quarta-feira, 15 de junho de 2011

Programa de rádio TALENTOS MUSEU2009 trata da Sevirologia


Derivado da expressão “se virar”, a Sevirologia está diretamente relacionada com botar a mão na massa, reutilização e reciclagem de materiais principalmente a prática do aprendizado auto-didata.

A Sevirologia pode ser útil para toda e qualquer realidade onde faltam recursos (sejam financeiros, estruturais ou humanos) e na maioria das vezes, saímos da situação, conseguindo colocar em prática alternativas mais rápidas e eficientes.



Trilha sonora, Allegro, Música do Brasil Colonial (1752 - 1844), Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra - André da Silva Gomes. Colaboração técnica de Edison Mariotti Junior

Edital inédito apoia projetos de tecnologia


códigos / Foto www.gettyimages.com

Edital inédito apoia projetos de tecnologia

Numa iniciativa inédita, a Fundação Telefônica – através de seu Programa de Arte e Tecnologia – está recebendo projetos culturais criados a partir de pesquisas vinculadas à arte e tecnologia. As inscrições estão abertas online até dia 30 de junho.
O objetivo deste edital é fomentar a cultura digital no Brasil. Para isso, podem ser inscritos projetos culturais inovadores em termos de linguagem, interatividade, criatividade ou forma de acesso e distribuição de seus conteúdos nas áreas de Artes Visuais, Artes Integradas, Artes Cênicas, Audiovisual, Humanidades, Música e Patrimônio Cultural. Os projetos devem se encaixar em uma das seguintes modalidades: mostras e programas de residência de artistas e videomakers; espetáculos com projeções, interações e exibição em mídias móveis; instalações multimídia; performances e intervenções urbanas com registro e exibição em redes, obras que utilizem realidade virtual ou realidade aumentada (leia mais no edital,que pode ser acessado aqui).
Os projetos devem estar inscritos na Lei Rouanet e podem solicitar apoio de até R$ 500 mil. A execução deve ser entre julho de 2011 e junho de 2012.
A ficha de inscrição está disponível aqui. Tenha a mão todos os dados necessários pois a ficha não é editável. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão especializada entre os dias 1º e 29 de julho. Os resultados serão divulgados na primeira quinzena de agosto.
Dúvidas e informações pelo email projetosculturais@fundacaotelefonicabr.org

Projeto do Museu da Cana é apresentado; vídeo mostra projeção

Investimento é de R$ 28 milhões e obras já foram iniciadas


Um projeto de R$ 28 milhões que tem o objetivo de recuperar a vocação, missão e atuação do Engenho Central sob a ótica museológica e contar a história da cana-de-açúcar no Brasil. Assim foi apresentado o 1º Museu do Açúcar e do Etanol nesta terça-feira (14), na abertura do 9º Simtec (Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia e Energia Canavieira)
Executado pelo Instituto Brasil Leitor, em parceria com a Prefeitura de Piracicaba, o projeto será realizado com recursos captados junto à iniciativa privada a partir de incentivos fiscais. “É fundamental para qualquer sociedade que a população conheça seu passado e valorize sua própria identidade”, justifica o diretor geral do Instituto, Willian Nacked.
Os barracões 5 e 7 do Engenho serão restaurados para receber o Museu, que terá 3.480 metros quadrados. Segundo a arquiteta Isabela Galvez, coordenadora do projeto, o trabalho de limpeza e o levantamento das condições do local já começaram.
“A primeira etapa que compreende a elaboração completa dos projetos arquitetônico, museográfico e de comunicação já está 100% amparada pela lei Rouanet”, explica. Quem assina o projeto é o arquiteto Pedro Mendes da Rocha.
De acordo com Isabela, “as técnicas e os equipamentos utilizados permitirão a criação de atividades interativas e sensoriais”. Para isso, o museu contará com maquetes e também um espaço dedicado à pesquisa, seminários, congressos, eventos e exposições.
Diferencial
Como as pesquisas com a cana-de-açúcar e etanol estão em constante desenvolvimento, o Museu deve apresentar novidades frequentemente, tornando-se, inclusive, um referencial nos estudos econômicos do setor.
“Esse será ainda o primeiro Museu da Economia, porque haverá não só uma divulgação de dados atualizados, mas um acompanhamento das diferentes situações e momentos”, garante Nacked.
A recuperação da edificação também está sendo apontada como um ponto positivo na efetivação do projeto. “Com isso, as atividades de manutenção e revitalização da área serão incentivadas, o que acaba promovendo melhorias urbanas decorrentes não só da  recuperação em si, mas também da implantação dos conteúdos propostos”, analisa Nacked.
No dia 27 de junho deve começar a ser feito o trabalho de escavação arqueológica do local. “Vamos analisar a terra e verificar a existência de algum material”, explica a pesquisadora Sandra Sanchez.
A entrega do restauro está prevista para junho de 2012 e a pré-inauguração para dezembro do mesmo ano.
Simtec
A 9ª edição do Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia e Energia Canavieira (Simtec) conta com 178 expositores e deve reunir 16 mil pessoas no Engenho Central de terça a sexta-feira. O evento será aberto ao público das 14h às 21h e segue até o dia 17.
O Simtec tem como objetivos expor as novidades no setor sucroalcoleiro e oferecer oportunidades de negócios. A expectativa para os próximos quatro anos gira em torno de R$ 400 milhões.
O evento será realizado numa área de 32 mil metros quadrados, dos quais 8,2 mil serão ocupados pelos estandes. A 9ª edição vai contar com 3.500 participantes, desde organizadores até palestrantes.
A programação completa das atividades está disponível no site do Simtec.
Serviço: 
Simtec 2011 - Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia e Energia Canavieira
Data: até 17 de junho – 14h às 21h
Local: Engenho Central
Informações: (19) 3417-8604


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Moedas e Toiros no Museu de Angra do Heroísmo

Portugal


O Museu de Angra do Heroísmo inaugura na próxima quinta-feira, dia 16 de Junho, pelas 18 horas, duas exposições intituladas: Faces da Moeda e Terceira, Terra de Toiros.
A moeda é o tema central da primeira mostra, que estará patente na Sala do Capítulo, até 16 de Outubro. Trata-se de um projecto expositivo que  fecha um ciclo que se iniciou com a aquisição duma colecção de numismática essencial para o património cultural da Região, em 2010. O valor material e simbólico da mesma pode ser expresso em números – 1106 espécies –, mas traduz-se, sobretudo, em elementos representativos e evocativos das dinâmicas e das problemáticas inerentes à vida material e económica dos Açores, já que Angra foi o único local dos arquipélagos atlânticos do Espaço Português a assistir à produção de moeda metálica por todos os principais processos, num longo percurso que começa logo no século XVI, com D. António I, o Prior do Crato, e vem até finais do século XIX.
Em Faces da Moeda estão presentes todas as técnicas conhecidas de produção de moeda metálica: desde as moedas batidas em cunhagem manual até às realizadas com o auxílio de processos mecânicos; desde as fundidas (que a Terceira foi o único local no País a ver fazer) às marcadas e remarcadas por necessidades de revalorização ou autorização, como é o caso da vastíssima multidão de “GP” coroados, apostos sobre moedas de quase todas as partidas do Mundo e que aqui circulavam livremente.
Por seu turno, Terceira, Terra de Toiros  ilustra a relação distintiva que a população desta ilha mantém com o Toiro, enquanto parceiro de divertimento, nas touradas à corda e de praça, e animal consagrado ao Divino Espírito Santo, consumido de forma claramente ritualizada durante as funções. Das peças expostas, destaca-se uma colecção trastes taurinos, das quais salientamos um conjunto de trajes de toureio, de praça e de corda, coloridos e pitorescos que cativam pela exuberância das suas formas e requinte da sua manufactura.
Paralelamente, o Museu de Angra do Heroísmo dá seguimento à iniciativa Museu Aberto, procedendo à renovação dos cartazes em grande dimensão afixados na Caixa Geral de Depósitos, que reproduzem páginas da rubrica com o mesmo nome na revista do Diário Insular. Na 3ª edição desta iniciativa, expõem-se 4 fotografias artísticas da autoria de António Araújo, relativas a  mobiliário de cedro, produzido em Angra, durante os séculos XVI e XVII. As três arcas e o contador aqui exibidos são exemplos da arte de mestres angrenses que contrariaram o isolamento ilhéu, vertendo para as suas criações o que de espantoso lhes ia chegando de outros mundos e demonstraram, desde logo, a possibilidade de se exportarem produtos de qualidade e alto valor acrescentado a partir destas ilhas. Estes móveis podem ser apreciados na exposição Do Mar e da Terra… uma história no Atlântico

