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domingo, 6 de novembro de 2011

Inhotim passou de 9.000 visitantes em 2006 a 200 mil no ano passado;

Mecenato cria rede de museus em praça de BH





Fiat, Banco do Brasil, TIM, Vale, Cemig e a EBX de Eike Batista estão patrocinando a criação de um dos maiores conjuntos de museus no país, ao redor da praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

Os antigos palacetes que abrigavam secretarias estaduais mineiras desde 1897, quando a capital foi fundada, estão recebendo museus que são primos em conceito e formato aos paulistanos Museu da Língua Portuguesa e do Futebol, com telões, projeções, cenografia amigável e interatividade.

Além de ocupar os edifícios históricos, que foram esvaziados com a mudança da sede do governo para a nova (e polêmica) Cidade Administrativa, a ideia é criar um polo de cultura e turismo, na promissora indústria criativa.
O mecenato mesclou a cessão dos prédios públicos com o patrocínio das reformas e manutenção por grandes empresas, sem uso de Lei Rouanet. As empresas investiram entre R$ 15 milhões e R$ 30 milhões em cada museu.

A antiga Secretaria da Educação abriga hoje o Museu das Minas e do Metal, patrocinado por Eike Batista. A vizinha Secretaria da Fazenda se transformou no Memorial Minas Vale, que conta a história e a cultura do Estado.

Um cubo moderno abriga o planetário e o museu científico Espaço TIM-UFMG do Conhecimento.

Em obras, encontram-se a nova sede do espaço de arte Casa Fiat de Cultura, o Centro Cultural Banco do Brasil, o futuro Museu do Automóvel (também patrocinado pela montadora italiana) e a futura Escola Inhotim, pertencente ao famoso instituto de arte contemporânea.

INHOTIM INSPIRA
Foi justamente em Inhotim que o potencial da indústria criativa surpreendeu até o mineiro mais descrente.

A fazenda do milionário Bernardo Paz, que espalhou obras de grandes artistas contemporâneos do mundo ao ar livre em uma área de 2 milhões de metros quadrados, quase uma vez e meia o parque do Ibirapuera, virou um colosso no setor.
Em cinco anos de abertura ao público, Inhotim passou de 9.000 visitantes em 2006 a 200 mil no ano passado; o metro quadrado na cidade de Brumadinho, onde fica o complexo, teve uma valorização de 300%. Hotéis, restaurantes e pousadas se multiplicam ao redor de Inhotim, que já criou 800 empregos, 80% dos quais a moradores da região. Não é raro ver jatinhos de colecionadores estrangeiros pousarem no aeroporto de Confins com o único destino de ver as ousadias no recanto de Bernardo Paz.

O próprio Paz dá passos para deixar Inhotim economicamente mais sustentável, com novos restaurantes e lojas e uma pousada seis estrelas desenhada pela arquiteta mineira Freuza Zechmeister, figurinista do grupo Corpo. É a primeira de dez pousadas em projeto.
A praça da Liberdade engatinha, mas tem suas aspirações inhotinhenses. O governo mineiro sonha em convencer o grupo Fasano a abrir um hotel de luxo em um prédio público abandonado na praça -hotelaria é um dos pontos fracos da capital às vésperas da Copa.
"Falta à cultura ter números, estatísticas mais confiáveis que possam medir e comprovar o efeito da indústria criativa na economia", diz a secretária da Cultura do Estado, Eliane Parreiras. "Mas já assistimos à abertura de cafés, galerias, restaurantes e o potencial de novos hotéis na região da praça da Liberdade, graças aos museus."

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Ibram/MinC divulga norma que regulamenta relações entre Museus e Associações

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) publicou, no Diário Oficial da União, instrução normativa regulamentando as relações entre os Museus que integram o IBram e as Associações de Amigos de Museus. 



Entre os pontos contidos no documento (http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=6&data=28/10/2011) estão os requisitos mínimos para o reconhecimento de Associações Amigas de Museus. Os critérios são: ser sociedade civil, sem fins lucrativos, constituída na forma da lei civil; constar em seu instrumento de criação ou constituição, como finalidade exclusiva, o apoio, a manutenção e o incentivo às atividades dos museus; não haver restrição à adesão de novos membros, pessoas físicas ou jurídicas; e ser vedada a remuneração dos componentes da diretoria.

A Instrução Normativa também definiu que a solicitação de reconhecimento como Associação Amiga de Museus será submetida ao presidente do Ibram e só terá validade após sua publicação no Diário Oficial da União. 

Para a manutenção do ato de reconhecimento, as associações de Amigos de Museus deverão atualizar a sua documentação  e apresentar ao Ibram os balanços, acompanhados do relatório de atividades, até o último dia útil do mês de maio de cada ano.

O documento também disponibiliza ficha de inscrição que deverá ser preenchida quando as associações quiserem ser reconhecidas como Amiga de Museus. A ficha de inscrição deverá ser encaminhada acompanhada de carta de apresentação do respectivo Museu; cópia autenticada do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e cópia autenticada do ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor.

As Associações de Amigos de Museus deverão encaminhar ao Ibram o Plano Anual de Atividades, por meio do respectivo Museu até o mês de novembro de cada ano. Os Planos Anuais de Atividades deverão conter os planos, projetos e ações a serem realizados no decorrer do ano e deverão estar em consonância com os Planos Museológicos dos respectivos Museus.


fonte:
http://www2.planalto.gov.br/imprensa/noticias-de-governo/ibram-minc-divulga-norma-que-regulamenta-relacoes-entre-museus-e-associacoes

Museu do Susto

O pessoal da casa assombrada Nightmares Fear Factory, no Canadá, resolveu fotografar o rosto dos visitantes quando levam um susto. Nas fotos, machões pulam como garotas e até as mais bonitinhas perdem seu charme.

