas depois não acompanhei."
O MAM rejeitou quadros e esculturas doados em testamento por Ianelli. Segundo o curador do museu, Felipe Chaimovich, "tinha redundância" em relação às obras do artista que já se encontravam no acervo. O argumento é contestado pela família, que pesquisou as coleções de 16 museus nacionais e estrangeiros, buscando não repetir as fases do pintor em suas doações.
Depois da divulgação do episódio, em reportagem de Terra Magazine, houve mal-estar na área cultural e o conselho do MAM aceitou incorporar apenas duas obras "não-redundantes" - manteve, porém, o veto às outras doze. A família estuda a proposta de Chaimovich.
"Não dá para avaliar. Tem uma comissão que avalia, de acordo com critérios, como a reserva técnica, a vocação dos museus, o acervo", disse Matarazzo. Ao ser informado que essas não foram as justificativas do MAM, o secretário repetiu: "Não sei. Não posso me intrometer."
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Governo investirá até R$ 1 bilhão em museus da Copa

BNDES deve financiar parte dos investimentos públicos e flexibilização da Lei Rouanet pode atrair investidores privados.

Museus das doze cidades-sede da Copa e seus arredores devem receber de R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão de investimentos nos próximos três anos para atender turistas da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. A maior parte do valor será paga pelo governo federal, mas estados e municípios devem ser autorizados a captar até R$ 400 milhões por meio de empréstimos no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O plano de investimentos, que foi elaborado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), propõe ainda um regulamento especial para empresas privadas que queiram investir nos museus dessas cidades por meio da Lei Rouanet. O regime deve valer também para a Petrobrás, que patrocinará algumas das ações museológicas.
“Haverá ritos especiais para acelerar os trâmites da lei. É um regulamento específico para quem patrocinar a qualificação dos museus para a Copa”, afirma o presidente do Ibram, José Nascimento Junior.
O projeto já foi aprovado pela ministra da cultura Ana de Hollanda e aguarda o parecer da presidenta Dilma Rousseff, que deve ser positivo, de acordo com Nascimento. “A presidenta gosta do assunto, sempre acha tempo para visitar museus em viagens e tem sensibilidade grande para este tema”, diz Nascimento.
A ideia do presidente do Ibram é criar programações especiais para os dias dos eventos esportivos, capacitar e contratar funcionários bilíngues, desenvolver folhetos e áudio- guias em várias línguas, além de reforçar a segurança e a estrutura física dos museus.
As medidas são necessárias para atender uma demanda de visitantes que deve ser duas vezes maior do que a que os museus recebem normalmente. A média atual é de 27 mil pessoas por mês por museu, de acordo com dados do Instituto.
Por isso, o investimento “é tão estratégico quanto investir em mobilidade urbana ou aeroportos”, segundo Nascimento. “Uma boa infraestrutura cultural define a imagem do País para o turista, além de gerar muitos empregos indiretos. O guia turístico, a rede hoteleira, os artesãos e os restaurantes lucram também”, afirma.
Para ele, os investimentos impulsionados por jogos esportivos podem também reativar a economia de cidades próximas às cidades-sede. Elas devem ser visitadas por pessoas que vêm ao Brasil acompanhar os fãs de esporte.
Nascimento diz que uma pesquisa do Ministério do Turismo mostra que cada turista que viaja para assistir os jogos, vem acompanhado de pelo menos mais duas pessos interessadas em conhecer o país.
O projeto brasileiro, chamado Legado Cultural para o Setor Museal, foi elaborado a partir de estudos sobre a experiência da Espanha, que sediou os Jogos Olímpicos em 1992.
“A Espanha teve a mentalidade de aproveitar o momento para deixar um legado do patrimônio cultural. A economia da cultura deslanchou lá depois da Olimpíada”, diz Nascimento, ao citar o exemplo das lojinhas de museus em aeroportos como exemplo de estratégia bem sucedida.
Segundo ele, ainda hoje, a loja de lembrancinhas de museus é a que mais vende no aeroporto de Madrid, superando inclusive o freeshop. O presidente do Ibram adianta ainda que o plano do governo é instalar essas lojas nos aeroportos de todas as cidades-sede. Os funcionários serão capacitados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para atenderem ao público específico dos jogos.
Os gastos do governo não devem ter um retorno direto dos museus, mas espera-se que fortaleçam o turismo cultural.
“O museu em si não rende. Até o Louvre (em Paris) paga apenas 30% do seu custo com a bilheteria. Mas há toda uma cadeia que pode ser gerada a partir do investimento em cultura. O que seria de Niterói sem o Museu de Arte Moderna ou da serra carioca sem o Museu Imperial? Temos que aproveitar esses estrangeiros que estarão no país para conseguir um retorno grande com um investimento pequeno”, defende Nascimento.

