sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O “encontro da década” dos museus da lusofonia vai ter lugar em Setembro, em Lisboa




O “encontro da década” dos museus da lusofonia vai ter lugar em Setembro, em Lisboapx
Após uma década de interregno vão ser retomados em Setembro próximo em Lisboa os encontros dos museus do Mundo Lusófono, numa iniciativa da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM). Estarão presentes especialistas de todos os países da CPLP e de diversas comunidades lusófonas, provenientes de todo o Mundo, num total de cerca de duas centenas de participantes.

Vai realizar-se em 26 e 27 de Setembro, no Museu do Oriente, em Lisboa, o VI Encontro de Museu de Países e Comunidades de Língua Portuguesa, retomando assim uma iniciativa interrompida há mais de uma década, quando teve o lugar o V Encontro, em 2000, em Maputo. Os quatro anteriores Encontros tiverem lugar no Rio de Janeiro (1987), Lisboa (1989), Bissau (1991) e Macau (1994).

O Encontro de Setembro próximo é promovido pela Comissão Nacional Portuguesa do ICOM (ICOM Portugal), com o apoio do ICOM Brasil e a parceria da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União das Cidades e Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e da Fundação Oriente (FO). Associam-se ainda à iniciativa, patrocinando-a, as Fundações Calouste Gulbenkian, Millenium BCP e EDP, as Câmaras Municipais de Lisboa, Cascais e Seixal, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia e a empresa Sistemas do Futuro.

O programa científico incluirá a apresentação de sínteses nacionais sobre o estado dos museus em todos os países da CPLP, a cargo dos mais reputados profissionais, alguns exercendo os lugares de chefia das direcções gerais de museus nas respectivas administrações públicas. Salienta-se, neste sentido, a presença do Presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José Nascimento Júnior, do Director da Direcção Nacional de Museus de Angola, Manzambi Vuvu Fernando, e do Presidente do Instituto de Investigação do Património Cultural de Cabo Verde, Humberto Cruz Lima. A Guiné- Bissau far-se-á representar pela Directora do Museu Etnográfico Nacional, Eveline Marta Diallo, Timor-Leste, pelo Director do Arquivo/Museu da Resistência Timorense, Antoninho Baptista Alves, S. Tomé e Príncipe, pelo responsável do sector de conservação e restauro do Museu Nacional, Djadjingu Quaresma, e Moçambique, por Alda Maria Costa, professora universitária e decana da museologia naquele país. A síntese relativa aos museus portugueses estará a cargo de Natália Correia Guedes, a primeira doutorada portuguesa em museologia, inicial Presidente do Instituto Português do Património Cultural e igualmente antiga Presidente do ICOM Portugal. Para além destas sínteses nacionais, decorrerão ainda três painéis temáticos (Museus e Desenvolvimento: parcerias e projectos de cooperação, Museus e Sustentabilidade, Profissionais e sua formação) onde serão ainda apresentadas 12 comunicações seleccionadas entre da largas dezenas de propostas recebidas. Complementarmente apresentar-se-ão mais de duas dezenas de “posters”, dando conta de projectos e experiências nas quais os valores da lusofonia continuam as constituir um cimento aglutinador de comunidades as mais variadas.

Foram ainda convidadas duas personalidades de grande projecção mundial, que proferirão as palestras de abertura e encerramento no primeiro dia do Encontro. O primeiro, o brasileiro Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses, Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, é um conhecido filósofo e humanista, com ampla obra ensaística na qual os museus assumem um lugar central. O segundo, o francês Hugues de Varine, antigo Presidente do ICOM França e do ICOM Internacional, um dos principais dinamizadores, senão o fundador mesmo, do conceito de ecomuseu, é um profundo conhecedor dos museus da lusofonia, com numerosas intervenções em Portugal e no Brasil.
Durante o VI Encontro terá também lugar a 1ª Reunião das Comissões Nacionais do ICOM nos países da CPLP onde estas estruturas associativas já existem (Angola, Brasil e Portugal), prevendo-se ainda o anúncio da sua constituição em mais dois desses países (Cabo Verde e Moçambique).

Todas as contribuições científicas serão incluídas em actas, a editar pela CPLP. Paralelamente em colaboração com a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia será lançado um volume de bibliografia museológica em língua portuguesa (recolhas até aos anos de 1980), organizado por Natália Correia Guedes, volume que ficará também disponível em suporte digital no sítio Internet do ICOM Portugal (www.icom-portugal.org). Neste mesmo sítio será disponibilizada uma base de dados bibliográfica aberta à contribuição de todos os que, de todas as partes do Mundo, se sintam mobilizados pelo projecto de constituição de um repertório universal da produção museológica em língua portuguesa ou com origem em autores da lusofonia.

