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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Em São Paulo, Catherine Deneuve visitou o Museu Afro Brasil

Na recente visita ao Brasil, para promover o filme "Potiche", a atriz francesa Catherine Deneuve, 67 anos, optou por reduzir seu tempo de entrevistas e outras exposições midiáticas. O gesto oculta uma atitude rara entre as estrelas que aterrissam no País: ela reservou espaço na agenda para ir a um museu, o Afro Brasil, localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Um dos ícones do cinema francês, a atriz Catherine Deneuve visitou o Museu Afro Brasil, acompanhada pelo escultor Emanoel Araújo.
Um dos ícones do cinema francês, a atriz Catherine Deneuve visitou o Museu Afro Brasil, acompanhada pelo escultor Emanoel Araújo.
Depois da coletiva à imprensa, no Festival Varilux de Cinema Francês, em 8 de junho, ela visitou as exposições "O Grande Mural dos Orixás", de Carybé, "As Mulheres Negras da Irmandade da Boa Morte de Cachoeira", com fotografias de Pierre Verger e Adenor Gondim, e "Deuses D'África", além de percorrer uma parte do acervo permanente do Afro Brasil. Encantou-se com os relevos de Carybé. "O museu é lindo, fiquei emocionada", disse.
Durante a visita, ela foi acompanhada pelo escultor e diretor do museu, Emanoel Araújo. Antes de sair, deixou uma mensagem no livro de visitantes. No Festival Varilux, Deneuve lançou a comédia "Potiche: Esposa Troféu", de François Ozon.

fonte:

Programa de rádio TALENTOS Museu2009 no portal de voz entrevista Marcela Tokiwa Obata dos Santos.

Sevirologia - Marcela Tokiwa Obata dos Santos

Visite http://pt.blaving.com/museu2009 - programa de rádio TALENTOS Museu2009 no portal de voz.

Em visita ao MASP, entrevistamos a arquiteta Marcela Tokiwa Obata dos Santos. Ela é Supervisora de produção de exposições na Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Sevirologia a gente aprende desde quando começa a andar e a tatear o mundo. E assim a gente começa a se virar.

Visite http://pt.blaving.com/museu2009

Economia Criativa

Brasil persegue os bilhões da criatividade de seus negócios

Governo encampa a tese de desenvolvimento da Economia Criativa, promovendo políticas públicas para artistas e inovadores em geral


Foto: DivulgaçãoAmpliar
Produção dos irmãos Campana é exemplo de criatividade exportada pelo Brasil
Os poucos consagrados brasileiros que estão nesta semana em Cannes, para o festival de propaganda, não são os únicos a lucrar com a criatividade no país. Profissões de diversas linhas, como artes visuais, audiovisual, desenvolvimento de softwares, arquitetura, design, gastronomia, moda, cartoons, entre várias outras que têm nas ideias a fonte fundamental de eficiência, têm levado o Brasil a lucrar bilhões de dólares aqui dentro e em exportações.

Essa efervescência mundial é chamada de Economia Criativa, porque se distingue da economia tradicional – aquela em que quem detém os meios de produção tem a fonte da riqueza. Na economia criativa, o capital intelectual é o fator primário. O que caracteriza um produto criativo, segundo alguns estudiosos, é que seu preço é dado por sua dimensão simbólica.

Microempresários e empreendedores autônomos foram os principais atores para fazer o valor de bens criativos exportados pelo Brasil disparar de US$ 740 milhões para US$ 1,2 bilhão em 2008, segundo a UNCTAD. Em todo o mundo, o volume de bens e serviços criativos que circulou pelas fronteiras chegou a US$ 400 bilhões em 2008. Do que saiu do Brasil como produto criativo estão, por exemplo, as o design produzido pelos irmãos Campana, as propagandas nacionais em Cannes ou o desenho doPeixonauta.
No Brasil, o conceito de economia criativa é recente. Há dois anos apenas o governo do Rio possui uma coordenadoria dentro de sua secretaria de cultura. A Bahia também possui uma área específica e outros Estados têm mostrado interesse na abordagem. A Universidade Estadual do Ceará firmou uma parceria com a universidade de Queensland, na Austrália, onde os estudos sobre o tema são mais avançados, para montar um observatório sobre Economia Criativa do Nordeste. E o Sebrae também deve criar uma linha específica para tratar do tema com pequenos empreendedores em breve.

