sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O I Fórum Internacional de Gestão Cultural, ---- Dia 23/03 (tarde) Cidades, economias criativas e Agenda 21

O I Fórum Internacional de Gestão Cultural, organizado pelo CELACC (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação), núcleo de pesquisas da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP em parceria com a Livraria Cultura (SP) é um evento que irá reunir agentes culturais, autoridades, artistas, estudantes, profissionais e estudiosos da área para refletir questões muito presentes no dia a dia daqueles que atuam junto ao universo da cultura.


1. O FórumDiálogo e Diversidade
2. ConceitoA cultura é vista como um direito dos seres humanos e adiversidade cultural como um patrimônio a ser defendidopelos Poderes Públicos, de acordo com a ConvençãoMundial de Proteção à Diversidade Cultural da Unesco.Por isso, pensar a gestão cultural nesta dimensão social epolítica, é necessário para que ela não se tornemeramente uma prática heterônoma, subordinada aosgrandes monopólios da indústria cultural e sim articuladacom projetos políticos de construção de espaços doefetivo diálogo intercultural.
3. Realização CELACC (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação) É um núcleo de pesquisa interdepartamental criado na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo em 1996 e está vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. Integra o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e seus projetos abordam três linhas de pesquisa: • A Construção Teórica em Cultura e Comunicação • Cultura e Comunicação na Integração Latino-Americana • Turismo e Identidade Cultural.
4. Realização Livraria Cultura Empresa fundada em 1947 por Eva Herz, segue levando para as 13 lojas espalhadas pelo Brasil o maior acervo de títulos do mercado, ao lado do reconhecido atendimento ao cliente aliado a entretenimento de alta qualidade. As instalações no Conjunto Nacional, em São Paulo, onde a Cultura está desde 1969, ocupam o espaço em que funcionava o Cine Astor. A loja, inaugurada em 2007, é a maior livraria do país, com 4.300 metros quadrados de área distribuídos por três pisos. Instalações que se somam a três unidades com conceitos diferenciados (de varejo customizado), que reúnem títulos da Companhia das Letras, Instituto Moreira Salles e Record, mais uma unidade com acervo especializado em livros de arte, além de um e- commerce. Tradicional ponto de encontro de intelectuais e leitores, a Cultura é palco de shows, palestras, cafés filosóficos e noites de autógrafos em todas as cidades onde está instalada


5. Programação
6. Dia 21/03 Políticas de incentivo à cultura Como pensar o papel do Estado e agentes públicos na promoção da cultura e da diversidade cultural, articulando forças distintas, tais como os interesses mercadológicos, os grupos socioculturais subalternizados. 19h Cerimônia de abertura 19h30 às 21h Mesa de Abertura Palestrante: Juca Ferreira Palestrante: Alfredo Manevy Mediador: Juarez Xavier 21h Show de Abertura: João Bá 80 Anos Com João Bá e banda Local: Cine Livraria Cultura


7. Convidados Juca Ferreira Este sociólogo que tem de batismo o nome João Luiz Silva Ferreira, dedicou boa parte de sua trajetória profissional à política. Como Secretário Executivo do Ministério da Cultura na administração Gilberto Gil – que substituiu em agosto de 2008, Juca encampou políticas iniciadas com Gil e ampliou o debate sobre a reformulação da Lei Rouanet e conseguiu a aprovação do Vale Cultura. Alfredo Manevy Doutor em Audiovisual pela USP, Manevy é professor de Políticas Culturais no Curso de Cinema da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Ex-secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura nas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira, participou da elaboração do primeiro Plano Nacional de Cultura (PNC) e dos debates que vieram a resultar na criação da Ancine (Agência Nacional de Cinema). Juarez Xavier Jornalista formado pela PUC/SP; mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (Prolam/USP); coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Bauru); pesquisador associado (LECOTEC/FAAC/UNESP); pesquisador do (Celacc/ECA/USP).


