sábado, 17 de dezembro de 2011

Manuscrito mais antigo com Dez Mandamentos é exposto em NY

O manuscrito mais antigo e conservado com as mensagens dos Dez Mandamentos que, segundo a fé judaica, Moisés recebeu no Monte Sinai, será exposto a partir desta sexta-feira no Museu Discovery de Nova York.
Escrito em hebraico, o pergaminho de mais de 2 mil anos possui aproximadamente 45 cm de comprimento por 7 cm de largura e faz parte da mostra mais ampla sobre os manuscritos do Mar Morto, que inclui mais de 500 artefatos cedidos pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês). O documento foi descoberto em 1954 e, segundo o Museu Discovery, faz parte de uma coleção de mais de 900 peças encontradas ao longo dos anos 40 e 50 em uma gruta de Qumran, região situada próxima ao Mar Morto.
Os manuscritos, também escritos em aramaico e grego, além de hebraico, são os documentos mais antigos encontrados sobre a vida na Judéia. Segundo o museu nova-iorquino, "os Dez Mandamentos são as regras que constituem os pilares da moralidade e da lei do mundo ocidental", destacando que o texto "reúne e define como os homens e as mulheres devem trabalhar e viverem juntos sob sua fé em uma sociedade civil".
Essa é a primeira vez que esse pergaminho será exposto em Nova York. A peça, que contém fragmentos do Deuteronômio, é datado entre os anos 50 e 1 a.C. e é um dos dois únicos manuscritos antigos com os Dez Mandamentos que existem atualmente. Apesar do tempo de existência, o Museu Discovery confirmou que o estado de conservação do manuscrito é "excepcional", apesar de ser feito com um material tão frágil como a pele de um animal, ou seja, muito vulnerável à umidade, a luz e as variações na temperatura.
O outro manuscrito, conhecido como o Papiro Nash, está armazenado na Universidade de Cambridge. Apesar de estar fragmentado, a peça é datada entre o ano 150 e 100 a.C. A identidade do autor das escritas é desconhecida, embora a instituição nova-iorquina tenha afirmado que muitos especialistas acreditam que todos os manuscritos do Mar Morto foram escritos por integrantes de uma seita que se distanciou do Judaísmo e viveu no deserto de Israel do século III a.C. até o ano 68 d.C.
O pergaminho dos Dez Mandamentos poderá ser visto até o próximo dia 2 de janeiro, enquanto o resto da exposição, que foi inaugurada 28 de outubro, permanecerá aberta até o dia 15 de abril de 2012.

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Unileste é um dos vencedores do Prêmio Modernização de Museus

O Museu Padre Joseph Cornélius Marie De Man do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) foi um dos vencedores do Edital Prêmio Modernização de Museus - Microprojetos promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O projeto intitulado “Memória, Cidadania e Visibilidade Social: expografia museal do cotidiano de carroceiros, garis, coveiros e catadores de papel da Região Metropolitana Vale do Aço”, é de autoria do professor Renato Lacerda, também responsável pelo museu do Centro Universitário.O resultado do Prêmio foi publicado esta semana no Diário Oficial da União. Foram selecionadas 31 iniciativas voltadas à cultura, memória e patrimônio com finalidade de fomentar o processo sócio-cultural nacional. Os prêmios variam de R$ 10 mil a R$ 50 mil, conforme classificação. Na categoria que o Unileste concorreu, foram selecionados quinze projetos em todo o país. Minas Gerais teve dois projetos classificados, sendo o Centro Universitário um dos vencedores. 

De acordo com o professor e historiador Renato Lacerda, o projeto será desenvolvido em 2012 e tem como objetivo valorizar tanto a arte, a história, quanto à profissão dessas pessoas, que muitas vezes vivem à margem da sociedade. “O projeto visa dar lugar à memória desses sujeitos sociais invisíveis, como forma de assegurar o direito à memória e plena cidadania. Será também uma forma de promover uma intimidade dessas pessoas com a arte, tendo em vista que terão o seu cotidiano representado em uma expografia dentro do Museu do Unileste”, ressalta Renato.

Ainda segundo o professor, dentro da historiografia tem um estudo que se preocupa em dar vozes às pessoas que, muitas vezes, passam despercebidas pela sociedade. “A nossa preocupação é onde estas pessoas vão deixar suas memórias, visto que são poucos os acessos à materialização desses registros. Assim, colocamos o museu como um espaço democrático que poderá evidenciar, além de pessoas consideradas de renome pela sociedade, as vozes de sujeitos humildes, que são, a bem da verdade, uma amostragem da realidade brasileira”, completa.

Museu Padre De Man 

Situado em um espaço tombado pelo patrimônio histórico da cidade de Coronel Fabriciano, o prédio do Museu Padre De Man foi construído no início da década de 1970, com projeto arquitetônico inovador para a época, em forma de circunferência. 

A personalidade que dá nome ao museu, Padre Joseph Cornélius Marie De Man, nasceu em 1927, em Woerden, na Holanda. Sacerdote da Congregação Padres do Trabalho fundou a primeira instituição de ensino superior do Vale do Aço, a Universidade do Trabalho (hoje Unileste), favorecendo a profissionalização da classe operária. 

O imóvel, que funciona como museu desde 1993, conta com acervo que contribui para a preservação da história regional e institucional, promovendo a preservação da memória e estimulando a busca do conhecimento entre crianças, jovens e adultos no Vale do Aço.

Estudantes e escolas interessadas em conferir as mostras disponíveis no Museu Padre De Man poderão agendar horários na Assessoria de Eventos do Unileste, pelo telefone (31) 3846-5531 ou pelo e-mail eventos@unilestemg.br

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Museu da Bacia do Paraná de Maringá é premiado pelo Instituto Brasileiro de Museus

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão do Ministério da Cultura, premiou o Museu da Bacia do Paraná (MBP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) com o 4º lugar no Prêmio de Modernização de Museus 2011 - Microprojetos. O resultado saiu na última segunda-feira (12).















Prêmio vai permitir a restauração da estrutura do museu

Segundo a professora do Departamento de História (DHI) e coordenadora do Museu, Sandra Pelegrini, o projeto contemplado chama-se "Modernização e Acessibilidade ao Museu Bacia do Paraná" e as obras começam em fevereiro de 2012.
Pela proposta, está prevista a restauração da edificação, reparos na parte hidráulica e elétrica, no telhado e na madeira de peroba rosa – que não existe mais para comercialização –; a construção de banheiros adaptados para portadores de deficiência física; a instalação de equipamentos de segurança; painéis digitais de comunicação visual, totens, entre outros.
"O MBP existe há mais de 30 anos e recebe uma média de 400 visitantes por mês. Também possui o mais completo acervo do processo de ocupação da região e é o guardião de documentos da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná", explica a coordenadora. Apesar disso, o museu só conta com recursos provenientes da UEM, e a conquista desse prêmio é considerada de extrema importância para a implementação e continuidade de projetos que viabilizem seu funcionamento.
Planejamento
Sandra Pelegrini é coordenadora do museu há menos de seis meses. Como metas para o primeiro ano de gestão, além da modernização da estrutura física do MBP, a professora espera criar a Associação Amigos do Museu da Bacia do Paraná e estabelecer maior aproximação e integração com a comunidade. O foco são os jovens e o despertar do seu interesse sobre a memória e a história de Maringá e região, para, dessa forma, fortalecer a identidade cultural do público-alvo e estimular o exercício da cidadania.

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