domingo, 22 de abril de 2012

Moedas Criativas: Fronteiras do Valor

II Conferência Internacional no MIS
29,30 de abril – 1 de maio de 2012 no Museu da Imagem e do Som

 
Programa

29 de abril
Pensar

9h30m
Abertura Solene e Capoeira com o Toque do Mestre Alcides (CEACA, USP)

10 horas
Moeda, cultura e tecnologia: da Pipa ao Rio de Janeiro
História e perspectivas do projeto “Moedas Criativas” na Cidade do Conhecimento

Há dez anos, o projeto Cidade do Conhecimento implementava um projeto-piloto de moedas criativas na Praia da Pipa (RN). As principais etapas do projeto, seu modelo de inovação e sustentabilidade e a criação do FMI (Fundo de Moedas Imaginárias) serão os temas apresentados e debatidos do ponto de vista teórico, tecnológico e social tendo como horizonte a escolha do projeto “Moedas Criativas” como uma das 20 provocações patrocinadas pela UNESCO na Rio+20. A proposta de instalação do FMI no Museu da Imagem e do Som (MIS) será detalhada, com tempo para manifestações de parceiros e patrocinadores do projeto e discussão pública de seu futuro.

Gilson Schwartz, CTR-ECA, Cidade do Conhecimento, Iconomia e PGT (USP)

Heloisa Primavera, Universidade de Buenos Aires

Guilherme Ary Plonski, PGT, FEA, POLI e Cidade do Conhecimento (USP)

Moderação: Fabio Nunes, Mestrando, Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, Escola de Comunicações e Artes (USP)

A sessão será encerrada às 12h30m, com intervalo de 30 minutos às 11 horas.

15 horas
Mundos e Fundos: Games, Redes Virtuais e Fronteiras do Valor na Iconomia
Teorias, antropologias e filosofias da criação de valor, do dinheiro e da riqueza

Economia da cultura, wikinomics, economia criativa, economia da informação e sociedade do conhecimento, indústrias criativas ou sociedade do espetáculo, gamification do marketing e monetização em redes abertas: os conceitos usados para descrever as inovações e os impactos da cultura digital na produção, distribuição, consumo e financiamento de conteúdos renovam-se continuamente. Em que elementos e circuitos da vida a existência das moedas, criativas ou não, age? Que efeitos elas têm sobre as pessoas e os coletivos? É possível tomar decisões e encontrar espaços e tempos para projetos emancipatórios nessas redes colaborativas e competitivas, mais ou menos abertas? O século 21 será a expressão dessa iconomia? Quais as fronteiras do pensamento quando surgem objetos como os ícones, feitos de imagens, conteúdos, nuvens, entretenimento e sensores? O design do ícone “moeda” como um “game” pode mudar o mundo?Novas moedas podem contribuir para acelerar a distribuição da Felicidade Interna Bruta (FIB)? Quais as inovações necessárias para dar sustentabilidade à produção cultural, audiovisual e criativa no Brasil e no mundo? É possível criar mundos e fundos?

Júlio Moraes Lucchesi, Grupo de Pesquisa Iconomia e Assistente Acadêmico da disciplina “Economia do Audiovisual Internacional” (EAI, CTR-ECA-USP), Doutorando na Faculdade de Filosofia, História e Ciências Humanas (FFLCH-USP)

Diego Viana, Repórter do Jornal Valor Econômico

Leonardo Brant, Líder do projeto Empreendedores Criativos, criador do blog Cultura e Mercado

Jeremiah Spence, Journal of Virtual Worlds Research

Moderação: Francisco Tupy, Mestrando, Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, Escola de Comunicações e Artes (USP)

A sessão será encerrada às 17h30m, com intervalo de 30 minutos às 16h30m.

17h30m    Intervalo

18 horas

Valor, Criatividade e Violência da Moeda: Educação, Mídia e Desenvolvimento
Práticas pedagógicas para superar as fronteiras entre a sala de aula e a escola da vida

O dinheiro é meio de pagamento, acesso e investimento, mas o outro lado da moeda é a desvalorização do que não é material e imediato, a multiplicação das formas de exclusão e o agravamento nas condições de oferta de bens públicos, serviços sem fins lucrativos e inovações em áreas emergentes e criativas. É possível brincar com a violência da moeda? Como ficam os serviços de educação e os desafios da aprendizagem contínua ao longo da vida numa sociedade como a brasileira em que o intangível, o patrimônio imaterial e a valorização da cultura, da informação e do conhecimento ainda estão em estágios muito primários e ainda assim frágeis de desenvolvimento? É possível criar práticas pedagógicas que se apropriem de novas tecnologias para reeducar nossas sensibilidades para a diversidade das escalas de valores, projetos e desejos? Há gozo além do consumismo? Como a escola vai lidar com o fetiche da própria tecnologia? As redes digitais podem reinventar uma educação com menos muros, grades e controles entre a sala de aula, a escola, a família, a comunidade e a vida?Educação tem fim?

Leny Magalhaes Mrech, Faculdade de Educação (USP)

José Roberto Amazonas, Escola Politécnica (USP)

Edison Spina, Escola Politécnica (USP)

Márcia Ribeiro, Bibliotecária-Chefe, Universidade de Taubaté (UNITAU), Líder do projeto “LIGAÇÃO” (Literatura Infantojuvenil, Games e Artes em Ação)

Maria Helena Morgani de Almeida, Curso de Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina (USP), Consultora do projeto “Terceira Idade” (REID-CNPq)

Fernando Dias, CEO da Purebros

Moderação: Thais Barros, pesquisadora da Cidade do Conhecimento, Mestre em Ciências pela Escola de Comunicações e Artes (USP) e Consultora Pedagógica da rede “Conflitos Globais” e da pesquisa “TIC – Educação” (CETIC.br)

20 horas – Encerramento do Primeiro Dia – Relatores do Pensar

30 de abril
Fazer

10 horas
Moeda, tecnologia e democracia: fronteiras entre economia solidária e cultura
Casos, relatos e perspectivas tecnológicas da inovação monetária sustentável

Nos últimos anos, moedas sociais, bancos comunitários, redes de compras, modelos inovadores de “crowdsourcing”, “crowdfunding” e flexibilização de regimes e direitos de propriedade intelectual abriram espaço para inovações no marketing, na atuação do terceiro setor, no desenvolvimento da cadeia de produção, distribuição, consumo e financiamento aos setores de entretenimento, artes, comunicação social e turismo. Nessa manhã do segundo dia serão apresentados relatos, depoimentos e analisados casos concretos e políticas públicas com foco na aproximação entre inclusão social, cultura da paz, sustentabilidade ambiental e novas práticas de organização econômica, social e política mais abertas, sustentadas pelo vetor transversal de desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação (TICs). A rede “Games for Change”, a formação das políticas de inclusão digital e cultural, a promoção do empreendedorismo inovador e as políticas de digitalização e regulação dos meios de comunicação em escala internacional serão apresentados e avaliados. Como o entretenimento estimula e funciona como base do desenvolvimento humano? Quais os resultados obtidos no Brasil, nos últimos dez anos, nas políticas de inclusão social, digital e cultural?Quais os desafios para não perder o bonde da globalização digital?

Gilson Schwartz, CTR-ECA, Cidade do Conhecimento, Iconomia e PGT (USP)

Heloisa Primavera, Universidade de Buenos Aires

Guilherme Ary Plonski, PGT, FEA, POLI e Cidade do Conhecimento (USP)

José Cláudio Terra, Terraforum

Ana Laura Castro, It´s Noon

Jacqui Dunne, Autora com Bernard Lietaer de Rethinking Money: How New Currencies turn Scarcity into Prosperity (Berrett-Koehler, São Francisco, 2013), founder e CEO da rede “Entrepreneurs without Borders”.

Moderação: Sônia Paschoal, Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, Escola de Comunicações e Artes (USP)

A sessão será encerrada às 12h30m, com intervalo de 30 minutos às 11 horas.

15 horas
Fronteiras Digitais do Estado de Direito: Agendas, Políticas e Garantias na Crise
Ameaças e desafios em programas das áreas social, educacional, cultural e ambiental

As áreas sociais, fundamento e essência de uma sociedade criativa e livre, estão entre as primeiras a sofrer cortes nos processos tradicionais de ajuste fiscal a crises globais e nacionais. São também alvos preferenciais, pela escala e volume de recursos envolvidos nas políticas públicas, de desvios de recursos, desperdícios e insuficiência de meios tecnológicos, de inteligência cívica e financiamento de longo prazo. É possível redesenhar o sistema financeiro global e os sistemas financeiros regionais e nacionais, após a crise da globalização especulativa, preservando e até ampliando a eficácia e o alcance das políticas educacionais, sociais e ambientais por meio de interfaces digitais? Qual o novo papel do Estado num momento de radicalização das pressões setoriais por fundos públicos, salvaguardas de direitos e proteção aos elos mais frágeis da reprodução social em escala planetária? O retorno do Estado ameaça a liberdade ou vai emergir um “paternalismo libertário”? Políticas públicas em áreas sociais e de comunicação podem alterar o perfil de direitos e acesso da população aos novos meios, conteúdos e oportunidades de desenvolvimento humano e econômico?

André Barbosa, Superintendente de Suporte, Empresa Brasileira de Comunicação

Zilda Iokoi, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação e Núcleo de Pesquisa sobre Diversidade, Intolerâncias e Conflitos – DIVERSITAS da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH (USP)

Maristela Basso, Faculdade de Direito (USP)

Estebán Clua, Presidente da SBGames

Eduardo Fagnani, Instituto de Economia (UNICAMP)

Tercio Sampaio Ferraz, Faculdade de Direito (USP)

Moderação: Vitor Blotta, Doutorando pela Faculdade de Direito, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência e da Cidade do Conhecimento (USP)

A sessão será encerrada às 17h30m, com intervalo de 30 minutos às 16h30m.

 

18 horas

 

A Criação Monetária e a Origem da Tragédia

Passagens entre pensar/ fazer e fantasiar/brincar na gênese dos valores e da moral

 

Oficina de dramaturgia e música para criação coletiva da obra teatral aberta “Acropolis”, uma ópera rock futurista com a mediação do Laboratorio de arte e cidadania ativa (L’ArCA) e coordenação de Vitor Blotta e Fabricio Bonni.

 

20 horas – Encerramento do Segundo Dia – Relatores do Fazer

1º de Maio
Brincar

Dia do Trabalhador Criativo
Lançamento do FMI – Fundo de Moedas Imaginárias da i.co.no.m.i.a.

Games for Change: LABMIS (oficinas)
Nos dias 29-30 de abril e 1o de Maio haverá oficinas práticas e demos de games desenvolvidos para uso na educação e em redes sociais (manhã e tarde).

Fernando Bispo de Taubaté

O universo de mágicas e quebra-cabeças eternos, no lobby do MIS

i.co.no.m.i.a
Pitching de projetos e relatos de anjos de projetos na i.co.no.m.i.a – incubadora de conteúdos em novas mídias e infra-estrutura audiovisual, com a participação de Marcelo Tas, Jorge Forbes, Diego Viana, Gilson Schwartz, Heloisa Primavera, Guilherme Ary Plonski, Julio Moraes Lucchesi, Leonardo Brant, Claudio Sassaki e Fernando Dias.

Participação Especial: Trio Tamoyo

Início: 10 horas
Encerramento: 12 horas.

Patrocinadores

BNDES, AMD Foundation, Comissão Européia, Purebros, UOL Jogos,

Pague Seguro e Boa Compra

Apoio

Games for Change

Grupos de Pesquisa

Iconomia, PGT, IONS, L’ArCA e DIVERSITAS

Realização

Grupo de Pesquisa Cidade do Conhecimento

Universidade de São Paulo

Curador: Gilson Schwartz

Mostra de arte popular em São Paulo


A exposição Teimosia da Imaginação: 10 artistas brasileiros, no Instituto Tomie Othake em São Paulo, celebra a arte popular com obras de importantes artistas de várias regiões do Brasil, entre eles, sete nordestinos.

As peças que estão na mostra  já fazem parte do acervo de museus importantes — incluindo a Fundação Cartier em Paris. Juntas elas trazem à tona a questão: o que diferencia a produção artística popular e a erudita? Arte popular genuinamente brasileira, as peças são resultado da expressão de artistas que, mesmo sem educação formal para a arte, refletem sobre o seu meio de vida e sustento.

A produção, também chamada arte primitiva, vem ganhando novo status no mercado. Daí a exposição reunir 100 obras em um dos mais renomados espaços de arte contemporânea de São Paulo.

A exposição também é composta de livro e apresentação de documentário. A iniciativa é do Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro, entidade criada para preservar e promover a produção artística de origem popular brasileira. A mostra tem apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

arte-popular-antonio-de-dede arte-popular-Aurelino-dos-Santos arte-popular-Francisco-Graciano Arte-popular-Getulio-Damado arte-popular-isabel-mendes-da-cunha arte-popular-Jadir-Joao-Egidio arte-popular-Jose-Bezerra arte-popular-Mestre-Galdino arte-popular-Veio-escultura arte-popular-Wilson-Pimenta

Sobre os Artistas:

Antonio de Dedé (Antonio Alves dos Santos) 1953, Lagoa da Canoa – AL
Filho mais velho de cinco irmãos, começou a acompanhar o pai no trabalho de carpintaria e roçado das fazendas da região aos oito anos de idade. Dedé atribui a sua arte a um “dom”, surgido a partir do olhar e vontade de recriar, da sua maneira, o trabalho do pai. Suas esculturas, conforme Naves “reproduzem a relação amorosa entre homens e animais, o lirismo entre todos os seres deste mundo”.

Aurelino (Aurelino dos Santos) 1942, Salvador, BA
Aurelino dos Santos trabalha com pintura. Suas paisagens surpreendem pela geometria singular de planos, formas e cores. Trabalha em sua casa nos arredores de Ondina, em Salvador. Em suas obras, a original geometria parece buscar ordenação no caos da vida da cidade grande. Caminha pelas ruas e recolhe materiais que inspiram a sua obra.

Francisco Graciano 1965, Juazeiro do Norte,CE
Brejo Santo, cidadezinha perto de Juazeiro do Norte, vive Francisco Graciano, também conhecido como Mozinho dos Bonecos, filho do artista Manuel Graciano. É na tranquilidade de um sítio onde mora, que ele transforma as formas dos bichos em esculturas. Hoje vive de sua arte, mas antes trabalhou na roça e em pedreira. Manuel Graciano consagrou-se escultor e Francisco, embora tenha iniciado pelo caminho do pai logo encontrou uma linguagem própria, autoral. Além de esculpir na madeira leva para a tela a mesma temática dos animais e do sertão.

Getúlio Damado 1955, Espera Feliz – MG
O mineiro chegou ao Rio no fim de 1970, aos 15 anos. Com o nome de sua cidade natal batizou o pedaço de calçada em Santa Teresa, onde ergueu seu mundo artístico, que transforma sucata em arte. No bairro carioca, Getúlio construiu sua oficina de trabalho, o conhecido bonde amarelo, que funciona como ateliê, loja e depósito. Além dos bondes em miniatura que viraram marca registrada, produz bonecos, caminhões, pássaros, cavalos, pinturas e poesias.

Dona Izabel (Izabel Mendes da Cunha) 1924, Itinga, Vale do Jequitinhonha – MG
Suas consagradas bonecas de barro, criadas desde 1978, alcançaram as exposições pelo Brasil desde a década de 80. Filha de paneleira e de pai lavrador, Dona Izabel confere fisionomias expressiva às mulheres caboclas, brancas ou negras que esculpe. Conhecida por compartilhar seu conhecimento, sua “escola” já foi assimilada por muitos, particularmente pelas filhas, Maria Madalena e Glória, e pela neta, Andréa Pereira de Andrade (1981).

Jadir João Egídio 1933, Divinópolis – MG
A grande repercussão da escultura de G.T.O., na década de 1960, estimulou outros artistas de Divinópolis, como é o caso de Jadir. Da meninice na área rural, transferiu-se em 1960 para a cidade, onde trabalhou como carroceiro até 1977. Desde então, exerce o ofício de escultor, especialmente criando, a partir da madeira, esculturas de santos, figuras da cultura regional e de pessoas próximas. Com autonomia formal, confere uma religiosidade própria em suas obras.

José Bezerra 1952, Buique – PE
Sua casa no Vale do Catimbau, no sertão de Pernambuco, é rodeada por um ateliê ao ar livre, com inúmeros totens e esculturas de madeira, encantando os viajantes que passam por lá. Bezerra interfere pouquíssimo em sua matéria-prima, pois segundo ele, nela já está revelada a imagem que deverá se tornar. Com a intervenção de um facão, grosa, formão e serrote em árvores caídas, pedaços de troncos e raízes, ele retrata as mais diversas figuras, desde cabeças de gente, carros de boi, animais, tudo que faz parte do seu universo.

Manoel Galdino de Freitas 1924, São Caetano – PE / 1996, Alto do Moura – PE
Em 1940, Galdino muda-se para Caruaru (PE), onde passa a trabalhar em olaria, fazendo telhas e tijolos. Nas horas vagas, se distrai modelando figuras de barro, entre elas a de Judas, para as brincadeiras de malhação da Semana Santa. Em 1974 volta para Alto do Moura onde se torna um dos mais fecundos ceramistas. Seu repertório é composto por monstros e personagens como Lampião-Sereia e São Francisco Cangaceiro. Manuel Galdino morre no Alto do Moura, em 1996.

Nilson Pimenta 1956, Caravelas – BA
O artista passa a infância em Mato Grosso e percorre várias localidades trabalhando como peão, lavrador e cortador de cana, antes de ir morar em Cuiabá, em 1978. Começa a desenhar com lápis de cor e, a partir de 1980 passa a pintar. A pintura levou-o a trabalhar, depois de guarda-vigilante, como supervisor do Ateliê Livre da Universidade Federal de Mato Grosso. Os temas que representa podem ir desde um casamento no Pantanal até os crimes em série do “motoboy” paulistano. Participou da Bienal Naïfs do Brasil (1988 e 2000) e da “Mostra do Redescobrimento” Brasil 500 (2000).

Véio (Cícero Alves dos Santos) 1948, Nossa Senhora da Glória – SE
De família de lavradores, Véio começou a esculpir em cera de abelha e logo depois em madeira, até hoje a sua matéria fundamental de expressão. Com um sentido de volume muito peculiar, ele equilibra em uma única escultura vários elementos. Na rodovia Engenheiro Jorge Neto, que passa em frente ao seu sítio, figuras em tamanho natural contam histórias do dia-a-dia no campo.

Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros
Curadoria: Germana Monte-Mór e Rodrigo Naves
Até 13 de maio 2012 – de terça a domingo, das 11h às 20h – grátis
Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima 201, entrada pela Coropés 88 – Pinheiros – SP – Fone: 11.2245-1900

fonte
Posted: 21 Apr 2012 12:23 PM PDT - Babel das Artes

Museu das Minas e do Metal exibe série “Pré-História em Minas Gerais”

A partir do mês de maio, o Museu das Minas e do Metal (MMM) realizará, em parceria com a Rede Minas, sessões comentadas da série “Pré-História em Minas Gerais”.  O programa tem o apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais, FAPEMIG e é composto por cinco episódios. Cada apresentação, terá a presença de especialistas no assunto para um bate-papo com os presentes.