8. Dia 22/03 (manhã) Geopolítica da cultura A intensificação das articulações supranacionais iniciada no final do século passado foram protagonizadas pelas grandes forças do mercado. Ao mesmo tempo, essas articulações trouxeram consigo a ampliação dos contatos interculturais, deslocando o campo da diversidade cultural para a disputa geopolítica. Nesse cenário, com a consolidação de economias e indústrias criativas (em perspectivas mundializantes) a geopolítica da cultura desponta como uma questão estratégica para todos os agentes públicos e os produtores culturais. 10h às 12h Palestrante: Fábio Kobol Palestrante: Ángel Mestres (Espanha) Mediador: Silas Nogueira Local: Teatro Eva Herz


9. Convidados Fábio Kobol Sociólogo e mestre em Gestão Pública pela FGV. Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, da Secretaria de Políticas Culturais do Minc. Membro da equipe de coordenação do Plano Nacional de Cultura. É um dos autores de Controle social da Administração Pública. Ángel Mestres (Espanha) Ángel tem um vasto currículo acadêmico calcado na experiência de diversos projetos educativos e culturais na Europa e América do Sul. Como docente, atuou em universidades no Marrocos, Peru, Paraguai, Portugal entre outras. Atualmente é diretor do “Trànsit Projectes” em Barcelona, uma empresa voltada para os princípios da Economia Criativa, que conta com uma equipe marcada pela multidisciplinaridade. Silas Nogueira Graduado em Comunicação Social pela Universidade de Ribeirão Preto, mestrado em Sociologia pela Unesp e doutorado em Ciências da Comunicação pela USP. Atualmente é professor titular do Centro Universitário Moura Lacerda, professor e pesquisador do CELACC-ECA-USP.


10. Dia 22/03 (tarde) O papel do gestor cultural na promoção da diversidade cultural A promoção da diversidade cultural e do diálogo intercultural é uma das grandes metas da Unesco e dos países signatários da Convenção de Defesa e da Promoção da Diversidade Cultural, entre eles o Brasil. O gestor cultural, profissional responsável pela elaboração, proposição e gestão dos projetos culturais têm papel importante a desempenhar neste processo, uma vez que sua situação privilegiada no funcionamento do circuito produtivo cultural cria condições favoráveis para que sua atuação tenha um compromisso ético com a promoção da diversidade cultural. 14h às 16h Palestrante: Frederico Barbosa Palestrante: María Claudia Rossell (Venezuela) Mediadora: Bernadete Toneto Local: Teatro Eva Herz


11. Convidados Frederico Barbosa Graduado em Ciências Sociais (Antropologia Social e Sociologia), mestre e doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente é professor do Mestrado em Direito e Políticas Públicas no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). María Claudia Rossell (Venezuela) Engenheira pela Universidade de Zulia, especialista em Gestão Cultural e Cooperação Internacional pela Universidade de Barcelona e Gestão Sócio-Urbana pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, mestre em Gestão de Instituições Culturais. Intérprete de dança e teatro, produtora e gestora. Bernadete Toneto Jornalista de formação, graduada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero tem mestrado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (PROLAM). Professora do curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de São Paulo e nos cursos de pós-graduação em Gestão em Projetos Culturais Gestcult no Celacc/ECA-USP.


12. Dia 22/03 (tarde) O gestor e as políticas públicas e privadas de promoção à cultura Como o gestor de projetos culturais se coloca diante das políticas públicas e privadas de incentivo à cultura. As relações do gestor com os produtores culturais e os financiadores. Aspectos éticos na gestão dos projetos: compromissos sociais com os produtores, a sociedade e os financiadores. 16h30 às 18h30 Palestrante: Célio Turino Palestrante: Benjamim Taubkin Mediador: Wilton Garcia Local: Teatro Eva Herz


13. Convidados Célio Turino Com graduação e mestrado em História pela Unicamp, Turino foi secretário Municipal de Cultura de Campinas de 1990 a 1992, quando se dedicou à criação das bases do que se tornaria o Programa Cultura Viva: as Casas de Cultura. Como diretor do Departamento de Programas de Lazer na Secretaria de Esportes, atuou durante a gestão de Marta Suplicy. Integrou a Secretaria de Programas e Projetos Culturais do MinC na gestão de Gilberto Gil. Benjamim Taubkin A música brasileira e o seu diálogo com outras culturas estão entre os campos de atividades deste pianista, compositor, curador e produtor. Benjamim atua em diversas formações do solo à Orquestra Sinfônica, com projetos como a Orquestra Popular de Câmara, Moderna Tradição, o Núcleo de Música do Abaçaí; o Trio + 1; e o América Contemporânea. Desde 1997, fundou e dirige o Núcleo Contemporâneo. Wilton Garcia Graduado em Letras pela PUC de São Paulo, mestre e doutor em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP; pós-doutorado em Multimeios pelo IA/UNICAMP. É professor associado da Fatec Itaquaquecetuba. Como artista visual, pesquisador tem se dedicado a trabalhos com fotografia, internet, performance e vídeo, realizando projetos voltados às experiências na área de arte, comunicação e design.


14. Dia 23/03 (manhã) Cultura e economias criativas O conceito de economia da cultura, cadeias produtivas e seus aspectos relevantes para o desenvolvimento socioeconômico. Diagnóstico e potencialidades deste segmento na sociedade contemporânea. 10h às 12h Palestrante: Lala Deheinzelin Palestrante: Silvina Martinez (Argentina) Mediadora: Juliana Oliveira Local: Teatro Eva Herz


15. Convidados Lala Deheinzelin Especialista em Economia Criativa & Desenvolvimento Sustentável, consultora internacional para a Unesco, criadora e coordenadora do movimento internacional Crie Futuros, produtora cultural, atriz, apresentadora e coreógrafa. Tem trabalhando no Brasil e exterior, no desenvolvimento e criação de metodologias próprias integrando sustentabilidade, futuro, inovação. Silvina Martinez (Argentina) Arquiteta, tem desenvolvido sua trajetória profissional na atividade independente em torno do desenvolvimento e implementação de mecanismos sustentáveis na construção combinando técnicas ancestrais de construção com novos materiais. Docente universitária, Silvina desenvolveu nos primeiros quatro anos do século XXI o CREATE, programa piloto da oficina regional da Unesco em diferentes cidades do Mercosul. Juliana Oliveira Juliana Michelli S. Oliveira cursou licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, mestrado em Economia e Administração Escolar na área temática Cultura, Educação e Organização no Grupo de Estudos do Imaginário da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Participou do programa de intercâmbio junto à Universidade Sorbonne Paris IV, na área de Literatura Francesa e Comparada.


16. Dia 23/03 (tarde) Cidades, economias criativas e Agenda 21 da cultura A situação atual das economias criativas no Brasil. Grau de impacto na sociedade brasileira, possibilidades de crescimento com os mega eventos internacionais. Gargalos existentes e a serem superados para um maior desenvolvimento das economias criativas 14h às 16h Palestrante: Luís Pablo Martinez (Espanha) Mediadora: Juliana Nolasco Local: Teatro Eva Herz


17. Convidados Luís Pablo Martinez (Espanha) Historiador e Geólogo pela Universidade de Valencia. Especialista em História da Arte, História Moderna e Medieval. Mestre em Gestão do Patrimônio Europeu pela Fundação UNED. Coordenador do Governo Valenciano em diversas candidaturas a patrimônios materiais e imateriais da Humanidade. Desde 1998 que Pablo está à frente, como técnico, da inspeção do Patrimônio Móvel do Patrimônio Cultural Valenciano. Juliana Nolasco Coordenadora do Núcleo de Cultura e Educação do Instituto Asas. Cursa mestrado em Administração Pública e Governos na Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou como Coordenadora Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais do Ministério da Cultura e como coordenadora de Estudos da Cultura Digital do Centro de Referência da Música Brasileira, no auditório Ibirapuera.