GaCS/MAH


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http://correionorte.com/governo-dos-acores/71769-gacs-moedas-e-toiros-no-museu-de-angra-do-heroismo

Projeto “Os Sons do Museu” discute a identidade musical de MS



O Projeto “Os Sons do Museu”, do Museu da Imagem e do Som (MIS), promove debate sobre a identidade musical de Mato Grosso do Sul. O evento será realizado no dia 22, às 14h, no prédio da Fundação de Cultura do Estado (FCMS).
“Não entraremos no aspecto dos direitos autorais, pois isso cabe ao jurídico. Porém discutiremos sobre o que é válido catalogar em um museu, ou seja, os produtos oficiais criados por nossos artistas, tanto a nível regional quanto nacional”, explica o pesquisador Carlos Luz, que conduzirá o debate.
No encontro será feito um apanhado geral sobre os diferentes ritmos que embalam e caracterizam o cenário musical sul-mato-grossense. A abordagem irá desde artistas consagrados como Délio e Delinha até os contemporâneos como O Bando do Velho Jack.
No caso do estilo sertanejo de raiz que exerce forte influência na cultura regional, está prevista uma visita mediada da “Exposição Audiovisual os Pioneiros – a origem da música sertaneja de Mato Grosso do Sul”. A mostra é baseada no livro homônimo de Rodrigo Teixeira, financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC).
A trilha sonora utilizada na exposição integra o projeto “Memória Fonográfica de MS”, idealizado pelos pesquisadores Carlos Luz e Idemar Sprandel, criadores do Kit de Difusão Musical da FCMS. Os dois mantêm juntos uma coleção repleta de LPs e CDs de todas as vertentes musicais de Mato Grosso do Sul. O acervo soma um total de 30 mil músicas catalogadas. As obras datam desde a década de 1950 até os dias atuais.
O projeto “Os Sons do Museu” também conta o detalhamento de todo o processo de catalogação das obras: pesquisa, preservação dos CDs e LPs, e digitalização das canções.
A intenção é conscientizar a população da importância de se conhecer e preservar a música produzida no Estado. “Nossa intenção é preservar o acervo físico e disponibilizá-lo digitalmente para a população. Não adianta você ter um acervo e isso ficar guardado”, ressalta Carlos.
“Os Sons do Museu” faz parte da agenda do MIS para o mês de junho, e tem como público-alvo toda a comunidade. Segundo o coordenador do MIS, Rodolfo Ikeda, a programação foi preparada na intenção de fortalecer a identidade cultural da sociedade. Para isso serão explorados os recursos que o audiovisual propicia, combinados às atividades educativas.
Memória Fonográfica de MS
O projeto “Memória Fonográfica de MS” existe há mais dez anos. Hoje, de todo o acervo já foi passado para a mídia digital um total de cerca de 450 vinis produzidos por artistas da terra.
Para o ano de 2012 a meta dos pesquisadores Carlos Luz e Idemar Sprandel é concorrer e serem aprovados no edital do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) para receber financiamento que auxiliará no andamento dos trabalhos.
“Nossa intenção é ganharmos a aprovação do FIC e utilizarmos todo o dinheiro para viabilizar ao menos parte do projeto. Assim poderemos digitalizar todo o acervo e encaminhar o material para a Fundação de Cultura. Daí para frente, ela ficará encarregada de tornar esse material acessível à comunidade, em bibliotecas, pontos de cultura e no aeroporto da Capital”, detalha o pesquisador.
Carlos Luz conta que atualmente o “Memória Fonográfica de MS” está sendo desenvolvido todo com recurso próprio. “Embora o projeto tenha sido aprovado pela lei Rouanet, está difícil captar dinheiro e encontrar uma empresa privada interessada em investir no trabalho”, diz Carlos. A lei Rouanet surgiu para estimular as empresas a investirem em cultura, oferecendo incentivos fiscais àquelas que aderirem a ideia.
Por causa da falta de recursos os trabalhos são dedicados somente a parte de catalogação. A intenção do projeto é que no futuro haja terminais de computadores com todo o acervo musical do Estado. Esses pontos estarão implantados em locais estratégicos: pontos de cultura, aeroportos e instituições de ensino. Nesses lugares as pessoas teriam acesso às canções, letras e, além da biografia dos artistas. “O sonho da gente é que isso chegue à população”, ressalta Luz.
Em 2011, “Memória Fonográfica de MS” esteve com um estande para visitação no Festival América do Sul (FAS) em Corumbá e estará também no Festival de Inverno de Bonito. “São produtos fora de mercado que não estão na internet. Todo o acervo regional está se perdendo. Parte de nossa coletânea é originada das extintas gravadoras regionais Sapucaia e Pantanal. É interessante que o público conheça as músicas, pois ela também retrata a nossa história”, conta Carlos Luz, que já trabalhou nas duas produtoras.

