domingo, 26 de junho de 2011

Taça da Libertadores já está em exposição na Vila



Jogadores exibiam placa na taça que indicava o Santos como o campeão da Libertadores da América de 2011. Foto: Celso Paiva/Terra
Taça da Copa Libertadores está exposta em Santos
Foto: Celso Paiva/Terra

A partir deste sábado, todos os torcedores santistas podem ver a taça da Copa Santander Libertadores de perto. O troféu já está em exposição no Memorial da Conquista, anexo à Vila Belmiro.
O Museu do Santos funciona das 9h às 19h, de terça-feira a sábados. Aos domingos, o Memorial funciona das 9 às 12h30 e das 13h30 às 19h. A meia entrada é válida para estudantes, professores, crianças de 7 a 17 anos e aposentados acima de 60 anos. Crianças menores de seis anos não pagam.
Confira os preços e tipo de visitas: 
Visita Monitorada: Memorial + Camarotes Térreos + Sala de Imprensa + Vestiário (Locker Room) + Campo = R$ 10,00. Meia entrada, Grupos, Empresas, Agências e Escolas = R$ 5,00
Visita Simples:Memorial + Arquibancadas do Estádio = R$ 6,00. Meia entrada = R$ 3,00

fonte:

Museu da Imagem e Som de Piracicaba tem discos de vinil, vitrolas, projetores, câmeras de 16 milímetros, imagens raras, mas ainda quer ampliar acervo


Sob organização, museu ainda procura raridades



Foto: Del Rodrigues - Rozados mostra vitrola e filmadora, que fazem parte do MISP
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Erick Tedesco

Na Estação da Paulista, a sala onde funcionava a sede administrativa de um Centro Cultural, deslocados para o Engenho Central, agora abriga discos de vinil, fitas K-7, vitrolas, máquinas fotográficas, gravadores de áudio, projetor e câmera de película 16 milímetros e tantos outros materiais que compõem o Museu da Imagem e Som de Piracicaba (MISP). Todos os objetos, ainda empacotados, são doações recebidas desde 2009 e, até o momento, são duas as pessoas envolvidas na organização do museu: o idealizador Lauro Pinotti, diretor da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, e Raul Rozados, no local desde 6 de junho. 

Fotógrafo de ofício e ator de formação, à frente da Tragatralha Cia de Teatro, Rozados está estudando planos de atuação para o MISP. As ideias brotam a partir de cada objeto que ele pega para mostrar e explicar. “Seria fácil simplesmente expor tudo o que já temos e o que ainda receberemos, mas o fenômeno será o contato físico e propostas interativas”, ressalta o agora arquivista. Ele vislumbra um espaço de memória pulsante, “organizado por mil mãos”, ao sugerir que este é também um projeto de toda comunidade piracicabana. 

Tais propostas, que são muitas, serão apresentadas semana que vem por Rozados ao idealizador do MISP e à secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese. “Primeiro, é preciso catalogar – e a partir de um processo museológico. Em seguida, é interessante promover campanhas públicas para doação de material. Já fiz alguns bons contatos. Também precisaremos lidar com pessoas que trabalham com restauro”, lista. O pontapé do projeto pode ser considerado certeiro, afinal, Rozados é bem articulado e tem comunicação fluente com vários setores da cidade, tanto com o poder público como possíveis investidores.

Existem muitos objetos interessantes do audiovisual na célula do MISP, como dois toca discos, antigos e com grande suporte de madeira, que se aptos para reproduzir vinil, avalia Rozados, é de muito valor. Ambos foram doados por Irineu Furlan e Beatriz Bizzetti Alleoni. “Porque, além de ficar à mostra, é bacana, principalmente às novas gerações, ver como funcionam estes aparelhos”. O arquivista do espaço vislumbra organizar tanto uma exposição permanente como temporárias. A quantidade do acervo, ainda não estimada, é simplesmente classificada por Rozados como “milhares”.

E, de fato, estão na casa dos “mil” os vinis já doados. Os primeiros foram da coleção de Fabio Monteiro, idealizador da Noite de Seresta, conseguiu junto a Rádio Cultural, em São Paulo. A artista Rita Moura é outra importante colaboradora do MISP, como alguns vinis de óperas, cuja reprodução é possível apenas de um lado. “Além dos estojos lindíssimos e em excelente estado”, completa Rozados.

Praticamente quase todo o acervo se encontra em estado satisfatório. Menos um, em especial, mas que deve ser restaurado pelo valor histórico: uma Radiola suíça, a manivela, e com caixa de madeira, mas que está deteriorada por cupins. “É, com certeza, do começo do século 20”, ressalta Rozados, que usa este objeto como justificativa para uma análise geral de tudo. “Além disso, antes de expor, vamos analisar o que é o e que não é interessante para o museu”. Segundo ele, será utilizada como relevante a questão “curiosidade”.

Quanto ao material iconográfico do MISP, as principais são fotos da Piracicaba de outrora cedidas pelo Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP), com legenda e digitalizadas de forma profissional. “Mas também recebemos fotos do Centro Cultural Martha Watts, da Esalq, coleção de postais e de acervos particulares, como de Odilo Mortati”. De acordo Rozados, a ideia é promover campanhas para “achar” mais imagens de memória. “Pensei em, por exemplo, ir até a casa do doador com um scanner, ou ele vir até nós para fazer a digitalização”. 

A interatividade também aparecerá nos projetos que Rozados formula quanto à utilização dos materiais do acervo para oficinas. Ele acredita que pode usar as máquinas fotográficas doadas pelo Centro de Comunicação Social da prefeitura, em desuso, para ensinar a fotografar à moda antiga, que também pode incluir o uso do ampliador fotográfico, dos anos 60, após pequenas reformas, como adquirir a tábua de base e uma objetiva de 50 ou 80 milímetros. “O trabalho no MISP é para uma vida toda, ainda mais para pessoas de Piracicaba, cidade rica em tradições”, conclui.

fonte:
http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=9636