18. Dia 23/03 (tarde) Culturas periféricas Abordar os fenômenos culturais que ocorrem nas periferias da sociedade e que demandam políticas de apoio que não se subordinam exclusivamente ao mercado. Os arranjos produtivos locais destas experiências culturais. 16h30 às 18h30 Palestrante: Eleilson Leite (Agenda da Periferia/ONG Ação Educativa) Palestrante: Leandro Hoehne (Rede Livre Leste) Mediadora: Fabiana Amaral Local: Teatro Eva Herz


19. Convidados Eleilson Leite Eleilson Leite é coordenador do Espaço de Cultura e Mobilização Social da Ação Educativa, uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 1994 que tem entre seus objetivos a promoção de direitos educativo, culturais e da juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável. Leandro Hoehne É um dos integrantes do coletivo Rede Livre Leste, grupo de articulação formado por coletivos artísticos da periferia da cidade de São Paulo que nasceu em 2009 com o propósito de atuar artística e politicamente na mobilização de jovens artistas e comunidades interessados em intervir na lógica cotidiana da cidade, em conexão com o Brasil e o mundo. Ator do grupo DoBalaio, ele é formado em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, Circo Escola Picadeiro e Academia Brasileira de Circo. Fabiana Amaral Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestre e doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (Escola de Comunicações e Artes, ECA) é também pesquisadora do Centro de Estudos Latino- Americanos sobre Cultura e Comunicação CELACC-ECA-USP.


20. Proposta Mesa-redonda O Aquecimento Fórum será uma mesa redonda, composta por membros da organização e convidados, com o objetivo de iniciar, no espaço virtual, algumas das discussões que serão tratadas no encontro. O Aquecimento Fórum será transmitido ao vivo pelo portal Terra. Dennis de Oliveira Fábio Maleronka Gil Torres Leandro Hoehne (Rede Livre Leste) Data: A definir Horário: A definir Local: Portal Terra


21. Convidados Dennis de Oliveira Jornalista, mestre e doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor em RDIDP (Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa), coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação), vice-líder do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Alternativo e Popular) e membro do Neinb (Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro), todos da Universidade de São Paulo. Fábio Maleronka Fábio Maleronka Ferron produziu mais de 200 espetáculos e 30 eventos para diversos Ministérios. Foi consultor do Edital de Populações de Povos Tradicionais para o Ministério da Cultura, participou da publicação das Diretrizes Gerais do Plano Nacional de Cultura, da fundação e lançamento do Conselho Nacional de Política Cultural, do Fórum de Conselhos Nacionais, da elaboração do Programa Nacional de Cultura e Extensão Universitária MinC /MEC.


22. Convidados Gil Torres Publicitário pela Escola Superior de Marketing em Recife/PE e Graduado em Música pelo Seminário Batista Recife/PE - 1999. Pós graduando em Gestão de Cultura – USP/ECA/CELACC.Atuou como professor de música no curso profissionalizante de música do Estado de Pernambuco, Centro de Criatividade Musical na cidade do Recife de 2003 a 2005. Como coordenador de eventos culturais da Livraria Cultura do Recife realizou o Cultura Festival (festival de música independente), Cultura Samba e Choro. Leandro Hoehne É um dos integrantes do coletivo Rede Livre Leste, grupo de articulação formado por coletivos artísticos da periferia da cidade de São Paulo que nasceu em 2009 com o propósito de atuar artística e politicamente na mobilização de jovens artistas e comunidades interessados em intervir na lógica cotidiana da cidade, em conexão com o Brasil e o mundo. Ator do grupo DoBalaio, ele é formado em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, Circo Escola Picadeiro e Academia Brasileira de Circo.

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http://www.slideshare.net/forumigc/apresentacao-frum

Empreendedorismo para museus

A discussão sobre o financiamento da cultura no Brasil, e em específico dos museus, é um tema que tem me chamado a atenção desde quando iniciei minha carreira no setor, em 2006. Recentemente tive a oportunidade de participar do VI Encontro de Museus de Países e Comunidades de Língua Portuguesa, em Lisboa, e por lá a crise no velho continente levou-os a buscarem novas formas de financiamento das instituições senão aquelas antes centradas, quase que integralmente, nas mãos dos governos e da União Europeia. Criatividade e cooperação foram apontadas como caminhos à saída dos investimentos públicos.

