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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nove ex-gestores de museus de SP têm bens bloqueados


A Justiça determinou o bloqueio de bens de nove antigos gestores do MIS (Museu da Imagem e do Som) e do MCB (Museu da Casa Brasileira). Eles são acusados de desvios de verbas públicas que somam R$ 2,16 milhões.

Foram atingidos pelo bloqueio de bens o ex-secretário de Cultura Ricardo Ohtake (1993-1994), o arquiteto Carlos Bratke, que dirigiu o Museu da Casa Brasileira, a curadora Adélia Borges e o crítico de cinema Amir Labaki, organizador da mostra de documentários É Tudo Verdade.

O pedido do bloqueio, conforme revelado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo", foi feito pelo promotor Silvio Marques, o mesmo que investigou contas no exterior de Paulo Maluf (PP-SP). Na petição, a Promotoria acusa os museus de usarem caixa dois, notas frias e empresas fantasmas para o suposto desfalque.

O MIS teria sofrido desvio de R$ 1,04 milhão; o MCB, de R$ 1,12 milhão. Os envolvidos negam ter praticado irregularidades ou desvios. Labaki disse que nunca provocou prejuízos ao erário (leia ao lado).

A Promotoria afirma que os dois museus alugavam seus espaços para eventos privados, mas o recurso não ia para um fundo do Estado, como determina a lei. Revertia para o caixa da associação de amigos da entidade.

As associações de amigos foram usadas pelos museus entre 1991 e 2006 sem ter qualquer amparo legal, de acordo com a Promotoria. Na visão da Promotoria, as associações só se tornaram entidades legais quando foi aprovada a lei das OSs (organizações sociais), que estabelece regras para parcerias entre o Estado e entidades privadas.

Entre outros eventos privados, são citados um festival de filmes de surfe promovido pela Osklen no MIS e um encontro da Microsoft no Museu da Casa Brasileira.

Num e-mail de abril de 2004, reproduzido no pedido de bloqueio à Justiça, Adélia Borges, então diretora do MCB, escreve: "Veja com a Cecília que tipo de nota precisamos para providenciar isso. Se pode ser uma nota só ou precisa de duas notas".

A investigação do Ministério Público aponta que o Museu da Casa Brasileira obtinha as notas frias com um funcionário de uma gráfica, chamado Marcelo Muszkat. Ele ficava com 6% do valor da nota fiscal, de acordo com a apuração da Promotoria.

A investigação sobre as supostas irregularidades começou em 2006, a partir de informações de uma funcionária do MIS. Em 2008, a Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário dos suspeitos.
A Promotoria fez auditorias nas contas dos museus e usou dados do Tribunal de Contas do Estado, a primeira instituição que apontou problemas nas parcerias dos museus com as associações.

O Tribunal de Contas concluiu que o MIS apresentou 136 notas fiscais frias entre 2004 e 2006. No mesmo período, o MCB é acusado de usar 99 notas inidôneas para justificar gastos.

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Museu privado japonês vai leiloar obras de Dalí, Miró e Tàpies antes de encerrar


Um museu privado na ilha japonesa de Hokkaido vai leiloar cerca de 500 obras de artistas como Salvador Dalí, Joan Miró e Antoni Tàpies, antes de encerrar em dezembro por falta de visitantes, informou o proprietário.

O Museu de Arte N43, que conta apenas com obras de países acima do paralelo 43, vai encerrar devido à queda do número de visitantes, segundo o proprietário, Masaru Miyata, um colecionador de arte de 69 anos, citado pela agência noticiosa Efe.
O leilão contará com dois trabalhos de Miró, uma série de 12 trabalhos de Dalí e entre três a quatro obras de Tàpies, e terá lugar no próprio museu, na localidade de Kushiro, entre 03 e 11 de novembro.
O proprietário do museu pretendia vender o espaço com as respetivas obras, mas como considera que a crise económica complica essa tarefa, decidiu leiloar as suas 500 obras antes do encerramento, a 20 de dezembro.
Miyata começou a colecionar obras de artistas de países acima do paralelo 43 há 25 anos.
O seu museu, aberto desde 1997, conta com três salas, uma dedicada ao Japão, outra à Ásia e Europa de Leste e outra à América e Europa.
Nos três anos após a abertura, o museu recebeu 15 mil visitantes, mas este número começou a cair por o espaço estar localizado num local recôndito da ilha de Hokkaido.
Miyata vendeu na primavera de 2009 um retrato de Michael Jackson da autoria de Andy Warhol por cerca de 20 milhões de ienes (193.843 euros) e meses depois vendeu em Nova Iorque outro trabalho de Warhol por 95 milhões de ienes (mais de 920 mil euros).

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CCBB traz os maiores nomes da pintura para uma exposição impressionante RIO DE JANEIRO .br


O Centro Cultural Banco do Brasil traz uma exposição incrível vinda diretamente do Museu D’Orsay em Paris. Um dos museus mais visitados do mundo e com coleção dos artistas mais famosos do século XIX e início do século XX.
Este é maior projeto da história do CCBB e traz obras que nunca haviam saído da França. Ao todo são 85 quadros de renomados artistas como: Vincent Van Gogh, Claude Monet, Degas, Manet, Coubert, Toulosse-Lautrec, Cézanne, Gauguin, Renoir e Pissaro, entre outros mestres. Artistas que viveram o auge desta era em Paris e influenciaram todo o mundo.
Era a busca por uma pintura mais próxima do que se via ao olho humano; pintar a céu aberto, fazendo de pinceladas uma mistura de cores diferentes que dão uma impressão de fusão de cores a olho nu.
Não fosse a genialidade das telas, o fato de ser gratuito e no centro da cidade tornam este programa como imperdível. Vá e leve a família, mas atenção. Pois nos finais de semana a fila está de dobrar o quarteirão. Tente chegar cedo ou ir no meio da semana. A maior exposição que o ccbb já teve recebeu mais de 570 mil pessoas com o Mundo Mágico de Escher. Essa de agora certamente irá ultrapassar este número.
A exposição tem curadoria de Guy Cogeval e Caroline Mathieu vindos diretamente do Museu d’Orsay e Pablo Jimenez Burillo diretor geral do Instituto de Cultura da Fundación MAPFRE.