Criatividade por reduzir desigualdades

Para concentrar esforços em torno dessas profissões e produções criativas em nível nacional, o Ministério da Cultura (MinC) decidiu criar a Secretaria de Economia Criativa. Mas a futura secretária dona dessa cadeira, Cláudia Leitão, é a primeira a assumir que Economia Criativa ainda é um conceito em construção. “No Brasil entendemos que a criatividade tenha de se reverter em mais desenvolvimento e menores desigualdades regionais.”
Foto: Divilgação
Peixonauta é um cartoon brasileiro exportado para 65 países
Segundo Claudia, são quatro os desafios do governo brasileiro na área da Economia Criativa: o levantamento de informações, para saber qual a exata importância financeira desse segmento, a articulação e o estímulo ao fomento de empreendimentos, a capacitação de agentes para trabalhar nessa competência criativa e a infraestrutura da economia criativa – desde a produção até o consumo. “Os grandes não precisam de tanta atenção, mas queremos garantir sustentabilidade, diversidade e inclusão, pensando no empreendedorismo do pequeno.”

Por isso, é necessário pensar em marcos regulatórios que protejam esse microempreendedor criativo e façam ele aprender gestão e se formalizar, diz Claudia. Ela já teve reuniões com representantes de 15 ministérios para tratar de temas correlatos à sua meta, que deve resultar em um projeto de lei. “É preciso uma política de desoneração fiscal e normas que possam proteger esse produtor criativo, como uma previdência, questões trabalhistas e fiscais.” 

A economia criativa está em trabalhos como o da Fundação Casa Grande, comenta Claudia. A organização não-governamental de Nova Olinda (CE) funciona como pólo de produção cultural de diversos tipos, desde a produção de sandálias que já foram expostas na São Paulo Fashion Week (SPFW) até a instalação de pousadas e albergues para desenvolver o turismo cultural na região. “Iniciativas como essa formam um círculo virtuoso na região”, diz.


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O Brasil será mostrados por meio de 18 exposições em 15 museus e espaços culturais da Bélgica e países vizinhos

Brasil será homenageado em festival cultural na Bélgica


O Brasil será o país homenageado na edição de 2011 do festival Europalia, na Bélgica, em outubro. Criado em 1969, o festival é considerado o maior evento cultural multidisciplinar do mundo.
O Brasil será mostrados por meio de 18 exposições em 15 museus e espaços culturais da Bélgica e países vizinhos. Além de 127 shows com músicos brasileiros, apresentações de teatrais, dança, mostras de cinema e conferências nas áreas de literatura, ciências sociais, artes, arquitetura,design e audiovisual.
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, participou nesta terça (21) do lançamento oficial do festival, em Bruxelas, capital da Bélgica, e disse que o evento será uma oportunidade para divulgar a diversidade da cultura brasileira.
“Somos hoje um país em voga no cenário internacional. Nosso desafio consiste em mostrar que tais atenções vão além do mero modismo e que o Brasil tornou-se, de fato, um protagonista. Não apenas nas trocas econômicas ou no concerto das nações, mas também no âmbito da produção cultural e da reflexão sobre a cultura”.
De acordo com o Ministério da Cultura, o festival deve atrair 2 milhões de visitantes. “A cultura representa hoje um segmento de crescente importância na economia mundial, e nada melhor para nossos artistas e criadores do que divulgarmos nossa cultura junto ao público europeu”, acrescentou a ministra.
A abertura do Europalia 2011 está marcada para o dia 4 de outubro, e deve coincidir com a abertura da Cúpula Brasil-União Europeia. As informações são da Agência Brasil.

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