Desde então, por meio de uma breve análise pudemos perceber que o modelo de financiamento do setor deixou de ser inteiramente responsabilidade governamental. Sem entrar no mérito da discussão sobre as políticas públicas, constatamos a entrada de novos atores: empresas privadas patrocinadoras diretas em implantação e manutenção que não usam leis de incentivo e iniciativas empreendedoras que enxergam nos museus e em seu ecossistema produtivo oportunidades de geração de negócios. E é sobre esse último que queremos falar aqui.


A ousadia de empreender requer planejamento, estudo de mercado e estudo da famosa viabilidade econômica. Isto implica na descoberta de um problema real e uma demanda mercadológica que se bem explorados podem gerar soluções rentáveis. Essa procura tem sido uma constante em minha jornada desde que decidi empreender o Mutz, um Guia Colaborativo para museus na web e em mídias móveis. A carência em formação empreendedora e, mais ainda no setor da chamada Economia Criativa, me levou a participar de importantes programas como o 1º Reality Show Colaborativo do Brasil, o Empreendedores Criativos, em São Paulo, e mais recentemente o Startup Farm, em Belo Horizonte.

Neste último, um exercício fundamental foi o de market assessement, que resumidamente implica no conhecimento de mercado e validação de hipóteses sobre um determinado problema junto a um grupo de pessoas. Subtemos a gestores de museus uma breve pesquisa baseada na metodogia Empathy Map com o objetivo de verificar possibilidades de aceitação e parcerias de empreendimentos digitais para museus. Gostaríamos de compartilhar alguns resultados com vocês.

Entre os maiores medos e frustrações dos gestores respondentes estão: sustentabilidade, recursos humanos e divulgação dos espaços e programação. E o que mais desejam são: ampliar a atuação dos museus nas comunidades, atrair novos parceiros para o potencial dos museus e aumentar a visitação.

Sobre o empreendedorismo no setor a maioria sente falta de iniciativas que contemplem as instituições e já estimulam ações similares entre parceiros ou nos próprios espaços. As respostas que mais nos impressionaram foram as referentes à questão sobre venda de produtos e serviços dos museus na internet, cerca de 90% dos gestores afirmaram que fariam parcerias com novos empreendedores por acreditarem que isso poderia ajudar no incremento a sustentabilidade financeira.

Apesar de ter sido realizada com um universo muito pequeno, cerca de 30 profissionais em todas as regiões do Brasil, e com uma metodologia muito simples em relação às pesquisas acadêmicas, a avaliação foi muito significativa para direcionar nossos planos rumo a modelos de negócios que gerem valor para os museus, visitantes e demais agentes da cadeia produtiva do setor.





Ana Paula Gaspar http://www.mutz.com.br
Historiadora, consultora em Mídias Sociais e Gestão da Comunicação Digital e empreendedora do Mutz, um Guia Colaborativo de Museus. Para mais artigos deste autor clique aqui





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Mais antiga estrutura arquitetônica de Natal, Forte dos Reis Magos aguarda reforma para recuperar brilho

Fortaleza descuidada



Fotos: Carlos Santos/DN/D.A Press
A estrutura arquitetônica mais antiga da capital potiguar, o Forte dos Reis Magos, passará por uma vistoria no dia 6 de março, onde serão constatadas se as adequações contidas no projeto de reforma, avaliada em R$ 250 mil, são viáveis e se serão cumpridas no pós-reforma. O Ministério Público Estadual marcou a visita ao Forte visando, também, apurar o descaso com o monumento, que é patrimônio histórico-cultural da cidade do Natal. Antes da ida do promotor de justiça João Batista Machado à fortaleza, a reportagem Diário de Natal passeou pelos muros do castelo e conversou com guias e turistas que visitavam o local.


Má figura: instalações elétricas deterioradas e canhões tomados pela ferrugem. Foto:
Paredes com os rebocos expostos, tufos de iluminação com fios escarpados e plataformas de madeira para acesso deterioradas são apenas algumas mazelas constatadas pelos visitantes assim que chegam ao local. Para o publicitário paulistano Marcelo Freitas, que viajava em companhia da esposa e visitava o local, o monumento é lindo e guarda consigo muitas histórias quepoderiam ser mais bem aproveitadas nas exposições fixadas nas salas da estrutura.

"É encantador vê-lo por fora refletindo a luz do sol e passear por dentro revivendo tempos passados. O trabalho dos guias é muito bom, mas podia ser mais bem incrementado se existissem mais artigos visuais, como armas, roupas de soldados e outros artigos. Até mesmo encenações históricas com atores poderiam ser organizadas em alguns cenários da fortaleza", sugere o turista.

João Pedrosa, aposentado de 60 anos, mostrou-se preocupado com a segurança e acessibilidade do local. "Não há como passear sem se preocupar com os acessos. Se torna um pouco difícil caminhar se a plataforma quer derrubar você", brinca. "Mas a aula de história que nós recebemos dos guias turísticos é compensadora", completa.

Em 1965, ano em que o monumento passou a ser administrado pela Fundação José Augusto, foi realizada a última grande reforma do Forte dos Reis Magos. Com o passar dos anos, as telhas estão deterioradas, algumas quebradas, o que gera infiltrações e aumentam os riscos de curto-circuito nas instalações elétricas. Geraldo Camilo, guia turístico da fortaleza, diz que a limpeza e remoção de ervas daninhas do local é feita pelos próprios guias, que se intercalam para manter a beleza do monumento.

Canhões e portões enferrujados saltam aos olhos a sensação de descaso e abandono do local e são muitas vezes alvo de questionamentos por parte dos visitantes. "Tem sempre aquele turista mais curioso, ou especialista no assunto, que pergunta por que o estado de preservação da estrutura é tão precário. O que nós dizemos é que tudo irá ser reformado ainda esse semestre para recuperar o espaço e os materiais", confessa o guia Geraldo Camilo.

Coordenador aguarda liberação de verbas

De acordo com o coordenador geral de museus do Rio Grande do Norte, Hélio Oliveira, o projeto de reestruturação do Forte dos Reis Magos já foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) e o estado só aguarda a liberação da verba concedida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibran) - orçada em torno de R$ 250 conforme o projeto de reforma. O dinheiro foi prometido para meados de março de 2012, após a abertura do orçamento do órgão. "Assim que a verba for liberada nós iremos proceder à reforma. Até a confecção da placa que coibirá o acesso ao Forte só pode ser feita após a liberação da verba, uma vez que consta nos laudos dos gastos", explica Hélio Oliveira.

Ainda segundo Hélio, as principais mudanças serão expressadas na parte física do monumento, como telhas, paredes, iluminação e acessos, detalhes que precisam ser bem detalhados, uma vez que o prédio não pode sofrer alterações na sua estrutura física. A modernização do Forte é outro ponto que será trabalhado, com a disposiçãode gravadores acompanhados de fones, onde um roteiro será definido, com mapas, para locomoção no prédio sem a necessidade de guias turísticos.

"É importante a figura do guia, mas precisamos modernizar as nossas estruturas e a nossa recepção. É uma tendência mundial que precisa ser adotada para receber ainda melhor o turista, principal público do museu. Da mesma forma, a população natalense e estudantes poderão ter mais conforto com um espaço moderno", reforça. A expectativa de duração da obra é de 90 dias, quando o Forte estará fechado para visitação ao público. 

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O Museu Atílio Rocco, em São José dos Pinhais, está com uma exposição de bonecos de personalidades

Museu Atílio Rocco expõe bonecos gigantes dos carnavais de 2011 e 2012

Bonecos gigantes e mirins fazem a alegria das crianças que visitam o museu  Foto: Sergio Sabino

