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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Museu do Ferro é reaberto à comunidade

O Museu do Ferro, que fica na Praça do Centenário, em Itabira, foi reaberto na noite dessa terça-feira, 7 de fevereiro, com uma solenidade que reuniu secretários, vereadores, alunos de escola estadual, representantes do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, da Academia Itabirana de Letras e convidados. O local passou por uma restauração completa, realizada por meio de um convênio de parceria técnico-cultural entre a Prefeitura de Itabira e o Instituto Estrada Real (IER). No total foram investidos cerca de R$ 600 mil.

Na restauração, foram feitas as manutenções de assoalho, forro e alvenaria, além de reformas das instalações sanitárias, copa, parte elétrica, pinturas interna e externa.

Quem compareceu à solenidade, logo na entrada foi recepcionado por um quarteto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, tocando músicas clássicas, embalando os visitantes em sua viagem pelas peças do museu. No local podem ser vistas diversas esculturas de madeiras, que representam a vida de Carlos Drummond de Andrade, equipamentos de tecelagem, representando a antiga fábrica do Gabiroba, fundada em 1876, equipamentos usados para a retirada de minério de ferro e ouro, exemplos e pedras encontras na cidade e região, dentre outras peças.

Em seu discurso, o prefeito João Izael disse que a casa onde funciona o Museu do Ferro muito o orgulha, por conseguir manter o que Itabira viveu. Mostrando o painel existente no local, que retrata o extinto pico do Cauê, ressaltou ainda que o museu conta um pouco dessa história. “Reabrimos essa casa com profissionais competentes e deixamos o ambiente muito agradável para receber os visitantes”, disse João.

Após a solenidade, a museóloga e professora de Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Letícia Julião, ministrou a palestra Museu de Itabira – Vocação e Perspectiva. Em suas considerações iniciais, enfatizou que um museu é mais que um espaço físico: vai além da sua materialidade e isso deve ser percebido não apenas pelo itabirano, mas para quem vem de fora para conhecer o local. “O museu é um espaço simbólico onde o homem manifesta a sua memória. Nessa casa se exerce uma prática social”, disse.

O Museu

O Museu de Itabira já foi palco de numerosas manifestações políticas e culturais. A Câmara Municipal foi instalada no antigo casarão, em 1833. A autorização para a compra do imóvel foi deliberada em julho de 1835.

O casarão foi construído originalmente com um andar em meados do século XIX, na rua principal. No final do século XIX e início do século XIX, o imóvel foi ampliado por meio da edificação do segundo pavimento. O prédio também passou por uma restauração em 1983 e 1984. No local já funcionaram, além da Câmara, a cadeia e fórum do município. O imóvel também foi sede da Prefeitura de Itabira, até 1980.

Em 31 de outubro de 1991, data comemorativa do 91º aniversário do poeta Carlos Drummond de Andrade, o prefeito Olímpio Pires Guerra, o Li, inaugurou o Museu de Itabira. Na ocasião a Câmara foi transferida para a sede atual.

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Conferência ” Os desafios da pesquisa em cultura"

“A palavra-chave deste encontro é experimento”, definiu José Guilherme Cantor Magnani, professor livre docente do Departamento de Sociologia da FFLCH- USP. Sob esta perspectiva, a conferência “ Os desafios da pesquisa em Cultura” abriu o I Encontro Paulista de Pesquisadores em Cultura realizado na EACH –Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.




Cerca de 150 pessoas, entre comunicadores e ouvintes, acompanharam a palestra com os convidados Célio Turino, especialista em Administração Culrural, e Antonio Albino Rubiné, Secretario de Cultura da Bahia. 
Para Albino, “propiciar encontros como esse já é, certamente,  um avanço para a consolidação da área”. Com o desafio de sistematizar as pesquisas no setor cultural, aproximar os experimentos acadêmicos da realidade e desenvolver políticas públicas,  segundo ele é cada vez mais multidisciplinar e, justamente, rica por este aspecto. 
O professor é um dos precursores em pesquisa na área no Brasil. Em 2006 realizou um panorama das politicas públicas voltadas à área e constatou a relação das Políticas Culturais com Movimentos Autoritários, em seguida um desaparecimento da questão no período de Democratização e, finalmente um retorno com o governo Lula. “Iniciativas como os programas da Cultura Viva e os Pontos de cultura recolocaram a Cultura na agenda do governo”, indicou.









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