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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Museu italiano queima obras em protesto contra corte de verbas


Em protesto contra cortes de verbas para o setor cultural e o que considera descaso das autoridades italianas, o diretor do Museu de Arte Contemporânea de Casoria, na região de Nápoles, começa hoje a queimar cada uma das mil obras da coleção permanente do museu.

Num ato que será gravado e depois divulgado pela internet, será queimada hoje uma tela da artista francesa Severine Bourguignon. Antonio Manfredi, diretor do museu e também artista, queimou há um mês a obra que mostrou na última Bienal de Veneza, no ano passado.

Casoria, onde fica o museu, é uma cidade dominada pela máfia italiana e um dos pontos centrais do polêmico livro de Roberto Saviano sobre o crime organizado no país.

Manfredi tem feito de sua gestão do museu uma quase performance para chamar a atenção para um acervo de mil obras de arte contemporânea que ele diz não receber nenhum respaldo do Estado italiano.

No ano passado, ele chegou a pedir asilo político à chanceler alemã Angela Merkel e hasteou uma bandeira da Alemanha ao lado do museu, uma provocação ao governo de Silvio Berlusconi, então primeiro-ministro.

Seu ato de queimar a coleção tem o apoio dos artistas representados no acervo e é o último capítulo de suas provocações às autoridades italianas. Ele pretende queimar três obras por semana em cerimônias que poderão ser transmitidas via internet.

Nos próximos dias, serão destruídos trabalhos da alemã Astrid Stöfhas, do britânico John Brown, do chinês Qing Yue, do senegalês Cheikh Moustapha Ndiaye e do brasileiro José D'Apice, entre outros.

Manfredi diz que só vai interromper o ato caso o prefeito, o governador da região de Nápoles e o ministro italiano da Cultura visitem o museu e se reúnam com ele. 

fonte:
http://www.jornalfloripa.com.br/geral/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=2589

Discovery faz último voo rumo ao museu

Ônibus espacial será exposto em Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian, nos Estados Unidos

 

veja foto e video...

fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-04-17/discovery-decola-pela-ultima-vez-rumo-ao-museu.html

 

 

 

Florianópolis irá ganhar museu de padrão internacional na UFSC

Três grandes salas de exposição com controle de temperatura e umidade, acessibilidade, terraço, laboratório, café, salas para atividades educativas e conferências. O novo prédio do Museu da UFSC será inaugurado no próximo dia 24.

Secarte/UFSC
 
Santa Catarina ganha neste mês um novo espaço museológico de qualidade e dimensões inigualáveis no Sul do Brasil. Depois de 10 anos de lutas por recursos para finalizar a construção do prédio com um padrão internacional de conservação e segurança, a Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina reabre ao público as portas do museu com uma nova e potente estrutura. No dia 24 de abril, às 19 horas, o reitor Álvaro Prata inaugura o Pavilhão de Exposições Antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, um prédio de quatro andares, sendo dois mezaninos, com 1.900 m2 de área, no qual a UFSC investiu R$ 5 milhões em recursos próprios para que o Estado esteja apto a abrigar diferentes exposições tanto do acervo institucional quanto de mostras itinerantes.
 
Com o novo prédio, o Museu Universitário, fundado em 1968 pelo Prof. Oswaldo Cabral, ganha identidade própria e passa agora a se chamar Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE). Em uma construção datada dos anos 40, uma das primeiras da antiga Fazenda Assis Brasil, onde a UFSC se instalou na década de 60, os pioneiros historiadores Cabral, Sílvio Coelho dos Santos e Walter Piazza iniciaram os trabalhos do museu. Agora, a antiga sede acomodará apenas a administração. O acervo, composto por objetos etnográficos produzidos por grupos indígenas e descendentes de migrantes, além da obra de Cascaes, que não podia ser exposta ao público por falta de espaços com condições de conservação, migrará para o novo prédio. A moderna construção está equipada com três grandes salas de exposições em condições ideais de climatização e um eficiente sistema de segurança com o monitoramente de seus espaços.
 