O Museu Atílio Rocco, em São José dos Pinhais, está com uma exposição de bonecos de personalidades homenageadas nos Carnavais de Bonecos da cidade neste ano e no ano passado. A mostra vai até o dia 02 de março e dá a oportunidade para aqueles perderam a folia desses dois anos contemplarem o trabalho dos artistas municipais.
A ideia da mostra, de acordo com o artesão e carnavalesco Patrik Oliveira, é valorizar o trabalho desenvolvido para o Carnaval de Bonecos 2012, através dos personagens que fizeram sucesso tanto em 2011, como os novos bonecos de 2012.
Chacrinha, Globeleza, Harry Potter, Emília, Pantera Cor-de-Rosa, Menino Maluquinho e outros personagens representados por bonecos gigantes e mirins fazem a alegria das crianças que visitam o museu. “Estamos recebendo muitos pedidos das escolas e por este motivo prorrogamos a exposição até o dia 2 de março”, comenta a diretora do Museu Atílio Rocco, Zelinda Fialla. Além da Mostra de Bonecos, também está sendo exibido um vídeo com cenas do Carnaval.
Serviço: Mostra de Bonecos Gigantes - Museu Atílio Rocco – Rua XV de Novembro, 1660. Até 2 de março – das 13h às 16h.


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Músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa


"Maratona" Metropolitana

Os músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) desenvolvem uma “maratona” de recitais desde quinta-feira, dia 23 de Fevereiro a sábado, dia 24 de Fevereiro.
No total são 16 recitais de câmara, cuja série inclui três estreias absolutas de peças de Daniel Schvetz, Ian Mikirtoumov e César Viana.


As estreias absolutas serão nos dois recitais de violino solo por Liviu Scripcaru, um na sexta-feira, dia 24 de Fevereiro, às 19:00, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, às Picoas, e outro no sábado, 25 de Fevereiro, às 18:00, na sede da Metropolitana, à Junqueira.

Liviu Scripcaru interpretará em estreia absoluta as peças “Milhoverdeando”, de Daniel Schvertz, “Kairos”, de Ian Mikirtoumov, e “La Scripcaria”, de César Viana. 

O solista tocará também peças de Carlos Marecos e Christopher Bochmann – "Three Caprices".



A OML dedica todos os meses uma semana à música de câmara. Nestes três dias os músicos da orquestra agrupam-se em formações diversas, apresentando-se museus, monumentos e outras salas da capital, como a sala dos espelhos do Palácio Foz, onde tocou dia 23 de Fevereiro.

O trio foi formado pelo violinista Alexêi Tolpygo, o violoncelista Peter Flanagan e o pianista Savka Konjikusic e além de ter tocado no Palácio Foz, toca sexta-feira, às 18:00, na sede da Metropolitana, à Junqueira, um programa eslavo com peças de Antonín Dvořák e Sergei Rachmaninov.



O Quarteto de Cordas Joly Braga Santos constituído por Adrian Florescu e Ágnes Sárosi (violinos), Irma Skenderi (viola de arco) e Nuno Abreu (violoncelo) tocou na quinta-feira no El Corte Inglês, em S. Sebastião da Pedreira, num concerto comentado pelo músico e compositor Alexandre Delgado.

O programa do concerto que repete sábado, às 16:00, no Museu Nacional de Arte Antiga, às Janelas Verdes, é constituído por peças de Charles Martin Loeffler e Joly Braga Santos.


Na sexta-feira, às 13:00, no átrio do Cinema S. Jorge, e sábado, no Centro Cultural do Cartaxo, numa das duas saídas de Lisboa nesta série de concertos, o violetista Gerardo Gramajo e o percussionista Fernando Llopis estreiam em Portugal a peça “In the moments”, de Jeysi León Molina. O programa destes recitais inclui ainda peças de Daniel Almada, Luciano Berio e Karlheinz Stockhausen.


“Concerto chez Madame de Récamier” é o título dos recitais sexta-feira, às 13:00, nos Paços do Concelho, e sábado, às 17:00, no Museu do Oriente, este segundo será comentado pelo musicólogo Rui Campos Leitão.

Peças de Jean-Baptiste Krumpholz, de François-Adrien Boïeldieu, de Frédéric Nicolas Duvernoy e de Jan Ladislav Dussek constituem o “Concerto chez Madame de Récamier” que será interpretado pelo trompista Jérôme Arnouf, a harpista Stéphanie Manzo e o cravista Marcos Magalhães.