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DOMINGO NA YAYÁ - Parcerias Laboratório de Música de Câmara da ECA-USP e CoralUSP


O projeto “Domingo na Yayá” conta com apresentações musicais realizadas aos domingos, sempre às 11h, com duração aproximada de 1 hora. Entre os objetivos do projeto estão a articulação entre abertura pública da Casa de Dona Yayá – bem cultural e sede do CPC-USP – e o acesso gratuito, para um público variado, demanifestações artísticas diversas e capazes de proporcionar, além de entretenimento, o contato com o tema do patrimônio cultural.


O mês de junho será dedicado às parcerias que o Centro de Preservação Cultural-USP mantem com o Laboratório de Música de Câmara da ECA-USP e com o CoralUSP, mostrando, por meio de seus grupos musicais e projetos, um pouco do trabalho realizado por essas unidades dentro e fora da Universidade.


12/06 – The Gloeden Boys

O Grupo “The Gloeden Boys”, sexteto formado por Felipe Fachini, Iury Cardoso, Joanes Souza, Leandro Quintério, Roberto Yoneta e Thiago Tavares, explora o violão de diversas formas, abordando um repertório variado de arranjos e composições. Em suas apresentações, o conjunto, com uma performance dinâmica, lança mão de números cênicos e coreográficos de forma irreverente. Seus integrantes são violonistas de formações distintas e com atuações, fora do sexteto, bem diferentes um do outro, contribuindo cada qual com a sua experiência individual, aproveitando-se disso para compor a sonoridade do conjunto.
A Escola de Comunicação e Artes – ECA-USP, em parceria com o CPC-USP Casa de Dona Yayá, desde 2007 tem trazido apresentações de alunos do Laboratório de Música de Câmara, sob orientação do professor Michael Alpert, coordenador do Laboratório de Música de Câmara do Departamento de Música (CMU).


19/06 – Coral USP

Sob a regência de Paula Christina Monteiro, o projeto: “O Mundo em Vozes - Vozes de Todo Mundo e do Mundo Todo” apresenta um repertório eclético, com obras de épocas variadas e de diferentes países, mesclando peças sacras e profanas, populares, folclóricas e eruditas, a capela ou acompanhadas por piano.

O Coralusp é ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. Fundado em 1967, é aberto a alunos, professores, funcionários e comunidade em geral e conta hoje com 12 grupos. Além dos ensaios realizados em diversos espaços pertencentes à Universidade, o órgão estimula a formação de músicos com atividades que envolvem técnica vocal, história da música (popular e erudita), percepção musical, harmonia, contraponto e regência coral. O Coralusp também coloca seu acervo de arranjos para coro à disposição, para consulta dos interessados.








Periodo: 12/06/2011 à 19/06/2011
Horário: 11h
Local: Os eventos são realizados na sede do CPC-USP / Casa de Dona Yayá, Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo, SP.


fonte:
http://www.usp.br/cpc/v1/php/wf05_agenda.php?ano_select=2011&mes_select=6&cat_select=0&id_evento=330