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quarta-feira, 13 de julho de 2011

OFICINA de Observação e Escrita




Oficina de Observação e Escrita.
Descrevendo as Artes e os Ofícios do Bixiga na Pesquisa de Campo e na Etnografia
A Oficina de Observação e Escrita apresenta os fundamentos da escrita produzida com base na pesquisa de campo. Em meio aos interlocutores em campo e aos companheiros de oficina, os participantes-pesquisadores serão convidados a observar, conversar e refletir sobre as práticas de artesãos e artistas da região do Bixiga. O resultado dessa imersão em campo será a escrita de textos expressivos e significativos sobre como as artes e ofícios revelam diferentes modos de ser e estar no mundo, do ponto de vista dos atores envolvidos.
Todas as aulas da Oficina de Observação e Escrita vão unir teoria e prática, convidando os participantes a estranharem o familiar e irem além do senso comum para compreender e descrever em detalhes a experiência dos artistas e artesãos do Bixiga. As aulas vão enfatizar o uso dos cinco sentidos na percepção de si mesmo e do outro, preparando os participantes para descrever como as artes e os ofícios expressam diferentes modos de ser e estar no bairro. Para tanto, a partir da pesquisa de campo, os participantes vão construir narrativas breves, perfis, histórias de vida, diálogos e depoimentos, fotografias de fazeres e objetos, tabelas, gráficos etc. Para fundamentar esse trabalho serão discutidos em aula temas como: o que observar e perguntar em campo; como iniciar um diálogo, saber ouvir e aproveitar o que o outro nos diz para levantar novas questões; como usar o caderno de campo, o gravador e a câmera fotográfica. A última parte da Oficina de Observação e Escrita será dedicada à análise do material coletado e à comparação das anotações e registros dos participantes para discutir seu significado e selecionar o que for mais expressivo. A etapa final será construir uma narrativa detalhada e diversificada sobre a experiência do fazer das artes e ofícios no Bixiga para a apresentação em exposição e site específicos.
A oficina é uma das atividades do projeto Bixiga em Artes e Ofícios: Percursos Audiovisuais, que visa mapear os fazeres de artesãos e artistas do bairro a partir da perspectiva de moradores, frequentadores, trabalhadores e dos próprios artesãos e artistas. 
Os materiais produzidos pelos participantes das oficinas e pela equipe de mapeamento serão apresentados em forma de website e exposição na Casa de Dona Yayá.
O website apresentará um mapa no qual será possível visualizar lugares e agentes relacionados às artes e ofícios por meio de fotografias, vídeos, depoimentos e cadernos de viagem.
O material produzido pelos participantes da oficina ficará em posse do Centro de Preservação Cultural (CPC-USP), onde no primeiro semestre de 2012 acontecerá uma exposição com os resultados do projeto.
Ministrante: Adriana de Oliveira Silva
Adriana de Oliveira Silva é mestre em Antropologia pela Universidade de São Paulo, graduada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista. Como antropóloga, atua como professora de Ciências Sociais do Instituto de Comunicação e Artes da Universidade Bandeirante (Uniban) e realiza pesquisas para empresas públicas e privadas. Como repórter, trabalhou em veículos como o jornal Folha de S. Paulo e TV Gazeta, e foi colunista da revista História Viva. Como editora de livros e assessora de imprensa, atuou em editoras como a Summus Editorial, Melhoramentos e Larousse. Hoje também orienta escritores na escrita de seus livros (Coaching Literário) e faz leitura crítica de livros e traduções do inglês e do francês.

PROGRAMA 
AULA 1_Etnografia: descrevendo o outro
Estranhando o familiar: indo além do senso comum, do caricatural ou daquilo que já sabemos. Abrindo-se para a perspectiva do outro: como o outro explica sua própria experiência? Os cinco sentidos na percepção de si mesmo e do outro. Descobrindo e descrevendo as particularidades e significados da experiência do outro. Exercícios de percepção e escrita.

