quinta-feira, 26 de abril de 2012

Artista carioca propõe invasão de museus

Uma pilha de roupas amarrotadas e uma tevê quebrada ocupam uma das salas do Louvre, enquanto um conjunto de cadeiras plásticas e um varal capenga atravessam o palácio de Versalhes. Mas não foi só nos arredores de Paris que os museus ganharam um novo layout: Tate, Guggenheim e tantos outros espaços culturais foram apropriados pelo carioca Lúcio Carvalho em sua mostra Invasões, que chega a São Paulo dia 26 de abril.


D’Orsay Ocupação 3, Lúcio Carvalho, 2012

Com uma série de manipulações digitais, o artista propõe uma nova leitura dos centros de arte, agora com os espaços contemplativos ocupados pela população sem acesso à arte.

O choque cultural e estético impresso nas imagens faz uma crítica áspera à sociedade, mas também sugere uma troca de valores, “assimilando e sendo assimilada”, como ele descreve. Do mesmo jeito que a musa de curvas renascentistas contempla uma puída bandeira brasileira, o barraco de tijolos ilumina os vitrais do D’Orsay.

Com curadoria de Li Camargo, a exposição Invasões acontece na Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria.

Invasões – Individual de Lúcio Carvalho
Local: Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria
Endereço: Rua Bela Cintra, 1533, Jardins – São Paulo
Data: de 27 de abril a 19 de maio
Horário: das 10h às 19h, de segunda à sexta-feira; e das 10h30 às 14h, aos sábados
Entrada: livre

(Clique em qualquer uma das imagens para vê-las em galeria)
Giro Casa Vogue: O mapa da decoração mineira por Tânia Salles
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D’Orsay Ocupação 2, Lúcio Carvalho, 2012
Hermitage Ocupação 1, Lúcio Carvalho, 2011
Guggenheim Ocupação 1, Lúcio Carvalho, 2010
Invasão Pompidou, Lúcio Carvalho, 2010
Invasão Bilbao, Lúcio Carvalho, 2010
Invasão Tate, Lúcio Carvalho, 2010
Invasão San Marco, Lúcio Carvalho, 2010
Louvre Ocupação 1, Lúcio Carvalho, 2011
Louvre Invasão 2, Lúcio Carvalho, 2010
Ocupação Metropolitan, Lúcio Carvalho, 2011




fonte:
http://casavogue.globo.com/mostra-expos/artista-carioca-propoe-invasao-de-museus/

Um segundo Museu da Língua Portuguesa, nos mesmos moldes do que já existe em São Paulo

Cidade de São Luís do Maranhão segue exemplo de São Paulo 


Mais um museu da Língua

Um segundo Museu da Língua Portuguesa, nos mesmos moldes do que já existe em São Paulo, está a ser construído na cidade de São Luís, no estado do Maranhão, nordeste do Brasil.

O novo espaço dedicado à história da língua portuguesa será instalado no palácio onde funcionava o antigo Liceu Maranhense, no centro histórico de São Luís do Maranhão, marcado pela colonização portuguesa.

O projecto terá um custo de 22 milhões de reais (8,87 milhões de euros) e pretende oferecer actividades educativas e lúdicas, além de proporcionar experiências interactivas com diversos recursos multimédia.


fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/mais-um-museu-da-lingua

UFSC inaugura o maior museu arqueológico do sul do país

Duas gerações de antropólogos e museólogos se encontraram na terça-feira, 24 de abril, à noite para celebrar a evolução do Museu Universitário em cinco décadas de história. A instituição que começou a funcionar em uma estrebaria adaptada, na antiga Fazenda Assis Brasil, onde a UFSC se instalou na década de 60, passa agora a ostentar uma das maiores estruturas museológicas do país em tamanho e excelência.

ufsc-logo

O encontro ocorreu durante a reabertura do Museu Arqueológico e Etnográfico Oswaldo Rodrigues Cabral e inauguração do Pavilhão Expositivo Sílvio Coelho dos Santos, que agora poderá expor coleções arqueológicas e indígenas de valor cultural inestimável, além da obra de Franklin Cascaes, que não podiam ser exibidas por falta de espaço adequado de conservação. A  primeira exposição, denominada “Ticuna em dois tempos”, uma herança de Sílvio Coelho, já abrirá no dia 9 de maio.