Todos os dias, eles mandam uma foto engraçada na página do Facebook. Resolvemos fazer uma compilação das melhores. Veja abaixo, mas antes de dar risada, lembre-se: você também faz uma cara parecida quando leva um susto.

ver fotos
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Preservação da arte digital desafia museus

Há anos trabalhos digitais fazem parte do acervo de museus, tendência que tende a se expandir. Mas sua preservação ainda é árdua, sendo agora tema de exposição no Centro de Arte e Tecnologia de Mídia (ZKM) de Karlsruhe.

 
Quem visitar o Centro de Arte e Tecnologia da Mídia (ZKM, na sigla em alemão) em Karlsruhe, na Alemanha, tem a oportunidade de conhecer uma enorme variedade de trabalhos de arte digital. Uma parede com 50 monitores de televisão piscam como se alguém estivesse constantemente zapeando pelos canais.

Perto dali, é possível pedalar uma bicicleta através de um mundo virtual, seguindo em meio a palavras projetadas em uma enorme tela. Os visitantes também podem usar um iPhone para criar pinturas aleatórias.

Apesar das diferenças sobre quando, como e por que foram criados, os trabalhos da exibição intitulada Trabalhos de Arte Digital: Os desafios da Conservação têm pelo menos uma coisa em comum: todos correm o risco de desaparecer.

"Nos últimos 10 anos tivemos que perceber que a possibilidade de apresentar estes trabalhos de arte está se reduzindo cada vez mais, que estamos perdendo a chance de mostrá-los ao público", conta Bernhard Serhexe, curador da mostra.

A exibição traz 10 estudos de caso, resultantes de um projeto suíço-franco-alemão, que vem testando diferentes estratégias para preservar a arte digital. Há inúmeras questões que ainda precisam ser superadas, segundo os envolvidos.

Instalação 'Karlsruhe Moviemap', de Michael NaimarkInstalação 'Karlsruhe Moviemap', de Michael NaimarkPeças obsoletas

Um exemplo na mostra é particularmente visível. "Os aparelhos de televisão datam dos anos 90, e eles não mais existem no mercado", afirma Serhexe.

Para evitar problemas com hardwares obsoletos, o ZKM, assim como outras instituições, estão estocando desesperadamente peças de reposição. Recentemente, por exemplo, eles adquiriram mil aparelhos antigos de tevê.

Uma visita ao depósito do museu, repleto de engenhocas e de peças antigas, é uma verdadeira viagem pelo tempo. "Temos um monte de objetos aqui, como velhos computadores Macintosh, interfaces digitais para instrumentos musicais MIDI, e também equipamentos de som como caixas de som 'ultrasonic speakers' e outros componentes, como controles usados na tecnologia de interface no museu", conta Martin Häberle, técnico-chefe do centro.

Häberle e seus colegas estão sempre buscando peças antigas no site de compras eBay e por meio de vendedores especialistas em eletrônicos. Mas ele acredita que em algum momento as peças vão acabar, aumentando a preocupação sobre como manter os trabalhos artísticos funcionando.

"Temos softwares de décadas atrás que não funcionam nos novos equipamentos de hardware. O que poderemos fazer para manter estes softwares antigos funcionando?", questiona o técnico.

A morte da arte imortal

Uma solução seria reescrever o código fonte, mas contratar programadores para fazerem isso sairia, em alguns casos particulares, bem caro. Diante do fato de que aparelhos eletrônicos estão em constante avanço, assim como sistemas operacionais e formatos de armazenamento de dados, levanta-se a questão se os artistas deveriam se dedicar a criar trabalhos digitais que tenham potencial de durar mais.

Instalação Bar Code Hotel (1994) de Perry HobermanInstalação 'Bar Code Hotel', de Perry HobermanEsta é uma sugestão que Bernd Lintermann rejeita totalmente. Além de chefe do Instituto de Mídia Visual no ZKM, Lintermann também é um artista que escreve seus próprios programas para criar complexos mundos virtuais usando sons e imagens 3D.

"Eu crio usando os recursos disponíveis da melhor maneira possível. Pensar no futuro me limita, me limita em relação ao que pode ser, ao que é meu pensamento sobre o futuro", diz Lintermann.
Mais dinheiro e mais pesquisas
Essa é uma visão muito diferente daquela de muitos outros artistas, que esperam que seus trabalhos possam alcançar algum tipo de imortalidade. "Diferentemente da pintura e da escultura, que você pode sempre renovar e resgatar o original, acho que na arte digital isso tem um limite, que é alcançado geralmente quando o artista responsável pelo trabalho morre", afirma.

Para Serhexe, isso também significaria que o mundo enfrenta a perda de algumas de suas artes da contemporaneidade mais inventivas e inovadoras. Mais dinheiro e mais pesquisas são urgentemente necessários para encontrar maneiras de preservar esses itens culturais da história.

No momento, visitantes podem admirar a mostra sobre conservação de arte digital no ZKM de Karlsruhe até 12 de fevereiro de 2012. Depois ela deve passar por outras cidades da Borgonha e Estrasburgo, na França.

Autora: Kate Hairsine (msb)
Revisão: Carlos Albuquerque

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