AULA 2_Preparando-se para ir ao campo 
O que sei sobre o Bixiga e suas artes e ofícios? O que é arte e o que é ofício? Que tipo de arte ou ofício eu quero pesquisar? Quais questões me intrigam ou causam curiosidade? Quais são as particularidades do bairro e de seus artistas e artesões? Como fazer pesquisa preliminar e bibliográfica? Discutindo dados sobre o Bixiga.

AULA 3 e 4_Estar lá 
Pesquisa de campo: o que devo observar e perguntar? O que é arte/ofício segundo os interlocutores em campo? Observando como uma arte/ofício ou arte revela um modo de ser e estar no mundo/bairro. Entre a entrevista e o diálogo: como iniciar um diálogo, saber ouvir e aproveitar o que o outro diz para levantar novas questões. As técnicas de registro de dados e impressões: caderno de campo e gravador, o que anotar e gravar. Usando os cinco sentidos: anotando e registrando sons, odores, texturas, paladares, estados de espírito das pessoas e do ambiente. Exercícios de percepção e escrita.

AULA 5_Estar aqui: analisando o material coletado 
Verificando o que se anotou. Transcrevendo gravações. Analisando imagens. Comparando descobertas, anotações e registros com os outros colegas do grupo de pesquisa. Discutindo o significado dos diferentes materiais e selecionando o que é mais expressivo. Organizando o material para apresentação. Exercícios de percepção e escrita.

AULA 6_Estar aqui: descrevendo o outro com expressividade
Construindo uma narrativa eficaz sobre a experiência do fazer das artes e ofícios no Bixiga. Descrevendo em detalhes os personagens, os cenários, os fazeres e o sentido das diversas experiências. O uso de diferentes formas de apresentação: narrativas breves, perfis, histórias de vida, trechos de diálogos ou monólogos, depoimentos orais, fotografias de ações e objetos, tabelas, gráficos, objetos coletados em campo etc. Exercícios de percepção e escrita.

Requisitos: disponibilidade para fazer pesquisa de campo em outros horários além dos horários da oficina; caderno para anotações (imprescindível), gravador (opcional), câmera fotográfica (opcional).
Público Alvo: morador, trabalhador ou frequentador do bairro do Bixiga. Idade mínima de 18 anos.
Pré-inscrições: até 07 de agosto
Enviar para o e-mail cpcpublic@usp.br nome completo, vínculo com o bairro do Bixiga (morador, trabalhador ou frequentador), endereço onde mora ou trabalha no bairro ou locais que costuma frequentar, um parágrafo informando o interesse em participar desta oficina. O material recebido dentro do prazo acima será analisado pelos responsáveis pela oficina com base no perfil do público-alvo. 
Valor: Atividade Gratuita
Vagas: 20 pessoas
Carga horária: 18 horas
Quando: 16, 23 e 30/8 e 06, 13 e 20/9/2011, às terças-feiras, das 14h às 17h.
Seleção: O resultado da seleção será publicado no dia 09 de agosto, no site www.usp.br/cpc, seção “Agenda”.

Economia Criativa oferece novas possibilidades de construir cenários favoráveis à uma nova condição humana.

Economia Criativa ainda é um conceito em construção. Eu e Reinaldo Pamponet estamos escrevendo um texto a quatro mãos sobre o assunto, decorrente de nossa participação de seminário promovido recentemente pela Vivo, onde isso fica muito claro, sobretudo pela leitura atenta dos textos dos demais especialistas convidados.
Ainda não há um consenso sobre o que pode o que deve ser considerado e caracterizado como Economia Criativa. Ainda pairam dúvidas e contradições sobre alguns pilares, como direito autoral, por exemplo. Gostaria de contribuir com esse debate apresentando três dimensões interdependentes que gravitam em sua órbita.
A primeira dimensão é a economia como fenômeno cultural. Em minhas palestras sobre mercado cultural costumo apresentar o papel moeda como elemento simbólico mais importante na relação entre cultura e mercado. Quem atribui valor àquela moeda? Como todos sabemos que aquele papel tingido pode comprar tantos sacos de arroz e feijão? Tento mostrar que o lastro daquela moeda está contido apenas em uma vaga ideia de valor, atribuído por uma força tão frágil e volátil quanto aquilo que chamamos de mercado. Mas, ao mesmo tempo, é um valor absoluto, impresso, compartilhado por todos, incontestável.
Nesse sentido, penso em Economia Criativa como a porta de entrada para artistas e criadores pensarem na construção dos novos sentidos e valores que constituirão os lastros, reais e imaginários, da nossa moeda no futuro (que já pode ser vivenciado hoje por alguns). Uma abertura de diálogo para um assunto antes restrito aos poucos e bons.
A segunda dimensão é setorial. A dificuldade de definir e reunir sob o mesmo guarda-chuva os setores e atividades criativas já é, em si, um desafio que vale o ingresso. Em tese, todos os setores podem (e devem) ser criativos. Se forem sustentáveis, atuarem em rede, não forem concentradores, competitivos e gananciosos, se apostarem na subjetividade humana, no valor da convivência, toda a atividade econômica pode ser criativa. Uma possibilidade de resgatar alguns pilares como ética e o compromisso público com o bem estar social.
Não sou romântico. Estou falando de uma possibilidade, não de uma realidade.
A terceira dimensão é o dado comportamental. Ao decretarmos a falência da cultura do consumo e do espetáculo, e celebrarmos, por uma simples troca do lastro que garante o valor e o sentido das nossas moedas, a cultura da ética, da convivência, da paz, do amor e da liberdade, estaremos financiando outros modos de vida, diversos, livres, plurais. Novas tecnologias como o crowdfunding, por exemplo, nos alertam para a importância de olharmos melhor para aquilo que bancamos com o nosso dinheiro e nosso tempo livre. Devemos pagar ingresso para um filme da Fox ou para uma produção independente argentina? Assistir Jornal Nacional ou pesquisar sobre o mundo que não passa na tela da Globo, mas que muitos de nós conseguimos enxergar e compartilhar?
Economia Criativa oferece novas possibilidades de construir cenários favoráveis à uma nova condição humana. Há muitos exemplos de empreendedores que atuam com base nesses cenários, misturando inovação com quebra de paradigmas, atribuindo um novo sentido ao velho papel moeda. O sentido da vida. Outros financiam, divulgam, participam e aderem ao processo como podem.
fonte:

Museu Paulista da USP lança ferramenta eletrônica inédita em museus: o hot site do Projeto Replicar


O Museu Paulista disponibiliza a partir de hoje uma ferramenta eletrônica inédita em museus do país. Trata-se do hot site interativo que resume as atividades desenvolvidas pelo Projeto Replicar. Experiência também inédita no país,  desenvolvida pelo Setor de Têxteis do museu. O hot site documenta parte do projeto de replicação de uma indumentária histórica, o vestido da Condessa do Pinhal – Anna Carolina de Mello Oliveira Arruda Botelho (provavelmente fins do século XIX), que integra a coleção de vestidos da instituição.
 A idéia do trabalho começou a partir de uma solicitação dos descendentes da Condessa do Pinhal para empréstimo do vestido . Diante da impossibilidade de atender à solicitação, nasceu a idéia de produção da réplica-documento, muito comum no Reino Unido, Itália e Estados Unidos.
O  projeto   começou em outubro de 2009  e teve a duração de 15 meses. A concepção, coordenação científica e revisão do hot site que está sendo lançado agora é da  Dra. Teresa Cristina Toledo de Paula que coordenou a equipe de trabalho em todas suas etapas. O hot site estará disponível no endereço
http://www.mp.usp.br/replicar/

Nele, os internautas poderão conhecer de forma didática e dinâmica as principais etapas desse projeto inédito no país.