Os violinistas Carlos Damas e José Teixeira, o violetista Valentin Petrov e a violoncelista Jian Hong, constituem o Quarteto Americano de Dvorak que tocaram quinta-feira na sede da Metropolitana e sexta-feira, dia 24 de Fevereiro, às 18:30, na Casa de Fernando Pessoa, em Campo de Ourique. 

O quarteto de cordas em Si Bemol Maior, de Wolfgang Amadeus Mozart e o Quarteto de cordas n.º12 em Fá maior, de Antonín Dvorak, constituem o programa destes dos dois concertos.


Os solistas da Metropolitana apresentam-se ainda sexta-feira na Sociedade Portuguesa de Autores, na Escola Secundária Camões, à Estefânia, no Palácio da Ajuda, e no Cinema Teatro Joaquim d’Almeida, no Montijo.
A violinista Diana Tzonkova, o contrabaixista Ercole de Conca e a pianista Alexandra Simpson tocam Nino Rota e António Fragoso, sexta-feira, na Sociedade Portuguesa de Autores


Peças do compositor argentino Astor Piazzolla constituem os recitais dos solistas da OML, na sexta-feira, às 19:00, na Escola Secundária Camões, que será comentado por André Cunha Leal, da RDP/Antena 2, e no sábado às 21:30, no Cinema Teatro Joaquim d’Almeida, Montijo.

Os solistas da Metropolitana que se juntam nestes dois recitais são Bertrand Raoulx (fagote), Raquel Queirós e Anzhela Akopyan (violinos), Andrei Ratnikov (viola de arco), Ana Cláudia Serrão (violoncelo) e Vladimir Kouznetsov (contrabaixo).


No sábado às 16:00, no Palácio Nacional da Ajuda, Diana Tzonkova (violino), Ercole de Conca (contrabaixo) e Alexandra Simpson (piano) tocam o concerto para cordas em ré menor, de Joly Braga Santos, numa transcrição para violino e contrabaixo e o trio, opus 02 de António Fragoso.


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Encontro Pedagógico de Formação de Professores, aberto a professores da rede pública de Embu

Curso para professor no MASJ

curso
Nos dias 17, 24 e 31 de março, das 9 às 13h, será realizado o Encontro Pedagógico de Formação de Professores, aberto a professores da rede pública de Embu das Artes e região, e estudantes universitários. As inscrições devem ser feitas até o dia 14/3, por e-mail 

Gratuito e com certificação de 30 horas, mais visita ao museu, para professores que aderirem ao projeto.
O encontro gratuito faz parte do Projeto Descobrindo Embu das Artes no Museu. Em razão da grande procura, será feita seleção e dada prioridade a profissionais de educação do município. A direção do museu de Arte Sacra dos Jesuítas (Largo dos Jesuítas, 67, Centro Histórico) propõe, por meio do projeto, preservar a história da cidade e do museu. Mais informações: 4704-2654,www.pateocollegio.com.br.
Encontro Pedagógico
“O objetivo do encontro é familiarizar o professor com as possíveis temáticas a serem exploradas na visita dos alunos ao Museu e propiciar ferramentas para que este desenvolva atividades em sala de aula com os alunos que antecedam a visitação”, informa a coordenação do curso.

Ele é desenvolvido em três etapas: inicialmente são apresentadas concepções e definições de museu; o conceito e como trabalhá-lo com os alunos; definições e formas de patrimônio cultural e normas e procedimentos necessários à realização da visita com alunos ao museu. Na segunda, os professores são convidados a conhecer o prédio e o acervo e finalmente os participantes recebem fichas para trabalho em sala de aula que antecede a visita.
O projeto
O Projeto Descobrindo Embu no Museu foi criado em dezembro de 2007 para aproximar as escolas públicas embuenses e a comunidade da história do município por meio da realização de visitas ao Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (MASJ). O público-alvo do projeto são estudantes de ensino fundamental, médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), bem como os professores das escolas estaduais e municipais locais. Estimular o hábito da visita a museus e instituições culturais, apresentar o patrimônio do Museu; desenvolver a educação patrimonial, a consciência histórica são outros objetivos do projeto.
Elke Lopes Muniz
23/2/2012

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