sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Exposição Permanente do Salão Universitário de Humor – Unimep Tema do mês: ‘Que país é esse?’ traz humor jovem ao Martha Watts


CENTRO CULTURAL MARTHA WATTS
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO 

Exposição Permanente do Salão Universitário de Humor – Unimep
Tema do mês: ‘Que país é esse?’ traz humor jovem ao Martha Watts

“NASCER DO SOL” MOSTRA COLETIVA DE ARTE
Curadoria: Carlos Augusto Almeida
Abertura: 31/08 às 9h
Visitação: 31/08 a 21/09
Local: Sala Monet

CRIAR É APRENDER Exposição em comemoração aos 131 anos do Colégio Piracicabano
Visitação: 11 a 28/09
Local: Sala Da Vinci 

Movimento e Som
Exposição dos alunos do curso de Fotografia
Organização: Hugo de Lima
Visitação: 06 a 21/09
Local: Sala Irineu Guimarães

ENCONTRO COM A LITERATURA - A personagem leitora no romance do século XIX
Tema: “O vermelho e o negro” Com a Prof.ª Josiane Maria de Souza, coordenadora do Curso de
Letras/Português da Unimep
Data: 11/09 às 15h30     
Local: Mini auditório
Inscrições: ccmw@unimep.br
Entrada franca e entrega de certificado

UMA TARDE COM: GRETA GARBO
EXIBIÇÃO DO FILME: NINOTCHKA
Direção de Ernst Lubitsch - com Greta Garbo e Melvyn Douglas
Data: 14/09 às 14h
Local: Mini auditório

Programação da 6ª Primavera dos Museus: A função social dos museus

RODA DE CONVERSA SOBRE MUSEUS INCLUSIVOS
Data: 25/9 às 14h30
Local: Mini auditório
Entrada franca
Público: pessoas que trabalham em museus e outros órgãos de divulgação
cultural em Piracicaba e região
Objetivo: trocar experiência e informações sobre:
•     Conceito de inclusão (com referência a pessoas com deficiência
física, visual ou auditiva, idosos e com locomoção limitada),
•     Modelos de museus inclusivos,
•     Alternativas de adaptação arquitetônica e de comunicação,
•     Proposta de capacitação para atendente de museus e outras agencias
culturais.

APRESENTAÇÃO DA BANDA DO INSTITUTO FORMAR
Apresentação em comemoração ao início da Primavera
Data: 27/9 às 9h30
Jardim do CCMW

ENTRADA FRANCA
Segunda à sexta-feira das 09h às 17h
Espaço Memória Piracicabana
Coleções especiais:
João Chiarini (cultura e folclore)
Rocha Netto (esportes)
Jair Toledo Veiga (genealogia)
Arquivo do fórum (processos jurídicos)
Jornal “O Diário”

Museu Prof.ª Jaïr de Araújo Lopes
Visitas monitoradas

Centro Cultural Martha Watts
Rua Boa Morte, 1257 – Centro Piracicaba – SP
Fone: (19) 3124-1889       www.unimep.br/ccmw 

Museu Internacional de Arte Naïf reabre no Rio

Depois de cinco anos fechado, MIAN reabre suas portas apresentando o maior acervo de arte naïf do mundo






Fechado desde 2007, o Museu Internacional de Arte Naïf (MIAN) é reinaugurado no Rio de Janeiro trazendo oito exposições com um total de 250 obras e uma videoistalação. Dono do maior acervo de arte naïf do mundo, com um total de 6.000 obras, o MIAN apresenta o trabalho de artistas de todos os Estados Brasileiros e de mais 100 países.

Apesar de ainda necessitar de obras na fachada e modernização de recursos tecnológicos, como a instalação de sistemas de audioguia, o edifício sede do MAIN teve sua área expositiva totalmente reformulada. Hoje, o museu abriga exposições interativas, permanentes e temporárias, todas de cunho sócio-educativo e cultural.

A reabertura do museu, possível depois das reformas na estrutura da sede, acontece com o apoio da Prefeitura do Rio e da fundação holandesa Prince Claus Fund, que visa salvaguardar acervos.


 Exposições permanentes do acervo nacional
- Rio de Janeiro, Gosto de você, Gosto dessa gente Feliz – Obra de Lia Mittarakis, a tela de 4 por 7 metros retrata o Rio de Janeiro em um a visão panorâmica

- Rio de Janeiro Naïf – mostra com 40 quadros naifs cariocas mostrando os principais pontos turísticos da cidade
-Naïfs + 20 – Usando a temática do evento Rio+20, a natureza, a mostra traz obras dos artistas Zizi Sapateiro, Ivonaldo, Emerlinda, Rosina Becker do Valle, Magda Mitarrakis, Berenic, Mabel e Dalvan.

- Homenagem a Rousseau – Em uma sala com projeção de vídeos, uma homenagem ao pintor francês Henri Rousseau, o primeiro artista moderno a ser reconhecido como naïf no mundo moderno. No vídeo mostra reproduções fotográficas de algumas de suas obras mais relevantes como La Bohémienne endormie (A cigana adormecida); A guerra; A encantadora de serpentes; O sonho; Eu mesmo, retrato, paisagem.

- Homenagem Lucien Finkelstein – Uma sala comk diplomas, medalhas e troféus do fundador do Museu de Arte Naïf, Lucien Finkelstein

- Brasil, 5 séculos – Exposição que tem como proposta principal retratar fatos e acontecimentos históricos significativos desde a chegada dos Portugueses ao Brasil até a inauguração de Brasília, utilizando uma linha do tempo sobre esses eventos numa tela única (1,40m altura x 24m comprimento), de autoria da paulista Aparecida Azedo, sendo a maior tela do mundo no gênero naïf.

- Mestres Naïfs Brasileiros – Coletiva de expoentes da arte naïf brasileira como Aparecida Azedo, Lia Mittarakis, Gerson, Elza O.S, Grauben, Chico da Silva, Octacilia, Cardosinho, Leandro Joaquim, Heitor dos Prazeres, Miriam e Miranda. Nesta mostra, são tratados temas relacionados a diversos aspectos do país tais como: fauna, flora, religião, folclore.

- Lenda ou Realidade? – Coletiva de artistas naïfs estrangeiros como Prefete Duffaut (Haiti), considerado um dos maiores pintores naïfs vivos do mundo, Luiza Caetano (Portugal), Thraki Jones (Chipre), Ysanne Gayet (Paraguai), Barbara Wikle (EUA), Tito Lucaveche (Espanha). A exposição terá telas com temas relacionados aos aspectos do imaginário e cotidiano dos povos de vários países.

Museu Internacional de Arte Naif (MIAN)

Quando:
terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 12h às 18h com agendamento prévio (pode ser feito até um dia antes)
Onde: MIAN. Rua Cosme Velho, 561 – Cosme Velho.
Quanto: R$ 16; R$ 8 (meia entrada), estudantes, menores de idade e maiores de 60 anos. Crianças até 5 anos não pagam

fonte:
http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/08/25/museu-internacional-de-arte-naif-reabre-no-rio/

Casa de Cora Coralina abriga museu com objetos da escritora



À beira do rio Vermelho, ao lado de uma ponte de madeira, uma casa em especial desperta a atenção de quem passa por lá. Um lugar onde todos os moradores parecem cultivar certa devoção.
 
Faz sentido. Foi ali que nasceu e viveu Cora Coralina (1889-1985), a "voz viva" de Goiás.
A casa pertencia à família da poetisa e doceira. Hoje, abriga um museu que preserva a história dessa personagem que é um símbolo da Cidade de Goiás e da tradição da vida interiorana do Brasil.

