segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Primeiro doutorado em museologia e patrimônio da América Latina tem aula inaugural




Rio – O primeiro doutorado em museologia e patrimônio da América Latina terá hoje (15) a aula inaugural no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), em São Cristóvão, na zona norte do Rio. O início do curso faz parte da programação de um seminário internacional que comemora os cinco anos do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-Pmus), criado em 2006 pelo Mast, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio).
A aula inaugural, que começa às 14h, será dada pelo presidente do Conselho Internacional de Museus (Icom), Hans-Martin Hinz, com tradução simultânea. O seminário vai até quarta-feira (17), com palestras, mesas-redondas e debates. No encerramento, pesquisadores em museologia e patrimônio apresentam os resultados de seus trabalhos e mostram um panorama das duas áreas na América Latina.
De acordo com o coordenador do programa, Marcus Granato, os cursos oferecidos seguem a tradição da Escola de Museologia, oriunda do Museu Nacional e hoje uma unidade da Unirio. “Com o mestrado, e agora o doutorado, teremos um fluxo de 30 alunos formados por ano, atendendo a uma demanda crescente do mercado”, disse.
Granato informou que não existe mão de obra disponível entre as pessoas formadas pelo programa de pós-graduação. Neste mês de agosto, está sendo aberto mais um processo seletivo, tanto para o mestrado quanto para o doutorado, para as turmas que iniciarão os cursos em 2012.

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O que escondem porões de Museus


Visitamos acervos técnicos de Masp, Museu Paulista e Pinacoteca e encontramos de surpresas a rígidos esquemas de segurança