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Morre o pintor Fernando Lopes


Alessandra Vieira – Editora de Cultura
Dono de um talento, criatividade, técnica e erudição apenas comparados a Pierre Chalita, o pintor miguelense Fernando Lopes faleceu na manhã de ontem, em casa, enquanto dormia. Uma despedida justa ao homem que marcou a pintura alagoana, conhecido por ser uma figura humana, gentil e introvertida.
Unanimidade entre amigos, público e crítica, Lopes conseguiu que sua obra corresse o Nordeste e o Brasil, renovando-se em temas e linguagens. “Sua personalidade marcante e rica em energia interior o fazia um ser humano desses que nos dá a certeza de que a humanidade vale à pena”, disse a amiga e museóloga Cármen Dantas.
“Através da sua pintura tentava, dentro das tradições nordestinas, registrar nossas raízes, fazendo referências à música, à poesia, à literatura. Estava numa fase nova, estilizando as nossas paisagens dentro de uma linha dramática. Sem dúvida é uma importante expressão nas artes plásticas do Nordeste, que assiste agora a uma grande perda”, lamenta a artista plástica Solange Chalita e uma das curadoras de uma exposição que homenageia os 50 anos do artista.
A mostra, que segue até o dia 12 de agosto, é na verdade um segundo grande tributo feito pelo Cesmac que, em março do ano passado, deu o nome de Fernando Lopes à galeria de artes. “A escolha de Fernando Lopes para nomear a galeria foi um gesto de agradecimento a esse artista, que tanto contribuiu para as artes plásticas em Alagoas”, disse Francisco Oiticica à época da abertura do espaço.
O corpo de Fernando Lopes foi levado a sua cidade natal, São Miguel dos Campos, e enterrado no Cemitério Nossa Senhora da Consolação, nesta segunda-feira. “Fernando foi um mestre, grande baluarte, que ficará na lembrança de todos que admiram arte. Toda Alagoas chora por essa lacuna deixada por ele nas artes plásticas. Será eterno para todos nós. Sua obra permanecerá imorredoura”, falou a pianista Selma Brito.
Vitalidade plástica (*)
Nascido em 1936, na cidade de São Miguel dos Campos, Alagoas, filho de família tradicional e descendente de imigrantes espanhóis – Bernardo Lopes Sobrinho e Helena de Lima Lopes -, Fernando estudou música no Conservatório de Recife e formou-se em Direito, mas nunca exerceu a função.
Conhecido mundialmente, Fernando Lopes despontou nas artes plásticas alagoanas por volta de 1959.
Firmou-se no cenário nacional como possuidor de uma consistente e fecunda inventiva. Sua obra, impregnada do místico espírito do seu povo, identifica os anjos e os santos, a realidade empírica de sua data e do seu ambiente. Foi um historiador preocupado com o rigor da perspectiva e do volume, representando o mundo através de elementos alegóricos de rara beleza e muita vitalidade plástica, inspirando-se sempre nos antigos casarões de sua terra natal, inovando e experimentando novas técnicas.
Conhecido e respeitado em todo o País, como também no exterior, residia atualmente em Maceió.
Foi um dos mais importantes colaboradores para a criação da Casa da Cultura no município de São Miguel dos Campos, local que detém com muita honra o museu em sua homenagem. Em seu círculo de amizade e admiradores constavam grandes personagens nacionais, tais como Jorge Amado, Aurélio Buarque de Holanda, Lêdo Ivo, Francisco Brennand e o pintor Di Cavalcanti.
Foi admirador e colecionador de artes plásticas e do Barroco brasileiro. Ouvia constantemente música clássica e erudita enquanto desenvolvia sua arte.