Impressionismo: Paris e a Modernidade
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 21h 
até 13 de janeiro de 2013

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Informações: (21) 3808-2020
Entrada franca
* Colaboração Luciano Olivieiri

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Os Tyrannosaurus rex viveram há 67 milhões de anos, mas ainda se deixam ver, até agosto, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa - .pt


Os Tyrannosaurus rex viveram há 67 milhões de anos, mas ainda se deixam ver, até agosto, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa

A exposição T.rex, criada em 2003 para o Museu de História Natural de Londres, foi adaptada pelo Pavilhão do Conhecimento (com a colaboração dos museus Nacional de História Natural, da Lourinhã e o Geológico), onde vai ficar até agosto de 2013, com T.rex de cinco metros de comprimento e outros dinossauros robotizados, esqueletos à escala natural e fósseis nos quais se pode tocar, como se estivéssemos no final do Cretácico.

fonte:

http://visao.sapo.pt/dinossauros-no-pavilhao-do-conhecimento=f693058

Facebook: A foto do seu perfil pode ser exposta num museu


Já pensou em ter uma foto sua exposta num grande museu? Com o projecto dos artistas londrinos Ben Beale e Rory Forrest, isso será possível. A dupla está a tentar reunir um milhão de utilizadores do Facebook dispostos a ceder a sua foto do perfil para fazer parte de uma exposição nomeada de «Be Art», ou, em português, «Seja Arte».


Segundo o vídeo divulgado na página do projecto, a exposição deve chegar a três dos principais museus do mundo: o Louvre, em Paris; o Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, e o National Portrait Gallery, em Londres. Mas para isso, os artistas precisam de atingir um número mínimo de imagens.
Os criadores do projecto tem como objectivo alterar o modo como as pessoas foram retratadas através dos anos pela arte, sempre com ar sério e sem emoções. «Cada uma das nossas imagens do perfil é uma afirmação de quem somos», diz o vídeo. Os artistas ainda completam dizendo que «chegou a hora de reivindicar o nosso espaço na história».
Em entrevista ao canal Crave, do site CNET, os artistas afirmaram que chamou-lhes a atenção o facto de haver cerca de mil milhões de utilizadores no Facebook. «E se as imagens do perfil puderem ser consideradas arte, este fenómeno seria o maior movimento artístico de todos os tempos», disse Ben Beale.
Para participar desta empreitada, o utilizador só precisa de aceder à página do projecto no Facebook e fazer um like.
Até à tarde desta terça-feira, a «fanpage» já acumulava cerca de 2.000 likes.

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aproveite o horário de verão e visite museus até mais tarde


Desde o domingo passado (21/10), e até 17 de fevereiro de 2013, os relógios dos paulistanos funcionam de acordo com o horário de verão. Ao atrasar o pôr do sol, a medida cria novas oportunidades para se aproveitar a cidade à luz do dia.

Selecionamos os dias em que os museus ampliam o horário de visitas. Às quartas e às sextas, por exemplo, é possível ver as obras da 30ª Bienal até as 21h. Saiba mais sobre as atrações sugeridas:

30ª Bienal de São Paulo
Às quartas e às sextas, o pavilhão da Bienal permite a entrada dos visitantes até as 21h. Além de apreciar conjuntos de obras de 111 artistas, é possível aproveitar a programação paralela. Nesta sexta-feira (dia 26), às 19h, o Coletivo de Literatura da Agência Solano de Andrade e o Sarau do Binho participam de um encontro aberto. Na quarta (dia 31), também às 19h, estão programadas performances de dança e de música espalhadas pelos andares da Bienal.

Av. Pedro Álvares Cabral, s/no, portão 10, parque Ibirapuera, região sul, tel. 5576-7640. Ter., qui., sáb. e dom.: 9h às 18h (c/ permanência até as 19h). Qua. e sex.: 9h às 21h (c/ permanência até as 22h). Dia 28: 12h às 18h (c/ permanência até as 19h). Até 9/12. Livre. Estac. (R$ 3 p/ 2 h, sistema zona azul - portão 3). Grátis.
Shirley Baker/Divulgação
"Observadores - Fotógrafos da Cena Britânica" segue em cartaz no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso
"Observadores - Fotógrafos da Cena Britânica" segue em cartaz no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso
Em plena avenida Paulista, o Centro Cultural Fiesp é boa opção para quem quer esperar o trânsito acalmar. Em cartaz, a ótima coletiva "Observadores - Fotógrafos da Cena Britânica desde 1930 até Hoje" reúne 240 imagens de 36 artistas. O visitante da exposição pode não se dar conta do anoitecer até o horário de fechamento, às 20h. O local também recebe a mostra "Nelson Rodrigues 100 Anos".
Av. Paulista, 1.313, Bela Vista, região central, tel. 3146-7406. Seg.: 11h às 20h. Ter. a sáb.: 10h às 20h. Dom.: 10h às 19h. Livre. GRÁTIS

Casa das Rosas
O casarão abriga agenda cultural agitada, com saraus, lançamentos de livros, exposições e espetáculos. O jardim de rosas e as mesas ao ar livre do café Il Pastaio são agradáveis opções para desfrutar o entardecer na avenida Paulista.
Av. Paulista, 37, Bela Vista, região central, tel. 3285-6986. Ter. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 10h às 18h. Dia 28: fechado. Livre. Estac. (R$ 11 p/ 3 h, na al. Santos, 74 - convênio). GRÁTIS
Lucas Lima/Folhapress
Aberto de terça a domingo até as 21h, o CCBB inaugura "Planos de Fuga", mostra dedicada à produção contemporânea
Aberto de terça a domingo até as 21h, o CCBB inaugura "Planos de Fuga", mostra dedicada à produção contemporânea

Centro Cultural Banco do Brasil
Depois de abrigar a concorrida mostra "Impressionismo", o CCBB vai receber, a partir de amanhã (dia 27), nova coletiva dedicada à arte contemporânea. Quem quiser apreciar as obras de artistas como Cildo Meireles e Gordon Matta-Clark sem lotação das salas poderá visitar "Planos de Fuga - Uma Exposição em Obras" em horários alternativos, já que o espaço recebe o público até as 21h.
R. Álvares Penteado, 112, região central, tel. 3113-3651. Ter. a dom.: 9h às 21h. Livre. Estac. (R$ 15 p/ 5 h, na r. da Consolação, 228 c/ serviço de van grátis até o CCBB). GRÁTIS

