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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Museu Paulista abre processo seletivo para bolsistas na área de conservação e restauro

O Museu Paulista (MP) da USP, conhecido como Museu do Ipiranga, está realizando processo seletivo dentro do Programa de Estágios Remunerados da USP para bolsista na área de conservação e restauro de documentos e obras com suporte de papel. O estágio orientado visa colocar o aluno em contato direto com as atividades e dinâmica profissional de um laboratório de conservação e restauro.

Há uma vaga, com bolsa de R$ 616,07 mais vale-transporte, e carga horária de 20 horas semanais. É preciso estar cursando segundo ou terceiro ano de graduação em História, Biblioteconomia, Ciências Sociais, Letras, Artes Plásticas, Arquitetura e Ciências Humanas afins, na USP.

Para se inscrever, deve-se enviar até o dia 20 um email para inahergert@usp.br , com currículo, carta de apresentação justificando o interesse pelo estágio no Serviço de Conservação e preferência de período (manhã ou tarde). O MP fica no Parque da Independência, s/n.º, Ipiranga, São Paulo.
Mais informações: (11) 2065-8018



Vila Olímpica em Berlim será transformada em museu ao ar livre

A poucos quilômetros da capital alemã, Berlim, fica a Vila Olímpica de 1936. O local serviu à propaganda nazista durante os Jogos Olímpicos. Agora, deverá se transformar em museu ao ar livre.

Os nazistas queriam mostrar algo que o mundo ainda não tivesse visto. E isso se aplicou também aos atletas. A Vila Olímpica, a 14 quilômetros de Berlim, levou dois anos para ficar pronta. O arquiteto foi Werner March, que também projetou o Estádio Olímpico. A intenção era criar uma Vila Olímpica que aliasse um conforto até então pouco conhecido a uma ideia de mundo aparentemente perfeito para os propósitos da propaganda nazista.

Percursos pedestres terminavam num lago artificial, para onde tinham sido trazidas aves aquáticas do Zoológico de Berlim. Numa colina, também artificial, havia uma esplanada de café. A frente do edifício onde ficava a piscina aquecida tinha um vidro que descia automaticamente, uma sensação para a época.

Havia 140 casas de um andar e cinco prédios de dois andares. O prédio do refeitório era dividido em 40 salas. O local onde funcionava a recepção abrigava também um banco e os correios. Havia ainda um centro cultural, onde aconteciam espetáculos de dança e a exibição de filmes de propaganda.

De ruínas a museu
"O esforço para a construção foi enorme", diz Siegfried Schreiner. "Foram plantadas centenas de árvores - e, a pedido da Finlândia, construiu-se até um prédio para saunas". Schreiner parece conhecer tudo: os números e a história da Vila Olímpica - quantos metros cúbicos de terra foram movimentados ou qual era o cardápio oferecido aos atletas. Ele é um dos guias turísticos que informam os visitantes entre abril e outubro, em alemão e em inglês.

Até pouco tempo, a Vila Olímpica de 1936 era apenas ruínas. Nos tempos da República Democrática Alemã (a Alemanha de regime comunista), o terreno foi utilizado pelo exército soviético. Posteriormente, ficou ao abandono.

Os diversos planos de investimento falharam, até que a Fundação alemã DKB assumiu o terreno, em 2006, e o progressivo declínio da área foi interrompido. Nos 540 hectares do local, será construído agora um museu ao ar livre. Também já foram removidos os animais selvagens que haviam tomado conta dos espaços reservados aos treinos dos atletas. Painéis informativos orientam agora os visitantes e as construções tiveram telhados e janelas consertados.

O terreno ainda mantém uma certa beleza, apesar de há muito tempo o lago artificial ter secado e de a sauna e o café serem hoje apenas ruínas. Os visitantes ainda são poucos. A Vila Olímpica ainda não faz parte do programa habitual dos turistas que vão a Berlim.

O percurso guiado pela antiga Vila Olímpica dura 90 minutos. Sem os guias, o passeio assemelha-se a uma caminhada entre ruínas. Graças a Schreiner, aprende-se muito sobre a encenação nazista nos Jogos de 1936, pensada em todos os detalhes.

A "Vila da Paz" - uma mentira
Nos Jogos, Adolf Hitler queria mostrar ao mundo uma Alemanha favorável à paz. A Vila Olímpica fazia parte desta encenação: A propaganda nazista a chamou de Vila da Paz - uma mentira. "Já estava decidido desde o início que, depois dos Jogos, o exército alemão iria utilizar o terreno", diz Schreiner. Bem ao lado ficava o campo de treinamento militar.
 
Os 4 mil atletas de 49 nações sabiam pouco sobre isso. Eles aproveitaram um nível de conforto pouco comum na época. Cada uma das acomodações dispunha de um terraço e até de um telefone. Havia água quente e aquecimento central. Diariamente, tocava uma banda militar. Até a Filarmônica da cidade e a companhia de balé da Ópera de Berlim chegaram a se apresentar. A partir do centro cultural aconteceu a primeira transmissão televisiva ao vivo em nível mundial.

Onde ficou Jesse Owens
O ponto alto da visita é a acomodação de um andar da estrela absoluta dos Jogos Olímpicos de 1936, Jesse Owens. Numa pequena mesa de madeira em um quarto renovado, fiel ao original, está a sua fotografia e, em redor, uma coroa de louros dourada. Uma pequena exposição conta a vida do atleta norte-americano, que em Berlim conquistou quatro medalhas de ouro e se tornou o maior atleta do seu tempo - e que, entretanto, os nazistas desprezavam por ser negro.

