Listen to the text.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Walério Araújo participa do Ocupação Moda Cultural neste domingo

O estilista pernambucano Walério Araújo participa, neste domingo, do Ocupação Moda Cultural, projeto da Fundação de Cultura do Recife que está instalado no Paço Alfândega. O desfile de Walério acontecerá a partir das 19h.

Conhecido por seu estilo ousado, criativo e espontâneo, Walério é o estilista queridinho de celebridades como Claudia Leitte, Sabrina Sato, Elke Maravilha e Maria Rita. Radicado em São Paulo, o estilista mantém seu ateliê em um dos cartões-postais da capital, o histórico edifício Copan, no Centro da cidade.

O Ocupação Moda Cultural surgiu com o propósito de incentivar a produção da arte da moda em Pernambuco. Carol Monteiro, gerente de Moda da Fundação de Cultura do Recife e idealizadora do projeto, diz que o Ocupação é um ponto de encontro da criatividade e um espaço para a realização de negócios. No espaço há venda de roupas e acessórios para o carnaval, mas que também podem ser utilizados durante todo o ano.



fonte:
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120210182241&assunto=137&onde=Viver

De volta ao acervo do Museu Histórico do Pará a tela "A Conquista do Amazonas"

O Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) prepara uma diversificada programação neste mês de fevereiro. As atividades incluem missas na capelinha do museu, palestras e a volta ao acervo do museu, do quadro “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras.
Nesta terça-feira, a capelinha de onde saiu o primeiro Círio de Nazaré volta a receber missas. A solenidade de reabertura acontece às 18h30. As cerimônias religiosas vão ocorrer quatro vezes por mês, sempre pela parte da manhã e da tarde. Após a solenidade da reabertura da capela do MHEP, às 19h30, a direção do museu inaugura a sala “A Conquista”.
Depois de dois anos de restauro, um dos quadros históricos mais importantes da pinacoteca brasileira volta a fazer parte do acervo do MHEP: “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras. A obra de 1907 já chama atenção pelo tamanho imponente: são 9 metros de comprimento e 4 metros de altura. A obra “A Conquista do Amazonas”, de Antonio Parreiras, contribuiu para reforçar a ideia de nação republicana no Pará. O pintor veio a Belém no ano de 1905, para realizar uma exposição, ocasião em que recebeu do então governador, Augusto Montenegro, uma encomenda que pudesse representar a ação de Pedro Teixeira durante a ocupação amazônica para a coroa portuguesa, demarcando as fronteiras dos estados de Espanha e Portugal.

fonte

Data:14/02/2012 às 18:30
Expiração:14/02/2012 20:00:00
Local:Museu Histórico do Estado do Pará - MHEP
Endereço:Praça Dom Pedro II, s/n. Cidade Velha
Contatos:Sérgio Melo – diretor do MHEP. 4009 9812 / 4009 9331 / 8199 6612. Assessoria de Imprensa Secult: 4009 8717 8307 9730

Semana de 22 completa 90 anos e muitas das obras estão nos museus

Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, o saguão do Teatro Municipal de São Paulo abrigou um conjunto amplo de obras pinturas, esculturas, projetos arquitetônicos consideradas ousadas o suficiente para receberem o título de 'modernistas'.

Semana de 22 completa 90 anos e muitas das obras estão nos museus


O intuito era demonstrar a existência de um amplo movimento de contestação às normas de criação alinhadas com os modelos ditos 'passadistas', vinculados a regras e modelos importados e transmitidos artificialmente por meio de uma esterilização acadêmica. 
É um grande e comum engano, no entanto, atribuir à Semana de Arte Moderna o papel de momento fundador da arte moderna no Brasil. A atualização dos modelos de criação artística se deu de forma muito mais sutil e diversificada do que indica a mitificação desse momento explosivo pela historiografia oficial.

Para entender tal afirmação, basta olhar com mais detalhes as obras, tanto dos artistas que participaram efetivamente do movimento como daqueles que estavam ausentes, mas ocupam posições de destaque na história da arte moderna brasileira. Enquanto alguns nomes que constam do catálogo da Semana de Arte Moderna caíram no esquecimento, como por exemplo Alberto Martins Ribeiro e Hildegardo Velloso, outros devem obrigatoriamente ser mencionados e vistos quando se trata de estudar esse fenômeno. Para referendar tal afirmação, pode-se lembrar da importância de Lasar Segall, cuja obra está reunida no museu que leva seu nome no bairro paulistano de Vila Mariana.