Instituto Tomie Ohtake
Individuais de Paulo Bruscky e Asger Jorn, ambas em cartaz até domingo (dia 28), e de Thom Mayne, em exposição até 4/11, são os destaques do instituto dedicado à arte nacional e internacional que recebe visitas até as 20h.
Complexo Ohtake Cultural - r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 2245-1900. Ter. a dom.: 11h às 20h. Dia 28: 12h às 20h. Livre. Estac. c/ manob.
(R$ 11 a 1ª h). GRÁTIS

Masp
Já o Masp tem horário estendido apenas às quintas, quando as exposições podem ser vistas até as 20h. Além das obras de sua coleção, merecem destaque as mostras "Luzes do Norte", com desenhos e gravuras do Renascimento alemão vindos do acervo do Louvre, e "Luz Instantânea", que conta com polaroides do cineasta russo Andrei Tarkóvski.
Av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central, tel. 3251-5644. Ter., qua. e sex. a dom.: 10h às 18h. Qui.: 10h às 20h. Até 25/11. Livre. Ingr.: R$ 15 (grátis p/ menores de dez e maiores de 60 anos, e ter.).

MIS
O Museu da Imagem e do Som é ótima opção de visita para aproveitar o horário de verão. Além das exposições "A Louca Debaixo do Branco", de Fernanda Young, e "Mulheres do Brasil", de Gabriel Matarazzo, o museu conta mensalmente com eventos que ocupam sua área externa. As crianças poderão se divertir com a Maratona Infantil no dia 18/11. Já a festa Green Sunset terá sua próxima edição no dia 24/11, das 16h às 22h. Quem quiser estender o programa poderá aproveitar o restaurante Chez MIS.
Av. Europa, 158, Jardim Europa, região oeste, tel. 2117-4777. Ter. e qua.: 12h às 21h. Qui. e sex.: 12h às 20h. Sáb. e dom.: 11h às 20h. Dia 28: 13h30 às 20h. Até 18/11. Não recomendado para menores de 12 anos. Ingr.: R$ 4. Estac. (R$ 8 - convênio).
Divulgação
"Inabsência", obra "site specific" de Artur Lescher, pode ser vista na Pinacoteca do Estado, que funciona até às 22h na quinta
"Inabsência", obra "site specific" de Artur Lescher, pode ser vista na Pinacoteca do Estado, que funciona até às 22h na quinta

Pinacoteca do Estado
Próxima à estação Luz do metrô, a Pinacoteca prolonga seu funcionamento às quintas. Nesses dias, o visitante que ingressar após as 18h não paga a entrada e pode visitar as exposições até as 22h. Entre as mostras mais recentes há "Aberto Fechado", com peças de Lygia Pape, Jac Leirner e Antonio Dias, entre outros artistas. Também estão em cartaz a coletiva fotográfica "O Mais Parecido Possível - O Retrato" e a individual "Antonio Parreiras, Pinturas e Desenhos".
Pça. da Luz, 2, Bom Retiro, região central, tel. 3324-1007. Ter., qua. e sex. a dom.: 10h às 18h. Qui.: 10h às 22h. Dia 28: fechado. Livre. Ingr.: R$ 6 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos, qui., após as 18h, e sáb.). Ingr. combinado: R$ 6 (Estação Pinacoteca e Pinacoteca do Estado). CC: M e V. Estac. (R$ 5 p/ 3 h).

Museu da Língua Portuguesa
O museu fica aberto até as 22h na última terça do mês. Na terça (dia 30), o visitante poderá ter acesso apenas ao acervo permanente do museu já que, atualmente, não há nenhuma exposição temporária sobre escritores brasileiros em cartaz.
Estação da Luz - pça. da Luz, s/nº, Bom Retiro, região central, tel. 3326-0775. Ter. a dom.: 10h às 17h (c/ permanência até as 18h). Dia 28: fechado. Não recomendado para menores de 6 anos. Ingr.: R$ 6 (sáb. grátis).

Ecomuseu Santana
Inspirada nos grandes eventos que acontecem no Brasil – Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas de 2016, apresenta - CRIANÇA: Legado para 2020. - Espaço expositivo no PARQUE DA JUVENTUDE - Metro CARANDIRU - DIFERENTE - Aberto todos os dias. Entrada gratuita.
 


Antônio Luiz Nilo: A classe operária vai ao museu -MASP


Acaba de ser inaugurada no Masp a exposição Luzes do Norte que reúne desenhos e gravuras do Renascimento alemão, obras que pertencem ao acervo do Museu do Louvre. Sim, mas... e daí? 
Muitos diriam que esse é o tipo de notícia que só interessaria à crítica especializada ou ao insignificante nicho intelectual brasileiro. Ledo engano. O Brasil se tornou, nesses últimos anos, um dos maiores centros expositores do mundo, trazendo, com uma frequência cada vez maior, obras de mestres como Caravaggio, Escher e Modigliani para as principais capitais do país. 

O CCBB no Rio de Janeiro, por exemplo, tem hoje a 18ª maior audiência de arte do planeta, com 2,8 milhões de visitantes/ano. E a cidade já é comparada a Paris, Tóquio e Nova York no cenário artístico mundial. Capitais como São Paulo, Brasília e Porto Alegre também se destacam como promotoras de grandes exposições. 

E Salvador? Em Salvador, como todos sabem, o buraco é mais embaixo. E mais profundo. Aqui, excetuando a exposição de Rodin, que para os moldes baianos teve até uma boa repercussão, as artes plásticas ainda engatinham e sujam fraldas... assim como a música, o cinema e a literatura. Alguns reagiriam falando que, na verdade, quem não consome cultura é o povão. 

Ok, sou até da opinião que o povão tem limitações em qualquer lugar do mundo, basta observar o estrondoso sucesso de Paulo Coelho na França. Mas, na Bahia, a doença parece ser mais crítica. Aqui até a classe média alta, pretenso reduto da intelectualidade, cultiva hábitos, diríamos, culturalmente pouco saudáveis. O sucesso da literatura, por exemplo, não escapa da lista dos “10 mais” de autoajuda da Veja. O cinema, pièce de résistance da gastronomia cultural baiana, só consegue engordar as bilheterias de Mercenários e Crepúsculos. A música... bom, sobre música, é melhor a gente nem falar. 