Foram duas semanas de muita negociação e pedidos de autorização para lá e para cá até conseguirmos um crachá vermelho, onde se lia, em letras garrafais, VISITANTE ACERVO. Bingo! Com ele entraríamos na reserva técnica do Museu de Arte de São Paulo (Masp), o mais importante museu da América Latina. Claro que não sem antes passarmos para a mocinha da recepção "nome, telefone, RG, empresa" e ouvirmos as instruções da museóloga Eunice Sophia, coordenadora do acervo e nossa guia durante esta etapa da Expedição: "É um cofre, é fechado. Ali estão as obras descansando, para serem preservadas. E nada de fotos lá dentro". Frustração da dupla repórter-fotógrafo.
Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE
Reserva técnica da Pinacoteca
Até chegar à sala, um verdadeiro labirinto cheio de fechaduras e câmeras de segurança, a preocupação já era grande. E aumentou depois que, em dezembro de 2007, ladrões entraram no museu e furtaram de seu acervo bilionário quadros de Picasso e Portinari. São quatro portas e a última é como um cofre. As paredes do espaço, de 600 metros quadrados, onde ficam 8 mil valiosas peças de arte, são espessas, também como as de um cofre de banco. E um sistema de espelhos permite que, de um vértice, se vigie o perímetro completo da sala.
Eunice parece feliz. "Se pudesse, traria mais gente aqui. Tenho muito prazer em mostrar a reserva. É uma maneira de valorizar a coleção, conscientizar as pessoas da importância disso", comenta ela, apaixonada pelo Masp desde criancinha (hoje tem 77 anos), quando ia com a mãe à instituição. Nessa época, o museu ainda funcionava na Rua 7 de Abril - o emblemático prédio da Avenida Paulista foi inaugurado em 1968. "Mas só posso trazer gente aqui com autorização por escrito da diretoria", explica.
Por isso, desde 2004, quando a atual reserva técnica começou a funcionar, menos de 400 pessoas pisaram ali. Os nomes ficam registrados em um livro, preenchido na saída. Em geral, são pesquisadores e curadores de instituições internacionais. "Mesmo nesses casos, o acesso só é autorizado se a obra for grande. Pois em caso de peças menores preferimos trazê-las até uma sala, em vez de levar o pesquisador até a reserva."
Eunice é um catálogo vivo do Masp. E nem precisa recorrer aos registros. "Temos tudo informatizado, mas também no papel, porque confiamos mais no velho lápis", diz, enumerando as obras mais importantes. "Temos 13 Renoirs, 11 Toulouse Lautrecs, 73 esculturas do Degas, 4 Picassos...", e vai mostrando, feliz, suas obras favoritas. "E tem os Portinaris aí", aponta para outro lado. Também mostra de quem não é fã: Romero Britto. Está lá a obra que o artista fez em comemoração aos 450 anos de São Paulo. "Mas gosto pessoal não deve ser usado para julgamento artístico", pontua.
"Está vendo este Matisse?", diz, apontando para O Torso de Gesso, de 1919. "Uma vez fui acompanhá-lo a uma exposição nos Estados Unidos. Todos comentavam que era a obra mais bonita da mostra." Eunice é toda orgulhosa do acervo do Masp. Mas resistiu à insistência da reportagem e não permitiu nenhum clique ali dentro. "Meu trabalho, eu faço o melhor que posso", frisa. A reportagem teve de se contentar com uma imagem de esculturas de Degas sendo transportadas para fora da reserva - passariam por preparação e embalagem para embarcar ao Chile, onde integrarão uma exposição.
Patrimônio. Na Pinacoteca do Estado, a coleção de 12 mil quadros - que compreende principalmente a produção artística brasileira dos séculos 18, 19 e 20 - fica guardada em oito salas - seis no prédio da instituição, na Luz, e duas em endereços externos, com monitoramento 24 horas por dia.
"A missão de um museu não é só expor. É guardar para estudo, para pesquisa", explica Valeria de Mendonça, coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro da Pinacoteca. "E a reserva técnica é como uma reserva ambiental: uma maneira de proteger os patrimônios, de guardar os acervos."
Dentro das salas, o monitoramento do ambiente - luz, temperatura e umidade relativa do ar - é constante, a exemplo do Masp. Mas com uma diferença: ali também é local de trabalho de quatro funcionários. "Nossa reserva é uma coisa viva. Não um armário. É preciso vistoriar as obras, pesquisá-las", afirma.
A Pinacoteca recebe de 100 a 150 solicitações de empréstimo por ano, de instituições de todo o planeta. A cada pedido, uma comissão analisa tanto o estado da obra quanto do espaço onde a mesma ficará exposta - segurança, temperatura, iluminação, tudo precisa ser avaliado. "O trâmite leva de seis meses a dois anos", diz a coordenadora. "Aprovado, sempre um funcionário da Pinacoteca precisa acompanhar tudo: embarque, viagem, desembarque, montagem e desmontagem."
Todas as obras estão catalogadas em cadernos. Cada uma tem um número e uma pasta correspondente, onde há dados de toda a sua "vida": para onde já viajou, quando ficou exposta na Pinacoteca, quando e por qual motivo foi restaurada e outras informações. O funcionário mais antigo do setor, do tipo que ri quando alguém faz a manjada piada de que ele é tão arraigado ali que daqui a pouco vai ser incorporado ao acervo da reserva técnica, é Antonio Carlos Tímaco, de 52 anos. Trabalha na Pinacoteca desde 1978. "Gosto das obras de abstração lírica, como as de Tomie Ohtake e Wega Nery", exemplifica, com ares de crítico de arte.
História. No tradicional Museu do Ipiranga, o Museu Paulista, obras de arte não são a tônica. Entre os 150 mil itens - menos de 20% em exposição - há muitos itens que foram parte do dia a dia do brasileiro de outras eras. "Coisas do cotidiano são importantes para o museu, fazem parte da política da instituição", explica o supervisor do Serviço de Objetos, Adilson José de Almeida. Ele vai abrindo os armários e mostrando armas, serrotes, lápis, canetas, brinquedos, leques... "E temos alguns milhares de itens que pertenceram ao aviador Santos Dumont." Entre eles, uma agenda de compromissos, outra de endereços e um caderno de cálculos.
Esse perfil faz o museu ser procurado por famílias que querem se desfazer de quinquilharias. "Recebemos de duas a três ofertas de doação por semana", explica Adilson. Se tem valor histórico - o que acontece em metade dos casos -, o material é aceito. O processo inclui pedido de fotos, conversa por telefone ou e-mail, análise presencial do objeto oferecido e decisão soberana do conselho deliberativo, apoiado por um laudo técnico. Em média, leva um ano para que o objeto oferecido, se aceito, seja incorporado pela reitoria como patrimônio da Universidade de São Paulo (USP) - que mantém o museu.

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Museu recebe proposta inovadora



O Eero Lunden Studio, de Helsinki - FIN, se juntou ao dinamarquês Eric Tan para apresentar ao Serlachius Art Museum Gösta, também na Finlândia, um projeto inovador. Trata-se de um prédio moderno com a proposta de integrar o público às obras de arte expostas. “Acreditamos fortemente que a experiência da arte pode ser melhorada através da arquitetura inovadora e novas esperiências com o espaço”, explicam.
A extensão do museu teria 4700 m2, com 4 andares e um porão. O novo prédio não entraria em conflito com a velha mansão que abriga hoje as atrações do espaço.
O projeto é mais um entre muitos que já foram enviados ao Serlachius, que promove uma competição para eleger os arquitetos e designers responsáveis pela nova ala do museu.


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http://www.voxelshow.com.br/index.php/view/serlachius_art_museum_gosta_recebe_proposta_inovadora/