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terça-feira, 5 de julho de 2011

Museu da Oralidade - modos de fazer e saberes típicos da comunidade...

Em fevereiro de 2007, iniciamos voluntariamente um projeto de registro da memória oral de idosos de Luminárias, cidade de 5 mil habitantes no sul de Minas Gerais. A proposta foi encampada pela prefeitura local, que cedeu hospedagem e alimentação por dois meses para a execução do trabalho. Percorremos toda a comunidade, inclusive a zona rural, gravando com um pen-drive as narrativas de vida de 27 idosos nascidos até 1939. Após as gravações, transcrevemos todo o material coletado e chegamos a mais de 200 páginas de memórias, que formam um rico e inestimável acervo sobre a história local.
Com esse material, decidimos buscar apoio para a publicação de um livro. Foi quando conhecemos o edital do Fundo Estadual de Cultura, do governo de Minas. Enviamos os textos e pedimos recursos para a edição das histórias. O projeto Memórias Iluminadas foi aprovado e trouxe mais ânimo para seguirmos com a empreitada.
O trabalho de coleta de histórias foi crescendo ainda mais. No começo, os idosos ficavam tímidos e desconfiados em relação ao trabalho que estava sendo feito, mas aos poucos iam se soltando. Alguns deles chegavam a nos parar nas ruas, pedindo que fôssemos conhecer e entrevistar irmãos, tios ou compadres. Por várias vezes as gravações contavam com a presença de filhos, netos e bisnetos dos entrevistados, que mostravam curiosidade e até ajudavam na formulação das perguntas. Isso nos fez perceber a singularidade e a importância do projeto.
Quando nos debruçávamos sobre as transcrições, percebíamos a riqueza daqueles relatos. Eles revelavam inúmeras outras minibiografias de pessoas que passaram pelas vidas dos entrevistados. Também descreviam com precisão modos de fazer e saberes típicos da comunidade. Assim que percebemos o valor único do registro da tradição oral, resolvemos nos unir a pessoas que tivessem interesse em desenvolver mais projetos do gênero. Nasceu a Viraminas Associação Cultural, em Três Corações, com o objetivo de unir artistas e produtores culturais em torno de iniciativas de valorização da memória e das tradições.
Logo outros projetos vieram, como o Memória da Educação Tricordiana, que registrou as narrativas de 11 professores aposentados da rede pública de ensino da cidade, e o Mutirão de Histórias de Vida, que reuniu voluntários para gravar as memórias de moradores da antiga colônia de hanseníase de Santa Fé, em Três Corações.
À medida em que novas histórias vinham sendo gravadas, percebemos que estava sendo formado um grande acervo, que não poderia ser simplesmente arquivado após a realização dos projetos. Fomos observando que várias histórias, mesmo que de projetos distintos, se entrecruzavam em determinado ponto. Diante disso, pensamos em como disponibilizar esse material para o público. A ideia inicial era de um grande baú de histórias. Discutindo como seria esse baú, chegamos à conclusão que tínhamos um acervo museológico e chegamos, então ao nome de Museu da Oralidade.
Para nos inscrevermos no programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, formatamos o que viria a ser este museu. A ideia central é a de que as novas tecnologias de informação (computadores, internet, aparelhos digitais) não são uma negação das tradições. Pelo contrário, as novidades tecnológicas podem servir para registrar e preservar nossas tradições e raízes culturais. Assim, imaginamos uma rede social na internet, onde qualquer usuário pode se cadastrar e montar projetos de memória em sua comunidade, contribuindo para o acervo dinâmico e participativo.



fonte:
http://museudaoralidade.org.br/

Antiga estação ferroviária de Bandeirantes será transformada em museu (PR)

Antiga estação ferroviária de Bandeirantes será transformada em museu. Divulgação
Após restauração, prédio da antiga estação ferroviária será transformado em um museu com relógios, sinos e outros equipamentos que ajudam a contar a história ferroviária da região









O município de Bandeirantes (108 km de Londrina) vai ganhar, em breve, um novo ponto turístico. Trata-se da antiga Estação Ferroviária da cidade, que foi cedida pelo Ministério do Planejamento ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para ser transformada em um museu.
Com esta transformação do prédio, que vai passar por um processo de restauração, será possível apreciar relógios, sinos, aparelhos telefônicos e outros instrumentos que resgatam a memória ferroviária. A cessão do présio foi intermediada pela Superintend~encia do Patrimônio da União no Paraná.

De acordo com o superintendente do Patrimônio da União no Paraná, Dinarte Vaz, a medida traz diversos benefícios para a população de Bandeirantes e região. "Esse resgate da história e da cultura das ferrovias vem sendo buscado nessa parceria Patrimônio da União e Iphan e essa é uma das estações que vai ser restaurada. Com isso, não só se resgata o valor cultural e histórico. Você passa a ter mais um ponto turístico na cidade, onde a pessoa vai conhecer um pouco da história daquele município vinculado à ferrovia", comentou.

Ainda segundo Vaz, Patrimônio da União no Paraná informa que, além Bandeirantes, a estação ferroviária da cidade de Paranaguá, no Litoral, também poderá ser transformada em atração histórica, em parceria com o Iphan.