Finalmente, o programa social deste VI Encontro é constituído por uma recepção no Museu da Cidade de Lisboa, oferecida pela autarquia, durante a qual actuará o Grupo de Batucadeiras “Bomba de África “, e por uma sessão cultural a ter lugar no Centro Cultural de Cascais, seguida de jantar oferecido também pela respectiva edilidade. A sessão cultural referida evocará os ambientes da lusofonia, na poesia, no canto e na música, contando com a presença de José Mário Branco, Celina Pereira, Cao Bei e Elsa de Noronha.
Mais informações em:

 http://www.icom-portugal.org/cplp/

Cinco museus estão fechados para visitação no Amazonas


O Museu do Homem do Norte, o Museu Amazônico, Museu de Ciências Naturais da Amazônia, Museu do Porto e o Museu do Pescador estão entre os espaços culturais que a população e os turistas têm sido privados de visitar.
[ i ]Museu de Ciências Naturais,fundado há 22 anos em Manaus, está há quatro meses fechado.
Manaus - Dos  13 museus públicos e particulares do Amazonas, cinco estão fechados e sem previsão para reabrirem. O Museu do Homem do Norte, o Museu Amazônico, Museu de Ciências Naturais da Amazônia, Museu do Porto e o Museu do Pescador estão entre os espaços culturais que a população e os turistas têm sido privados de visitar. 
Para o antropólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas Ademir Ramos, a situação demonstra a necessidade de revisão da política cultural do Estado, focada apenas em eventos. “A concepção de museu que se vê hoje é a de depósito, quando na verdade trata-se de uma unidade viva, responsável por trabalhar a educação e a cultura”, afirmou.
Ramos ressalta também que a prática de visitação aos museus deve estar vinculada ao processo pedagógico das escolas, evitando que ‘as portas sejam fechadas e o acesso à educação e à história do povo seja dificultada. “Cada vez mais o povo vai perdendo as referências e a sua história”, frisou.
Ainda segundo o antropólogo, poucos amazonenses visitam museus pela falta de incentivo do poder público, algo grave para ele, uma vez que ao mesmo tempo que se promove a relação entre os museus e a escola forma-se cidadãos e consumidores do serviço.
O Museu de Ciências Naturais da Amazônia, fundado há 22 anos em Manaus e mantido pela Associação Naturalista do Amazonas, há quatro meses está fechado por falta de condições financeiras.
Localizado na Colônia Japonesa e fundado em comemoração ao aniversário de 80 anos da presença japonesa no Brasil, o museu abriga  um acervo composto por 473 peças, sendo 380 insetos e 93 peixes amazônicos, além de seis aquários com espécies vivas de peixes regionais, como tambaqui e pirarucu.
Em abril deste ano, período em que o museu foi fechado , o administrador, Kyouke Hashimoto, revelou que há dois anos a instituição vinha operando no vermelho.
O Museu do Homem do Norte é outro espaço cultural atualmente fechado por tempo indeterminado. De acordo com a diretora de museus do Estado, da Secretaria de Estado da Cultura, Nazarene Maia, o museu, antes de responsabilidade do município e cedido ao Estado por comodato, foi fechado para viabilizar a mudança de sede. “Todo o acervo será transferido para o Centro Cultural dos Povos da Amazônia como uma forma de centralizar as informações e também de esvaziar o prédio anterior que pertence à Prefeitura”, explicou.
O Museu Amazônico, de acordo com a assessoria de comunicação da Fundação Municipal de Cultura e Artes (ManausCult), está fechado para mudança de endereço, pois passará a funcionar no “Paço Municipal”, com outro nome. O processo ainda depende de licitação.
Palacete Provincial abriga parte da história do Amazonas
De acordo com a diretora de Museus do Estado, Nazarene Maia, o Amazonas oferece, hoje, oito museus abertos para visitação e funcionam no  Palacete Provincial. São eles: o Museu do Seringal Vila Paraíso, a Pinacoteca do Estado, o Museu da Imagem e do Som do Amazonas, o Museu Numismática Bernardo Ramos, o Museu Tiradentes, o Museu de Arqueologia, o Museu Casa Eduardo Ribeiro e o Laboratório de Arqueologia.
No Palacete Provincial, que serviu por mais de cem anos como sede do quartel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Nazarene ressalta que, os visitantes têm a oportunidade de conhecer cinco museus diferentes em um só espaço e de maneira gratuita. “São seis metros quadrados de área construída para oferecer lazer, cultura e informação”.
Na Pinacoteca do Estado, um dos museus abrigados no prédio, o acervo de mil obras de arte retrata a produção artística brasileira do século 20, com obras de grandes artistas amazonenses.
No Museu da Imagem e do Som do Amazonas (MISAM), criado há 11 anos, o público pode viajar pela Amazônia por meio do acervo de imagens, áudios e vídeos. Além disso, para quem não abre mão da pesquisa, 30 minutos de acesso à internet são disponibilizados aos visitantes.
O Museu Numismática Bernardo Ramos é a grande pedida para os colecionadores de plantão e apaixonados por moedas, cédulas e medalhas. No total são 17.300 peças da Idade Antiga, Média e Contemporânea, distribuídas em 74 vitrines. A entrada é franca.
Relembrando o período que serviu de sede para o comando da polícia do Estado, o Palacete também é uma alternativa para a observação de armas antigas, equipamentos do Corpo de Bombeiros, uniformes, distintivos e etc.
No âmbito da arqueologia amazônica, o Museu de Arqueologia, criado em 2009, é o responsável por trazer à sociedade os aspectos da região ocupada nos tempos pré-históricos por populações de níveis elevados de complexidade social.
SERVIÇO
Palacete Provincial, Pinacoteca do Estado, Misam, Museu Numismática Bernardo Ramos, Museu Tiradentes e Museu de Arqueologia:  terça-feira e quarta-feira (9h às 17h); quinta-feira, sexta-feira e sábado (9h às 19h); domingo (16h às 20h)
 Museu Casa Eduardo Ribeiro: terça-feira a sábado (9h às 17h); domingo (16h s 20h).
 fonte:

