quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fósseis do período jurássico serão pesquisados no Cariri

Crato Na próxima semana, uma equipe com dez pesquisadores, entre eles alunos e professores de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca), vão começar uma escavação paleontológica inédita, com perfil em fina escala, no Município de Missão Velha. A pesquisa pretende identificar, em um primeiro momento, o nível fossilífero com restos de peixes, plantas e possíveis animais terrestres que viveram no período jurássico superior, na Bacia do Araripe, há cerca de 160 milhões de anos.


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Em três anos de pesquisas na Bacia do Araripe, já foram investidos R$ 146 mil, com apoio do CNPQ FOTO: YAÇANÃ NEPONUCENA
Pela primeira vez, fósseis com mais de 160 milhões de anos poderão ser encontrados na bacia de Missão Velha


Por meio dos trabalhos de construção da Ferrovia Transnordestina foram encontrados fragmentos de fósseis na formação Brejo Santo. Porém, os trabalhos foram realizados com máquinas e sem o objetivo de encontrar fósseis. Algumas peças achadas nos locais onde estão sendo efetuadas as obras foram levadas ao Laboratório de Paleontologia da Urca. Lá, os pesquisadores observaram que no local pode haver indicações da existência de bons fósseis que podem fornecer informações sobre o período jurássico. Até agora, foram encontrados sedimentos de celacanto, que é um grupo de peixes com nadadeiras articuladas e que pode se dizer que é o grupo que está entre a evolução de peixes e anfíbios.

De uma maneira geral, a era é pobre no registro fossilífero em todo o mundo. As melhores exposições estão em continente europeu e na América do Norte. Devido à abundância de água e a força da mesma, os restos de seres vivos não se fossilizavam. Segundo o professor e paleontólogo, Álamo Feitosa Saraiva, os fósseis encontrados, geralmente, são quebrados ou simplesmente não existem.

A expectativa da equipe de pesquisadores é conhecer o período jurássico da Bacia do Araripe, bem como desenvolver técnicas para a realização de escavações controladas em rochas areníticas, que são muito frágeis. Em uma área de aproximadamente 50 hectares, os pesquisadores acreditam que apenas um hectare é propício para as escavações, devido à grande quantidade de sedimentos de outras formações geológicas e erosão que já alteraram as rochas em parte do conjunto do segmento jurássico.

Desde 1800, quando João da Silva Feijó citou, pela primeira vez até hoje, a existência de fósseis na Bacia Araripe, nunca haviam sido encontrados fósseis do período jurássico na região. Nas escavações que serão iniciadas, os pesquisadores esperam encontrar, principalmente, restos de dinossauros, pterossauros, tartarugas e crocodilos. Entretanto, as peças só poderão ser achadas após a realização de vários trabalhos de campo.

Para Álamo Feitosa, os achados podem ajudar a planejar o futuro da humanidade. De acordo com ele, é preciso conhecer o passado e o presente para poder planejar o futuro. "Os fósseis irão representar o conhecimento do subsolo da região. Darão informações sobre a origem de muitas espécies atuais e também irão despertar nas novas gerações o gosto pela pesquisa, pelos trabalhos de campo e pela ciência de modo geral", diz ele.

Diversidade

Na área da Bacia do Araripe, já foram descritos cerca de 60 espécies de plantas, 250 de insetos, 32 de peixes, 27 de pterossauros, cinco de dinossauros, três de crocodilos e cinco de tartarugas. Os achados estão em museus localizados em todo o mundo, inclusive, em Santana do Cariri, no Museu de Paleontologia da Urca. Segundo Álamo Feitosa, a quantidade, diversidade e excelente estado de conservação dos fósseis encontrados na região são relevantes para a Paleontologia. "Se cada fóssil ou unidade fossilífera encontrada é uma palavra no livro da vida, então, a Bacia do Araripe é pelo menos um capítulo neste livro", revela.

Mas, ele afirma que as pesquisas poderão encontrar apenas partes dos dinossauros. Nunca antes e em nenhum lugar eles foram encontrados completos, no período jurássico. A pesquisa será financiada pelo CNPQ. Em três anos de escavações e descobertas de novas reservas na Bacia do Araripe já foram investidos R$ 146 mil.

Fique por dentro
Períodos da Era Mesozóica

A era Mesozóica, composta pelos períodos Triássico (entre 245 e 200 milhões de anos), Jurássico (entre 200 e 145 milhões de anos), e Cretáceo (entre 145 e 65 milhões de anos), teve início no final do permiano, quando 95% da vida na terra foi extinta pela erupção de um grande vulcão, localizado onde hoje é a Sibéria. A era terminou quando um grande asteroide caiu na localidade que atualmente é a Península Yucatan, no México. O fato provocou a extinção de seres vivos como dinossauros, pterossauros e muitas espécies de plantas e animais marinhos. Tudo isso, permitiu a expansão dos mamíferos e dos vegetais com frutas que foram a base para o aparecimento do homem no planeta Terra.

MAIS INFORMAÇÕES

Geopark Araripe
Rua Carolino Sucupira, S/N
Bairro Pimenta, Município do Crato
Telefone: (88) 3102.1237

Projeto Música no Museu é premiado em Buenos Aires

O projeto  “Música no Museu” acaba de ser homenageado em Buenos Aires,recebendo mais um prêmio na Universidade Católica da Argentina - UCA, como é conhecida. O evento foi presenciado por uma platéia de 600 pessoas, durante o Latin American Quality Awards 2011.
O diretor do projeto,o empresário  Sergio da Costa e Silva, falou sobre o sucesso do projeto,único no Brasil que apresenta concertos todos os dias da semana,sendo portanto,considerada a maior série de música clássica do país.
O ano de 2011 superou os recordes dos 400 concertos por ano.

fonte:
http://www.jb.com.br/sol-maior/noticias/2011/11/30/projeto-musica-no-museu-e-premiado-em-buenos-aires/

MIS realiza a palestra “Museologia e Educação” com Rafael Maldonado

O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), realiza no próximo dia 7, às 14h, no Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS de MS) uma palestra com Rafael Maldonado, curador independente e professor do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A palestra, com o tema “Museologia e Educação”, busca refletir e analisar as práticas pedagógicas desenvolvidas pelas instituições museológicas e o seu alcance social, apontando caminhos e estratégias para o desenvolvimento de ações educativas nos museus, levando em conta as diferentes tipologias de acervos.

Aberta ao público em geral, a palestra foca temas de interesse de profissionais de museus, educadores, estudantes, pesquisadores ou demais interessados. Além de fazer parte do quadro do curso de Artes Visuais da UFMS, Rafael Maldonado atua como curador independente, já foi coordenador do Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul e curador da Galeria Wega Nery, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. Atualmente, é membro da Comissão Curatorial do Museu de Arte Contemporânea (Marco).

Serviço: A palestra Educação e Museus acontece no próximo dia 7, às 14h, no auditório do MIS, que fica na Av. Fernando Correa da Costa, 559, 3º andar, no Memorial da Cultura e da Cidadania. Informações pelo telefone 3316-9178. A entrada é franca.


fonte:
http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=79230

Andrea Zabrieszach Santos, comenta a história da condenação da imagem de São Jorge. Museu de Arte Sacra

veja o vídeo

http://www.youtube.com/user/jornaldagazeta?gl=BR#p/a/u/1/h21od93x_Ok