Mas esqueçamos Salvador como exceção e voltemos ao tema. As exposições artísticas estão sendo cada vez mais consumidas no país. E isso se deve à boa fase da economia brasileira, à Rouanet e à ascensão da classe C. Isso mesmo, a classe C descobriu que pode, sim, ter acesso às grandes exposições artísticas e finalmente compreender esse universo até então inalcançável. O tema começa a ser explorado por um público que não pertence nem à classe realmente intelectualizada, capaz de decifrar os textos incompreensíveis dos críticos de arte, nem à classe de alto poder aquisitivo, que emburrece galopantemente. 

Essa nova classe economicamente ativa pode ter um novo olhar para a arte. Um olhar autêntico. Sem compromisso. Afinal, um quadro é para ser admirado. A técnica, o estilo ou a escola podem não ser assim tão importantes para uma apreciação legítima, honesta. Quem sabe a classe “C” não se transforme, daqui a alguns anos, na classe “Cultural” brasileira. Quem sabe?

Antônio Luiz Nilo é diretor de criação da Objectiva Comunicação.
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Pinacoteca prepara espaços e investe em parcerias



Desde os anos 1970, os museus se tornaram populares e, com seu sucesso, são hoje parte da indústria cultural, como diz o diretor técnico da Pinacoteca do Estado, Ivo Mesquita. "É extremamente positiva essa popularidade que trouxe recursos para as instituições museológicas", continua Mesquita, que em abril deste ano deixou o cargo de curador-chefe da Pinacoteca para dirigir o museu, considerado um dos principais do País. Com um orçamento de R$ 26 milhões previstos para 2012 e um cronograma de exposições e projetos em parceria com a Tate de Londres e MoMA de Nova York, entre outros, já definidos para até 2016, a instituição se prepara para aumentar ainda mais suas ações.



São muitos os desafios para o futuro da Pinacoteca do Estado, mesmo que seja um museu com estrutura estável, com programa de aquisições e que sempre "aparece bem na fotografia", como brinca Ivo Mesquita. Mantendo três espaços - o prédio central na Praça da Luz e a Estação Pinacoteca no Largo General Osório, que também abriga o Memorial da Resistência de São Paulo -; a instituição está trabalhando na criação de uma filial em Botucatu, no interior do Estado paulista. Há três anos a prefeitura da cidade teve a iniciativa de fazer uma parceria com a Pinacoteca e criar um espaço museológico em um de seus prédios, criado pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928). O local será reformado e vai abrigar exposições de longa duração com obras do acervo do museu de São Paulo. "A Pinacoteca viu com bons olhos a possibilidade de mostrar sua coleção lá", afirma Mesquita.



A instituição, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura e administrada pela organização social Associação Pinacoteca Arte e Cultura (Apac), terá também como "prioridade para os próximos cinco anos" construir outro edifício, na cidade de São Paulo, para exibir apenas suas obras de arte contemporânea (desde 2007, foram adquiridos cerca de 2 mil trabalhos). É um projeto que vem se arrastando há tempos - o museu apresenta, como um todo, menos de 10% de sua coleção. "Ainda não está definido um lugar, mas sem dúvida não queremos sair desta região (da Luz), que tem potencial e espaço", diz Ivo Mesquita. "Existe a história de que o novo prédio possa ser no espaço da escola (Prudente de Moraes), que pertence à Prefeitura, mas é necessário que ocorra a transferência dela para um outro edifício a ser reformado. É uma coisa complexa, a ser feita com a Secretaria de Educação da cidade, e você conhece o país em que vive, não é?", continua.



A Pinacoteca vem reestruturando sua diretoria e corpo administrativo desde abril, quando Marcelo Araujo, que dirigia o museu desde 2002, deixou o cargo para se tornar secretário de Estado da Cultura. Optando por um modelo de continuidade, a Apac transformou Ivo Mesquita, de 61 anos, de curador-chefe da instituição (desde 2007) em seu diretor técnico; manteve Miguel Gutierrez, de 60 anos, como responsável pela área financeira, e nomeou, no dia 15, Paulo Vicelli, de 32 anos, que trabalhava no Itaú Cultural, para o cargo de diretor de relações institucionais e captação de patrocínio. "As coisas foram crescendo de tal forma na Pinacoteca que minha vinda vem para fortalecer as relações com os patrocinadores e comecem a ser perenes", afirma Vicelli. Valéria Piccoli tornou-se curadora-chefe do museu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Gerenciamento de Risco em Acervos Culturais com José luiz Pedersoli Júnior




Resumo da Palestra
Acervos culturais são frequentemente confrontados com a necessidade de estabelecer prioridades na alocação dos recursos disponíveis para a adoção de medidas de preservação dos acervos. Isso implica, por exemplo, ter que escolher entre a implantação de um plano de emergência, a instalação de controle climático, sistema de vídeo-vigilância ou equipamento de detecção e combate a incêndio.


O que fazer primeiro? Quais as prioridades do acervo? O gerenciamento de riscos é um método que nos permite definir essas prioridades e, assim, otimizar o uso de recursos para garantir a salvaguarda de nossos acervos culturais para as gerações futuras. Este método se baseia na identificação e comparação de todos os perigos (riscos) possíveis para o acervo, desde eventos emergenciais e catastróficos como a enchente em São Luiz do Paraitinga (janeiro de 2010) ou o incêndio no Instituto Butantan (maio de 2010), até os processos graduais e contínuos de degradação. A palestra apresenta, de forma interativa, os principais conceitos, ferramentas e aplicações da metodologia do gerenciamento de riscos em acervos culturais, detalhando cada uma de suas diferentes etapas.


Sobre o Palestrante
José luiz Pedersoli Júnior é Bacharel em química pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em química de polímeros, com ênfase em materiais celulósicos e aplicações na área da conservação patrimonial, pela Universidade de Helsinki, Finlândia. Trabalhou como cientista da conservação no Instituto Holandês do Patrimônio Cultural (www.icn.nl), em Amsterdã, entre 1997 e 2003, e no ICCROM

- Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural

(www.iccrom.org), em Roma, entre 2005 e 2008. Atualmente, atua como profissional independente no Brasil e no exterior na área da conservação do patrimônio cultural, com ênfase no gerenciamento de riscos e na ciência da conservação. Suas atividades incluem a consultoria técnico-científica e a organização e im
plementação de atividades de formação e capacitação de profissionais do setor patrimonial.