Na área construída, erguem-se quatro pisos, incluindo dois grandes andares, dois mezaninos e um amplo terraço com vista panorâmica na cobertura. A obra se diferencia pelas dimensões e também pelas condições de acessibilidade e deslocamento de acervos previstas na estrutura: há elevadores para todos os andares, áreas de circulação climatizadas, com amplos corredores e escadarias, rampas, estacionamento, facilidades de acesso aos espaços expositivos para cadeirantes, cegos e surdos.
 
A acessibilidade beneficia pessoas com diversos tipos de necessidades especiais e também o deslocamento dos acervos, que não precisarão circular pelo ambiente externo graças à integração arquitetônica entre a reserva técnica e os espaços de exibição e, ainda, entre o antigo prédio do museu e o atual. Destaca-se ainda uma estrutura diferenciada de apoio e incremento às atividades do museu, como o laboratório de restauração e salas para o desenvolvimento de programas educativos e culturais, como visitas mediadas,  contação de histórias,  oficinas de arte-educação e palestras, entre outras atividades. Na entrada do prédio, está previsto o funcionamento de um café e, no segundo andar, uma sala de estar para os visitantes. “Em termos comparativos, não existe no sul do Brasil uma estrutura museológica dessa magnitude. Santa Catarina contará com espaço ímpar”, diz orgulhoso o reitor Álvaro Prata.
 
 
TRÊS GRANDES SALAS DE EXPOSIÇÃO
 
Assinado pela equipe do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia da UFSC, o projeto arquitetônico visou uma construção elegante e neutra, em forma de paralelepípedo. Predominam o branco e a claridade nos amplos espaços de circulação e corredores, a fim de concentrar o olhar do visitante nas exposições e na experiência sensorial da visita. Os salões de exposição totalizam 800 m2 divididos em três espaços distintos, dotados, como todos os espaços do museu, de condições de temperatura e umidade adaptadas ao tipo de objeto a ser exposto. Todos os espaços expositivos receberam um sistema de iluminação adequado, piso em relevo para o uso de luminárias  móveis e paredes internas em vidro jateado.
 
O primeiro deles, no térreo, com 206 m2 possibilita a montagem de mostras de curta duração. No dia 9 de maio o novo pavilhão já dirá a que veio com a abertura da exposição “Ticuna em dois tempos”, que até novembro vai expor duas coleções de artefatos indígenas dos Ticuna, do norte do País. Uma delas, sob a guarda do MArquE, foi recolhida na década de 1960 por Sílvio Coelho dos Santos na região dos Ticuna, no alto Solimões, Amazonas. A outra coleção foi reunida na década de 1970 por Jair Jacmont, na cidade de Manaus e hoje se encontra no Museu Amazônico, da UFAM. Destacam-se a presença de objetos ligados ao “ritual da moça nova”, além de registros feitos pelo antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, que incluem diapositivos e diários de campo. A exposição é um projeto desenvolvido a partir da Rede de Museus do Instituto Brasil Plural - IBP.
 
No segundo andar localiza-se um dos maiores espaços museológicos do País: uma sala de 472 m2, destinada a exposições de longa duração. Foi projetado para as exposições de acervo sob a guarda da instituição, no que se incluem os objetos arqueológicos, as coleções indígenas e das populações migradas para Santa Catarina a partir do período colonial, conforme explica a museóloga Viviane Wermelinger. “Com essa obra o museu Marque será uma referência na América do Sul porque poderá dar visibilidade ao seu importante acervo relativo às populações indígenas Caingang, Xocleng e Guarani”, acentua a secretária de Cultura e Arte, Maria de Lourdes Borges.
 
Há, ainda, uma terceira e elegante sala de exposição com 104 m2 no segundo mezanino, denominada Gabinete de Papel, que abrigará em breve a coleção de desenhos de Franklin Cascaes. O terraço é um capítulo à parte, pela vista da bela paisagem e pelas possibilidades que oferece de exploração para eventos culturais. Foi planejado para realizar exposições de materiais que podem ser submetidos a intempéries, como esculturas e grandes objetos não perecíveis e, ainda, para realizar concertos, apresentações de dança, lançamentos de livro, entre outros eventos.
 