Fernando Lopes participou de exposições coletivas nas Embaixadas do Brasil em Paris, Roma, Israel e Estados Unidos, assim como em Bienais de São Paulo e nas mais importantes cidades do País. Chegou a expor em Londres, em 1970, por três vezes com outros artistas da América do Sul. Seus quadros estão expostos em museus e importantes coleções particulares brasileiras, como Museu Bloch, Manchete Vieta, Civitta, Abril Cultural, Giovanna, Bonino, Aloísio de Paula Machado, Museu de Olinda, Fundação Armando Álvares Penteado e Museu do Sol, em São Paulo, e Alfredo Knope, Nova York.
(*) extraído do site www.alagoasweb.com
DEPOIMENTOS
Veterano dos pincéis, Fernando é atual sem perder as raízes. Com um percurso de arte que se estende desde 1951, mantém o selo da
coerência e um vínculo catártico com a sua cidade, São Miguel dos Campos, que se estampa na temática evocativa da paisagem de memórias. Falando sobre seus temas, disse com aquele ar de eterno sonhador: “Quando pinto o casario antigo, ele é um jogo de armar casinhas e há ali a tentativa de aprisionar o tempo entre a criança e o adulto”. Esta incursão poética sobre o tempo reveste-se de uma consciência mística que perpassa toda a sua obra. As madonas, os anjos, as figuras bíblicas, o próprio casario, tudo está envolto numa ritualidade que propõe transcender o próprio tempo.
Fernando, nessa sua caminhada de tantas histórias, soma talento, criatividade, técnica e muita erudição. Além disso, sua personalidade marcante e rica em energia interior o faz um ser humano desses que nos dá a certeza de que a humanidade vale à pena.
Cármen Lúcia Dantas, museóloga
Foi uma grande perda não só para a arte alagoana, mas também para as artes plásticas brasileiras. Fernando era um artista extraordinário. Ele, assim como Pierre Chalita, marcou a pintura alagoana tanto como ser humano quanto como artista. Foi um mestre, grande baluarte, que ficará na lembrança de todos que admiram arte. Toda Alagoas chora por essa lacuna deixada por ele nas artes plástica. Será eterno para todos nós. Sua obra permanecerá imorredoura”.
Selma Brito, pianista
“Era um excelente artista, um dos maiores do Estado, com vastos conhecimentos culturais e visão abrangente. Era um homem muito culto, que sabia apreciar música e literatura, inclusive a francesa. Era grande leitor e entendedor da obra de Proust. Seus conhecimentos muito influenciaram sua obra, que era e continuará sendo bastante valorizada. Através da sua pintura tentava, dentro das tradições nordestinas, registrar nossas raízes, fazendo referências à música, à poesia, à literatura. Estava numa fase nova, estilizando as nossas paisagens dentro de uma linha dramática. Sem dúvida é uma importante expressão nas artes plásticas do Nordeste, que assiste agora a uma grande perda”.
Solange Chalita, artista plástica
“Para mim, Fernando Lopes foi o maior artista de Alagoas. Uma grande referência no Estado. Foi uma homenagem muito justa que o Cesmac prestou a ele, dando o seu nome à galeria. Espero que outras instituições tenham o mesmo apreço, responsabilidade e respeito por sua obra, que faz parte das maiores coleções nacionais. Ele pintou o Brasil de uma forma próxima, muito peculiar. É uma perda irreparável”.
Rogério Gomes, artista plástico
A morte de Fernando Lopes é extremamente triste. Foi também uma grande coincidência porque a exposição do Cesmac foi pensada como uma comemoração expressiva do jubileu da sua primeira exposição individual, no Recife, em 1961. O que seria uma grande homenagem passou a ser a última alegria dele. Foi um dos poucos artistas alagoanos de projeção nacional, cuja obra está catalogada no dicionário de vários artistas plásticos brasileiros. E o Cesmac já está viabilizando a publicação de um catálogo sobre sua obra”.
Romeu Loureiro, jornalista e curador da exposição

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PUBLICADA NA INTERNET LISTA DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA ITALIANA

Cidade do Vaticano, 14 jun (RV) – Agora é possível encontrar na rede o registro dos institutos culturais eclesiais pertencentes à Igreja na Itália, ou seja, museus, arquivos e bibliotecas. Para isso basta acessarchiesacattolica.it/anagrafe. A iniciativa enriquece o serviço online dedicado às bibliotecas já oferecido pelo Ministério para os bens e as Atividades Culturais da Conferência Episcopal Italiana (CEI). A apresentação do serviço à imprensa foi feito esta manhã, aqui na Rádio Vaticano. Rafael Belincanta nos traz os detalhes. 

 

Estão disponíveis na web os levantamentos feitos junto a 1191 instituições, das quais 335 bibliotecas, 640 arquivos e 216 museus eclesiásticos. É possível conhecer os horários de abertura, condições de uso, serviços e documentos, entre livros e obras de arte. Dom Stefano Russo, diretor do Escritório Nacional dos bens culturais eclesiásticos fala sobre a importância de reunir tudo isso na internet.

"Os arquivos, as bibliotecas, os museus diocesanos estão difundidos por todo território italiano. Se pensarmos que são 225 as dioceses italianas, imagina-se que cada diocese tem também um arquivo histórico, uma biblioteca. Sabemos que muitas vezes os arquivos diocesanos contêm papéis, documentos e estatutos importantissímos não somente para a história da Igreja mas da própria comunidade local e, por consequencia, também da comunidade nacional". 

Além disso, a Conferência Espiscopal Italiana firmou acordo com o governo italiano para gerir os patrimônios em parceria. O sub-secretário italiano para os bens culturais, Francesco Giro, explica como isso vai acontecer.

"Acordos como este favorecem o diálogo entre a CEI e o Governo. Este é um acordo importante e significativo porque nos ajuda a encontrar uma linguagem comum para gerir um enorme patrimônio. Nós não só temos a tutela mas valorizamos o patrimônio que deve ser acessível. Mas além disso, sobretudo permitimos que este patrimônio seja entregue de forma íntegra às futuras gerações". 

Todas as informações estão disponíveis, em italiano, no site chiesacattolica.it/anagrafe (RB)