Local
Estação Ciência - Auditório Ernst Hamburger - Rua Guaicurus, 1394 - Lapa - São Paulo - SP
Data
quarta-feira, 7 de novembro de 2012.
Inscrições a partir de 23/10/2012
Horário
9h às 17h
Vagas
130

Encontro no Uruguai define diretrizes para museus ibero-americanos


Trabalhadores de museus e comunidades estão no centro da Declaração de Montevidéu, aprovada ao final do 6º Encontro Ibero-Americano de Museus. O evento, que aconteceu entre os últimos dias 22 e 24 na capital uruguaia, definiu diretrizes para o setor museal nos países latino-americanos de língua espanhola, portuguesa e península ibérica.
Declaração de Montevidéo foi resultado do encontro no Uruguai esta semana
Durante os três dias do encontro, que trouxe como tema Museu: território de conflitos? Olhares a 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile, representantes dos 22 países ibero-americanos apresentaram a situação atual dos museus em suas regiões e debateram suas experiências a partir das reflexões da Declaração da Mesa Redonda de Santiago do Chile de 1972.
Memória social
Reconhecendo o legado da mesa de Santiago, na qual a função social do museu adquiriu uma dimensão, a declaração aponta a necessidade de fortalecer o papel dos arquivos e bibliotecas dos museus como instrumentos fundamentais para a construção da memória social das comunidades.
O documento também estabelece como diretriz o fomento à interlocução dos museus com a sociedade e o estímulo a sua participação na tomada de decisões com o objetivo final da apropriação social do patrimônio, além do incentivo à implementação de sistemas de avaliação e ferramentas de pesquisa de público que ajudem a tomada de decisões no planejamento museal.
Outras diretrizes de destaque na Carta de Montevidéu são o fomento à educação, formação e capacitação crítica dos profissionais de museus e sua participação nas instâncias de discussão sobre as mudanças institucionais e processos de transformação; e a criação de políticas públicas contra a privatização do patrimônio cultural.
6º Encontro Iberoamericano de Museus foi promovido pelo Ibermuseus, programa de cooperação cultural que agrupa mais de 10 mil museus de 22 países ibero-americanos e é atualmente presidido por José do Nascimento Jr., presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). Leia o texto integral da Declaração de Montevidéu.
Texto: Ascom/Ibram
Foto: Ministério da Educação e Cultura do Uruguai

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domingo, 28 de outubro de 2012

Repórter Mirante viaja no tempo com visita a museus de São Luís


Programa retrata história, arte e cotidiano do povo maranhense. Saiba mais no Repórter Mirante deste sábado (27).


Comente agora
Fragmentos de uma história guardada por séculos. O Repórter Mirante deste sábado (27) faz uma viagem no tempo ao visitar três museus de São Luís.
O Museu Histórico e Artístico do Maranhão mostra a o retrato da aristocracia maranhense dos século XVIII E XIX, revelando seu modo de vida e suas particularidades. A religiosidade da população do Estado, por sua vez, é preservada no Museu da Arte Sacra, com imagens de séculos atrás.
E na Cafua das Mercês, grilhões e pelourinhos são os símbolos de uma história de lutas e conquistas de um povo que, mesmo escravizado, conseguiu manter sua identidade.
Assista a íntegra do Repórter Mirante no vídeo.

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Museu no Espírito Santo expõe produção do arquiteto Paulo Mendes da Rocha


Mostra apresenta seis décadas de trabalhos onde se destacam o engajamento social e a poética do espaço que lhe renderam o Prêmio Pritzker em 2006


Na Enseada do Suá, o confronto monumental entre a natureza e a arquitetura, numa área de 32 mil m². Um complexo cultural suspenso do solo a partir do qual os frequentadores terão vista livre da paisagem de Vitória. Cenário que o autor do projeto, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, nascido na cidade, filho de um engenheiro de portos, conhece desde sempre.

Criado com a ambição de se tornar referencial no País, o Cais das Artes está 43% pronto e tem previsão de abertura pelo Estado para 2014. É uma de suas principais obras em andamento. Terá museu com espaço expositivo de 3 mil m², teatro multiuso para 1.300 pessoas e uma praça. 

Perto dali, no Museu Vale, na vizinha Vila Velha, outros 20 projetos de uma vida inteira estarão expostos a partir de sexta-feira para o público. A mostra Paulo Mendes da Rocha: A Natureza Como Projeto, com curadoria do crítico de arquitetura Guilherme Wisnik, tem entre os destaques projetos em que fica evidente a ação da técnica sobre a geografia, mais especificamente, as águas, e o redesenho da paisagem natural.


 


Nem todos foram construídos, apesar de terem a assinatura de um dos arquitetos brasileiros fundamentais, nome de destaque internacional há décadas e dono de um Prêmio Pritzker - o Nobel da área foi concedido no Brasil apenas a Oscar Niemeyer, seu amigo. 

Mesmo estes estarão na exposição, em maquetes, por conter ideias poderosas, ainda que possam parecer utópicas aos mais céticos. Como a Cidade do Tietê, de 1981, proposta de construção de uma cidade-porto que integre as redes de transporte rodoviárias e ferroviárias e componha um sistema capaz de sustentar o desenvolvimento econômico da cidade, chegando tanto à região amazônica quanto ao Sul.

E o projeto de reconfiguração da Baía de Montevidéu, de 1998, que, realizado durante um seminário internacional de trabalho na Escola de Arquitetura da capital uruguaia para o qual Mendes da Rocha foi convidado, busca resolver o problema de uma baía rasa sem uma interlocução proveitosa com a cidade. 

Ele pensou numa baía que fosse incorporada pela população, servisse ao transporte de massa, aliviando o tráfego, com porto ampliado e uma praça movimentada - quase uma Veneza ao sul das Américas. O mais importante: a capacidade de ligação fluvial com o Brasil, chegando até o Norte. Uma questão cara ao arquiteto, como mostra o vídeo que abre a exposição.