O casarão é mantido como nos tempos em que Cora o habitava. Dentro dele, o quarto com a cama simples e os vestidos pendurados na parede. Na cozinha, ainda estão lá o fogão de lenha e o tacho de cobre usado parar preparar os doces cristalizados.

Goiás velho

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Na Cidade de Goiás, detalhe da ponte da Lapa e da casa da escritora Cora Coralina (1889-1985), no rio Vermelho 
 
A bengala, que amparou Cora até os últimos dias, também continua ali. Pena que nada possa ser fotografado ou filmado.

É possível ver suas fotos e cartas, assim como seus livros e a máquina de escrever. A menina, que cursou só as primeiras letras, aos 14 anos escreveu os primeiros contos e poemas sob o pseudônimo de Cora Coralina -Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas é seu nome de batismo.

DOCES E CAUSOS
A Cidade de Goiás e, consequentemente, o próprio Estado ofereciam material criativo em fartura a Cora.

Entre o passado e o presente, as festas religiosas, a comida típica da região, os moradores e seus "causos", tudo isso motivava e inspirava a escritora de Goiás.


Janela com escultura de Cora Coralina, na casa da poetisa
Janela com escultura de Cora Coralina, na casa da poetisa   

A Casa Velha da Ponte, como é chamada, é uma referência, um ponto de encontro dos locais.

A imagem da figura mais emblemática da Cidade de Goiás, esculpida na janela lateral, voltada para o rio, acaba virando também um jeito prático de se situar e de se localizar pelo centro histórico.

Olhando por suas ruas de pedra, dá até para imaginar Cora ali, esperando por Maria Grampinho, a andarilha folclórica de Goiás.

Ninguém sabe ao certo dizer de onde Maria Grampinho veio. Sabe-se que ela perambulava pela cidade carregando uma trouxinha.

Maria Grampinho ganhou morada no porão da casa de Cora. E a poetisa ainda dedicou-lhe um poema. Coisas de Cora.

fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1145150-casa-de-cora-coralina-abriga-museu-com-objetos-da-escritora.shtml

Museu Antonio Parreiras, em Niterói, será reformado




Três edificações e jardim histórico do complexo serão revitalizados de acordo com o projeto da Ópera Prima Arquitetura e Restauro





O Museu Antonio Parreiras (MAP), localizado no município de Niterói, no Rio de Janeiro, vai ser revitalizado. Uma parceria entre a Secretaria Estadual de Cultura e o Ministério da Cultura permitiu a restauração das três edificações do museu, além do jardim histórico.

Vânia Laranjeiras

Será reformado o prédio da antiga residência de Parreiras, seu ateliê e a Vila Olga. O projeto arquitetônico da reforma do complexo, que foi construído em 1896 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1967, foi feito pela Ópera Prima Arquitetura e Restauro.

Os estudos e a elaboração do projeto de restauração começaram em 2009, com diagnósticos do levantamento arquitetônico, paisagístico, bibliográfico e o mapeamento de danos e esquadrias.

A modernização, que já foi aprovada pelo Iphan, será executada pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop), com coordenação da Assessoria de Projetos da Secretaria de Educação (Astec) e acompanhamento do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

De acordo com o museu, as intervenções estão alinhadas a um Programa de Requalificação Institucional, previsto no Plano Museológico do MAP. O museu deve ser reaberto ao público em 2014.


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Vânia Laranjeiras



fonte:
http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/museu-antonio-parreiras-em-niteroi-sera-reformado-266209-1.asp























































Museu do Bom Jardim será inaugurado hoje

O equipamento será aberto com a exposição "Jardim das Memórias", que retrata vivências em cinco bairros
Com a exposição "Jardim das Memórias", será inaugurado, às 16 horas de hoje, o Museu Comunitário do Grande Bom Jardim, que tem como meta a ousada missão de "falar da memória de um povo e de seus guardiões por direitos comunitários".


A organização dos moradores no cotidiano do Grande Bom Jardim, assim como a influência religiosa faz parte do que é contado no museu comunitário

Reunindo peças como frases, manifestos, painéis, fotos e vídeos, a exposição dá voz aos moradores e reconstrói parte da história de cinco bairros de Fortaleza: Granja Portugal, Granja Lisboa, Bom Jardim, Canindezinho e Siqueira.

"Os painéis mostram a temática de luta e resistência, utilizando tecnologia nova na cartografia social", cita o curador Adriano Almeida, acrescentando que um vasto acervo documental e imagético registra, também, as práticas religiosas e espirituais dos moradores. São, ainda, retratadas as expressões artísticas da comunidade, através de peças como o artesanato.

Gerido por nove entidades e organizações populares, o Museu está em execução desde 2009. Após percalços, passa a funcionar na Rua Dr. Fernando Augusto, 987, Bom Jardim, e será inaugurado, nesta sexta-feira, com a fala de pessoas das comunidades e apresentações artísticas. Também hoje, serão lançados um site, uma cartilha e um documentário, mostrando os esforços de preservação e valorização da memória social dos moradores do lugar.

"Não temos sede própria. Somos um movimento cultural sem teto. Pedimos uma sala emprestada e fizemos a reforma do espaço", diz o curador e sociólogo Adriano Almeida, ao comentar as dificuldades enfrentadas.

O vasto acervo foi possível graças a um amplo processo de pesquisa participativa sobre os bens culturais daquele território localizado na periferia de Fortaleza e sua história. Jovens pesquisadores e lideranças ajudaram a montar o acervo material e imaterial que será incorporado ao Museu.

Articulação

Assim, esse projeto resulta do esforço e da articulação de nove entidades comunitárias dos cinco bairros. A iniciativa para a conservação da memória popular, informa Adriano, tem o fomento de parceiros locais e externos como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram-MinC) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

As lutas travadas no cotidiano de um povo, bem como as celebrações e conquistas no processo de construção de seu território e de afirmação de suas identidades são objetos da exposição "Jardim das Memórias". Segundo Adriano, essas memórias têm uma ligação forte com a água, com a terra e com a carnaúba.

"A partir da análise das entrevistas, dos conteúdos gerados em seminários comunitários e nos grupos, percebemos que são muito fortes nas práticas cotidianas a organização dos moradores e a influência religiosa", observa o curador.

Identifica, ainda, a importância das pastorais sociais, que têm como berço as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e os espaços de manifestação das culturas religiosas de matrizes africanas e ameríndias. O objetivo da exposição foi registrar ações das comunidades "como forma de refletir o caminho trilhado para seguir adiante".

Hoje, na inauguração do Museu, será exibido o vídeo Fincapé, produzido em 1989 por uma Organização Não-Governamental (ONG) e que narra a luta dos moradores daquela região da periferia da Capital em prol do alargamento da Av. Osório de Paiva.

fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1176213

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Museu do Seringal conduz visitantes ao Ciclo da Borracha, em Manaus



Museu fica a 25 minutos de Manaus por via fluvial.
Local apresenta época áurea da economia amazonense.

Museu do Seringal Vila Paraíso foi construído para as filmagens da obra 'A Selva' (Foto: Tiago Melo/G1 AM)Museu do Seringal Vila Paraíso foi construído para as filmagens da obra 'A Selva' (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Construído especialmente para o filme 'A Selva', produção luso-brasileira de 2001, estrelada por Maitê Proença, o Museu do Seringal Vila Paraíso, localizado no Igarapé São João, a 25 minutos de Manaus, recebe centenas de pessoas todo mês. Com o objetivo de reproduzir com fidedignidade um seringal que existiu em Humaitá, município do Amazonas, distante 590 km da capital, o museu conta com uma visita guiada pelas instalações.

O passeio guiado dura cerca de uma hora. O roteiro inclui locais como o barracão de armazenamento das pelas de borracha, casarão do seringalista, barracão de aviamento, a capela de Nossa Senhora da Conceição, casa do seringueiro, tapiri de defumação da borracha, cemitério, entre outros locais que retratam a vida e os costumes em um seringal, construído durante os tempos áureos do Ciclo da Borracha.
Objetos pessoais do barão, bem como de sua filha e do escritor português, Ferreira de Castro, podem ser encontrados no museu (Foto: Tiago Melo/G1 AM)Objetos pessoais do barão, bem como de sua filha e do escritor português, Ferreira de Castro, podem ser encontrados no museu (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Marli Dias, guia de turismo e moradora do museu desde a construção no ano 2000, inicia a visita pela construção mais imponente: a casa do barão, com extensas varandas de onde se descortina a paisagem da floresta e do rio. O casarão conta com móveis e objetos de época, dispostos em uma sala ampla, com ambiente de jantar, sala de estar e canto de leitura e música. A cozinha, com fogão a lenha, dá acesso a dois quartos.

"Nesta casa, moravam o barão Juca Tristão, a filha, dona Iaiá, e o escritor português José Maria Ferreira de Castro, autor do livro 'A Selva', que mais tarde deu origem ao filme", informou a guia. "De acordo com relatos de Ferreira de Castro, ele teria vindo ao seringal de Humaitá para trabalhar como escrivão, porém, chegando lá, o barão Tristão o acolheu em sua casa, mas o colocou para trabalhar como seringueiro. A obra 'A Selva' é, portanto, um relato de sua passagem pelo seringal", completou Marli.
Barracão de aviamento era o local onde os seringueiros compravam seus equipamentos (Foto: Tiago Melo/G1 AM)Barracão de aviamento era o local onde os seringueiros compravam seus equipamentos (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Outra importante construção do museu, situada ao lado da casa do barão, do lado direito de quem chega, é o barracão de aviamento, local onde se comercializava equipamentos e onde era adquirida a alimentação para os seringueiros nordestinos que ali chegavam para trabalhar. "Eles precisavam produzir pelo menos 50 quilos de borracha por semana para poder retirar a comida. O problema é que nem sempre conseguiam e ficavam endividados", conta a guia de turismo. Detalhes, como os equipamentos utilizados na retirada do látex das árvores, também são mostrados aos visitantes, com destaque para a poronga, lamparina usada na cabeça dos seringueiros durante a colheita noturna.

Guia de turismo demonstra processo de defumação do látex, onde muitos morriam de tuberculose  (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Famosa pela cena do filme 'A Selva', em que a atriz Maitê Proença se banha, a casa de banho das damas é um dos destaques da visita, bem como a capela de Nossa Senhora da Conceição, onde os seringueiros rezavam por uma vida melhor, que dificilmente chegava. A partir deste ponto, a guia leva os visitantes por uma trilha onde é possível ver as belas seringueiras, de onde se extrai o látex para produção da borracha, além de um cemitério cenográfico. "Os seringueiros que morriam no trabalho eram enrolados em redes de dormir pelos seus colegas e enterrados de forma improvisada neste terreno", contou a guia.

Guia mostra as ferramentas de trabalho dos seringueiros, na cabeça carrega uma poronga (Foto: Tiago Melo/G1 AM)Mais adiante, pode-se conhecer a humilde casa do seringueiro de confiança do barão. A casa é de palha e de chão batido e conta com apenas uma cama. "Apesar de ser de um capataz de confiança, a casa mostra um alto contraste com a riqueza europeia que imperava na casa do barão", afirmou Marli. O passeio também leva o visitante ao tapiri onde era realizado o processo de defumação da borracha. O processo é demonstrado pela guia que informa: "a fumaça exalada da borracha defumada causava cegueira e tuberculose nos seringueiros que a inalassem constantemente".

O roteiro de visitação é concluído pela passagem à casa da farinha, onde era ralada e prensada a mandioca, e ainda conta com uma pequena demonstração da retirada do látex. Destinado a estudantes, pesquisadores, turistas e ao público em geral, o local é resultado do polo de cinema do Amazonas, e atrai visitantes que desejam conhecer de perto o modo de ser e viver do homem do seringal, conduzindo os visitantes aos tempos áureos do Ciclo da Borracha.

Este ciclo teve o seu centro na região amazônica, proporcionando grande expansão da colonização, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, além de dar grande impulso às cidades de Manaus, Porto Velho e Belém.
Ciclo da BorrachaO ciclo da borracha foi um momento econômico na história do Brasil que constituiu uma parte importante da história da economia e sociedade do país, estando relacionado com a extração e comercialização da borracha.
O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945 durante a II Guerra Mundial (1939-1945). Durante este período, cerca de 50% do Produto Interno Bruto do Amazonas era resultado da extração e comercialização da borracha.

fonte:

Museu casa guilherme de almeida prepara o ii encontro de tradutores – de 13 a 16 de setembro …


Estão Abertas as INSCRIÇÕES para o
TRANSFUSÃO – II Encontro de Tradutores
da Casa Guilherme de Almeida
De 13 a 16 de setembro de 2012
Os interessados em participar do evento TRANSFUSÃO
já podem reservar sua vaga. O evento é destinado a profissionais e pesquisadores da área de literatura e tradução, a estudantes e demais interessados no tema
A Casa Guilherme de Almeida Centro de Estudos de Tradução Literária, instituição do Governo do Estado de São Paulo, promove de 13 a 16 de setembro a segunda edição do TRANSFUSÃO Encontro de Tradutores da Casa Guilherme de Almeida.
Ao promover o evento TRANSFUSÃO, a Casa Guilherme de Almeida quer estabelecer intercâmbio entre autores e tradutores brasileiros e estrangeiros, e levar ao conhecimento de um público mais amplo e diversificado a produção dessa área de criação, discutir os procedimentos adotados em determinadas obras e suas vertentes e estimular a reflexão sobre todas as circunstâncias que envolvem a tradução literária. O estudo e a discussão sobre as diferentes concepções da atividade tradutória vêm sendo objeto de trabalho da Casa Guilherme de Almeida desde 2009, por meio das atividades culturais, editoriais e de pesquisa de seu Centro de Estudos de Tradução Literária, que se intensifica com a realização de mais uma edição deste evento.

A falácia da similaridade na tradução entre línguas ibéricas e a ilusão de facilidade na tradução de textos de línguas românicas próximas ao português, como espanhol, galego e catalão estão entre os destaques temáticos desta segunda edição do TRANSFUSÃO. Outros temas, a serem tratados por tradutores e especialistas no evento, como as formas híbridas entre as línguas ibero-americanas e o Portunhol Selvagem serão discutidos como maneira de desterritorialização da literatura, além da presença da literatura árabe na Península Ibérica na Idade Média.

Machado de Assis em tradução, a eventual superioridade estética do texto traduzido em relação ao original, o poder de manipulação da tradução, a noção da atividade tradutória como criação literária e o papel autoral do tradutor também serão abordados de um ponto de vista teórico, histórico-literário e jurídico durante o evento.
O II Encontro de Tradutores reunirá os convidados estrangeiros John Gledson (Londres), Cyril Aslanov, (Jerusalém) e Berthold Zilly (Berlim), e os brasileiros Horácio Costa, Paulo Henriques Britto, Ronald Polito, Berthold Zilly e Mário Laranjeira, entre outros estudiosos brasileiros e estrangeiros.

Programa completo:
EVENTO GRATUITO Inscrição obrigatória:
TRANSFUSÃO Encontro de Tradutores da Casa Guilherme de Almeida
Curadoria: Marcelo Tápia e Simone Homem de Mello
Local: Casa Guilherme de Almeida
Endereço: Rua Macapá, 187, Pacaembu, São Paulo, Capital
Quando: de 13 a 16 de setembro de 2012
Horários: Quinta-feira, 13 de setembro, das 9h às 21h; sexta-feira, 14 de setembro, das 10h30 às 20h30h; sábado, 15 de setembro, das 10h30 às 18h e domingo, 16 de setembro, das 10h30 às 18h.

Inscrições e informações – e-mail: casaguilhermedealmeida@gmail.com, tel.: (11) 3673-1883 / (11) 3672-1391,
Mídias Digitais
Site: www.casaguilhermedealmeida.org.br
Twitter: https://twitter.com/transfusao_cga
Facebook: http://www.facebook.com/Transfusao.EncontrodeTradutores
Casa Guilherme de Almeida serviço:
De terça a domingo, das 10h às 17h. (Visitas espontâneas: quartas, sextas, sábados e domingos; visitas agendadas: terças e quintas).
As visitas são realizadas com grupos de 4 pessoas, devido ao fato de o espaço de circulação interno ser exíguo. Atende a escolas, mediante agendamento.
Entrada franca.
Poiesis Organização Social de Cultura
Assessoria de Imprensa
Dirceu Rodrigues: 4096-9827 e dirceurodrigues@poiesis.org.br
Assessoria de Imprensa Secretaria de Estado da Cultura
Renata Beltrão: (11) 2627-8164 e rmbeltrao@sp.gov.br
Informações para a imprensa:
Patrícia Cicarelli – Assessoria de Imprensa do Evento
Fones: (11) 5589-4123 / (11) 9980-3813
E-mail: cicarelli.time@uol.com.br – Twitter: @PCicarelli
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Comunicação em mídias digitais:
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Livro de escritora inglesa vai revelar 75 peças nunca expostas por museus de todo o mundo


RIO - Quem nunca imaginou o que há por trás das paredes das paredes de museus, em locais onde só pesquisadores e curadores podem circular? Peças raras, objetos frágeis, exemplares únicos de esqueletos de grandes dinossauros? "Tudo isso e um pouco mais" é a resposta da escritora inglesa Molly Oldfield, que resolveu matar a curiosidade e deu um passo além: entrou nos acervos "secretos" das instituições e está escrevendo um livro sobre 75 preciosidades nunca expostas pelos museus mais importantes do mundo.
"Molly Oldfield's Secret Museum" ("O museu secreto de Molly Oldfield") já tem previsão de publicação na Inglaterra - março do ano que vem - e também está em fase de negociação com editoras brasileiras para chegar às nossas livrarias por um motivo curioso: em meio às suas andanças por museus de todo o planeta, Molly passou por quatro cidades brasileiras e incluiu doze peças de acervos do país nas páginas do livro.
Estão no livro obras dos museu de Arte Sacra, Afro-Brasileiro e da Fundação Jorge Amado, em Salvador; do museu de Zoologia, de Arte de São Paulo (MASP) e do Museu de Arte Contemporânea, em São Paulo; dos museus Nacional, na Quinta da Boa Vista, Histórico Nacional, Carmem Miranda e Internacional de Arte Naïf, no Rio; e do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Apesar de fazer mistério quanto às obras que escolheu, Molly conta que tipo de peças procurou:
- Cada objeto escolhido tem uma história interessante e é raro por várias razões: muito grande, muito frágil, sensível à luz, risco de explosão... Em outros casos, eles poderiam até ter entrado em exposição mas nunca houve uma oportunidade. Por fim, há peças únicas, que precisam ser estudadas e, por isso, é melhor que fiquem em laboratórios, como alguns esqueletos de dinossauros - explica a escritora, em conversa por e-mail com o GLOBO, direto de Cambridge, na Inglaterra. - Para chegar até as peças, precisei contar com a coragem e um pouco de cara de pau. No Museu de História Natural de Londres, por exemplo, só consegui ver o acervo interno de peixes da instituição depois de dar em troca ingressos para que os curadores vissem as gravações do "QI", programa de perguntas e respostas de que eu participo na BBC.
Como a obra ainda não terminou de ser escrita, já que Molly ainda precisa concluir suas visitas a Amsterdã, Veneza, Estocolmo e alguns países asiáticos, as peças escolhidas ainda estão envoltas em mistério. No entanto, quando perguntada sobre as peças brasileiras, a escritora deixa escapar uma das escolhas: um conjunto de seis telas sem título, pintadas pelo pintor naïf R. Ozias, que retratam, em capítulos, a vinda de escravos da África para o Brasil. As obras estão no Museu Internacional de Arte Naïf, no Cosme Velho, desde que foram pintadas, em 2005.
- Quando cheguei ao Rio, em 2011, o museu estava fechado, mas mesmo assim tentei entrar em contato com a família Finkelstein, que administra o espaço. Expliquei que queria algo especial, nunca visto pelo público e eles me apresentaram as telas. Logo me apaixonei - conta a escritora.
As pinturas foram criadas por estímulo de Lucien Finkelstein, o fundador do museu, que planejava expô-las no aniversário de 120 anos da abolição da escravidão, em 2008. No entanto, Lucien morreu neste mesmo ano e as telas nunca foram exibidas. Até hoje, só a família Finkelstein e parentes de Ozias viram as pinturas.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Com filas de até 4h, CCBB recebe 100 mil em mostra de Paris



A exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade - Obras-Primas do Museu d'Orsay traz uma seleção de 85 quadros aos espaços do CCBB, em São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, a mostra - dividida em módulos temáticos - apresenta obras de artistas que marcaram a história da pintura ocidental entre a segunda metade do século XIX e início do século XX. Entre os nomes estão Claude Monet, Edgar Degas, Henri Toulosse-Lautrec, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e Vincent Van Gogh. Todos os quadros pertencem ao acervo do Museu d'Orsay, em Paris.

O interesse do público em ver a exposição tem sido tão grande que nos finais de semana as filas chegam a durar até quatro horas de espera. "Para entreter o público que está na fila, o Programa Educativo do CCBB desenvolveu uma série de atividades inspiradas no movimento Impressionista, com música, poesia, dança e artes cênicas", disse Marcos Mantoan, gerente do CCBB São Paulo. "A iluminação e as calçadas da região também foram melhoradas e uma base móvel da Polícia Militar foi colocada em frente ao prédio para garantir a segurança das pessoas na fila de espera", completou.

De acordo com Mantoan, em pouco mais de vinte dias, mais de 100 mil pessoas já visitaram a mostra, com uma média diária de mais de 5.500 pessoas. "Ficamos felizes em ver o interesse que o público tem demonstrado pela mostra. O retorno que recebemos dos visitantes tem sido bastante positivo", disse Mantoan.

Para atender a demanda de público, o CCBB SP ampliou os horários de funcionamento: até às 22h durante os dias de semana e até às 23h nos finais de semana. "No feriado de 07 de setembro está programada mais uma edição da Virada Impressionista, desta vez, com 40 horas ininterruptas em funcionamento. A primeira edição aconteceu na data de abertura da mostra, quando as portas do CCBB ficaram abertas por mais de 30 horas e registraram mais de 12 mil visitantes", afirmou Mantoan.

