segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Palestra: Introdução ao trabalho em instituições de memória: arquivos, museus, bibliotecas e centros de documentação

Convidamos para:
 
Palestra: Introdução ao trabalho em instituições de memória:
arquivos, museus, bibliotecas e centros de documentação
 
Com Gabriel Moore Forell BevilacquaHistoriador / Coordenador do Centro de Documentação e Memória da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
 
 
Data: 05 e 06 de março de 2012
Horário: das 09:00 às 16:00
Local: Seção de Pesquisa e Documentação – Memória da Cidade 
Endereço: Alameda Glória, 197 – Centro – São Bernardo do Campo
 
 
 
 
 
                                              Informações e Inscrições:                                            
 
Seção de Pesquisa e Documentação
4125-5577 e 4331-1022
e-mail: memoriaeacervo.sbc@gmail.com

Cidade ( Sorocaba - SP ) terá mais dois museus e uma biblioteca

Além dos tradicionais museus de Sorocaba, a partir do dia 3 de março a cidade dará um grande passo para contar com pelo menos mais dois museus e uma biblioteca histórica. O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS) inaugurará a ampliação de sua sede, localizada na Casa de Aluísio de Almeida, no Além-Ponte, no dia 3, espaço que, futuramente, abrigará a Biblioteca História de Ciência Correlatas, o Museu Sorocabano de História Militar e o Museu da Imagem e do Som. O último, que é algo aguardado na cidade desde 1981, deverá ter sua sede própria no espaço a ser inaugurado, que contará com filmes e fotografias históricas do município, à disposição de consultas da população.



De acordo com o presidente do Instituto, Adilson Cézar, ainda faltam alguns passos a serem dados para que o museu esteja aberto aos sorocabanos, já que o investimento para que isso seja possível não é dos menores. "Não há ainda previsão. Eu até brinco que nós estamos construindo uma Catedral, pois sabemos que uma Catedral é uma obra que tem começo e não tem fim", relata.

Ao longo dos anos, o Museu contou com repasses feitos pelo Poder Público e doações de particulares que não se mostraram suficientes, por conta de o projeto ser grande, precisando haver vários detalhes a serem considerados, já que os materiais dispostos, como rolos antigos de filmes e negativos de fotografias, são bastante sensíveis e de alta periculosidade. "É aquela velha história: não adianta nada você revelar uma fotografia e colocar embaixo de um local que tenha goteira", diz Cézar. Para completar a sua "Catedral", o Instituto ainda necessita de computadores e materiais para digitalização do acervo, além de pessoas capacitadas para realizarem esse trabalho.

Mas, apesar dessas necessidades, a entidade já está caminhando no que se diz respeito da conversão dos rolos de filmes antigos, doados pela cineasta sorocabana Landa Lopes, em 1988. Ao longo dos anos, o Instituto conseguiu firmar parcerias, para que esses rolos fossem transformados em fitas VHS, tecnologia que já se encontra defasada. Portanto, outra parceria foi feita, o que permitirá que os filmes sejam convertidos para DVD. "Assim se torna algo extremamente fácil de ser guardado e preservado", sentencia o presidente da entidade.


Auditório


Já que o Museu da Imagem e do Som tem como base manter viva a história da cidade nessas áreas, nada mais justo do que haver um local apropriado para que o material existente por lá seja acessado e visto pela população. Para isso, Adilson Cézar adianta que, com a ampliação da sede do Instituto, um auditório foi construído, com a intenção de oferecer aos visitantes as facilidades providenciadas pela tecnologia.

No auditório, que ainda não está finalizado, as pessoas que visitarem o Museu poderão contar com tomadas na parte de baixo de suas cadeiras, além de um sinal aberto de Internet Wireless. "Essas iniciativas possíveis estão sendo tomadas e procuramos sempre implementá-las, mas o custo é muito alto. Então precisamos continuar passando o chapéu e fazendo solicitações", revela Cézar, que nunca deixa de deixar claro que toda a ajuda financeira ao IHGGS é bem-vinda.