Com a inauguração do pavilhão, o museu reabre suas portas após uma década em que se manteve fechado ao público, concentrando-se apenas no  trabalho de pesquisa. Ao abrir a cerimônia, o reitor Alvaro Prata disse estar entregando à comunidade de Santa Catarina um prédio construído inteiramente com recursos próprios (R$ 5 milhões) dentro do que há de excelência em matéria de museu e acessibilidade. Prata acrescentou que a universidade precisará do apoio das instituições de fomento cultural e da comunidade catarinense para equipar e mobiliar a obra, com um total de 2.400 metros quadrados, seguindo o seu padrão internacional. A secretária de Cultura e Arte, Maria de Lourdes Borges, afirmou que o museu será uma referência na América Latina, pela importância do seu acervo que agora poderá ser conhecido.

Cerca de 300 pessoas, entre estudantes, professores, pró-reitores, diretores de centro, ex-reitores, jornalistas, parlamentares, dirigentes de instituições culturais do estado participaram da primeira visita ao Pavilhão, composto por cinco andares com elevadores, sendo dois mezaninos, três grandes espaços expositivos e um terraço para exposição de grandes objetos e apresentações artísticas, além de salas para atividades culturais e educativas, laboratórios de restauração, café e sala de estar. O grande homenageado da noite foi o antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, ex-pró-reitor de Ensino e de Pesquisa e Pós Graduação da UFSC, e um dos fundadores do museu ao lado de Oswaldo Rodrigues Cabral, Walter Piazza e Anamaria Beck. Representado pela esposa, Alair Santos, o filho Paulo e a neta Juliana, Silvio Coelho deixou antes de morrer, em 2008, coleções de objetos das etnias indígenas de Santa Catarina de grande importância histórica e cultural e também dos índios Ticuna, de Manaus.

Diretoras de três períodos diferentes do museu participaram da solenidade: Anamaria Beck, Neusa Bloemer e Teresa Fossari, a atual dirigente. Uma das fundadoras do antigo Instituto de Antropologia, que deu origem ao museu, Anamaria Beck fez um relato sobre os desafios que ela e Sílvio Coelho dos Santos enfrentaram para criar a instituição e fomentar os acervos e confessou: “Pensei  que não fosse suportar a emoção quando vi o seu nome na entrada do pavilhão”.

Com três grandes salas de exposições totalizando 1.900 metros quadrados, todas apresentando condições ideais de climatização, iluminação, controle de umidade e um eficiente sistema de segurança monitorado, a nova construção vai dar vazão ao trabalho de pesquisa que o museu manteve durante todas essas décadas. “Nossas coleções são peças-chave para compreender a formação do povo catarinense”, salientou Teresa Fossari. A diretora disse também que o prédio possibilitou a mudança de estatuto e nome do Museu Universitário para Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE). “Agora temos um padrão de conservação apto para receber qualquer acervo do mundo em circulação pelo país”, lembrou Fossari, que agradeceu o empenho de toda a equipe.

Até mesmo a manifestação de uma turma de estudantes de Geologia, que aproveitou a inauguração para protestar contra a falta de professores, entrou no espírito de congraçamento em torno da conquista. Garantindo que a reitoria está envidando todos os esforços para que o Congresso Nacional aprove a contratação de mais professores, o reitor considerou justa e procedente a manifestação dos alunos, que espontaneamente recolheram as faixas e cartazes e participaram em harmonia do evento e da visita ao novo museu.

Por Raquel Wandelli, jornalista da SeCArte/UFSC.

fonte:
http://www.planetauniversitario.com/index.php/cultura-e-arte-mainmenu-62/outros-eventos-mainmenu-65/26883-ufsc-inaugura-o-maior-museu-arqueologico-do-sul-do-pais

Criação da Rede de Museus da UFRGS é tratada em reunião na Reitoria

Pensada para consolidar a política de gestão dos espaços de memória da Universidade, a articulação será lançada em maio, mês da Semana Nacional de Museus 
 


Criação da Rede de Museus da UFRGS é tratada em reunião na Reitoria
Está em estudo a criação de espaços coletivos de memória da Universidade - Thiago Cruz 
 
A UFRGS hoje mantém treze locais de preservação de memória da instituição, incluindo museus e espaços como o Planetário e o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos – CECLIMAR. Na manhã de hoje, foi apresentado ao reitor Carlos Alexandre Netto e ao vice-reitor Rui Oppermann o projeto da Rede de Museus da UFRGS, que será lançada em maio, mês em que acontece a Semana Nacional de Museus.