A primeira sessão, que apresentará o episódio “O Mundo das Cavernas”, será no dia 03 de maio, (quinta-feira) às 19h30, no Museu das Minas e do Metal, contando com a participação do diretor do programa, Paulo Henrique Rocha, e o consultor do Iphan, Jason Barroso Santa Rosa.

Esse episódio trata do processo contínuo das transformações ambientais que sempre ocorreram no globo terrestre, desde os tempos imemoriais até os dias atuais e suas consequências em termos da formação geológica e da vida na terra.

A programação de sessão comentadas no Museu das Minas e do Metal seguirá o seguinte cronograma:
Episódio Data
O mundo das Cavernas 03/maio/2012
O legado de Lund 07/junho/2012
No tempo dos animais gigantes 05/julho/2012
O povo de Luzia 02/agosto/2012
A arte rupestre 30/agosto/2012

O Museu das Minas e do Metal faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade e sua implantação é resultado da parceria entre o Governo do Estado de Minas Gerais e o Grupo EBX, com patrocínio direto.

fonte:
http://www.fapemig.br/museu-das-minas-e-do-metal-exibe-serie-%E2%80%9Cpre-historia-em-minas-gerais%E2%80%9D/

Capital se respira cultura

Brasília apresenta um vasto leque de espaços culturais para a população

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A Biblioteca Nacional é um dos espaços que colocam o brasiliense em contato com a cultura, porém, é pouco divulgadoFoto: George Gianni/GDFA Biblioteca Nacional é um dos espaços que colocam o brasiliense em contato com a cultura, porém, é pouco divulgado
Não é apenas da riqueza arquitetônica e do cenário político que Brasília respira, mas também de muita cultura. Desde sua criação, há 52 anos, a capital federal já despontava como celeiro de grandes músicos, palco de importantes shows e cenário de festas culturais retratando toda riqueza regional e diversidade dos imigrantes vindos dos quatro cantos do país. Talvez seja por toda essa diversidade que em cinco décadas de história a capital federal já tenha apresentado ao mundo intérpretes do quilate de Zélia Duncan, Cássia Eller, Oswaldo Montenegro, Capital Inicial, Legião Urbana, Raimundos, entre tantos nomes que mostraram ao brasileiro e até mesmo ao mundo, que Brasília é conhecida pelos traços geniais de Oscar Niemeyer, mas também por sua riqueza cultural e pelos expoentes que exportou.

Espaços para mostrar tudo isso não faltam. Hoje, tanto a população local quanto turistas nacionais e internacionais contam com um leque de possibilidades, que passam por museus, memoriais, teatros, complexos culturais, bibliotecas e casas de shows, fato que fez com que Brasília fosse nomeada, em 2007, pelo Bureau Internacional de Capitais Culturais, como a Capital Americana da Cultura para o ano de 2008, sucedendo Cuzco. O Espaço Cultural Renato Russo, a Concha Acústica, o Centro Cultural Itapuã, o Museu de Arte de Brasília (MAB), o Cine Brasília e a Biblioteca Nacional são apenas alguns dos espaços que colocam o brasiliense em contato mais próximo com a cultura. Apesar disso, o aproveitamento de alguns deles ainda é deficiente e a divulgação da agenda cultural e suas programações abaixo do esperado.

O MAB talvez seja um dos mais esquecidos. Criado em 1985, o local possui uma área construída de 4.800m² e surgiu da necessidade de acomodar centenas de obras significativas da produção das artes visu­a­is moderna e contemporânea, que vão da década de 50 a 2001, caracterizadas pela diversidade de técnicas e materiais, com pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, esculturas, objetos e instalações.

Espaços reformados

Apesar dos problemas, a Secretaria de Cultura tem trabalhado para entregar à população uma lista de espaços totalmente reformados em comemoração aos 52 anos de Brasília. O Catetinho, fechado desde julho de 2011 para restauração da madeira e de todo o prédio, será um dos espaços culturais entregues à população, já neste final de semana.

A Igreja São Geraldo, localizada no Parque Vivencial no Paranoá e criada em 1958, foi totalmente reconstruída e será inaugurada em outubro de 2012. A Igreja São José Operário, na Candangolândia, também será restaurada este ano e entregue à população. 

