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quinta-feira, 29 de março de 2012

MANIFESTO SÃO PAULO CRIATIVA -

MANIFESTO SÃO PAULO CRIATIVA

Assine no link o manifesto por uma São Paulo Criativa. Para transformarmos os problemas de São Paulo em soluções, precisamos criar um ambiente onde a criatividade seja valorizada por todos os agentes: governos, pessoas, empresas e organizações.

http://www.criaticidades.com.br/manifesto/
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Queremos que nossos representantes já eleitos e os próximos candidatos se comprometam com 10 pontos, que estão detalhados no site:

1 - Cidade criativa é cidade compartilhada
2 - A cidade é um sistema, no qual as partes se complementam
3 - Projetar o futuro envolve reconhecer o passado
4 - Criatividade só se transforma em inovação quando somada a uma educação que a estimule
5 - Transformar a cidade de dentro para fora envolve uma política definida e executada de forma integrada
6 - A ecologia criativa se alimenta da ecologia ambiental
7 - A cidade criativa se reinventa continuamente
8 - São Paulo conta com milhares de imóveis vazios, isolados da dinâmica urbana
9 - A riqueza imaterial de uma cidade ganha solidez quando gera também riquezas materiais
10 - A captação internacional e a produção local de grandes eventos e o fortalecimento da indústria do entretenimento

fonte:
http://www.criaticidades.com.br/manifesto/?#comment-1286

Brasil tem exposição mais visitada do mundo, e críticos explicam fenômeno


Deu na "The Art Newspaper", publicação norte-americana especializada em artes que faz um levantamento anual, desde 1996, das exposições mais vistas do planeta: a mostra "O mundo mágico de Escher", em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro entre os meses de janeiro e março do ano passado, ficou no topo do ranking relativo a 2011, tendo recebido uma média de 9.677 visitantes ao dia.

Além da exibição de gravuras originais, desenhos e instalações do holandês M.C. Escher (1898-1972), outras duas exposições realizadas na unidade carioca do CCBB também aparecem no top 10 divulgado: "Oneness", da artista japonesa Mariko Mori, com 6.991 visitantes diários (7º lugar); e "Eu em Tu", da americana Laurie Anderson, que atraiu média de 6.934 pessoas por dia (9º lugar) — todas gratuitas.

Mas o que pode ter despertado o "incrível apetite por arte contemporânea" nos brasileiros, como descreve a revista americana? Especialistas ouvidos pelo G1 creditam o fenômeno a vários fatores. Para o carioca Fernando Cocchiarale, crítico e professor de Filosofia da Arte do Departamento de Filosofia da PUC-RJ, o sucesso das exposições do CCBB está diretamente relacionado ao trabalho de divulgação das instituições culturais junto à mídia.

"As instituições vêm batalhando arduamente atrair público. Para isso utilizam-se de serviços de divulgação, assesoria de imprensa e de comunicação. Isso cria uma situação favorável, que torna natural a busca de informações por arte contemporânea. Mas acho que a grande maioria das pessoas que visita uma exposição como a do Escher sente-se atraída pelo espetáculo, pela publicidade. Não necessariamente está sendo formado um público cativo e aficionado pelo assunto. Ainda assim, acho tudo muito positivo", diz Cocchiarale, que também é professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio.

Quantidade e qualidade
Investimentos em arte-educação, a boa situação econômica do país (que torna livros, obras, discos e filmes mais acessíveis) e a gratuidade das exposições também criam condições para o incremento de público, segundo Pieter Tjabbes, curador da mostra que liderou o ranking da "The Art Newspaper".

"Além desses fatores, também temos investido bastante num novo conceito de exposição. Utilizamos recursos para que as pessoas se sintam conectadas e envolvidas mais facilmente com o que está sendo exibido. Fizemos assim com as mostras de Escher e da Índia. Com seções lúdicas e interativas, que se comunicam mais com os visitantes, é que estamos atingindo novos públicos", explica Tjabbes, elogiando a quantidade e qualidade de exposições que o Brasil têm recebido ultimamente.

"A qualidade média das exposições têm subido muito. Hoje o Brasil não deve nada ao exterior. As mostras aqui são de altíssima qualidade. Além disso, a oferta de exposições, principalmente no Rio e em São Paulo, é fantástica. Eu mesmo, que sou do ramo, não dou conta de ver tudo", destaca.

Rio e São Paulo
Analisando o ranking mais de perto, um outro dado relativo ao Brasil também chama a atenção. Enquanto a unidade carioca do CCBB aparece três vezes entre as dez exposições mais visitadas, o centro cultural paulistano surge apenas em 23º lugar, também com a mostra do ilustrador holandês. Nada fora do comum, de acordo com o curador independente, jornalista e crítico de arte Marcus Lontra.

"Historicamente, a classe média carioca sempre foi uma grande consumidora de cultura, diferentemente de outras que se estruturaram posteriormente no Brasil, como a paulistana ou a mineira. Porque, no Rio, não é preciso ser rico para isso. Os cariocas têm essa peculiaridade e sempre participaram de atividades artística e culturais", ressalta Lontra, curador das exposições “Niemeyer: arquiteto, brasileiro, cidadão" e "Onde está você, Geração 80?", relembrando outras mostras de sucesso no país.