"Há muito o que se fazer em termos de navegação interior na América. Estamos muito atrasados. Isso implicaria a paz no continente. O sistema Tietê-Paraná-Uruguai com pequenas obras poderia se interligar com o Tocantins-Araguaia", ele explica. 

"Esse horizonte do que temos que fazer é muito esperançoso para os estudantes. Queria que eles se entusiasmassem com essa visão, e não simplesmente com edifícios de apartamentos para vender. É o futuro da arquitetura. É interessante essa visão estratégica da arquitetura sobre a dimensão do próprio território. E não somente viga, pilar, arco, porta, sala, corredor, cozinha e banheiro."

A fala de Mendes da Rocha - 84 anos amanhã, antítese do arquiteto superstar da era das obras espetaculares - exprime o entendimento do ofício que exerce desde 1954, quando se formou pela Universidade Mackenzie: a supremacia da ideia sobre a imagem, o desprezo pelo supérfluo, a preocupação com o social. 

"Ele recusa a valorização da arquitetura enquanto imagem, a promoção do ego, tem uma ética da singeleza. A exposição foi pensada para transmitir ideias", conta o curador.

Os visitantes verão as obras mais conhecidas, como as oriundas dos concursos vencidos nos anos 1950, 60 e 80: o Ginásio do Clube Atlético Paulistano, o Pavilhão do Brasil na exposição universal em Osaka, o Museu da Escultura. 

São construções em que racionalidade e lirismo se coadunam. Como no Cais das Artes. "Espero que seja um teatro comovente, para você ver e ouvir espetáculos e depois comentar nesse salão que cumprimenta os navios", diz o autor, que, a despeito da idade, não mudou a rotina de trabalho diário no escritório do centro de São Paulo, sua cidade desde os anos 1930. 

"Arquitetura faz muito bem à saúde, você imagina que está realizando os desejos dos outros. O Oscar é 20 anos mais velho do que eu e é incrível a lucidez. A arquitetura dele é como um tesouro guardado para se ir descobrindo aos poucos", equipara.

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Zurique oferece um abrigo à arte contemporânea


Centro econômico da Suíça, a cidade se impõe como capital da arte contemporânea no país. O novo centro Löwenbräukunst é uma verdadeira vitrine para galerias, museus, editoras e livrarias. 
O desaparecimento de dezenas de milhares de empregos na indústria nas décadas de 1970 e 1980 teve consequências graves em muitas cidades europeias. Zurique não foi nenhuma exceção. Em Oerlikon, na região norte da cidade, fábricas de todos os tamanhos foram fechadas.
Hoje, essas áreas são chamadas de “Neu-Oerlikon” e “Zürich-West”, para a região oeste da metrópole suíça, e estão cobertas de edifícios modernos. Para a conselheira municipal (executivo) ecologista Ruth Genner, essas regiões são como “borboletas após a metamorfose.”
Genner classificou assim as mudanças que a cidade vem passando por ocasião do lançamento do festival “Art and the City”, em junho, e uma primeira apresentação da “Löwenbräukunst”, o centro de arte contemporânea que reabriu suas portas após dois anos de reformas.
A arte invadiu a “Zürich-West” em meados dos anos 1980. As primeiras galerias puderam aproveitar o imenso espaço deixado pelas fábricas vazias para expor suas obras de arte e instalações. Foi em uma antiga cervejaria, a “Löwenbräu”, que se instalaram, em 1996, a Kunsthalle, o Museu Migros de Arte Contemporânea e diversas galerias de arte.
Tradição
“Nos anos 90, o número de galerias aumentou em todos os lugares, não apenas em Zurique”, diz Claudia Jolles, editora da revista suíça “Kunstbulletin”. Mas Zurique pôde contar com uma tradição. “Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos negociantes de arte se instalaram na cidade. O crescimento da praça artística não é um fenômeno repentino”, acrescenta.
De acordo com a especialista, o centro Löwenbräukunst desempenha hoje um papel pioneiro. “O fato de ter museus e galerias no mesmo lugar é único e representa uma vantagem decisiva para os compradores internacionais, especialmente porque o aeroporto é muito próximo”, diz.
Apesar de ter sido lançado por particulares, o projeto também contou com uma participação ativa da prefeitura que se engajou em uma segunda fase em prol da “economia artística e criativa”, que pesa 7,7% do PIB da cidade, contra 4,2% no nível suíço. “Queremos dar um novo equilíbrio para a cidade, não só para garantir a infraestrutura, mas também uma aparência a sua vida artística”, explicou Ruth Genner.
Mecenato externo
O centro de arte contemporânea de Zurique também pôde contar com a ajuda decisiva de Maja Hoffmann, da Basileia, e de sua fundação Luma, que colocou à disposição seu espaço e oferecerá, entre outras coisas, subsídios para curadores.
Segundo alguns conhecedores do ramo, a mecenas levou para Zurique o modelo chamado de “Basileia”, um mecenato privado, discreto e disposto a assumir riscos, enquanto o patrocínio de Zurique é tradicionalmente associado a empresas e mais focado em valores sólidos.
“A presença simultânea de galerias e museus permite criar novas dinâmicas. Ela também dá uma cara de cidade cultural para Zurique. Além disso, a diversidade diminui a apreensão bem conhecida do público que visita museus, mas sente um pouco de desconforto em entrarem umagaleria”, explica Claudia Jolles.
Concorrência
A combinação de valores seguros entre galerias e instituições internacionais encontra um paralelo na arquitetura, onde o antigo e o moderno se encontram harmoniosamente.
As outras galerias da cidade poderiam sofrer com a atração do novo centro? “Pelo contrário, haverá mais visitantes em toda parte! Zurique é feita de muitos microcosmos e do dinamismo que vem geralmente do meio ‘off’. Este círculo não acabou só porque alguns dos atores se instalaram. Ele está sendo constantemente renovado”, responde Claudia Jolles.
Se considerando como um dos atores do meio “sauvage” que acabou se “estabelecendo”, a 5 minutos do novo centro, o galerista Mark Müller decidiu não alugar um espaço no Löwenbräukunst. “Além do preço dissuasivo do aluguel, eu prefiro manter uma certa distância, os visitantes não vêm até mim por acaso. Mas todos são beneficiados pelo Löwenbräukunst”, diz.
Outros centros artísticos da Suíça, como Genebra e Basileia, reconhecem a posição de liderança de Zurique no mercado de arte contemporânea. “O engajamento do setor privado, que não fica esperando o governo tomar conta de tudo, certamente desempenha um grande papel em Zurique”, observa Katie Kennedy Perez, da galeria Phillips de Pury & Company, de Genebra. “Mas as sinergias criadas pela colaboração entre instituições e particulares, como também acontece Genebra, são certamente muito benéficas”, acrescenta.