A equipe do Museu, dirigida por Teresa Fossari, está criando um plano para o uso dos espaços museológicos temporários. Está previsto o lançamento, ainda em 2012, de um edital para exposições de curta duração. A Divisão de Museologia também elaborou e aprovou projetos para editais de fomento à área museológica, além de desenvolver ações como ciclos de palestras, pesquisas, oficinas, cursos. “Essa obra vai permitir que o museu cumpra, em sua plenitude, seu papel social e cultural, realizando ações voltadas à comunidade, à representação de sua identidade e à documentação da sua memória”, explica a diretora da Divisão de Museologia Cristina Castellano.
 
Sem financiamento extra ou recursos externos, contando apenas com o orçamento da UFSC junto ao MEC, a obra levou uma década para ser concluída, tempo em que o Museu ficou sem espaço expositivo, voltando-se para o desenvolvimento de pesquisas, qualificação dos espaços de reserva técnica e atendimento de pesquisadores externos. O projeto inicial, assinado pelo arquiteto Antônio Carlos Silva, foi sendo modificado e adaptado às transformações no próprio conceito de museu pelo arquiteto Roberto Tonera, também da UFSC. A diretora Fossari está convidando para a solenidade de inauguração instituições de fomento à cultura e empresários que poderão vislumbrar o potencial da instituição e constituir parcerias com a universidade buscando equipá-la e permitir seu pleno funcionamento.
 
HISTÓRIA COMEÇOU EM UMA FAZENDA
 
O marco inicial do Museu da UFSC se confunde com a prática pedagógica da antropologia em Santa Catarina. Foi a partir da criação da Faculdade de Filosofia, em 1951, que a Antropologia começou a ser ensinada no estado. Mais tarde, em 1964, os professores Oswaldo Rodrigues Cabral, Silvio Coelho dos Santos e Walter Piazza propuseram a criação de um Instituto de Antropologia, que viria a ser inaugurado em 29 de maio de 1968, com sede no campus da UFSC. Além do diretor Oswaldo Cabral, a instituição contava inicialmente com os professores Silvio Coelho dos Santos, Anamaria Beck e Edson Araújo. Motivados pela diversidade étnica de Santa Catarina, os primeiros projetos de pesquisa da equipe focaram as populações indígenas e pré-coloniais do sul do Brasil.
 
SERVIÇO:
Reabertura do Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo
Rodrigues Cabral e inauguração do Pavilhão Sílvio Coelho dos Santos
Data: 24 de abril, às 19 horas
Local: Campus Universitário, próximo ao Colégio de Aplicação
 
fonte:
http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=12233

Tapete inspirado no Maracatu já está em Milão

Começou hoje, 17 de abril, a 51ª edição do Salão Internacional do Móvel de Milão. O evento ocupa a cidade italiana com profissionais e peças que ditam as tendências do design no mundo.

Paralelo ao Salão do Móvel há o Salão Satélite, espaço dedicado aos jovens designers. Entre móveis e utilitários, Sergio Matos apresenta nesta edição o tapete Marakatu by Kamy, desenvolvido em seu estúdio em Campina Grande, na Paraíba.

O tapete modular é inspirado nas flores das vestimentas do tradicional Maracatu, festejo muito popular no Recife-PE. A produção das flores é totalmente artesanal com uma técnica pioneira desenvolvida pelo designer e sua equipe de artesãos.

Tapete Marakatu by Kami é modular. Pode ir crescendo aos poucos.


O tapete foi lançado hoje em Milão, na Itália, no Salão Satélite, evento paralelo ao Salão do Móvel de Milão.

O maracatu é um cortejo real de tradição afro-brasileira, que desfila, especialmente, pelas ruas do Recife por ocasião do carnaval. Conhecido também pelo nome de nação, ele se origina das antigas festas de coroação de reis negros, eleitos e nomeados de reis do Congo, a partir dos fins do século XVII. A mais velha notícia que possuímos do folguedo é a do padre Lino do Monte Carmelo Luna, de 1867. (fonte: Wikipedia)

fonte: babel das artes