quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Agentes de Turismo participam de encontro no Museu Júlio de Castilhos

Para qualificar as suas formas de abordagem, comunicação e integração com um dos responsáveis pela indução de fluxo turístico, o  Museu Julio de Castilhos elaborou uma formação específica para cerca de 35 Agentes de Turismo, nos dias  26 e 27 de janeiro, no auditório do MJC. No encontro foram  apresentados conceitos, procedimentos e formas que mostram a sua abordagem com a sociedade hoje.
A assessora Especial de Planejamento da Secretaria de Estado de Turismo, Némora Mencke, abordou o tema do reconhecimento do equipamento como espaço de história e da memória, e como a hospitalidade pode  ser extremamente importante para que o visitante se  determine a voltar.
Já o Diretor do Museu, Joel Santana, falou sobre  a complexidade da atuação do museu na sociedade, como ocorrem os processos de empoderamento da memória e do esquecimento. Joel enfatizou que o museu não é um apêndice da escola, mas uma instituição de tradição e contradição, e provocativo de reflexões.
O historiador Gabriel Costa, apresentou o histórico da instituição, a figura de Julio de Castilhos enquanto patriarca da casa museológica, as diversas possibilidades que o museu exerce com a ação educativa, a complexidade de um acervo numeroso e diverso, a manutenção e a organização destes, a relação da memória e do esquecimento enquanto fonte de vida e de morte e a importância do visitante para o museu.
Após o encontro os participantes fizeram uma visita mediada percorrendo as salas, conhecendo as concepções de montagem e uma nova releitura sobre as possibilidades de apresentar a exposição.
Texto: Asscom Sedac

fonte:
http://www.cultura.rs.gov.br/v2/2012/01/agentes-de-turismo-participam-de-encontro-no-museu-julio-de-castilhos/

Exposição de Modigliani abre dia 31 no Museu Nacional de Belas Artes

Um dos mais importantes eventos do calendário oficial do Momento Itália – Brasil, a exposição Modigliani: Imagens de uma vida, será inaugurada no dia 31 de janeiro no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), na cidade do Rio de Janeiro. A exposição fica aberta ao público de 1º de fevereiro a 15 de abril de 2012.
 

Com obras que circulam pela primeira vez na América Latina, a exposição vai exibir 12 pinturas e cinco esculturas originais, além de obras, documentos, fotos, desenhos, diários e manuscritos de Amadeo Modigliani e de importantes artistas da sua época, num total de 230 peças.

Aberta ao público a partir do dia 1º de fevereiro, a mostra vai oferecer aos visitantes um rico panorama da vida artística parisiense e italiana do século XX, distribuídas em cinco salas do MNBA. Saiba mais.

Ciclo de palestras
Organizado pelo Diretor da Casa Modigliani, Olivio Guedes, um ciclo de palestras em torno da exposição do artista acontece gratuitamente entre 15 de fevereiro e 30 de março no MNBA. Os encontros tratam de questões diversas em torno da produção de Modigliani – indo da relação entre escultura e desenho até a influência judia e dos relacionamentos na sua produção artística. Veja a programação completa a seguir.

15 de fevereiro, das 15h às 17h
Diálogo: A tridimensionalidade a partir do desenho em Modigliani
Palestrante: Denise Barros – Escultura e professora, doutoranda pela Unicamp
29 de fevereiro, das 15h às 17h
Diálogo: Modigliani, judeu
Palestrante: Alexandre Leoni – Rabino e pós-doutor USP
15 de março, das 15h às 17h
Diálogo: A pintura reducionista de Modigliani
Palestrante: Marcos Rizolli – Professor Doutor Mackenzie SP
30 de março, das 15 às 17h
Diálogo: Modigliani e seus relacionamentos
Palestrante: Olívio Guedes – Diretor da Casa Modigliani
Fonte: Divulgação MNBA

Casa dos Waiãpi construída no Museu representa as raízes dos povos indígenas

A parceria entre Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e a Associação dos Povos Indígenas Waiãpi do Triângulo do Amapari (Apiwata) proporcionou réplica perfeita da casa dos Waiãpi, que poderá ser visitada na Exposição a Céu Aberto, no dia 3 de fevereiro, no Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca.

Os índios Wajãpi, que vivem no Amapá, não se fixam em um só local, preferem construir várias casas em aldeias diferentes, onde passam determinado período do ano. Algumas ficam em regiões favoráveis à sobrevivência na estação seca. Em outras, há abundância de animais, e um terceiro tipo de aldeia favorece a convivência social, por serem mais povoadas.
Esse dinamismo aparece em outras situações sociais. Os Waiãpi se organiza em pequenos grupos, unidos por laços matrimoniais. Depois do casamento, os noivos vão morar com os pais da esposa. Após alguns anos, poderão viver com o grupo do marido, ou começar do zero uma nova aldeia. Já a morte de um indivíduo, mesmo por causas naturais, é motivo para que todos abandonem uma aldeia, fugindo do espírito do morto.

Segundo Sara Waiãpi, cacique da Aldeia Riozinho, a construção da casa é um presente para todos os frequentadores do Museu, porque retrata um pouco da cultura do povo. “É muito importante que todos conheçam o nosso modo de vida; nossa moradia representa nossas raízes”, diz Sara.

Os Wajãpi ocupam basicamente as regiões do Pará, Amapá e da Guiana Francesa. Possuem uma vida cerimonial intensa, marcada por grandes ciclos de rituais como a festa do milho, realizada no inverno, a festa do mel e as danças dos peixes. A arte gráfica do Wajãpi do Amapá foi reconhecida, inclusive, como patrimônio da humanidade pela Unesco e registrada como bem imaterial pelo Iphan em 2002.
A linguagem gráfica desses indígenas é denominada kusiwa e sintetiza seu modo particular de conhecer, conceber e agir sobre o universo. Servem como uma forma de comunicação e interação entre eles, e estão presentes nos corpos e também em artesanatos e cestaria.

As marcas são feitas utilizando sementes de urucum, gordura de macaco, suco de jenipapo verde e resinas perfumadas, e representam animais como peixes, cobras, pássaros, borboletas ou objetos, como a lima de ferro. A pintura corporal é uma atividade do cotidiano, realizada no âmbito familiar. Os homens são pintados pelas esposas e vice-versa.

Cristiane Mareco/Secom

fonte:
http://www.correaneto.com.br/site/?p=20347

Lançamento do livro: "Os Museus e o Património Cultural Imaterial - Estratégias para o Desenvolvimento de Boas Práticas" - Portugal

Lançamento do livro: "Os Museus e o Património Cultural Imaterial - Estratégias para o Desenvolvimento de Boas Práticas", de Ana Carvalho
Lançamento do livro: "Os Museus e o Património Cultural Imaterial - Estratégias para o Desenvolvimento de Boas Práticas", de Ana Carvalho
O livro é o resultado de uma tese de mestrado apresentada em 2009 na Universidade de Évora no âmbito do Mestrado em Museologia. Trata-se de uma reflexão em torno do enquadramento normativo da UNESCO, em particular a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (2003) e o papel dos museus nesta área.
9 de Fevereiro de 2012, pelas 18 horas, na sala 131 do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora.
Informações e Contactos:
Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS-UE)
Palácio do Vimioso da Universidade de Évora
Apartado 94, 7002-554 ÉVORA
Tel.: +351 266 706 581 Fax: +351 266 744 677
Email: cidehus@uevora.pt
www.cidehus.uevora.pt
Organização: Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora