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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Charges inéditas e telas de Rontani estão no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes.


em 07/07/2011 00:30:00 (12 leituras)
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Rontani ilustrava a classificação do Campeonato Paulista com os mascotes dos times pendurados num pau de sebo 
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Foto: Del Rodrigues - Trabalhos de Edson Rontani podem ser vistos no Museu Prudente de Moraes

Erick Tedesco
O mascote do clube XV de Novembro de Piracicaba, o caipira Nhô Quim, foi inventado por Edson Rontani em 1948. A imagem é relacionada ao futebol quinzista até hoje e o artista, um simples funcionário público que se divertia pintando e desenhando, nunca ganhou um centavo pelo “filho”. O outro filho, o de carne e osso, Edson Rontani Júnior, briga pela patente e aproveita o momento de euforia devido à ascensão do time da cidade à Série A-1 do Campeonato Paulista para montar “Alma Piracicabana”, no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, exposição com charges, algumas inéditas, e telas, em diversas técnicas, produzidas pelo pai. 

Inaugurada na noite de ontem, o vernissage teve a presença de um ilustre amigo de Rontani, Jairo Mattos. “Convidei o Jairo porque ele é um grande artista e o autor desta escultura”, falou apontando para o busto do pai, produzido na década de 60. Rontani Júnior tem outras dúvidas quanto aos esforços artísticos do pai. Segundo ele, muitas pinturas desta exposição foram encontradas no ateliê que mantinha no quintal da residência, quando faleceu. “Estavam enroladas em jornal e isso ajudou a conservá-las.” 

Enquadradas pelo filho em 2002, as pinturas evidenciam um Edson Rontani habilidoso com as tintas e pincéis. São telas à óleo, nanquim e aquarela praticadas em temas diversos, como cenas agrícolas, uma que o filho intitulou “À Margem do Rio Nilo”, brincadeiras de criança, rostos e sobre o ofício do artista, além de duas paisagens com sutis traços impressionistas a la Vincent van Gogh. “De algum modo, meu pai renegou estas obras. Muitas não foram assinadas ou ele escrevia meu nome ou de sobrinhos.” 
Quanto às famosas charges de futebol de Rontani, são todas elas reproduções. “Porque as originais amarelaram”, ressalta Rontani Júnior. Entre as obras expostas, está a do Pau de Sebo, em que Rontani ilustrava a classificação do Campeonato Paulista com os mascotes na parte de baixo, de cima ou até mesmo fora, o lanterninha, do pau. Há outras charges em que o artista utiliza o humor para revelar o placar dos jogos. “Selecionei algumas dos quatro times grandes que, décadas atrás, vieram a Piracicaba enfrentar o XV”, informa o filho. 

SERVIÇO
Exposição “Alma Piracicabana”, com pinturas, escultura e charges de Edson Rontani, na sala T2 do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes. Visitação gratuita, de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas, até 5 de agosto. Na rua Santo Antônio, 641, Centro. Informações: 3422-3069.



fonte:
http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=9712

As peças mais importantes do Memorial da Imigração Japonesa "Taro Konno", no Parque Centenário, em César de Souza, não fazem parte

Guardadas peças doadas a museu

Alexandre Barreira
As peças mais importantes do Memorial da Imigração Japonesa "Taro Konno", no Parque Centenário, em César de Souza, não fazem parte do acervo do local há oito meses. A observação foi feita pela professora de História da Arte, Mieka Fukuda, ao visitar o local no último domingo, em companhia de uma amiga. "A levei para conhecer o Parque Centenário e me espantei quando vi que as peças doadas por várias famílias japonesas tradicionais não estavam no museu", explicou.
Além da falta de parte do importante acervo que retrata a imigração japonesa para o Brasil, mais especificamente para Mogi das Cruzes, Mieka constatou a ausência de funcionários para atender ao público. "Chegamos por volta das 15h30 no domingo e não havia funcionário para nos atender, apenas uma placa informando que a responsável havia saído para almoçar. Quando apareceu uma pessoa dizendo que era funcionário, não sabia explicar o que eram e representavam os objetos do acervo que estavam em exposição no local. Fiquei decepcionada com este descaso", afirmou a professora. "Além disso, quero saber onde estão as peças doadas e porque elas não ficam expostas no museu. Se isso não ocorre, deveriam devolvê-las a seus donos", completou.
Dentre os objetos doados por Mieka ao museu e que não estavam em exposição neste dia, havia uma fotografia de Shohey Fukuda (pai de Mieka) e uma caixa de vidro com tesouras e uma peça de osso usada por ele no ofício de alfaiate.
A reportagem de O Diário apurou que as peças mais emblemáticas da imigração japonesa para Mogi das Cruzes foram retiradas do imóvel devido a um vendaval que atingiu a Cidade em novembro do ano passado e destelhou um dos locais de exposição, em César de Souza.
Os objetos e fotos estão guardados em armários, numa sala do Centro de Cultura e Memória dos Expedicionários, na área central da Cidade. Este trabalho de preservação foi feito pela museóloga Graziela Carbonari, após o problema causado pelo vendaval. "Logo que ocorreu o incidente, resolvemos guardar as peças em um local seguro, como o ‘Museu dos Expedicionários’. Na época, fiz a catalogação do acervo e embrulhei as peças em plástico-bolha para manter a conservação dos objetos", relatou a profissional.
Graziela disse que eram dezenas de peças e garante que todas estão em bom estado de conservação. "Quanto a isso não tenho dúvidas. As peças estão guardadas em armários e bem seguras", completou.
Ontem, em visita ao Parque Centenário, a reportagem de O Diárioconstatou a falta de funcionários e de segurança do local. Repórter e fotógrafo entraram no museu e circularam livremente pelo local, que tinha poucos objetos em exposição. Em nenhum momento foram abordados por pessoas da administração ou da segurança do parque.
Cidades Irmãs
O Parque Centenário conta, ainda, com o centro de exposições das "Cidades Irmãs", uma referência a Seki e Toyama, municípios japoneses que firmaram parceria com Mogi, entre as décadas de 1970 e 1980. Ontem, este espaço estava fechado ao público. Um casal de visitantes precisou observar os objetos expostos pelas paredes de vidro do local. Não havia funcionários no parque para atender ao público.
O secretário municipal de Cultura, José Luiz Freire de Almeida, informou que os museus abrem à visitação de quarta-feira a domingo, das 9 às 17 horas. Além disso, já solicitou ao prefeito a contratação de mais funcionários para serem destacados às estas unidades. Ele acredita que, com a contratação de mais pessoas, poderá requisitar a volta das peças doadas ao museu do Parque Centenário. No entanto, não especificou o prazo.
Almeida disse, ainda, que dois guardas municipais fazem rondas constantes em todo o Parque Centenário, utilizando motos ou bicicletas elétricas.

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