Não muito longe fica a "cantina das nações", em forma de elipse, que, apesar da sua grande dimensão, se encaixa de forma harmoniosa na paisagem. Mais tarde, o edifício serviu como um hospital para o exército. Há muitas janelas bloqueadas, o revestimento da parede está caindo. Ainda há muito a ser feito até que este local se torne verdadeiramente um museu ao ar livre.

Londres 2012 no Terra
O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais. 

fonte:
http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/londres-2012/noticias/0,,OI5752552-EI19410,00-Vila+Olimpica+em+Berlim+sera+transformada+em+museu+ao+ar+livre.html

Ecomuseu da praia do Hermenegildo

1º Seminário de Turismo e Paleontologia da FURG


Explorar a relação entre duas áreas científicas inovadoras no Brasil é a proposta do 1º Seminário de Turismo e Paleontologia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. O evento promovido pelo Grupo PET/Turismo da FURG, Museu Coronel Tancredo Fernandes de Mello e Ecomuseu da praia do Hermenegildo será realizado no Auditório do Curso de Turismo Binacional da FURG em Santa Vitória do Palmar (Rua Glicério P. de Carvalho, nº 81 – Antiga escola Agrícola) no dia 17 de maio. A abertura do evento está prevista para às 14h.

Santa Vitória do Palmar é um município marcado pela grande manifestação de fósseis da Megafauna (Primeiros mamíferos do Período Pleistoceno). Ao mesmo tempo, o município incentiva o turismo como um setor econômico e produtivo alternativo, focado em suas peculiaridades culturais, ambientais e históricas. O Curso de Turismo da Universidade Federal do Rio Grande , através do Grupo PET/Turismo assume o papel de atuar na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão no turismo, elaborando, juntamente com as instituições locais, projetos dinâmicos focados na realidade local.

Informações de programação no site da FURG

Que tal pagar a entrada do teatro com moeda criativa?


Projeto da USP pretende criar um dinheiro exclusivo para ser utilizado no setor cultural. A proposta que complementa o Vale Cultura foi escolhida pela Unesco como tema de debate na Rio+20.


Imagine você participar de eventos culturais e receber por isso. Só que ao invés do real, ganhar um dinheiro diferente com nome de “alegria” “saber” e “talento”.

Conhecida como moeda criativa, a ideia visa estimular a cultura, onde por meio desse dinheiro será possível pagar a entrada nos principais eventos do setor no país.

E no mundo moderno, onde o dinheiro fica tão eletrônico quanto o e-mail, nada melhor que usar a tecnologia para circular esse tipo de moeda criativa.

“A circulação desse dinheiro totalmente digital poderá animar empresas, cidadãos, governos e associações a mudar o mundo brincando de valorizar ações que se traduzem em aprendizagem, solução de problemas e progressos”, acredita Gilson Schwartz líder dos grupos de pesquisa da Cidade do Conhecimento.

O projeto que já conta com o apoio do BNDES (que realizou investimento de R$ 100 mil), pretende criar um modelo financeiro semelhante aos programas de milhagens das empresas aéreas onde se conquista os créditos fazendo cursos ou se engajando em atividades culturais.

“Você cria um acordo entre os comerciantes e consumidores e desenvolve uma unidade de compra, meio de pagamento e reserva de valores usando outros objetos.”

E esses objetos segundo Schwartz, que também atua como professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP é a criatividade como, por exemplo, a ideia de desenvolver o Fundo de Moedas Imaginárias (FMI) com patrimônio atual de R$ 150 mil, uma analogia ao Fundo Monetário Internacional.

“O fundo vai reunir todas as informações do projeto. Vai ser a base de dados por onde será possível organizar operações como o cadastro dos estabelecimentos e o controle de crédito disponível para os usuários.”

Segundo Schwartz, a ideia das moedas criativas surgiu em 2003 e já caminha a passos mais largos que o projeto Vale Cultura de 2009, que ainda aguarda aprovação.

“Moedas criativas podem ser uma alternativa para o Vale Cultura, já que desde o início temos o apoio do Governo.”

O professor conta que o projeto ainda está em fase piloto mas que já conta com o apoio da Receita Federal para o uso do crédito. “Com a parceria, a moeda pode ser aceita nas compras de produtos apreendidos como câmeras, computadores e outros equipamentos incentivando a produção cultural.”
Rio+20

As moedas criativas devem ganhar uma amplitude maior nos próximos meses. A Unesco escolheu o tema como uma das 20 provocações que serão debatidas na Rio+20, que vai ocorrer em junho.
“Um dinheiro sustentável é possível, só que não queremos criar mais dinheiro e sim mais cultura”, destaca o professor.

Para ampliar a discussão sobre o assunto, a USP realiza o evento “Moedas Criativas – Fronteiras do Valor na Economia”.

O encontro, que teve início no domingo e vai até terça-feira (1/5) no Museu da Imagem e do Som (MIS) vai debater o uso do dinheiro criativo e apresentar as moedas saber (usada pra pagar serviços de educação), alegria (para entretenimento) e talento (para atividades práticas).

fonte: Valor econômico