Esses trabalhos se encontram à disposição do público em uma extensa rede de museus, sobretudo no Rio e em São Paulo. Os interessados em conhecer essa história mais de perto podem encontrar belos recortes da produção da primeira geração modernista brasileira em instituições de perfil bastante diverso, como o Masp, a Pinacoteca do Estado, o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC), o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) ou o Museu de Arte Moderna (MAM) e Museu Nacional de Belas Artes no Rio. 
Mesmo considerando seus perfis específicos (enfatizando seja a produção local em termos de longo prazo, seja uma inserção no contexto internacional), esses espaços oferecem mostras de caráter permanente com obras de grande relevância, que dão ao público a possibilidade de conhecer melhor a história cultural do País.
Dentre as figuras maiores do modernismo nacional, Anita Malfatti e Di Cavalcanti foram os grandes destaques do evento. Nesse momento, no entanto, a pintora já havia feito, havia muito, as duas exposições individuais que a consagraram como uma das principais responsáveis pela absorção do projeto modernista no Brasil, e, em 1922, sua obra já dava claros sinais de acomodação. 
Talvez por isso boa parte das 20 pinturas que ela levou ao saguão do Teatro a mais ampla representação da mostra já haviam sido vistas na antológica exposição de 1917, criticada no célebre artigo Paranoia ou Mistificação, publicado por Monteiro Lobato no Estado de S. Paulo. Dentre as telas reexibidas destacam-se por exemplo O Homem Amarelo e A Boba, pintadas nos anos 1915 e 1916, que possuem a intensidade expressiva característica de sua fase áurea. As duas obras pertencem à USP, podendo ser apreciadas, respectivamente, no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) que reúne parte significativa da produção modernista por abrigar a coleção que pertenceu a Mario de Andrade e MAC.

Enquanto a fase mais instigante de Anita Malfatti já havia ficado pra trás, há 90 anos a obra de Di Cavalcanti ainda não apresentava a potência cromática e o intenso vínculo com a figura do brasileiro, sobretudo da mulata, que a caracterizariam. Na Semana de Arte Moderna, que ajudou a idealizar e para a qual fez todo o projeto gráfico, o artista carioca expôs mais desenhos do que pinturas, e as poucas telas que apresentou eram completamente distintas da produção que iniciaria depois de sua estadia na França, a partir de 1923.

Aliás, se há um aspecto comum entre os vários artistas interessados em desenvolver no País uma linguagem plástica de caráter moderno é a importância inquestionável da escola francesa em suas formações. O escultor Victor Brecheret terceiro artista que, segundo Aracy Amaral, formaria a tríade modernista da Semana de 22, com Anita Malfatti e Di Cavalcanti estava inclusive na capital francesa durante a realização do evento e só participou por meio de obras cedidas pelo colecionador Ronald Carvalho. Há trabalhos seus em diversas instituições e também em espaços públicos, como o Monumento aos Bandeirantes, no Parque do Ibirapuera (cuja primeira maquete foi criada em 1920, dois anos antes da Semana).

Tarsila do Amaral também estava em Paris no início de 1922 e não participou da Semana. As obras mais significativas de Tarsila seriam produzidas, como no caso de Di, um pouco depois, nessa mesma década, graças à fusão entre o vocabulário pictórico aprendido com os mestres cubistas e a aproximação de uma temática e de um cromatismo local. A artista, que ocupa um dos lugares de maior destaque da arte brasileira do século 20, também tem o privilégio de possuir obras-primas de sua autoria nos museus e coleções privadas mais importantes brasileiros. 
Apenas para citar alguns exemplos, seu autorretrato com manto vermelho está no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio; e o MAC, MAM-RJ e Masp abrigam telas extremamente significativas da pintora. Outra forma de conhecer bem o trabalho da artista é o exaustivo levantamento de sua produção, que gerou um catálogo raisonné de grande qualidade e que está disponível para o público na internet.

fonte: