sexta-feira, 23 de março de 2012

"Acesso à cultura no Brasil é terrivel", diz gerente de ministério

Fábio Kobol Fornazari, gerente de planejamento estratégico do Ministério da Cultura, participou do segundo dia do Fórum Internacional de Cultura, nesta quinta-feira (22), na Livraria Cultura, em São Paulo, e falou sobre o acesso à cultura no Brasil. "Temos uma pesquisa feita recentemente que diz que o acesso à cultura é terrível. O resultado era que 15% eram os frequentadores de teatros, museus e diversas expressões culturais. Os outros, não é que frequentavam às vezes, nunca foram. Não sabem que aquele prédio é um museu, não sabem ler os códigos, não se sentem pertencentes àquela expressão cultural", afirmou. Ao lado de Fábio, estava Ángel Mestres, da Universidade de Barcelona, e o mediador Silas Nogueira. O evento tem transmissão ao vivo pelo Terra.
O trio discutiu a ampliação dos contatos interculturais e o deslocamento do campo da diversidade cultural para a disputa geopolítica. Com a consolidação de economias e indústrias criativas, a geopolítica da cultura desponta como uma questão estratégica para todos os agentes públicos do segmento e gestores culturais. "O Brasil é admirado e valorizado pela sua diversidade cultural. Estereótipos à parte, há um reconhecimento pela sua música, dança e arte. Tivemos o Europalia, na Bélgica, em que apresentamos a arte desde os índios até a vanguarda. E como eles descobrem o Brasil de uma forma interessante. Eles já tem um pequeno conhecimento e, quando têm acesso, isso se desenvolver de um maneira incrível", continuou Kobol.
Sobre o Procultura (Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura), que é uma reforma a Lei Rouanet, criada em 1991, afirmou que ninguém deve temer as mudanças. "Se partirmos do ponto que qualquer mudança modifica o status quo, não vamos mudar nunca, porque sempre vai ter alguém prejudicado. Precisamos fazer escolhas, podemos perder a curto e ganhar a médio e longo prazo. É uma questão de justiça, de equilíbrio. O sistema acaba se ajustando. O Ministério da Cultura está preparado. É nome do equilíbrio, mesmo se tivermos uma perda inicial, acho que tudo se equilibra", opinou. "Quem produz cultura é a sociedade, de forma livre", completou Kobol.
O Fórum Internacional de Gestão da Cultura segue até a próxima sexta-feira (23). O evento é uma realização do Celacc (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação), da USP, em parceria com a Livraria Cultura.

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Futuros arquitetos visitam Museu Mariano Procópio para aprender técnicas de restauração

Futuros arquitetos visitam Museu Mariano Procópio para aprender técnicas de restauração 



O Museu Mariano Procópio, que atualmente passa por reformas, recebeu a visita de alunos da disciplina Técnicas Retrospectivas II, da faculdade de arquitetura do Centro de Ensino Superior (CES). Eles foram acompanhados da professora Milena Andreola, cujo objetivo foi proporcionar conhecimento da metodologia para a elaboração de projetos de restauração e reutilização de bens imóveis e de revitalização do seu contexto urbano, levando-se em consideração questões relacionadas à preservação do Patrimônio Cultural.
Ao todo, foram 26 alunos a participar dessa aula, que faz parte do conteúdo da disciplina. Eles tiveram uma breve explanação no auditório da sede da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) sobre o histórico do Museu e suas intervenções ao longo dos anos. Em seguida, ouviram explicações do diretor-superintendente da instituição, Douglas Fasolato, sobre o seu funcionamento. Logo após, eles visitaram a obra de restauração da Villa Ferreira Lage, que está em sua primeira fase, podendo observar in loco algumas das situações tratadas em sala de aula.
Os alunos de arquitetura também tiveram a oportunidade de entrar no Prédio Mariano Procópio, onde se encontra parte do Acervo do Museu, sendo recebidos pela chefe do Departamento de Acervo Técnico, Salete Figueira. Ela mostrou aos estudantes a reserva técnica e o trabalho feito pelas museólogas e colaboradores no tratamento de obras de arte, livros e arquivos.
A previsão era de que nesta semana os estudantes visitariam o Museu de Arte Murilo Mendes, completando assim o circuito de visitas técnicas da disciplina, que embasarão o desenvolvimento de um projeto de museu em uma edificação tombada de Juiz de Fora. Tudo isso faz parte do que é conhecido como Projeto Integrado e envolve também as disciplinas de Projeto de Arquitetura e Urbanismo VIII, Projeto Urbano e Paisagístico I e Arquitetura de Interiores.
*Informações com a Assessoria de Comunicação da Mapro, pelo telefone 3690-8341.
MUSEU MARIANO PROCÓPIO