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sábado, 27 de outubro de 2012

El fútbol derrumba museo indígena

RÍO DE JANEIRO, oct (IPS) - Entre el musgo y las raíces que avanzan sobre las ruinas del ex Museo del Indio todavía es posible "escuchar" las voces de tribus en extinción en Brasil que tratan de guardar la memoria de su cultura. Pero la piqueta fatal de la remodelación del estadio Maracaná no respetará ni ese espacio "sagrado".


"Es como si se matara a una parte nuestra, como si estuviésemos perdiendo un pedazo, porque en este lugar nuestros antepasados dejaron su memoria, su lucha", se lamenta Garapira Pataxó, de la etnia pataxó, en entrevista con IPS apenas el gobierno del estado de Río de Janeiro confirmó la decisión de demoler el lugar.


Las autoridades alegan que es necesario para la construcción de espacios "de circulación y movilidad" alrededor del Estadio Jornalista Mário Filho, más conocido por su nombre original Maracaná, donde se jugará en 2014, y por segunda vez en la historia, una final del campeonato mundial organizado por la Federación Internacional del Fútbol Asociado (FIFA).


El edificio, construido hace 147 años, fue desde 1953 la primera sede del Museo del Indio, creado por el antropólogo Darcy Ribeiro (1922- 1997), hasta que en 1978 pasó a ocupar una antigua casona del barrio de Botafogo, en el sur de la ciudad.


También albergó en su origen del Servicio de Protección al Indio, que más tarde derivó en la actual Fundación Nacional del Indio (Funai).


Abandonado desde entonces y en avanzado estado de deterioro, el edificio fue ocupado en 2006 por unos 20 indígenas de etnias diferentes como "símbolo de resistencia cultural", recuerda el líder indígena Doitiró Tukano, del pueblo amazónico tukano o tucano.


"Estamos aquí presentes para mostrar lo que tenemos de distinto en nuestra cultura, porque no es copiada sino propia. Hoy, según el Instituto Brasileño de Estadísticas, hay 305 grupos indígenas con 186 lenguas diferentes en Brasil, y eso es lo que queremos mostrar. Esa es nuestra resistencia", dijo a IPS.


Una de las versiones, no confirmadas aún, es que se construirá un centro comercial deportivo y un estacionamiento para automóviles en el antiguo museo, contiguo al histórico estadio, donde la selección de Brasil perdió la final del torneo mundial de fútbol de 1950 frente a Uruguay.


El fútbol como excusa


El gobernador del estado de Río de Janeiro, Sergio Cabral, atribuyó la necesidad de demoler el Museo del Indio a una exigencia de la FIFA, pero esa corporación lo negó.


Renato Cosentino, portavoz del Comité Popular del Mundial de Fútbol 2014 y de los Juegos Olímpicos 2016, explicó la contradicción. "Muchas veces se utiliza la excusa del deporte para desalojar personas de áreas de alto valor inmobiliario", dijo a IPS, en referencia a Río de Janeiro y a las otras 11 ciudades que serán sede del torneo mundial de FIFA.


Fueron desalojadas unas 170.000 personas en todo el país y unas 30.000 en Río de Janeiro, que también organizará los Juegos Olímpicos de 2016.


Precisamente, dos de las "favelas" (barrios hacinados) donde hubo desalojos son vecinas del estadio Maracaná, un "símbolo de todo el proceso de violación de derechos que estamos viviendo en Brasil", sentenció el representante del Comité, que reúne a afectados por los mega encuentros deportivos.


"Es una gran tristeza ver que nuestro sueño se acaba. Es una referencia que nos gustaría guardar para las futuras generaciones", reflexiona el líder indígena Tukano, tras aclarar que no está "en contra de la alegría del pueblo brasileño" por el fútbol.


"Pero, a nosotros, el mundial no nos trae nada. Claro que dará beneficios a las grandes empresas patrocinadoras", añade.


El grupo de indígenas se prepara para "resistir" la demolición de su espacio, mientras la defensoría pública apronta su contraofensiva judicial alegando el valor patrimonial histórico del edificio.


La sagrada resistencia


En el área que rodea el edificio en ruinas, los indígenas construyeron casas con materiales básicos como adobe, para vivir. Fue así como recrearon lo que llamaron Aldea Maracaná, donde reproducen sus costumbres en medio de una ciudad que avanza sobre ellos.


Entre escaleras herrumbradas y raíces entrelazándose con las paredes derruidas, los aborígenes organizan actividades culturales como bailes, ceremonias, exposiciones fotográficas, rituales, y hasta desfiles de ropa ancestral.


Antes de confirmarse la noticia de la demolición, el lugar se preparaba para un ritual de "metamorfosis de niña a mujer", para la cual vendrían adolescentes de varias aldeas del interior del país.


"Ves como al indígena le gusta comer mandioca", bromea Afonso Chamakiri, de la etnia apuriná del Amazonas, mientras almuerza con su nueva familia pescado a las brasas, aderezado con harina de ese tubérculo.


La historia de este indígena apuriná es muy particular. Llegó a Río de Janeiro con el sueño de ser actor. "Mi madre vino una vez a la ciudad y volvió a casa impresionada por una ‘caja donde adentro había gente que hablaba’", cuenta a IPS refiriéndose al "descubrimiento" de la televisión que hizo su progenitora el día que salió por primera vez de su aldea amazónica.


Chamakiri concretó su sueño al participar en varias películas. La última fue "Rojo Brasil", una coproducción de Brasil, Francia y Canadá.


Por sobre el muro levantado por la empresa a cargo de la remodelación del Maracaná, algunos obreros espían la ceremonia de los indígenas para recibir a IPS, pidiendo a sus ancestros que iluminen al gobierno y respete su "espacio sagrado".


"Contra ellos no tenemos nada. Muchos son indios como nosotros. Otros negros, pueblo como nosotros", aclara Chamakiri al referirse a los trabajadores de la obra.