Museu Lasar Segall inaugura exposição e sistema de audioguia

Obra de Lasar Segall

O Museu Lasar Segall (Ibram/MinC) abre a exposição Lasar Segall – processos, dia 16 de julho. A mostra apresentará um percurso de aproximadamente 100 trabalhos realizados por Segall desde os mais antigos, de cerca de 1909, até sua produção final na década de 1950. Na ocasião também será inaugurado o novo sistema de audioguia, que oferecerá detalhes da vida e obra do artista em português, inglês e multimídia.

Após uma mostra com destaque exclusivamente às pinturas de Segall, esta nova montagem traz obras que representam seus principais momentos de transformação nas diferentes linguagens – desenho, gravura, escultura e pintura.
As anotações realizadas pelo artista ao longo da vida, em papéis, blocos e cadernos de anotação irão revelar seus processos de criação, e em uma das salas será reproduzida a decoração da residência de Segall, com móveis, luminária, tapete e objetos desenvolvidos por ele na área de design, lado menos conhecido, mas de traço igualmente criativo e rigoroso.
Por meio das obras, a exposição também evidencia o percurso de vida do artista em diferentes fases: a formação européia do início do século XX; o impacto que o Brasil teve em seu trabalho quando de sua vinda ao país em 1923; o período em Paris no final da década de 1920; a volta ao Brasil no início dos anos 30, quando a produção poética e de engajamento humanista passam a ser representadas em sua obra; e a depurada obra dos anos 1950.
Dois novos módulos ressaltam os processos de criação. Um em torno da obra Eternos Caminhantes (1919), outro destacando a tela Navio de emigrantes (1939-1941). Ambas serão acompanhadas de uma seleção de trabalhos do artista relacionados a elas – desenhos, gravuras, fotografias – dimensionando, desta forma, a reflexão de Segall em torno do recorrente tema da emigração.
O projeto de pesquisa para o conteúdo da exposição foi desenvolvido pelo museu, produzido pela empresa Neocultura e patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura.
Serviço:Exposição Lasar Segall – processosQuando: A partir de 16 de julho de 2011 (exposição de longa-duração), de terça a sábado e feriados, das 14h às 19h; domingos, das 14h às 18h.
Onde: Museu Lasar Segall (Rua Berta 111, Vila Mariana, São Paulo, SP).
Áudio guia: 31 obras (serviço gratuito).
Informações:             (11) 5574-7322 begin_of_the_skype_highlighting            (11) 5574-7322      end_of_the_skype_highlighting      www.museusegall.org.br
Entrada gratuita.
Fonte: Ascom Museu Lasar Segall   http://www.museus.gov.br

Museu Paulista inscreve para cursos sobre história de São Paulo e artefatos religiosos



O Museu Paulista da USP abre, na próxima segunda-feira (18), inscrições para os cursos O Museu Paulista e a História de São Paulo: Os 300 anos de Elevação de São Paulo à Cidade (1711 a 2011) e Oratório: artefato religioso no contexto doméstico.O primeiro tem como objetivo, a partir dos acervos do museu, refletir sobre os discursos e imagens construídos pela historiografia sobre São Paulo. Está previsto para os dias 10, 12, 15, 17 e 19 de agosto, e as inscrições devem ser realizadas até o dia 5 de agosto, ou até o preenchimento das vagas.
O curso sobre artefatos religiosos ocorre entre os dias 15 de agosto e 5 de setembro, sempre às segundas-feiras, das 14 horas às 16h30. O objetivo é debater sobre o oratório interior da morada brasileira, sobretudo colonial. As inscrições ocorrem até o dia 12 de agosto.
Ambos os cursos são gratuitos, com inscrições pelo telefone             (11) 2273-4390       ou pelo email acadmp@usp.br.
O Museu Paulista fica no Parque da Independência, s/n, Ipiranga, São Paulo.

fonte:
http://www4.usp.br/index.php/cultura/21791-museu-paulista-inscreve-para-cursos-sobre-historia-de-sao-paulo-e-artefatos-religiosos