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domingo, 28 de agosto de 2011

Greve no MinC fecha museus em todo o País


Começou ontem no Rio e estende-se já a Minas e Santa Catarina a greve nacional dos servidores do Ministério da Cultura, convocada pelos sindicatos de servidores públicos federais. Hoje, às 16h, os servidores de São Paulo (Museu Lasar Segall, Funarte, Cinemateca e Iphan) farão uma assembleia. A greve - por tempo indeterminado - pode parar até 29 museus geridos pelo Instituto Brasileiro de Museus, vinculado ao MinC.
No Rio, o Museu Nacional de Belas Artes fechou para o público ontem, assim como o Museu da República, a Biblioteca Nacional, o Museu Imperial de Petrópolis e a Funarte Rio, entre outros. A paralisação foi decidida em assembleia com 300 servidores, na segunda-feira.
Vicente Carmo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Rio, disse que os grevistas reivindicam o cumprimento de acordo feito com o governo, em 2007, que previa, entre outras coisas, Plano de Carreira dos Servidores da Cultura, regulamentação da Gratificação de Titulação e aumento de 78% para todas as funções.
Representantes do Distrito Federal, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Sul estão aderindo progressivamente. O Estado fez contato com a assessoria de comunicação do MinC, mas não houve resposta. 

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Lazer faz parte do aprendizado no vestibular


Por que não transformar um passeio  cultural ou momento de lazer em forma prazerosa de se preparar para o Enem? Está enganado quem considera a tarefa impossível. Filmes, documentários, exposições e museus podem ajudá-lo.
Há, inclusive, duas competências (nas quais avalia-se a capacidade de resolver situações-problemas) diretamente ligadas a atividades desse tipo: A Arte Expressando Ideias e Emoções, na prova de Linguagens, e Cultura e Identidade, na de Ciências Humanas. Sem contar as questões com imagens de obras de artistas brasileiros.
"A arte e os filmes são formas de linguagem. O aluno precisa ter intimidade com várias delas", afirma Daily de Matos Oliveira, coordenador de História do Colégio e Curso Objetivo. Essas experiências não vão dar exatamente as respostas para as perguntas. Entretanto, certamente o auxiliarão a entender melhor o contexto e encontrá-las com mais facilidade.
Patrimônio histórico-cultural é um dos assuntos sempre abordados no Enem, segundo o professor. Por isso, é preciso estar ligado nos critérios que o definem e na importância de preservá-lo. Dica? Dê uma olhada nos sitesdo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (http://portal.iphan.gov.br) e da Unesco (www.unesco.org/new/pt/brasilia). Os dois têm muito material sobre o tema.
Quem mora no Grande ABC também pode visitar importante patrimônio: Paranapiacaba. A Vila Histórica, aliás, é candidata a patrimônio da humanidade pela Unesco desde 2008. Percebeu como bem perto da gente há coisas bacanas? O problema é que nem todas são preservadas, como a casa da pintora modernista Anita Malfatti, em Diadema, que deu espaço a um condomínio residencial.
Conhecer a história da família por meio de bate-papo com pais e avós também pode fazê-lo compreender, por exemplo, a formação social do País. Investir nisso não é perda de tempo. Preparar-se para o Enem pode ser processo superenriquecedor, que influenciará opiniões e até seu futuro. "Ninguém se torna gente boa sem referências artística, familiar e histórica. O conhecimento nos livra de preconceitos", garante Daily.

Arte ensina a pensar e completa o conhecimento - Felipe Ribeiro, 17 anos, de Santo André, é superligado em filmes, livros e música. Assim que acaba uma obra, inicia a leitura de outra, de preferência de algum escritor russo. Já ficou um mês inteiro assistindo aos longas do diretor Quentin Tarantino. Acompanha o noticiário e blogs, além de ficar de olho em shows gratuitos que acontecem em parques e praças. Também não deixa de trocar conhecimento com o irmão mais velho, que cursa História.
Depois que passou a manter esses hábitos, diz que começou a ter mais facilidade para entender as informações. Prova disso é que, apesar de não curtir muito Física, vai bem nas provas. "Isso me dá visão crítica das coisas, me ajuda a analisar o que acontece ao meu redor."
Por meio do Enem, Felipe, que está no 3º ano do Colégio Singular, pretende conquistar vaga no curso de Filosofia da UFABC ou da Unifesp. E se pintar oportunidade de estudar em uma universidade federal em outro Estado, topará o desafio na hora. No entanto, garante que não vai rolar ‘neura' se não entrar numa instituição pública. Ele está mais preocupado com algo além: sua formação humana.

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Um arquivo digital da Primeira Guerra



Cartas, diários, fotos de familiares, relatos de combates e outros documentos são reunidos em site criado em memória ao centenário do conflito
por Heloísa Broggiato
Soldados escoceses em Liverpool, na Inglaterra
Para marcar o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, a Universidade de Oxford e a Europeana, arquivo digital multilíngue que reúne vasto material sobre o patrimônio cultural e científico produzido na Europa, trabalham em um projeto para retratar a guerra pela ótica de quem a viveu.

Os organizadores estão criando um grande arquivo que vai reunir fotos de família, cartas, diários e histórias inéditas das frentes de guerra em várias partes do mundo. O objeto é recriar o cotidiano dos cidadãos comuns durante os quatro anos do conflito, que provocou uma média de 8 mil vidas perdidas por dia.

Além de contribuir para o trabalho de historiadores, o projeto rendeu exposições itinerantes no Reino Unido, que serão levadas para França, Bélgica, Polônia, Países Bálticos, Bálcãs, Áustria e Itália. Atualmente, uma equipe da Europeana trabalha na Alemanha reunindo suvenires da época. A equipe espera ter o arquivo pronto até 2014, quando será possível acessar documentos públicos e privados e reconstruir os fatos de pontos de vista diferentes.

O conteúdo do site já está parcialmente acessível, inclusive em português, no endereço eletrônico http://www.europeana.eu/portal/.
Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra


fonte:
 Gabriela de Oliveira FaceBook
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/um_arquivo_digital_da_primeira_guerra.html