Museus-Casas


Encontro luso-brasileiro será realizado em agosto, na Fundação Casa de Rui Barbosa (RJ)
Até o dia 7 de maio, a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), vinculada ao Ministério da Cultura, receberá  os resumos relacionados aos trabalhos que serão apresentados durante o IV Encontro Luso–Brasileiro de Museus-Casas, que acontecerá de 13 a 15 de agosto, no Rio de Janeiro, no auditório da Fundação.
Podem participar profissionais, estudantes de pós-graduação (mestrado e doutorado) e pesquisadores cujas propostas tenham pertinência com o tema adotado para o encontro. Neste ano, será desenvolvida a temática Revestimentos internos das casas do século XIX: azulejo, estuque e pinturas artísticas.
Os resumos deverão ter entre 15 e 20 linhas, e o resultado será divulgado no dia 14 de maio, no portal da  Fundação Casa de Rui Barbosa.
Após os trabalhos de  avaliação e aprovação dos resumos, a serem feitos por uma comissão científica a ser constituída, será a vez dos textos completos, que deverão ter o mínimo de 10 e o máximo de 15 laudas, devendo ser elaborados de acordo com os requisitos para encaminhamento de trabalhos.
Tanto o envio dos resumos quanto dos trabalhos completos terão que ser feitos exclusivamente por meio eletrônico para o endereço memoria@rb.gov.br,  com a identificação no campo ‘Assunto’: Resumo de Comunicação – IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus- Casas.
Acesse aqui os requisitos para o encaminhamento dos trabalhos
(Fonte: FCRB/MinC)

Espaço cultural inaugura sala dedicada a Landi

A exposição do livro que reúne uma coletânea de gravuras de nomes ilustres da arquitetura italiana dos séculos XVI e XVII, de autoria de Antonio Landi, marca inauguração da Sala Landi, na Casa Rosada, hoje, em Belém. A edição que será exposta é considerada um documento histórico para a arquitetura.

A restauração do livro original, intitulado “Raccolta di alcune facciate di Palazzi e Cortili de più riguardevoli di Bologna”, e o preparo da sala que vai recebê-lo foi um trabalho delicado e teve o financiamento do Grupo Alubar.

Para que a Casa Rosada pudesse recebê-lo, também foi necessária uma adaptação do ambiente sala, envolvendo questões como temperatura e umidade. “Preparamos o ambiente pensando na conservação do livro. Precisávamos de um espaço adequado com iluminação e temperatura corretas.

 A sala contém uma vitrine que foi confeccionada por um artesão de Belém, Guilherme Junior, mas o projeto da vitrine e as especificações de iluminação e de temperatura foram definidos pela restauradora Renata Maués, também de Belém”, explica Heraldo Conde, Gerente Administrativo do Grupo Alubar. A inauguração contará com o show do músico Albery Albuquerque, às 19h, que compôs a “Trilha de Landi”. O evento será aberto apenas para convidados.

Prédio foi erguido no século XVIII

a Casa Rosada é uma edificação remanescente do século XVIII, restaurada e prestes a se transformar num grande espaço cultural no meio da capital paraense.

A iniciativa de restaurar a casa histórica gerou o seu primeiro resultado em 2011, com a presença do Embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, e como parte do Projeto Momento Itália – Brasil 2011/2012, quando a Sala Bolonha foi oficialmente inaugurada. Desde então os espaços estão sendo inaugurados gradativamente e em breve a Casa Rosada, localizada na rua Siqueira Mendes com a travessa Félix Rocque, na Cidade Velha, estará aberta ao público. (Diário do Pará) 

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O bordado faz parte da cultura brasileira. Estão distribuídos em cerca de 35 painéis no museu A CASA.


O bordado faz parte da cultura brasileira. O ato de bordar é uma forma de lazer que também pode ser uma atividade transformadora, sobretudo ao se tornar fonte de renda. Hoje, no Dia Mundial da Água, destacamos duas exposições interessantes.

O livro Bordar a Vida foi lançado ontem pela Companhia das Letras. O livro é composto de bordados feitos por 16 mulheres de várias partes do Brasil. Em comum todas moram em cidades banhadas por um rio.

Cada uma destas mulheres recebeu pelo correio uma caixa contendo um pedaço de linho francês, linhas coloridas e o livro ABC do São Francisco para inspiração. Como desafio, elas deveriam contar, por meio do bordado, suas experiências de convivência com o rio da cidade onde vivem.
A exposição dos bordados permanecerá na galeria até o dia 28 de março.

Experiência de mulheres e suas relações com os rios de suas cidades dão origem ao livro Bordar a Vida, da Companhia das Letras.

Galeria da Estação
Rua Ferreira De Araújo, 625, Pinheiros, São Paulo
Tel             11 3813 7253      
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O bordado faz parte da nossa cultura e o ato de bordar, além de uma forma de lazer, é uma atividade que gera renda para mulheres de várias regiões do Brasil. Os trabalhos de algumas comunidades de bordadeiras, sob tema O Mar está pra Peixe, estão distribuídos em cerca de 35 painéis no museu A CASA.

Os peixes são bordados com vários pontos diferentes: rede, areia, sombra, corrente, entre outros em suas mais diversas variações. No grupo, a maior parte das pessoas não têm renda fixa e são de baixa renda e que já conseguem comercializar o trabalho. Participam da exposição as comunidades Bonito feito à mão (MS); Brincando com Linhas (DF); Arcanjo (DF); Ser Brasileiro (DF); Agulha Mágica (DF) e por fim, Bordadeiras do Jardim Conceição (SP).

A exposição vai até  27 de abril. Durante este período, haverá rendeiras ensinando o público a bordar. A ideia é fazer o cardume crescer!
Museu A Casa do Objeto Brasileiro
Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros


Exposição "O Mar está pra peixe" reúne várias comunidades do Brasil.


fonte:
Babel das Artes