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Na comemoração de seu 35º aniversário, Museu Municipal inicia nova fase de relacionamento com a sociedade

Na comemoração de seu 35º aniversário, Museu Municipal inicia nova fase de relacionamento com a sociedade
Um lugar para construir história e produzir cultura. Esse é, a partir de agora,  o perfil do Museu Municipal Dimitri Sensaud de Lavaud, que na última quinta-feira, dia 30 de junho, abriu a programação em comemoração aos seus 35 anos inaugurando também uma nova fase de relacionamento com a comunidade.
Uma das principais mudanças atinge seu funcionamento, que passa a ser de quarta-feira a domingo, das 10 às 18 horas. “Assim atendemos tanto a comunidade escolar quanto o público em geral, que pode visitar o museu fora do horário comercial”, explicou, durante o evento de abertura da programação de aniversário, o Secretário de Cultural de Osasco, Luciano Lub, que também assumiu a direção-geral do órgão.
As atividades da Semana do Museu, que aconteceram até 3 de julho, também já seguem essa nova diretriz. Na abertura, o espaço foi tomado por manifestações culturais, incluindo a exposição “Raízes da Pintura”, da artista plástica Margarita Campilo Mur, que pode ser conferida até 21 de julho; a exposição Osasco  em Fotos, com curadoria do fotógrafo Rômulo Fasanaro Filho e que traz cenas de todas as etapas da história da cidade pelo olhar de diversos profissionais; o Espaço dos Autores, que permitiu ao público participar de um bate-papo com os escritores Andre Vianco e Laura Leal; e ainda novas exposições do acervo permanente, incluindo a farmácia original de Pedro Fioretti; o Memorial do Casarão (com registros históricos e artísticos sobre o Chalé Brícola, que abriga o museu); o Linha do Tempo, sobre a história da cidade; e o Arte pela Cidade, com exposição de esculturas ao ar livre. Outro destaque foi a realização, no próximo museu, de uma reunião ordinária da Ordem dos Emancipadores de Osasco (OEO). Tudo isso em um evento embalado pela música do maestro Hamilton Messias.
Na abertura, o secretário destacou a própria história do imóvel. “O chalé Brícola foi construído no final do século 19 e abrigou diversas personalidades de nossa história, dentre elas o próprio Dimitri Sensaud de Lavaud”, lembrou, fazendo referência ao autor do primeiro vôo da América do Sul, que morou no imóvel que hoje abriga o museu e também que empresta seu nome a ele.
E completou: “Esse é um espaço para construção da história e da cultura de Osasco. E nessa perspectiva vamos mudar gradativamente seu perfil, tornando-o mais integrado à atividades culturais e promovendo a curadoria de todas as formas de cultura que se apresentam na cidade”.

A programação da semana de aniversário continuou no sábado, dia 2 de julho, com a realização, às 14 horas, da Mesa Universitária, debatendo o tema: “O mundo museal e seu entorno”. Já no domingo, dia 3, aconteceu o evento “Osasco declamada”, com um sarau de poesias sobre a cidade.
Também prestigiaram o evento os secretários municipais Paulo Fiorilo (Administração), Rubens Bastos (Indústria, Comércio e Abastecimento) e Gilma Rossafá (Assistência e Promoção Social), a secretária-adjunta de Cultura, Nice Abrantes, e o presidente da Ordem dos Emancipadores de Osasco (OEO), José Geraldo Setter, dentre outras autoridades.

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Peru vai processar município sueco por roubo de patrimônio histórico

LIMA — O presidente Alan García anunciou nesta segunda-feira que o Peru processará o município sueco de Gotemburgo pelo crime de apropriação ilícita de 100 tecidos da cultura Paracas - de mais de 2.000 anos - que estão em um museu na Suécia.
"Dispus que desde hoje entremos com uma ação penal contra o município de Gutemburgo, na Suécia, porque é cúmplice do roubo de mais de 100 tecidos da cultura Paracas", disse García em uma cerimônia na chancelaria peruana.
Uma centena de tecidos está no museu da Cultura de Gotemburgo, que deve devolvê-los imediatamente, segundo o presidente peruano que não informou a data do suposto roubo do patrimônio cultural.
"Surpreende que o município e o museu da Cultura, que pertence ao município, apropriem-se indevidamente de 100 mantos que foram roubados do Peru, e se isso se confirmar, são cúmplices de um roubo", declarou Alan García.
O governante defendeu sua postura e afirmou que "temos direito a denunciá-los penalmente e no nível internacional, para que a Interpol capture aqueles que são cúmplices da depredação de uma civilização.
Segundo o site do museu da Cultura Mundial de Gotemburgo, este "administra uma coleção de tecidos chamada 'A coleção Paracas', que foram encontrados no começo da década de 1900 no Peru".
A cidade de Gotemburgo detém formalmente a propriedade de 89 destes objetos, todos eles têxteis, que são exibidos desde 2008 e se encontram sob sua custódia, de acordo com o site das autoridades suecas.
Os tecidos Paracas são considerados um dos mais belos do mundo, por sua variedade cromática incomparáveis.
A cultura Paracas desenvolveu-se na costa sul do Peru entre 100 a.C. e 200 d.C., mas foi descoberta nos anos 1920.
Em maio de 2010, a Suécia devolveu ao Peru 33 fragmentos de têxteis de culturas peruanas da costa central e sul pré-colombiana, Paracas entre eles.
O Peru é o país da América Latina mais afetado pelo tráfico e roubo de bens patrimoniais, seguido por Bolívia e México, segundo o escritório local da Interpol.

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