Na manhã de hoje, a pró-reitora de Extensão Sandra de Deus, a diretora do Museu da UFRGS Cláudia Aristimunha, professora do curso de Museologia Ana Carolina Gelmini, e a museóloga do Museu da UFRGS Maria Cristina Porcellis estiveram no Gabinete para falar sobre a iniciativa.

A ideia é articular os espaços coletivos de memória da Universidade, que abriguem bens culturais tangíveis e intangíveis, promovendo também momentos de capacitação para servidores da Universidade. A Rede de Museus e Acervos Museológicos da UFRGS vem para consolidar a política de gestão em conservação, estratégias de uso, acesso às coleções, atualização de cadastros de acervos, visitantes, eventos e atividades dos membros da rede na Universidade.

fonte:
http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/criacao-da-rede-de-museus-da-ufrgs-e-tratada-em-reuniao-na-reitoria

Moscou comemorará Dia Internacional de Museus

 Na noite de 19 para 20 de maio a capital russa irá assinalar o Dia Internacional de Museus em formato da campanha específica intitulada Noite em Museus, prevendo-se nos seus marcos um vasto leque de excursões noturnas, concertos e Flash Boms.
 

Moscou comemorará Dia Internacional de Museus







Segundo indicam organizadores, os maiores museus, salas e espaços de exposições sob a tutela do Departamento da Cultura de Moscou irão funcionar em regime único alargado até a meia noite.

fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2012_04_25/moscou-comemorara-dia-internacional-dos-museus/

No ano passado, 395 museus foram construídos por toda a China - China amplia seu alcance no mundo das artes

Além de projeto para imenso museu de arte contemporânea em Xangai, incentivos buscam aumentar exposições de arte chinesa nos EUA

Com intuito de se tornar mais do que uma potência econômica, a China tem investido em museus de arte, um incentivo que também está resultando na exposição de mais arte chinesa nos Estados Unidos.

Tendência: Cada vez mais filhos de imigrantes trocam EUA por terra natal de seus pais
 
Em Xangai, centro financeiro da China, o governo da cidade recentemente deu sua bênção a um museu de arte contemporânea que será chamado de “palácio da arte", que na verdade faz parte de uma expansão do Pavilhão da China na Expo Mundial de 2010, que ampliará o espaço para cerca de 1,9 milhão de quilômetros quadrados.

Foto: NYT Obra 'Pinheiros', de Wu Guanzhong, que fará parte de exposição em Nova York sobre a China
O projeto vai transformar o local no maior museu de arte da China e irá colocá-lo entre os maiores do mundo quando for inaugurado no dia 1º de outubro, disse Li Lei, o diretor executivo do Museu de Arte de Xangai, responsável pela reforma.

Para não ficar atrás, o Museu Nacional de Arte da China, localizado em Pequim, está realizando um concurso internacional para escolher o arquiteto de uma estrutura de quase 1,4 milhões de quilômetros quadrados que será construída junto a um dos mais novos marcos da capital: o Estádio Olímpico Nacional. Os três arquitetos finalistas são: o americano Frank Gehry, o iraquiano Zaha Hadid e o arquiteto francês Jean Nouvel.

Essa formação aponta para um projeto de classe mundial, eventualmente, mesmo que seja um pouco menor do que Xangai, observou Fan Di'an, diretor do Museu Nacional de Arte. "Eu gostaria de um projeto que tenha sido realizado em Pequim", disse Di'an, que faz parte dos 11 juízes que julgarão o design selecionado.

O vencedor será anunciado daqui alguns meses.

No ano passado, 395 museus foram construídos por toda a China, de acordo com Chen Jianming, vice-presidente da Sociedade Chinesa de Museus e diretor do Museu Provincial de Hunan. Muitos destes novos museus foram dedicados à história mas nos próximos anos há planos para se construir muitos mais museus de arte, explicou.
Mas esta nova necessidade de construir mais museus cada vez maiores pode estar acontecendo rápido demais, acrescentou Chen. Não existe pessoal suficiente treinado para montar coleções e supervisionar os programas educacionais, e alguns dos novos museus não terão coleções de tão alto padrão, afirmou.