"O Planeta é Voluntário. E você?"



Campanha dá início, no Brasil, às comemorações pelo 10º aniversário do Ano Internacional dos Voluntários instituído pelas Nações Unidas
Divulgação/VNU
Imprensa
Evento: Lançamento da campanha “O Planeta é Voluntário. E Você?”
Data: 23 de agosto de 2011
Horário: 10h30
Local: Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) Av. Marechal Floriano, 196 – Rio de Janeiro/RJ

Contatos:

Cibelly Almeida
Coordenadora, AIV +10 Brasil
VNU
Fone:             (61) 3038-9093      
E-mail: cibelly.pereira@undp.org

Valéria Schilling
Assessora de Comunicação,
UNIC Rio
Fone:             (21) 2253-2211       /            (21) 8202-0171      
E-mail: valeria.schilling@unic.org
Saiba mais
Sobre a RBV:
Rede Brasil Voluntário (RBV)

Sobre o VNU:
Programa de Voluntários da ONU 
do PNUD
O Programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU) e a Rede Brasil Voluntário (RBV) lançam nesta terça-feira (23/08), no Rio de Janeiro, a campanha “O Planeta é Voluntário. E Você?”. A ação é composta por filme para TV, spot de rádio, peças visuais e site oficial destinados a promover o tema do voluntariado no Brasil, exatamente no ano em que se comemora o 10º aniversário do Ano Internacional dos Voluntários instituído pelas Assembleia Geral das Nações Unidas.

O intuito da campanha é provocar a reflexão e sensibilizar as pessoas, motivando-as para que se tornem voluntárias, dedicando seu tempo, trabalho e talento a causas de interesse coletivo, de maneira espontânea e não-remunerada, contribuindo assim para a transformação social. O conceito das peças criadas procura fazer uma analogia entre o que o Planeta Terra oferece ao ser humano e o nosso senso de cidadania e solidariedade. A campanha tem alcance global, com tradução para o inglês e espanhol e estará também disponível nos canais virtuais da RBV, do programa VNU, do PNUD e das demais instituições parceiras.

A cerimônia de lançamento acontecerá às 10h30, no auditório do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com a presença da Coordenadora Nacional do Programa de Voluntários da ONU, Anika Gaertner, dos Centros de Voluntariado que coordenam a Rede Brasil Voluntário e dos representantes das instituições patrocinadoras.

A campanha “O Planeta é Voluntário. E Você?” conta com a parceria do PNUD e patrocínio de Itaú Social, Instituto Unibanco, Bradesco, Instituto C&A e Kraft Foods. O conceito e artes da campanha foram desenvolvidos voluntariamente pelo publicitário Percival Caropreso, Ogilvy, Agência 2 e ½ e Grupo de Ação pelo Desenvolvimento.

AIV + 10

A Assembleia Geral da ONU proclamou 2001 como o Ano Internacional dos Voluntários em reconhecimento à valiosa contribuição e potencial adicional do voluntariado para o desenvolvimento econômico e social. O voluntariado também é reconhecido pelas Nações Unidas devido ao importante papel que desempenha para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Neste contexto, o AIV + 10 é uma oportunidade para celebrar e também avaliar os progressos realizados no âmbito do trabalho voluntário desenvolvido e incentivado pela ONU, segundo seus quatro pilares:

- Reconhecimento: Reconhecer o valor do voluntariado para a sociedade em todo o mundo e a conexão entre o voluntariado e os ODM;
- Facilitação: Garantir que o número máximo de pessoas da mais variada gama de recursos tenha acesso a oportunidades de voluntariado;
- Networking: Promover o intercâmbio de experiências e reforço das parcerias entre diferentes entidades para a promoção e implementação de projetos de voluntariado;
- Promoção: A promoção do voluntariado inclusivo, que represente os diversos grupos da sociedade.

Ações previstas

Dentre as ações previstas para comemorar o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários estão a elaboração de uma pesquisa nacional sobre o voluntariado no Brasil, a realização, em São Paulo, de uma conferência internacional sobre o tema e o lançamento mundial do relatório global da ONU sobre o voluntariado. Mais informações sobre as atividades podem ser obtidas no site World Volunteer Web.

fonte:
http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=3804&lay=cid