Acervo


Atualmente, o Museu é basicamente composto por duas grandes doações de sorocabanos que marcaram história na cidade. Logo nos primeiros anos de instituição do Museu da Imagem e do Som, o Instituto foi agraciado com um grande acervo de negativos de fotografias feitas por Porfírio Rogich Vieira, mostrando diversos aspectos da cidade em épocas passadas, como eventos culturais e imagens da arquitetura da cidade no passado. Dentre todo o acervo de Rogich Vieira, o Museu possui mais de 15 mil negativos fotográficos, retratando a vida sorocabana em um período entre 1950 e 1966.

Quem também deu uma grande contribuição para o Museu foi a cineasta Landa Lopes, que, em 1988, quando ainda era viva, doou todo o seu acervo de filmes de 35 milímetros, que mostram a realidade antiga de Sorocaba. Eram mais de 600 latas de filme de sua produtora, entre eles películas de ficção, documentários referentes à história de Sorocaba, a região e a Capital, além de cine-jornais. Os filmes depois foram enviados à Fundação Cinemateca Brasileira, a fim de se serem restaurados, mas acabaram permanecendo na entidade de São Paulo. Em março de 1989, a cineasta sorocabana se surpreendeu ao ver que um de seus filmes estava sendo veiculado pela TV Cultura e partiu em busca de saber o que havia acontecido com o seu acervo. Assim, a Prefeitura e o Instituto foram atrás da Fundação para reaver os filmes, porém somente parte deles voltaram para o acervo do Museu da Imagem e do Som.

Além disso, Adilson Cézar lembra também, com muita apreço, a doação de duas máquinas de projeção de filmes de 35 mm, que antes pertenciam ao Cine Votorantim. "É uma coisa magnífica, mas estavam em condições bastante precárias", relata o presidente do IHGGS. As máquinas, então, foram consertadas, com algumas alterações para que continuassem a mostrar a magia da sétima arte. "Uma delas é que não funciona mais o sistema de iluminação por carvão, pois não tem mais função. Então foi substituído por uma lâmpada de projetor, bem mais fraca, mas a finalidade não é mais fazer a projeção de um filme de 35 mm", conta Cézar, que falou ainda da caixa acústica, que funcionava por algumas válvulas, depois trocadas por um dispositivo de som mais moderno.

Para contar ainda mais sobre a história do cinema, o MISS também possui cerca de 240 exemplares da revista Cinearte, primeira publicação brasileira a tratar sobre o assunto, que mostrava curiosidades sobre a chamada "idade de ouro do cinema", que percorreu as décadas de 1920, 1930 e 1940. Quem fez a doação foi a própria Prefeitura, já que as revistas se encontravam na Biblioteca Municipal.

O presidente do Instituto ainda informa que a entidade continua recebendo doações, para tornar o acervo do Museu da Imagem e do Som ainda mais rico. O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS) localiza-se na rua Ruy Barbosa, 84, Além-Ponte. O telefone do local é (15) 3231-1669 begin_of_the_skype_highlighting            (15) 3231-1669      end_of_the_skype_highlighting. (A.M.)

fonte:

Preservação da memória e documentação em debate

Mesa-redonda vai discutir políticas públicas voltadas para a preservação de acervos em todo o Estado


Cerca de 3 mil pessoas visitam o Museu do Ceará a cada mês. Um público que cresce ano a ano, formado por alunos de escolas públicas, universitários, turistas de outros estados, gente do interior, pessoas de Fortaleza. Para manter seu vigor como espaço essencial de preservação e entendimento da memória, é necessário que se discuta políticas públicas para a área. Este é justamente o tema da mesa-redonda que acontece, hoje à noite, no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.


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O debate, organizado pela Secretaria da Cultura do Estado (Secult), faz parte das comemorações de 80 anos do Museu do Ceará e também do Arquivo Público do Estado do Ceará. Os dois equipamentos foram criados por decreto em 1932 e existiram juntos por quase 20 anos, primeiro em um prédio na rua 24 de Maio e depois na avenida Alberto Nepomuceno.

Hoje, as duas construções não existem mais, mas as instituições seguem como fonte de pesquisa e preservação da memória do Estado.

Participam da mesa-redonda "Políticas Públicas para a Preservação de Acervos Documentais e Museológicos", o secretário da Cultura do Ceará, Professor Pinheiro, o diretor do Arquivo Público, Márcio Porto, a diretora do Museu do Ceará, Cristina Holanda, a diretora do Instituto Brasileiro de Museus, Rose Miranda e o representante do Arquivo Nacional, Vitor Fonseca. A ideia é colocar em linhas pragmáticas as políticas nacional e estadual em relação a arquivos e museus.

Para Cristina Holanda, as políticas públicas federais passaram por um grande avanço nos últimos anos, com a implementação do Sistema Brasileiro de Museus (SBM), em 2004. A formação de uma rede de parceiros facilita o diálogo entre museus e instituições afins. Uma estratégia reforçada com a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), cinco anos depois. O órgão, vinculado ao Ministério da Cultura, é responsável pela Política Nacional de Museus e pela melhoria dos serviços do setor.

As últimas ações do governo federal resultaram em prêmios, editais e concursos de incentivo aos museus, além de cursos de capacitação e até mesmo de museologia - uma antiga carência no setor. O orçamento para 2012, será 36% maior em relação ao ano passado, chegando à cifra de R$129,5 milhões. Já em âmbito estadual a parceria com o SBM possibilita a troca de experiências e desafios.

Segundo Cristina, isso mostra que os governos têm acompanhado as mudanças conceituais da História e da Museologia. "Se antes o museu era visto como um espaço para abrigar coisas antigas e raridades, objetos ligados a eventos e grandes homens, hoje o museu é considerado um centro cultural", explica. Do mesmo modo, a História também não é mais a mesma e contempla todos os sujeitos sociais. Por isso, entre os planos da atual gestão do museu está a incorporação ao acervo de mais objetos desvinculados de grandes nomes.

Estrutura

O desejo de ampliar e diversificar o acervo, porém, esbarra na falta de espaço do prédio, que o museu ocupa desde 1990. O acervo possui cerca de 15 mil peças, porém apenas um terço delas está em exibição. Apesar de seguir a proposta de expor menos para comunicar melhor, Cristina acredita que um pouco mais de espaço dinamizaria as ações do museu. A sugestão dela é transferir a parte administrativa para um anexo próximo, abrindo mais áreas para exposição, conservação e salas de aula. Além de mais espaço, mais funcionários também contribuiriam para uma instituição mais ativa.

Enquanto a ampliação do museu continua distante, a instituição se prepara para obras de restauração e acessibilidade. Semana passada, a direção do local se reuniu com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do DAE (Departamento de Arquitetura e Engenharia), órgão vinculado ao governo estadual. O projeto arquitetônico está sendo avaliado pelo Iphan, que deve dar seu parecer até o fim da próxima semana. Com isso, o DAE poderá fazer o orçamento das obras.

Arquivo Público

Criado para recolher, conservar e organizar os documentos oriundos da administração da antiga Capitania, Província e atual Estado do Ceará, o Arquivo Público tem seu acervo composto por objetos provenientes dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário (Extra-Judiciário) e de particulares, desde o século XVII.

Márcio Porto, diretor do local, acredita que é preciso consolidar a cultura do arquivo público. Dos nossos 134 municípios, somente Farias Brito, Caucaia e Pacoti possuem seus arquivos catalogados. Realidade que pode mudar com o Sistema Estadual de Documentos e Arquivos, que terá o Arquivo Público como órgão central.

Segundo Porto, já foi organizado um levantamento de dados e diagnóstico, que resultaram em um projeto apresentado pela Secult ao governador Cid Gomes. O projeto está orçado em R$ 1,6 milhão até 2014, com recursos do Tesouro do Estado.

Mais informações:
Mesa-redonda "Políticas Públicas para a Preservação de Acervos Documentais e Museológicos". Em seguida haverá a apresentação de violão clássico do músico e funcionário do Arquivo, Jorismar de Freitas. Hoje, às 18h, no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1108749