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sábado, 14 de abril de 2012

Obras de museu em S.Bernardo começam em maio

O prefeito Luiz Marinho (PT) assinou ontem à tarde a ordem de serviço para iniciar as obras da construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador em São Bernardo. Apesar do entusiasmo do político, que afirmou que as máquinas já começariam a trabalhar na segunda-feira, as ações irão iniciar na primeira semana de maio. A obra está programada para ser concluída dentro de um ano.



A solenidade também contou com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que vê o futuro espaço cultural como celebração do legado de uma classe pouco valorizada no passado. "Na década de 1970, a cidade começou a se destacar e o operário se tornou um símbolo do Brasil contemporâneo e moderno. Achei fantástico que logo aqui, que tem toda essa história, se construa o museu", diz. "Isso é um reflexo da autoestima da comunidade local", completa.

O projeto faz parte do programa de governo prometido por Marinho durante as eleições e irá tomar conta do espaço ao lado do Paço Municipal, onde funcionava o antigo mercado municipal. A revitalização irá se espalhar por área de 10 mil m², incluindo o prédio do museu, que ocupará a metade. Um parque será montado ao seu redor. A ideia é que a construção seja o primeiro passo para uma transformação urbana na área central da cidade.

O investimento total será de R$ 18 milhões, sendo que R$ 14,4 milhões serão dados pelo governo federal e R$ 3,6 milhões serão pagos pela Prefeitura. Segundo Ana de Hollanda, o ministério também entrará com acompanhamento por meio do Instituto Brasileiro de Museus, que irá dar apoio técnico. O evento também marcou o anúncio da criação do Centro de Formação de Áudiovisual de São Bernardo, a se instalar no Cenforpe (Centro de Formação de Professores), no bairro Planalto.

fonte:
 http://www.dgabc.com.br/News/5952192/obras-do-museu-do-trabalho-e-do-trabalhador-comecam-em-maio.aspx

O primeiro museu litúrgico da América Latina

Tiradentes (RV) - Com total de 430 peças de arte sacra, das quais 80% oriundas da Igreja Matriz de Santo Antonio, construção histórica de meados do século XVII, a cidade mineira de Tiradentes inaugura neste sábado, às 17 horas, o primeiro museu litúrgico da América Latina. A obra recebeu apoio financeiro não-reembolsável do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).







Além da exibição de peças de arte sacra, o Museu abriga também objetos como prataria, mobiliário e vestuário ligados à liturgia católica.

A iniciativa foi festejada com a comunidade na noite de sexta, 13, com uma missa de ação de graças, como revelou o Padre Ademir Sebastião Longatti, pároco local, que cedeu a antiga casa paroquial do século XVIII para abrigar o museu. Uma outra edificação foi erguida pelo BNDES a 50 metros do local, em substituição à casa paroquial. Foi cedido também o acervo, pelo prazo mínimo de 50 anos.

Do total das peças sacras, 325 ficarão expostas ao público de terça-feira a domingo, das 10 horas às 17 horas. Segundo Pe. Longatti, a principal peça é uma Custódia, datada do século XVIII, em prata trabalhada, onde é exposto o Santíssimo Sacramento nas procissões anuais da Ressurreição e de Corpus Christi e nas bênçãos do Santíssimo na matriz.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Tiradentes foi incluída pelo Ministério do Turismo entre os 65 principais destinos turísticos brasileiros. Decidido a apoiar projetos de incentivo ao turismo local, o BNDES enviou representantes ao município em maio de 2009, que receberam do Padre Longatti o pedido de patrocínio para a criação do museu litúrgico. Foi criado, então, um grupo de trabalho que vem tocando o projeto há dois anos.

A partir da próxima segunda-feira (16), será formado um conselho, integrado por membros da comunidade, do Iphan, da igreja e por pessoas de notório saber, que se encarregarão de captar recursos adicionais para a manutenção do museu por meio da Lei Rouanet. “A bilheteria não sustenta nem 30% das despesas”, destacou o pároco. Os ingressos custarão R$ 5, mas crianças, idosos e moradores do município têm entrada franca. As informações são da Agência Brasil.
(CM)

fonte:
http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=579800

A crise incentiva o tráfico de tesouro arqueológicos gregos



As vitrines quebradas do Museu Arqueológico da cidade grega de Olímpia, onde há milhares de anos aconteceram os primeiros Jogos Olímpicos, deixaram atônito o pessoal do Serviço Arqueológico, que vem registrando o desaparecimento de várias relíquias.

Por Apostoli Fotiadis, na agência IPS


Segundo a presidente da Associação de Arqueólogos Gregos, Despina Koutsoumpa, já despareceram do museu tesouros dos períodos Clássico, Helênico e Bizantino, incluído “um anel de ouro gravado, esculturas de cobre do Século 7 antes de Cristo, moedas e vasilhas de argila”.

Os furtos de fevereiro na Galeria Nacional e na Municipal, bem como o roubo à mão armada no Museu de Olímpia no dia 5 de março revelam a escassa proteção do patrimônio cultural neste país, que piorou com a aplicação das medidas de austeridade que reduziram todos os orçamentos dos serviços públicos nacionais.

Para piorar, o Ministério da Cultura cortou em 20% os fundos para a segurança dos museus. E, segundo uma nova lei, o governo reduzirá o pessoal da própria pasta entre 30% e 50%. Além disso, a lei prevê integrar várias repartições dos serviços arqueológicos em uma só para “reduzir gastos”, o que deixa descoberto setores que precisam de proteção específica, devido ao drástico ajuste orçamentário que prejudica todos os setores da sociedade.

A Associação de Arqueólogos se mobilizou contra as medidas e expôs estes problemas em uma entrevista coletiva em março que atraiu grande atenção internacional. De fato, a entidade ainda recebe mensagens de solidariedade de todas as partes do mundo. Na verdade, o serviço arqueológico nunca contou com um orçamento adequado, disse Koutsoumpa. “O ministério nunca recebeu mais do que um por cento do orçamento nacional e sempre sofreu com falta de pessoal. Mais de 60% do dinheiro, viesse do orçamento ou de fundos europeus, eram destinados aos salários”, afirmou à IPS.

Atualmente, 66 departamentos de antiguidades do país administram o trabalho e a proteção do patrimônio grego, incluídas autorizações para usar terrenos onde se acredita haver tesouros antiquíssimos enterrados; organização e gestão dos sítios e museus arqueológicos; escavações e prospecções, bem como outras pesquisas científicas.

O Ministério de Cultura e Turismo conta com sete mil funcionários, entre eles 950 arqueólogos e dois mil vigias diurnos e noturnos. Todos os anos ingressam 3.500 pessoas com contrato por tempo determinado. Mas em novembro de 2011, 10% do pessoal da pasta, os de maior trajetória e co mais de 33 anos de experiência, tiveram que se aposentar dentro de um plano para reduzir a quantidade de funcionários públicos. As novas reduções deixarão o ministério sem capacidade para cumprir nem mesmo suas funções básicas.

Há décadas os empregados do Serviço Arqueológico têm baixos salários. O salário líquido de um profissional oscilava, em 2009, entre o equivalente a US$ 1.150, para os recém-contratados, e US$ 2.027 para quem tinham mais de 35 anos de experiência. Este ano, um arqueólogo que entra recebe US$ 876, sem contar impostos e contribuições sociais, o que representa “uma queda de 35%”, detalhou Koutsoumpa. No ano passado, o orçamento do Serviço Arqueológico foi de 12 milhões de euros (cerca de US$ 15 milhões), 35% menos do que em 2010, e ainda pode sofrer cortes mais severos este ano.

Além de oferecer proteção, este serviço é responsável por 210 museus com coleções pré-históricas, antiguidades clássicas e bizantinas; 250 sítios arqueológicos organizados e 19 mil monumentos históricos. Também gerencia 366 projetos com fundos da União Europeia com orçamento equivalente a US$ 651 milhões. Na medida em que diminui a capacidade do ministério para cumprir seu mandato de proteger os sítios arqueológicos antigos, também o faz o futuro de vários projetos de conservação.

O jornalista Nikolas Zirganos, conhecido por suas pesquisas em matéria de comércio ilegal de antiguidades, explicou à IPS que a queda do gasto público prepara o caminho para o florescimento do tráfico. Suas investigações permitiram repatriar uma coroa de ouro da Macedônia que chegara ao Museu J. Paul Getty, de Los Angeles, na Califórnia (Estados Unidos).

“Os mecanismos do crime organizado são sensíveis e reagem mais rápido do que as autoridades. Quando um Estado e suas estruturas desmoronam, como ocorreu no Iraque, Afeganistão, na hoje extinta União Soviética, os traficantes exploram a situação com rapidez. Em momentos de crises sociais e políticas, esses países sofreram graves perdas do patrimônio cultural”, destacou Zirganos.

O Ministério da Cultura tentou minimizar os roubos, caracterizando-os como episódios isolados, mas para Zirganos não é assim. “Duvido que uma pessoa roube um museu, leve antiguidades famosas que estão registradas e tende vendê-las no mercado ilegal”, afirmou. Essas ações “costumam ter origem em ordens de certos colecionadores ricos da Europa ocidental e dos Estados Unidos”, acrescentou o jornalista.

Também houve aumento nas escavações ilegais nos últimos anos, mas a quantidade de policiais destinados a combater o tráfico de antiguidades é limitada, ponderou Zirganos. “O departamento de polícia responsável pelo comércio ilegal de antiguidades está comprometido com sua tarefa, mas é uma piada pensar que 40 pessoas podem deter uma onda de tráfico organizado”, ressaltou.

Fonte: Envolverde

6º Feira Internacional de Negócios do Artesanato (Finnar)


Patchwork é tema da Finnar em Brasília
A 6º Feira Internacional de Negócios do Artesanato (Finnar) começa hoje em Brasília com o tema “O Mundo em Patchwork”.  A feira reúne artesãos do Brasil e de outros países com várias tipologias de artesanato.

Em função do tema do evento, nesta edição haverá oficinas com várias técnicas específicas como spools (carretéis), four patch (quadradinhos), bow tie (gravatinha) e ainda um concurso de patchwork com prêmios para os três melhores painéis. Os vencedores vão participar gratuitamente da Finnar na edição 2013.

Na programação também há outras oficinas, teatro, desfile com roupas artesanais e também shows (música e teatro) com grupos de Mamulengo e palestra sobre artesanato sustentável.

A entrada do evento é franca somente das 15h às 18h, após esse horário o ingresso é R$ 8,00 e a meia entrada R$ 4,00.

O funcionamento é de 15h ás 22h durante a semana e 11h ás 22h aos Sábados e Domingos.

O evento vai até 23 de abril no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

bolsa de tecido em retalhos patchwork
Bolsa em patchwork, forrada e com zíper da 

fonte: Babel das Artes.