A curadoria é de Guy Cogeval, presidente do Museu d'Orsay; Caroline Mathieu, conservadora chefe do Museu d'Orsay e de Pablo Jimenez Burillo, diretor-geral da Fundación Mapfre.

 Quadro do pintor holandês Vincent Van Gogh. Foto: Getty Images Quadro do pintor holandês Vincent Van Gogh

Serviço:
Data: de 4 de agosto (a partir das 15h) a 7 de outubro de 2012
Horário: terça a quinta, das 10h às 22h | Sexta, das 10h às 23h | Sábado e domingo, das 8h às 23h
Local: subsolo, térreo, 1º, 2º, 3º e 4º andares | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Bilheteria: terça a domingo, das 9h às 21h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Ingressos: entrada franca

fonte:
http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI6108681-EI3615,00-Com+filas+de+ate+h+CCBB+recebe+mil+em+mostra+de+Paris.html

Museu da Gente Sergipana atrai centenas de estudantes



Visitas fazem parte da programação de lançamento da revistinha em quadrinhos do Museu 

Diversas instituições educacionais do Estado têm visitado o Museu da Gente Sergipana, nos últimos dias. As visitas fazem parte do programa de lançamento da revistinha em quadrinhos do Museu, que está sendo distribuída desde o último dia 10. Editada pelo Instituto Banese, a revistinha mostra as principais atrações do Museu e vem sendo muito bem aceita pelos estudantes. 

Na semana passada, o Museu recebeu a visita do Colégio São Lucas, Centro de Atenção Psicosocial Joel Patrício de Lima, Colégio Jardins, Colégio Gabarito, Senac (Adolescente Aprendiz), Colégio Bom Pastor, Colégio Estadual Governador Augusto Franco e Colégio Estadual Governador Albano Franco. Ao todo, o Museu recebeu mais de 300 estudantes. 

A maioria dos visitantes ressalta a boa receptividade que encontra no Museu, o espaço amplo e agradável, e o resgate das tradições culturais do Estado através de um passeio histórico que funde o antigo e moderno, num ambiente de alta tecnologia, cores, sons.
A professora Rejane Santos, do Colégio São Lucas, encantou-se com o Museu. ?Fiquei encantada com tanta beleza, o museu é um presente ao povo sergipano?, declarou. 

Para a professora Fernanda Jacomo, do Colégio Jardins, o Museu da Gente Sergipana é um marco na divulgação histórica e cultural de Sergipe. ?Ele conta a história do nosso Estado de maneira exemplar e muito dinâmica?, afirmou. 

Revistinha em quadrinhos
Com 15 páginas, a revistinha conta a história do passeio de uma criança pelo Museu. Na publicação, editada pela Tecned ? Tecnologias Educacionais, um pássaro apresenta os acervos do Museu e os diversos recursos interativos e de multimídia que utiliza para possibilitar uma imersão em Sergipe, por suas manifestações folclóricas, símbolos, natureza, artes, história, culinária, festas e costumes.
Lohan Montes

fonte:
http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=147504 

Museu digital disponibiliza acervo sobre a presença negra no Estado

Site disponibiliza áudios, vídeos, fotos e documentos de afro descendentes. Projeto foi criado há cinco meses e já possui mais de dois mil acessos.

Criado há cinco meses pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o Museu Afro Digital disponibiliza para consulta um acervo on-line de quase mil fotografias sobre a presença dos negros no Estado. De qualquer lugar do mundo é possível também acessar vídeos, áudios e documentários feitos por pesquisadores do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da UFMA.

O museu está há cinco meses no ar e já possui mais de dois mil acessos. Nas páginas virtuais um acervo bem particular. Documentos, fotos, vídeos e músicas. Muito desse material só pode ser encontrado site.

“É uma forma dessas pessoas, que são afro descentes, irem à internet, olharem seus ancestrais fotografados, as pessoas que estão representadas ali e terem contato com os pesquisadores que foram coletar material nas comunidades”, explicou o professor Sérgio Ferreti, coordenador do projeto.

O museu afro digital revela o cotidiano dos negros maranhenses desde a época da escravidão, das fugas para as áreas de quilombo. E a história é contada através da cultura popular, da religiosidade e das danças.

São cerca de mil fotografias que mostram as organizações das festas nos terreiros de umbanda, nas brincadeiras de bumba meu boi e em outras manifestações folclóricas. A maioria das fotos foi adquirida em pesquisa pelos professores da universidade. “Pessoas que fizeram pesquisa sobre a Festa do Divino, sobre quilombos e que cedem este material. Há também um grande acervo de fotografias reunidas, documentos antigos de 1940, de1930. Na medida do possível a gente consegue”, acrescentou Ferreti.

O acervo também é composto de vídeos documentários sobre os costumes trazidos pelos negros africanos. No acervo de áudio são cerca de 90 músicas, gravações dos cânticos entoados nos terreiros e a cantoria das caixeiras nos festejos do Divino Espírito Santo.
O museu afro digital promove também um intercâmbio cultural entre pesquisadores acadêmicos e a comunidade remanescente de quilombos. “É uma forma de democratizar, porque é um museu sem donos, as pessoas cedem esse material. Então é uma forma de democratizar cultura e as tradições.

Clique aqui para acessar o museu.

 

Hands-on - mexeu com os conceitos de museologia e impulsionou o surgimento de centros interativos de ciência em vários países, inclusive no Brasil.

De malas quase prontas


Considerado o primeiro centro interativo de ciências do mundo, Exploratorium está de mudança. Na beira-mar de São Francisco, terá mais oportunidade de interagir com a cidade.
De malas quase prontas
Projeto arquitetônico do novo Exploratorium. 

O museu fechará as portas das atuais instalações em janeiro de 2013 e reabrirá, ainda no primeiro semestre, no Embarcadero, região da baía de São Francisco. (imagem: ZUM-zumllc.com/ The Exploratorium) 
 
Na primavera norte-americana de 2013, o Exploratorium abrirá em novo endereço. O centro interativo de ciências mais famoso dos Estados Unidos deixará os cômodos do Palácio de Belas Artes de São Francisco (Califórnia), onde está há mais de 40 anos, para se instalar em dois píeres da revitalizada zona portuária da cidade.

A ideia é ter mais espaço – a área a ser ocupada é três vezes maior que a atual –, mas sobretudo estar mais perto do centro nevrálgico da cidade, de seus moradores e visitantes. Em síntese, o Exploratorium quer mais interação.

Em uma época em que os museus expunham seus objetos científicos em vitrines e jarros de vidro e espalhavam placas implorando ao visitante para não tocar em nada, o Exploratorium abriu as portas com um lema inverso: 'é proibido não mexer'. No centro, inaugurado em 1969, os objetos científicos devem necessariamente ser manipulados.

O espaço foi concebido como um grande laboratório de pesquisa aberto ao público, para observação, experimentação e descoberta, tendo a interatividade como princípio.

Rapidamente, tornou-se um importante aliado ao ensino de ciência local.

