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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Colômbia: os museus do Ouro e Botero abrem suas portas com uma aplicação informática

Na América Latina as duas coleções colombianas se unem às brasileiras da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu de Arte Moderna de São Paulo, à argentina do Museu Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires e à peruana do Museu de Arte de Lima, que já faziam parte do enorme catálogo do Google.

Infolatam/Efe
Bogotá, 12 de abril de 2012
Las claves
 
 
Os dois museus mais emblemáticos de Bogotá, o Museu do Ouro e o Museu Botero, puseram à disposição de todo mundo suas principais obras através da aplicação informática Art Project, se convertendo assim nas primeiras coleções colombianas a se unirem a esta família criada pelo Google.
Um total de 128 estatuetas, figuras e objetos pré-colombianos do Museu do Ouro e 105 obras do artista colombiano Fernando Botero fazem parte deste ambicioso projeto da empresa norte-americana Google que tem como objetivo democratizar a cultura fazendo-a acessível a qualquer pessoa com que tenha internet, explicou sua gerente na Colômbia, Laura Camacho, durante a apresentação.

Pouco mais de um ano após a inauguração do Art Project, o Museu do Ouro e o Museu Botero da capital colombiana unem-se a uma família na qual já figuravam, entre outros, museus tão simbólicos como o MoMA de Nova York, o Museu Reina Sofía de Madri ou o Museu de Orsay, em Paris.

Mais além dos grandes museus, o Art Project também permite visitar edifícios emblemáticos como a Casa Branca, residência do presidente dos Estados Unidos em Washington, ou o Palácio de Versalles, nas redondezas de Paris.

Na América Latina as duas coleções colombianas se unem às brasileiras da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu de Arte Moderna de São Paulo, à argentina do Museu Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires e à peruana do Museu de Arte de Lima, que já faziam parte do enorme catálogo do Google.

O Art Project nasceu em fevereiro de 2011 com coleções de 17 museus ocidentais de renome de 9 países. Pouco mais de um ano depois e com a incorporação das duas coleções colombianas já soma um total de 151 exposições de 40 países diferentes dos cinco continentes.

Traduzido por Infolatam

fonte:
http://www.infolatam.com.br/2012/04/13/colombia-os-museus-do-ouro-e-botero-abrem-suas-portas-com-uma-aplicacao-informatica/

Investigação sobre os profissionais dos museus na Espanha


Uma enquete definirá as necessidades do setor e a estratégia para atendê-las.

A Subdireção Geral dos Museus Estatais do Ministério de Educação, Cultura e Esporte da Espanha, com o apoio financeiro do Programa Ibermuseus e o desenvolvimento técnico da empresa ARTImetría, lançou recentemente uma enquete para coletar dados que ajudem na investigação da situação dos profissionais dos museus na Espanha no momento atual.

Durante os últimos anos, a partir da análise continuada da realidade dos museus espanhóis, a Subdireção Geral tem avaliado o cumprimento dos seus objetivos ao mesmo tempo em que identificava as necessidades e carências dos museus. O diagnóstico obtido tem permitido estabelecer um novo esquema de trabalho e prioridades, entre elas a formação dos profissionais dos museus.

A responsabilidade dessa formação, e de conseguir uma alta motivação, é uma das principais medidas focadas a assegurar o adequado funcionamento dos museus e a garantir o correto serviço para a cidadania. Desse modo, a investigação pretende oferecer melhoras no setor com a finalidade de conseguir os objetivos de conservação do patrimônio e de serviço à sociedade.

Esta iniciativa forma parte dos projetos financiados pelo Programa Ibermuseus de apoio às políticas dos museus dos seus países membros, através da convocatória dos fundos concursáveis.

O formulário da enquete pode encontrar-se neste link:

Mais informação sobre os fundos concursáveis do Ibermuseus nestas notícias:


Ajude a divulgar no Twitter fazendo retweet aqui:
Investigación de la situación de profesionales de museos en España. Apoyada por @ibermuseos, promovida por @culturagob: goo.gl/NZBpE

Museu leva diários de Keith Haring à web

"Desenhar ainda é basicamente a mesma coisa desde a Pré-História. É juntar o homem e o mundo", definiu nos anos 80 o artista plástico norte-americano Keith Haring, último grande ícone do movimento pop art, iniciado 30 anos antes, quando nomes como Andy Warhol ousaram inserir elementos da cultura popular nos museus.

Funcionária escaneia diário do artista Keith Haring quando era adolescente



 
A obra do artista é tema de uma grande exposição no Brooklyn Museum, desde o mês passado e que fica em cartaz até o dia 8 de julho: "Keith Haring: 1978-1982". 

O acervo inclui os primeiros trabalhos em papel, vídeos experimentais, objetos pessoais, cadernos de esboços e diários, onde ele escrevia compulsivamente. 

"A importância da mostra é nos dar uma visão do pensamento estético de Haring e mostrar o fundamento conceitual que motivou seu trabalho", disse à Folha a curadora Raphaela Platow. 

"Os primeiros anos marcam o desenvolvimento de sua linguagem visual. Até 1978, ele fez desenhos abstratos e trabalhos em vídeo. Em 1979, só criou obras baseadas em linguagem escrita." 

O museu escaneou dezenas de páginas de diários e vem aos poucos postando as imagens na internet (keithharing.tumblr.com), uma forma de diminuir as restrições físicas da exposição. 

Nas páginas digitalizadas, há muitos desenhos, rabiscos, colagens, poemas e pensamentos de Haring.
Cada anotação é parte do retrato de um jovem artista em formação, anos antes de se mudar para Nova York e se deslumbrar com as possibilidades criativas da cidade. 

"Ele escreveu sobre tudo e quase diariamente. Opinou sobre energia atômica, computadores, arte, sua identidade sexual, shows do Greatful Dead, absolutamente tudo que fazia parte de sua rotina."

Divulgação
Página do diário do artista Keith Haring
Página do diário do artista Keith Haring  
 

LEGADO
Há características que aproximam a obra de Keith Haring, nascido em 1958, em Reading, pequena cidade da Pensilvânia, de seus predecessores da pop art: as figuras humanas, sem rosto, da mesma cor e que contam histórias sobre as rotinas de um tempo, sobre como se organizava a sociedade. 

Nas ruas da "Big Apple", onde chegou sozinho em 1978 após estudar arte em seu Estado natal, o jovem homossexual se descobriu como artista. As placas vazias de publicidade no metrô, cobertas com um papel preto, serviram de tela para os primeiros trabalhos. 

Antenado às novidades da época, Haring inseriu um novo elemento a um movimento que tomava fôlego na década de 1980: o grafite. 

Morto em NY em 1990, aos 32 anos, após complicações causadas pela Aids, suas mensagens pregam união, tolerância e alegria, traduzidas em imagens quase sempre icônicas e multicoloridas. 


fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1075266-museu-leva-diarios-de-keith-haring-a-web.shtml