A Chamakiri le gusta contar una historia que pocos recuerdan sobre el origen del nombre que bautizó primero a un río, luego al barrio carioca y después popularizó el estadio. Maracaná es un ave de la región que todavía "viene a comer el fruto de ese árbol", dice, señalando una de las tantas especies botánicas que se mantienen milagrosamente en pie en medio de la urbe.


El pájaro sobrevivió a la civilización, pero el "antiguo pueblo indígena maracaná" que "dominaba este territorio ya está extinto", explica. Por eso para Chamakiri es tan importante mantener el centro cultural, que "representa el registro de todas las culturas ancestrales que comenzaron aquí y que fueron destruidas en este espacio".


"Queremos que se convierta en un espacio indígena sagrado", resumió.





(FIN/2012) Por Fabiana Frayssinet
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Museu de Arte Sacra de Angra recebe doação de acervo religioso

A presidente da Fundação Cultural de Angra dos Reis (Cultuar), Stella Salomão, informou que, no dia 18 de outubro, o Museu de Arte Sacra de Angra, através da Gerência de Assuntos Religiosos, recebeu de Paulo Roberto de Carvalho Martins, morador do Rio de Janeiro, a doação de um importante acervo de arte religiosa que pertencia a sua família.
FOTO: MARCOS SILVA
Uma delas é uma imagem do Menino Jesus

ANGRA DOS REIS

Uma delas é uma imagem do Menino Jesus, que lhe foi presenteada quando era bebê, aos nove meses, e tornou-se notícia em grandes jornais do Rio de Janeiro, em 1959, porque muitas pessoas acreditavam ver lágrimas em sua face e relataram diversos milagres atribuídos à imagem.
As demais imagens são as de Nossa Senhora da Conceição, em madeira policromada do século XIX, um oratório em madeira, São Jorge, São Crispim e Crispiniano, Nossa Senhora das Candeias, Santa Bárbara e Santo Onofre, em porcelana.
Paulo Roberto era católico e guardava as imagens em casa. Hoje é evangélico, e, ao assistir a uma matéria na televisão sobre o Museu de Arte Sacra de Angra, resolveu fazer a doação ao município.
A Cultuar comunica que as famílias que quiserem doar acervos ao museu devem entrar em contato com a Gerência de Assuntos Religiosos, telefone  (24) 3369-7589


fonte:
http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=56&cod=20824

Nova pintura de Picasso é descoberta após restauração




Uma restauração detalhada feita pelo museu Guggenheim de Nova York ajudou a localizar uma obra de Pablo Picasso que até então era desconhecida. 

Especialistas estavam restaurando o quadro Mulher Passando Roupa - que mostra uma mulher com um ferro de passar -, quando encontraram uma camada abaixo da tela com outra pintura. O desenho representa uma figura masculina, em posição invertida.


A restauração foi liderada pela curadora do museu, Julie Barten, e contribuiu para os especialistas 'melhorarem' a biografia de Picasso e conhecerem mais a fundo sobre os métodos de trabalho do artista.

Nos primeiros estudos realizados sobre o quadro, alguns historiadores já suspeitavam que Picasso poderia estar escondendo algo a mais por trás da pintura.

A obra Mujer Planchando foi doada ao Museu Guggenheim pelo colecionador alemão Justin Thannhauser, em 1978. Atualmente, é um dos quadros mais preciosos do acervo do museu.

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Artista de Marília, SP, é convidada a expor obras no Museu do Louvre


Artista plástica e arquiteta, Roberta Pauli começou a pintar há um ano. Seis de suas obras serão expostas no "Caroussel" do museu.



Expor do Museu do Louvre em Paris é um privilégio para poucos. É lá que estão obras como a Monalisa, de Leonardo da Vinci e a Venus de Milo, uma estátua da Grécia Antiga, com quase 200 anos. O interessante é que a arquiteta e artista de Marília (SP) Roberta Pauli foi descoberta e convidada pela internet a levar suas telas para um dos museus mais famosos do mundo.

Roberta usa em suas telas cores fortes e pinturas abstratas, as obras são feitas em lona. Algumas, inspiradas no Brasil. Seis delas foram selecionadas para fazer parte da exposição no “Caroussel do Louvre”.

“Um dia eu estava no escritório, trabalhando, projetando, tocou o telefone e com muito espanto, era ela: Heloísa de Aquino Azevedo, me ligando e me convidando para participar dessa exposição. Primeira e em grande estilo”, conta.
Artista mariliense começou a pintar depois de retirar um tumor do cérebro. (Foto: Reprodução/TV Tem)Artista mariliense começou a pintar depois de retirar um tumor do cérebro. (Foto: Reprodução/TV Tem)
Roberta começou a carreira como pintora há um ano. Tudo teve início depois que ela passou, pela segunda vez, por uma cirurgia para retirada de um tumor do cérebro. O diagnóstico médico foi categórico: ela deveria abandonar a profissão de arquiteta, já que o tumor estava em uma parte do cérebro ligada à criatividade. Foi então que nasceu desafio: ela começou a pintar.
“Um ano após a minha segunda cirurgia em pensei: quer saber? Vou desafiar esse médico, vamos ver até onde vou. Fui para São Paulo, fiz aulas de estamparia porque eu queria uma coisa diferente. Com isso, fiz meu primeiro quadro, comecei a mostrar para mãe, para o marido, para as irmãs e eu vi que as pessoas reagiram bem”.

Em uma das obras de Roberta, chamada “Divino”, a artista conta que ao terminar a pintura apareceu o que para ela é uma representação de Cristo. “Reforçou o que eu acreditava: que eu estou curada, que está tudo bem. Acho que a partir do momento que você tem fé, eu acreditei desde o primeiro momento que eu ía ficar bem, com a minha família, com meu marido me apoiando, minhas clientes. Eu acho que se parar por aqui já deu mais que certo. Vamos ver, depois do Louvre a gente vê o que acontece”, conclui.
Roberta conta que a imagem que representa Cristo apareceu ao finalizar a obra. (Foto: Reprodução/TV Tem)Roberta conta que a imagem que representa Cristo apareceu ao finalizar a obra. (Foto: Reprodução/TV Tem)
fonte:http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2012/10/artista-de-marilia-sp-e-convidada-expor-obras-no-museu-do-louvre.html