segunda-feira, 4 de julho de 2011

Morre em SP poeta e ex-secretário de Cultura Mário Chamie


O poeta e ex-secretário de Cultura de São Paulo, Mário Chamie, 78 anos, morreu por volta das 9h da manhã deste domingo (3) no Hospital Alemão Oswaldo Cruz em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca.
O velório será no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, a partir das 19h deste domingo e o sepultamento, nesta segunda-feira (4), no Cemitério do Araçá. O cortejo sai às 9h em direção ao cemitério.
O escritor tinha um câncer no pulmão diagnosticado desde maio de 2010 e passava por tratamento. Nesse período, foi internado diversas vezes.
Em entrevista ao Terra, sua filha, a cineasta Lina Chamie, Mário lutou contra a doença, fez quimioterapia, mas estava muito debilitado: "a última internação foi na sexta-feira (1) por causa das complicações da doença. Embora ele estivesse consciente, foi uma luta muito forte porque o câncer já tinha comprometido o fígado".
De acordo com ela, essa consciência foi que "resolveu" o câncer: "intelectualmente, ele continuava muito ativo, no entanto sofrendo na luta contra a doença, que é um tanto violenta. Mas, no fundo, (Mário) acabou partindo por outra razão. Ele vinha sofrendo muito, mas ao mesmo tempo ativo, escrevendo".
Mário Chamie tem um novo livro editado chamado Neonarrativas, que ainda não foi para as livrarias. Ainda está previsto uma edição comemorativa de 50 anos do Lavra Lavra, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti, completados em 2012.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Mário Chamie foi secretário municipal de Cultura entre 1973 e 1983. Em sua gestão, criou o Centro Cultural São Paulo, a Pinacoteca Municipal e o Museu da Cidade.

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Exposição mostra arte contemporânea do Peru

São Paulo - Uma oportunidade para conhecer um pouco mais sobre a arte peruana contemporânea e para ter uma visão histórica sobre o país nos últimos 40 anos. Esse é o objetivo da mostra Arte al Paso, que ocupa a Estação Pinacoteca, em São Paulo, até o dia 31 deste mês.

Segundo o curador chefe da Pinacoteca, Ivo Mesquita, o nome Arte al Paso é “uma expressão que indica arte feita não por acaso, mas no calor da hora, dos acontecimentos”. Arte al Paso também é o nome dado a uma ação artística sobre o espaço público que, historicamente, reflete sobre as precariedades e desigualdades peruanas de toda natureza.
A manifestação foi criada pelo coletivo E.P.S Huayco, em 1980, formado por Francisco Mariotti, Luy Maria, Rosario Noriega, Herbert Rodríguez, Juan Javier Salazar, Williams Armando e Zevallos Mariela. Trata-se de um dos mais importantes movimentos artísticos no Peru.
“A exposição é uma mostra,organizada pelo Museu de Arte de Lima, com a coleção de arte contemporânea deles. Então, ela apresenta a arte do Peru desde o final dos anos 60 até agora. É interessante porque a produção artística peruana, ao mesmo tempo que fala de questões específicas da arte, vai se reportando o tempo todo à história recente do Peru”, disse Mesquita.
Estão em exposição cerca de 100 objetos - entre pinturas, esculturas, fotografias e vídeos - de 36 artistas, É a primeira vez que parte da coleção de arte contemporânea do Museu de Arte de Lima está em exposição no exterior.
De acordo com o curador chefe da Pinacoteca, as obras refletem a identidade peruana. “Há muitos signos e símbolos que se identificam com o Peru: a figura do indígena, a árvore de coca, os costumes e a comida”, disse Mesquita. “Elas também refletem questões políticas específicas sobre as disputas existentes no país.”
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A exposição conta três histórias que se cruzam. “A da própria produção artística peruana dos últimos 30 ou 40 anos, a história do Peru nesse período e a história da consolidação do museu como espaço de arte contemporânea”, disse Mesquita.

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