O modelo ativo de educação e popularização da ciência criado pelo Exploratorium – conhecido como hands-on e que vem sendo adaptado e redefinido desde então – mexeu com os conceitos de museologia e impulsionou o surgimento de centros interativos de ciência em vários países, inclusive no Brasil.
Exploratorium em 1980
Visitantes no Exploratorium em 1980. O centro norte-americano criou uma nova concepção de museus de ciência, inspirando iniciativas semelhantes em diversas partes do mundo. (foto: The Exploratorium/ www.exploratorium.edu)

À la Exploratorium

Primeiro da espécie no Rio de Janeiro, o Espaço Ciência Viva é das crias mais autênticas do centro californiano. Seu idealizador, o físico francês Maurice Bazin, esteve no Exploratorium em 1982 – quando já vivia no Brasil – e ficou “deslumbrado” com o que viu.

Em entrevista a mim concedida em 2004, Bazin – que faleceu em 2009 – falou de sua visita ao centro, guiada por seu idealizador, Frank Oppenheimer (ver boxe), e do estímulo então surgido para a criação de um espaço semelhante na capital fluminense. Vale relembrar seu depoimento:
Em 1982, fui a uma conferência no Canadá e aproveitei para ir a Berkeley, onde Jair Koiller estava fazendo pós-graduação. Visitamos o Exploratorium, do qual eu tinha apenas ouvido falar, mas tinha um pouco de pé atrás por causa do nome em latim. Telefonei da casa do Jair para o museu e disse que queria falar com Frank Oppenheimer. A secretária respondeu: ‘Claro, ele está aqui ao lado’. Disse que era físico, que estava vindo do Brasil, e perguntei se podia encontrá-lo e visitar o museu. Ele disse: ‘Estou aqui sempre. É só você vir’. Fomos visitá-lo e ficamos bastante deslumbrados. Voltei ao Brasil no mesmo ano e esperei Jair chegar para criarmos nosso próprio museu, o que aconteceu em 1983. O nome Espaço Ciência Viva nasceu em uma tarde ensolarada. Estávamos procurando uma maneira de dizer várias coisas com poucas palavras.
As primeiras atividades do Espaço Ciência Viva, inspiradas em ideias emprestadas do Exploratorium, foram desenvolvidas em praças públicas pela cidade. O endereço fixo – um galpão na Praça Saes Peña – veio depois, seguindo a lógica defendida por Bazin: primeiro é preciso ter ideias e testá-las; depois é que surge a necessidade de um espaço para colocá-las.
Espaço Ciência Viva
O Espaço Ciência Viva, criado em 1983, foi um dos primeiros centros interativos de ciência a surgir no Brasil, diretamente inspirado no Exploratorium. Desde 1987, ocupa um galpão no bairro fluminense da Tijuca, onde o lema é: 'por favor, mexa em tudo'. (foto cedida por M. Bazin)
Na época da entrevista, Bazin estava envolvido com o projeto Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André (SP), e compartilhou sua insatisfação com o modo como a área de centros de ciência vinha se desenvolvendo no Brasil:
Aqui, há dois tipos de iniciativas. Os museus que querem ser o La Villette [de Paris] e aqueles mais modestos. Os que sonham com um La Vilette acabam esquecendo que devemos fazer esses museus para a educação do povo. [...] Aqui em Santo André, por exemplo, queriam colocar um pêndulo de Foucault, que demora dois dias e meio para dar uma volta. O que adianta falar que isso mostra como a Terra gira, para o filho de um operário? [...] Por outro lado, tem coisas pequeninas que estão brotando, como as incubadoras, que são maravilhosas. Esses centros de ciência dão espaço àqueles professores que querem desenvolver uma atividade fora de sala de aula, com a população local.


Casa nova, princípios antigos

As obras das novas instalações do Exploratorium, que começaram em outubro de 2012, estão 80% concluídas. A direção do museu faz questão de avisar que a arquitetura será simples e que servirá apenas de pano de fundo para as exposições e atividades planejadas – impossível não ver a colocação como uma alfinetada numa certa linha de museus que investem mais em design do que em conteúdo...

Os 30 km2 de área expositiva de um dos píeres – o outro funcionará como depósito num primeiro momento – serão ocupados por quatro galerias principais, um teatro, um estúdio de webcast e, entre outras atrações, por um observatório de vidro com vista para a baía que funcionará como local de pesquisa do ambiente do entorno.

A galeria central vai comportar as centenas de módulos hands-on pelos quais o Exploratorium é conhecido – cujas réplicas, segundo o site do museu, estão espalhadas por 200 centros de ciência do mundo. Eles convidam o visitante a aguçar seus sentidos para uma melhor compreensão do mundo a sua volta.

Na nova versão do museu, juntam-se às tradicionais experiências do mundo natural e físico, os conhecimentos e questionamentos das ciências humanas
 
Na galeria 'Vida', o ecossistema da baía de São Francisco será o material de base para a investigação dos visitantes, que poderão observar e examinar – com equipamentos dignos de laboratório de verdade – de minúsculos micróbios brilhantes a exemplares da flora local.

Em ambas as galerias, será possível acompanhar a montagem dos módulos e experimentos em tempo real. É que praticamente tudo no Exploratorium é construído localmente por cientistas e artistas que formam a equipe eclética do museu.

Já no ‘Tinkering Studio’, é o visitante que colocará a mão na massa. Em uma espécie de oficina mecânica, com equipamentos de toda a sorte – de chaves de fenda a máquinas de solda –, poderá colocar em prática suas próprias ideias.

Das quatro, a galeria do comportamento humano é a mais inovadora. Na nova versão do museu, juntam-se às tradicionais experiências do mundo natural e físico, os conhecimentos e questionamentos das ciências humanas – um passo que já foi dado em outros centros mais novos, como o Nemo em Amsterdã e o Catavento em São Paulo, e que, tudo indica, vai virar tendência.

Apesar das novidades, a direção garante que serão mantidos os princípios pelos quais o Exploratorium se tornou referência para o mundo. O lema 'observação, experimentação e descoberta' permanece, assim como o papel educativo do museu, destinado sobretudo a atender as necessidades da comunidade local.

Pai do Exploratorium, tio da bomba atômica
Frank Oppenheimer 
 
O sobrenome não é coincidência. O físico e educador Frank Oppenheimer, fundador do Exploratorium, era o irmão mais novo de J. Robert Oppenheimer, pai da bomba atômica. 
 
O próprio Frank – como o Exploratorium faz questão de dizer em seu site – também esteve envolvido no Projeto Manhattan. Banido da carreira de física no contexto do Macartismo, foi criar gado no interior do Colorado, atividade à qual se dedicou durante quase toda a década de 1950. Voltou à ativa em 1957, quando ganhou permissão para ensinar ciência num colégio do Colorado. Dois anos depois, voltou à academia. Na Universidade do Colorado, dedicou-se à melhoria das aulas de laboratório e desenvolveu uma série de experimentos para o ensino de ciências. Desses experimentos e da vontade de contribuir para a melhor compreensão pública da ciência surgiu o Exploratorium. Neste mês, comemoram-se os 100 anos de nascimento de Frank Oppenheimer.

foto: Frank Oppenheimer no Exploratorium, em 1984. (crédito: Lisa Law/ The Exploratorium)

Carla AlmeidaCiência Hoje On-line

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Museo de Arte Precolombino, Cusco


O que é?

Museu que reúne peças incaicas e pré-incaicas, em Cusco.

Onde fica?
Plaza de las Nazarenas, 231.

Casa Cabrera - Museo de Arte Precolombino

Por que conhecer?
Localizada na Plaza de las Nazarenas, a construção foi feita sobre fundações do Amaruc’ta, a casa do saber dos incas. Ali, educava-se a elite cusquenha. Com a chegada dos espanhóis, o local foi convertido em casa de religiosas e depois em hospício.