"Eu possuo um ponto de vista conservador - um museu não é apenas um edifício grande e bonito", disse Chen, diante das filas que se formaram diante do seu museu na capital da província, Changsha, para ver antiguidades de 2,1 mil anos de idade, que incluíam o corpo bem preservado e mumificado de uma nobre da dinastia Han. "Os museus estão aí para mostrar suas coleções e isso leva muito tempo para se construir."

Expansão
À medida que o número de museus de arte cresce, curadores chineses estão cada vez mais ansiosos para mostrar sua arte nos Estados Unidos.

Na semana passada, a caminho de Nova York para a abertura da exposição de Wu Guanzhong, Li voou primeiro para Washington para conversar com os curadores sobre possíveis colaborações com o Museu de Arte de Xangai.
Foto: NYT Pavilhão sobre a China na Expo Xangai de 2010
No ano passado Di’an, do Museu de Arte Nacional da China, sugeriu uma exposição de arte chinesa do século 20 que os chineses pagariam para acontecer no Museu Metropolitano de Arte, o Metropolitan de Nova York, disse Maxwell K. Hearn, curador-chefe de Arte Asiática do Metropolitan.

Mas o Metropolitan planeja suas exposições com anos de antecedência e não tinha espaço em sua agenda para a proposta de Di'an. Além disso, Hearn afirmou que não estava disposto a aceitar um catálogo que fosse totalmente realizado por curadores chineses.

Mesmo assim, Di'an disse estar animado que muitas dessas exposições chinesas comecem a ser exibidas em Nova York.

"Do ponto de vista ocidental, a arte do século 20 é composta pelo modernismo", disse. "Quando os estudiosos ocidentais discutem a modernidade, eles também precisam discutir a modernidade chinesa. "

fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2012-04-25/china-amplia-seu-alcance-no-mundo-das-artes.html

Demanda mundial por produto criativo segue elevada, diz a Unctad

A demanda global pelos "produtos mais criativos" continua elevada, particularmente nos mercados emergentes, apesar do estado delicado da economia mundial, conforme indica um levantamento que a Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) apresentará hoje.

As exportações da chamada "economia criativa" somaram US$ 559,5 bilhões em 2010 (dado mais recente), caindo US$ 33 bilhões em relação ao pico de 2008, quando a crise global começou, mas é o dobro do valor de oito anos atrás.


O comércio global de produtos de moda, filmes, música, novas mídias, mídia impressa, artes visuais, além de meios audiovisuais e serviços criativos, artísticos, livros, obras gráficas e design de interiores vem crescendo a uma taxa anual acima de 10% desde 2002.

Para Edna dos Santos, diretora do Programa de Economia Criativa da Unctad, a perspectiva nos próximos anos é favorável, "refletindo o novo estilo de vida associado com conectividade, estilo, status, marcas, redes sociais".

Segundo a Unctad, o principal produto vendido pela "indústria criativa" é o design, ou criação funcional que trata das formas, especificações e aparência dos produtos. Em 2010, cerca de US$ 241 bilhões em produtos de design, como design interior, moda e joalheria, entraram no mercado global.

A exportação de produtos da "nova mídia" cresceu 16%. Publicação e mídia impressa enfrentam o desafio da explosão das publicações eletrônicas, mas seu comércio internacional alcançou US$ 40 bilhões em 2010. O comércio de artes visuais rendeu US$ 26 bilhões.

A China continua sendo o principal exportador dos chamados produtos criativos. Suas vendas triplicaram para US$ 97 bilhões em 2010, segundo a Unctad, refletindo "habilidade para criar, produzir e comercializar um mix de produtos tradicionais e de alta tecnologia, mas também o fato de que vários desses produtos exportados pelos chineses são criados ou desenhados em outros países".

O Brasil não está incluído entre os 20 principais exportadores dos chamados produtos criativos.

fonte:
http://www2.valoronline.com.br/internacional/2633650/demanda-mundial-por-produto-criativo-segue-elevada-diz-unctad