Luis Ricardo Machado
lteixeira@jornalcoletivo.com.br
 Redação Jornal Coletivo


fonte:
http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2012-04-21/cidades/7727/CAPITAL-SE-RESPIRA-CULTURA.pnhtml

Seminário debaterá até sexta-feira situação dos museus no RN

O Seminário Conexões, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Minc), teve abertura na manhã desta quarta-feira, 18 de abril, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel e terá duração até a próxima sexta-feira, com discussões na área museológica como Estatuto dos Museus; Plano Nacional Setorial e participação dos Estados; Fomento e Financiamentos, sendo todos os temas voltados para as perspectivas de participação dos museus na Copa 2014, como importantes elementos para a cultura, memória e identidade brasileira.


Em todas as falas dos participantes da mesa de abertura, que contou com a participação do presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, a secretária Extraordinária de Cultura, Isaura Rosado e o Coordenador de Museus do RN, Hélio de Oliveira, os objetivos do Conexões de coaduna, principalmente, para o fortalecimento desses importantes equipamentos culturais, sua melhoria de maneira geral em todo o Brasil e, sobretudo, de que o Seminário não se encerrará na próxima sexta-feira, e sim, que será o pontapé para as ações integradas entre todos os agentes.

A secretária Extraordinária de Cultura, Isaura Rosado, enfatizou que é diretriz do Governo do Estado melhorar a situação atual dos museus, os quais, nos últimos seis anos têm vivido "uma situação de penúria". "Para mudar essa situação incluimos um percentual de 5% dos recursos do Fundo Estadual de Cultura - sancionado pela governadora Rosalba Ciarlini em dezembro passado e estamos também em busca da criação do Sistema Estadual de Museus, com o intuito de fortalecermos esse setor. Gostaria de lembrar também que além de Natal ser uma cidade-sede da Copa 2014, ela também pode ser ponto de partida ou de chegada para outras cidades como Fortaleza (CE) e Recife (PE), durante a Copa, de maneira que os museus devem ser elementos fundamentais para que os turistas conheçam nossa memória e identidade".

O presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, lembrou em sua fala que não são de hoje as conversas com o Rio Grande do Norte na área museal. Há pelo menos sete anos, quando sequer o Ibram existia - o órgão conta atualmente com três anos - e o trabalho na área museológica ainda era um departamento do Ipham, já existia a vontade de se fazer um encontro como este que ocorrerá até a próxima sexta-feira: "A criação do Ibram é uma ação concreta na construção da política pública no campo museológico no Brasil.

Nossa expectativa é que estejamos pactuando ações com todos os Estados brasileiros, seja através dos acordos de cooperação e de outras ações técnicas", disse ele, acrescentando que o Conexões não se encerra nos seus três dias de seminário, uma vez que as discussões e planejamento na área museal têm nele o início de uma série de intensões e que deverão ter continuidade através do Plano Nacional Setorial Museológico, das metas para os Planos Estaduais, do legado cultural para a Copa 2014 e na construção de uma estratégia permanente de fomento e financiamento para a infraestrutura cultural.

O coordenador de Museus do RN, Hélio de Oliveira, técnico que há mais de 30 anos trabalha nesta área, emocionou-se e emocionou os participantes da mesa e da plateia, quando disse numa alusão à seca do Nordeste, que via a situação dos museus como um chão árido e seco e que o Ibram pairava como uma "grossa nuvem de fertilidade e esperança".

O Rio Grande do Norte é o segundo estado brasileiro a sediar as discussões que pretendem integrar as políticas públicas museais, tanto em âmbito nacional, quanto estadual e municipal. Se inscreveram mais de 170 pessoas, entre agentes de cultura e técnicos de museus de todo o Estado.

Por Assessoria de Imprensa Secult-RN/FJA

fonte:
http://www.rn.gov.br/imprensa/noticias/seminario-debatera-ate-sexta-feira-situacao-dos-museus-no-rn/10633/