Posteriormente, o local foi ocupado pelo conquistador espanhol Alonso Díaz. E, por volta de 1850, ela passou a ser propriedade de Don Luis Jerónimo de Cabrera. Ele talhou o escudo de armas da família na fachada.

A mansão destaca-se pela simplicidade dos traços. O saguão conduz a um belo pátio interior. No centro deste, uma bela pileta de pedra.

Museo de Arte Precolombino - Pinacoteca
Desde 2003, passou a funcionar no prédio da Casa Cabrera o Museu de Arte Pré-Colombiana, filial do Museo Larco, de Lima. Ele abriga uma bela mostra arqueológica, das culturas Nazca, Mochica, Huari, Chimu e Inca.

No Museu de Arte Pré-Colombiana, você encontrará obras-primas de 1.250 AC até 1.532 DC. Os maiores destaques são as cerâmicas e esculturas, bem como os valiosos quadros da Escola Cusquenha.

Contabilidade
Diariamente, das 9h às 22h.
Entrada paga.

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Ecomuseu irá sediar evento sobre inovação e criatividade no turismo


O turismo atual está em franco desenvolvimento pelo seu impacto social e econômico na região. Isso requer cada vez mais criatividade e inovação como instrumentos para desenvolver o empreendedorismo e a originalidade dos projetos, processos e experiências turísticas.

Para os profissionais do turismo colocarem em prática todas as ideias e criativas e de inovação em relação ao setor, nos dias 3 e 5 de outubro, será realizado no Reguígio Biológico Bela Vista, o evento “Criatividade e Inovação em Turismo”. O evento faz parte de uma série de ações promovidas por meio de um convênio entre Fundação PTI e Sebrae no passado, que visa o desenvolvimento do turismo na Região Trinacional do Iguaçu (Brasil, Paraguai e Argentina).
 
O encontro será conduzido pela consultora do Parque Tecnológico de Andalucia – localizado em Málaga (Espanha) - Ângela Behrendt, que é PhD em Ciências da Educação. De acordo com a coordenadora do evento, Thaisa Praxedes de Oliveira, a iniciativa tem como objetivo mostrar que a criatividade e a inovação estão acessíveis a todos. “Não é preciso esperar por grandes 
transformações ou ideias. A criação está na essência das coisas simples”, destacou.
 
Os temas principais do encontro serão: Pensamento Criativo; Criatividade e Inovação cérebro-integral; Comunicação; Solução Criativa de Problemas; Processo de Troca e Aplicações no Turismo. As vagas são limitadas e as pré-inscrições podem ser realizadas até o próximo dia 31 de agosto, pelo site  https://www.surveymonkey.com/s/turismocriativo


Acesso à cultura pode diminuir a criminalidade, diz especialista


Conforme a Constituição Brasileira, as cidades, os Estados e a União são os responsáveis por oferecer aos cidadãos brasileiro o acesso à cultura. Em entrevista ao G1, o gestor cultural Marcelo Bones, revelou que o acesso à cultura pode deixar as pessoas mais felizes, sadias e até diminuir o índice de criminalidade!
“As pessoas mais sensíveis, se expressando de uma forma melhor, acompanhando e vendo teatro, fotografia, museu, podendo ver balé, orquestra sinfônica, vai criando uma relação mais humana. E com certeza, a gente vai conseguindo ter uma sociedade muito melhor, à medida que as pessoas tiverem mais acesso à cultura e mais acesso à arte”, afirma.
Ainda segundo o especialista, quando se trabalha a cultura se trabalha também a expressão, a sensibilidade, o belo com o debate e a discussão sobre a cidade, fazendo com que o ser humano se transforme. “A cultura e a arte têm um papel fundamental na transformação das pessoas e, consequentemente, se transformando as pessoas, se transforma também a cidade, se transforma o país”.
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Museu Paulista sedia 17ª Semana de Arte e Cultura


Palestra “O Museu Paulista e a Iconografia Bandeirante” é gratuita e aberta ao público
O Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga, recebe, em setembro, a 17ª Semana de Arte e Cultura, realizada pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. As atividades, gratuitas, têm por objetivo integrar a sociedade com a universidade. Para participar, basta se inscrever através dos telefones (11) 2065-8075 / 8061 ou do email acadmp@usp.br.

Para o dia está prevista a palestra "O Museu Paulista e a Iconografia Bandeirante", que irá abordar o Museu como difusor da Iconografia Bandeirante durante o século XX em São Paulo.

SERVIÇO
17ª Semana de Arte e Cultura
Dia 21/09, das 10h às 12h
Local: Museu Paulista
Endereço: Parque da Independência, s/n.º - Ipiranga CEP 04263-000 São Paulo
Evento gratuito, com inscrições prévias obrigatórias

Do Portal do Governo do Estado

USP - História dos Museus e da Museologia

Uma aula aberta da disciplina História dos Museus e da Museologia está agendada para 30 de agosto, às 14 horas. A aula será ministrada pela professora Maria Margaret Lopes, diretora do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), sediado no Rio de Janeiro. E deverá ocorrer no Auditório do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (MP-USP).


Mais conhecido como “Museu do Ipiranga”, o Museu Paulista da USP localiza-se no Parque da Independência, no bairro paulistano do Ipiranga.

O evento, que faz parte dos Seminários sobre a História dos Museus na América Latina, é gratuito. Mas, como as vagas são limitadas, os interessados precisam se inscrever.

Inscrições: acadmp@usp.br ou (11) 2065-8075 / 2065-8061.

Agência FAPESP

Oli guarda o único museu de autocolantes do mundo

Nega ser um “sticker nerd”. Abriu o Hatch Museum em 2008, em Berlim, e já perdeu a conta a quantos autocolantes tem expostos. Não rejeita nenhum donativo e aceitas trocas com Portugal
Oliver Baudach colecciona autocolantes desde os 13 anos. Hoje, com 41, dá para imaginar a quantidade de pequenas obras de arte que devem andar lá por casa. E pelo Hatch Museum, em Berlim, a sua maior realização profissional – e pessoal, claro.

No primeiro (e único) museu do mundo dedicado a autocolantes, Oliver não cobra entrada aos visitantes. Turistas e artistas são convidados a conhecer o espaço no bairro Mitte, no centro da capital alemã, e a apreciar a colecção que deve rondar as 25 mil peças, espalhadas em várias divisões.

Em entrevista ao P3 via e-mail, Oli, como prefere ser tratado, contou a história do espaço. Ao aperceber-se do crescimento de exposições temporárias e concursos de design de autocolantes, bem como de livros e sites para trocas, concluiu que não era um “sticker nerd” no meio de um “pequeno planeta de ‘stickers nerds’”. Havia mais pessoas (muitas mais) a apreciar as pequenas obras de arte. Uma breve pesquisa online, no Verão de 2007, confirmou a sua ideia inicial: não havia nenhum sítio que celebrasse apenas esta cultura.

Oli, que cedo começou a andar de skate, chegou a ter uma skateshop e a trabalhar como director de marketing para uma grande empresa do meio, estava “mais do que impressionado com a grande e incrível cultura de ‘stickers’ das ruas de Berlim”. A vontade de preservar os autocolantes que o clima estraga e de ter informação sobre os autores levou-o a consolidar a ideia antes que alguém tivesse a mesma ideia ao mesmo tempo.