"Isso acabou se refletindo em diversos momentos, como nas exposições de Monet e Rodin, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio, nos anos 90. O número de visitações na cidade eram sempre superiores ao de São Paulo, apesar da capital paulista ser uma cidade mais populosa", analisa o jornalista, que inaugura no dia 2 de junho, no Centro de Artes Hélio Oiticica, no Centro do Rio, a mostra "Espelho refletido", reunindo obras de 38 artistas contemporâneos brasileiros.

Continuidade
Quem também opina sobre a diferença de público da exposição "O mundo mágico de Escher" nas duas cidades é o gerente de programação do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio, Francisco Ribeiro. Ele considera as características entre as duas unidades como um possível motivo.

"São características geográficas diferentes. Talvez no Rio o acesso ao CCBB seja mais fácil. E, por ser maior, a gente pode abrigar mais pessoas diariamente. Acredito que isso possa se refletir neste número. Porque, apesar da imponência do nosso prédio carioca, queremos mostrar que essa pode ser uma casa de todos", diz Ribeiro.

Apesar da atual notoriedade brasileira no campo das artes e da festa em torno do levantamento divulgado pela revista "The Art Newspaper", ainda é cedo para comemorar, como observa Fernando Cocchiarale. O crítico adverte: "Não acho que estes números sejam resultados consolidados. Este trabalho de divulgação e publicidade da arte tem que continuar. Aí, sim, o público cativo também vai aumentar".

fonte:
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/03/29/brasil-tem-exposicao-mais-visitada-do-mundo-e-criticos-explicam-fenomeno

Exposição inédita traz ao público acervo privado por Jéssika Morandi

Dentro do tema principal, cada instituição escolheu seu foco: MAE apostou em rituais indígenas e na arqueologia egípcia 

IEB, MAE, MP e MAC são representados logo na entrada da exposição (foto: Jéssika Morandi)
IEB, MAE, MP e MAC são representados logo na entrada da exposição (foto: Jéssika Morandi)
Mais de 500 pessoas já passaram pela exposição “Coleção, Ciência e Arte”, que fica no Centro Universitário Maria Antonia (CEUMA) até 1º de julho deste ano. Um dos motivos para tanto sucesso está no fato de que a mostra é inédita e reuniu o trabalho de quatro instituições da USP, além do próprio CEUMA: O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e os museus de Arte Contemporânea (MAC), Paulista (MP) e de Arqueologia e Etnologia (MAE).
As peças expostas integram a massa falida do extinto Banco Santos, que ficou sob a guarda da USP. Parte deste acervo privado, que conta com diversos itens importantes à história da humanidade, está agora à disposição do público. “Com ‘Coleção, Ciência e Arte’, a Universidade de São Paulo pôde assegurar ao público o direito de conhecer um patrimônio originariamente indisponível”, diz a professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, Pró-Reitora de Cultura e Extensão da USP, na apresentação da mostra.

A ideia de montar a exposição conjunta surgiu há cerca de dois anos, por parte da reitoria, e envolveu uma série de esforços da comunidade USP. Além dos diretores das cinco Instituições envolvidas e de funcionários, alunos da graduação e pós-graduação também participaram da preparação da exposição. “A montagem foi muito interessante porque mostrou que unidades da USP podem dialogar em busca do conhecimento e de agregar valores à sociedade. A articulação entre alunos, funcionários e professores foi fundamental para o sucesso da exposição”, comenta a professora Cecília Helena Salles Oliveira, diretora do Museu Paulista à época da inauguração da mostra, em 17 de novembro de 2011.
Esse trabalho em conjunto teve objetivos claros: ”A ideia central da exposição é revelar as potencialidades do colecionismo para a pesquisa e formação acadêmica. Existe ciência e arte em se fazer coleção”, explica o diretor do CEUMA, professor Moacyr Ayres Novais Filho. Dentro do tema principal, cada instituição escolheu seu foco: o MAE apostou em rituais indígenas e na arqueologia egípcia; o MAC, nas fotografias e telas de artistas modernistas e contemporâneos; o IEB, na cartografia – com mapas datados desde o século XVI – e o Museu do Ipiranga investiu nos instrumentos náuticos e de localização espacial. Este último teve que selecionar 22 peças dentre as cerca de oito mil que ficaram sob a sua curadoria. “Procuramos fazer um recorte que expressasse a relação da construção do conhecimento do homem a partir da natureza”, afirma a professora Cecília.
“O pessoal da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) costuma visitar exposições, mas pelo que vejo isso é mais difícil de acontecer com os alunos de outras faculdades, a não ser quando é alguma mais popular como a Bienal”, opina o estudante André Hiroyuki Yoshioka, do 6° ano de Arquitetura. “Grande parte do público que vem na exposição são pessoas que passam pela região, quem está na USP não vem muito”, concorda Marco Tonnani, estudante do 5º de História.
Para incentivar a visitação estudantil e a exploração pedagógica das obras expostas, o CEUMA convidou diversas escolas da região para conhecerem a mostra. As visitas escolares devem começar a partir do final deste mês e, para recebê-las, o Museu está montando uma equipe de ação educativa. Ainda há vagas para os alunos de graduação da USP que quiserem ser monitores bolsistas. Contato:             (11) 3123-5200      .

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