Com o apoio financeiro dos seus pais – no banco, todos o viam como um louco assim que mencionava o projecto – e de um programa estatal que incentivava a criação do próprio emprego, apressou-se a fazer obras no local escolhido e abriu ao público em Abril de 2008. Aí se manteve até Dezembro de 2010, quando o contrato acabou e teve de recomeçar do zero. Aproveitou e decidiu “pensar em grande, o que significou mudar para uma área mais cara mas, também, mas visitável por turistas”, onde se mantém até hoje.

No início, valeu-se da sua própria colecção, “maioritariamente de skateboard, streetwear, música, lojas, revistas e um pouco de street art”. Só ao longo dos primeiros meses, quando o projecto começou a ser divulgado, passou a receber donativos de artistas e visitantes.

Trocas em Portugal
Oli, que nasceu em Barcelona, recebe e envia, pelo correio, autocolantes de e para toda a Europa e colabora com 150 marcas. É o envio de “stickers” através da pequena loja do Hatch que garante a sobrevivência do mesmo. Graças a este projecto, os miúdos que gostam desta arte “sabem sempre quando são lançados novos autocolantes e têm imediamente a hipótese de escolher aqueles que querem”. É por isso que o museu lembra a Oli a sua infância, quando “corria as lojas de skate e graffiti a perguntar por autocolantes”.

Também pede aos visitantes que lhe enviem autocolantes dos seus países de origem, para que a colecção se diversifique. Foi isso que aconteceu com Ana Carolina, uma portuguesa que, numa viagem a Berlim, se deparou com o museu e logo se prontificou a partilhar com Oli algum espólio nacional, uma vez que o dono "tinha interesse em ter alguns autocolantes portugueses".

"Encontrámos o museu por acaso e como gostamos muito de 'street art' entrámos. Vimos uma colecção fabulosa, com artistas muito conhecidos", contou Ana Carolina ao P3. Regressou a Portugal com vários autocolantes oferecidos e, de momento, está a recolher, entre alguns amigos e conhecidos, material para enviar para a Alemanha. Há, até, artistas portugueses a produzir “stickers” especiais para o Hatch Museum.

Como qualquer coleccionador que se preze, Oli tem vários autocolantes repetidos. Divide-os em caixas e, sempre que pode, deixa que os visitantes do seu museu levem algum para casa, como recordação. E esta é uma das coisas de que mais gostam, a par das bebidas orgânicas grátis que preenchem um cantinho do espaço e da hipótese de “receber informação de contexto sobre alguns artistas ou autocolantes”.

A cada artista, Oliver Baudach garante a presença no museu, “porque a exposição é como parte da rua, onde toda a gente pode deixar os seus autocolantes e ninguém os selecciona”. “A única coisa que faço é criar, por vezes, molduras individuais de ‘stickers’, dependendo da sua relevância, da quantidade ou da qualidade criativa dos mesmo”, explica. “Mas nunca recuso um donativo e nunca tirei um autocolante da exposição, pelo que a colecção do museu cresce permanentemente.”

De Berlim, cidade para onde se mudou em 2000 vindo de uma pequena cidade do Sul da Alemanha, Oli esperava maior apoio, sendo o primeiro museu dedicado a “stickers”. “Ainda há quem trate os autocolantes como o enteado da arte contemporânea.”


Há artistas portugueses a produzir “stickers” especiais para o Hatch Museum Ana Carolina
A entrada no museu é gratuita
O Hatch Museum recebe e envia, pelo correio, autocolantes de e para toda a Europa
Oli mudou-se para Berlim em 2000 e desde 2008 que é dono do primeiro museu dedicado a autocolantes



fonte:
http://p3.publico.pt/cultura/exposicoes/4248/oli-guarda-o-unico-museu-de-autocolantes-do-mundo

Fundação Catarinense de Cultura leva Oficina de Conservação Preventiva de Acervos ao Vale do Itajaí

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC), convida os profissionais atuantes em museus da Região do Vale do Itajaí para participarem da Oficina de Conservação Preventiva de Acervos. A capacitação ocorrerá nos dias 18 e 19 de setembro de 2012, das 8h30min às 17h30min, no Museu de Arte de Blumenau (MAB).

Interessados devem se inscrever preenchendo o formulário disponível na página da FCC e encaminhando os dados para o e-mail capacitacaosem@fcc.sc.gov.br até o dia 13 de setembro. A capacitação tem carga horária de 16 horas/aula e será fornecido certificado aos participantes que tiverem, no mínimo, 75% de frequência.

A oficina será ministrada pela conservadora-restauradora do Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais (Atecor) da FCC, Márcia Regina Escorteganha. A capacitação abordará as causas da degradação física, química, biológica e humana dos acervos; controle ambiental em espaços museológicos; manuseio e acondicionamento do acervo; mobiliário adequado, iluminação e higienização dos ambientes; além do registro e controle dos acervos museológicos.

Serviço:
O quê: Oficina de Conservação Preventiva de Acervos
Quando: 18 e 19 de setembro de 2012, das 8h30min às 17h30min.
Onde: Museu de Arte de Blumenau (MAB) - Rua XV de Novembro, 161 – Centro – Blumenau – SC.
Informações: (48) 3953-2374 / 3953-2375 / capacitacaosem@fcc.sc.gov.br
Inscrições gratuitas e limitadas.

Museus de São Paulo só têm sites em português

Os turistas estão ficando cada vez mais tempo em São Paulo, sobretudo os estrangeiros: os "gringos" passam, em média, cinco noites na capital, segundo dados da São Paulo Turismo (SP Turis). Porém, quando vão procurar na internet as principais opções de cultura e lazer na cidade, deparam-se com uma dificuldade: sites de grandes museus são uma incógnita para os visitantes estrangeiros porque não têm versões em outra língua, além do português.

É o caso dos sites do Museu de Arte de São Paulo (Masp), do Museu da Imagem e do Som (MIS), da Pinacoteca do Estado e do Museu Paulista da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga. Nesses, qualquer não lusófono sofre para achar informações simples como horário de funcionamento ou preços.

"A previsão da Secretaria de Estado da Cultura é ampliar a acessibilidade linguística para o público internacional em um prazo de dois anos para todos os equipamentos da secretaria, entre eles para o Museu da Imagem e do Som", informou a Assessoria de Imprensa do MIS.

O Masp afirma que seu site está sendo reestruturado e terá versões em inglês e espanhol. O projeto ainda não tem data para ir ao ar. A Pinacoteca do Estado promete para o ano que vem o lançamento de um site trilíngue: português, inglês e espanhol.

O site do Museu Paulista também está em reforma, segundo a instituição. "Primeiramente focamos em melhorar a funcionalidade, agora na segunda etapa buscamos melhorar os atrativos ao público, incluindo a tradução para outras línguas em breve".

Página oficial

Apesar de ter versões em inglês e espanhol, o site oficial da capital paulista (www.cidadedesaopaulo.com) é apenas parcialmente traduzido e tem partes desatualizadas. Na versão em inglês da página produzida e mantida pela São Paulo Turismo (SPTuris), quando alguém clica no menu "museums", por exemplo, vai se deparar apenas com uma lista com os nomes dos museus da cidade e seus respectivos sites. E, como já se sabe, alguns deles são indecifráveis para estrangeiros.

Questionada pelo Estado, a SPTuris disse que "vem trabalhando para tornar a navegação do site mais amigável e atraente" e que a intenção é "complementar as versões em inglês e espanhol do portal e corrigir questões pontuais".

"Porém, estamos enfrentando problemas relacionados ao sistema e, em decorrência disso, também foram iniciados estudos para a criação de um novo site", afirma a empresa da Prefeitura, em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo