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terça-feira, 8 de maio de 2012

Avenida Paulista poderá abrigar o Museu da Turma da Mônica

Depois de anos sendo alugado para festas ou cedido para a realização de feiras de adoção de animais, o casarão da família Franco de Mello, construção mais antiga ainda de pé na Avenida Paulista, poderá ganhar um destino digno de sua importância histórica. Está em negociação a possibilidade de ser feito ali o Museu da Turma da Mônica no espaço. Por enquanto, o projeto não passa de uma intenção. O orçamento – estimado em cerca de 100 milhões de reais – ainda não atraiu patrocinadores.


Segundo Jacqueline Mouradian, curadora da Maurício de Sousa Produções, esse é o entrave que paralisa o projeto. “O museu ficou caro porque, como a casa está deteriorada, precisaríamos realizar uma boa reforma”, justifica. Além disso, o espaço interno de 35 cômodos e pé direito baixo não é grande o suficiente para comportar todo o acervo, que, além de outros itens, inclui originais de desenhos de Maurício de Sousa, 15 esculturas e quase 100 pinturas do artista. Para resolver a situação, o projeto prevê a construção de um aterro anexo à casa, já que sua estrutura, por ser tombada, não pode sofrer modificações.

Casarão da família Franco de Mello
As construções residenciais na Avenida Paulista iniciaram-se em 1891, para abrigar famílias da alta sociedade que já não queriam morar no superlotado centro de São Paulo. O casarão Franco de Mello, de 1905, pertence ao primeiro lote dessas casas. Tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1992, a mansão está cedida em comodato a um dos herdeiros, Renato Franco de Mello.

Manter conservado um imóvel tombado é caro, e já houve tentativas, por parte dos Francos de Mello, de conseguir uma indenização que os ajudasse a arcar com as despesas. O abrigo do museu seria, portanto, vantajoso para a família herdeira. No projeto estão incluídos o pagamento de contas pendentes e as reformas da construção. Jacqueline Mouradian garante que Renato Franco de Mello se posiciona em favor da ideia. “Ele parece estar empenhado em dar um destino digno à casa”, revela. A Maurício de Sousa Produções não está fechada para negócios com outros espaços, mas confessa ter preferência pelo casarão da Paulista: “O acesso ao público não se compara com o de outras regiões”, destaca Jacqueline. Houve inclusive propostas vindas de Mogi das Cruzes (SP), cidade onde Maurício de Sousa passou a infância, mas o foco está na capital. “Está na hora de a população ganhar esse presente”, diz a curadora.

(Com colaboração de Júlia Bezerra e fotos de Thiago Queiroz)

fonte:
http://blogs.estadao.com.br/curiocidade/avenida-paulista-podera-abrigar-o-museu-da-monica/

Após seis meses de impasse, ministra da Cultura garante museu em Tiradentes

Após um impasse de quase seis meses, o Museu de Sant′Ana, que conta com um acervo de 260 imagens da santa, vai ser instalado em Tiradentes, no prédio da antiga cadeia pública da cidade mineira. O ponto final no imbróglio foi dado pela ministra da Cultura, Ana de Holanda, que garantiu, em um telefonema à dona do acervo, a empresária e colecionadora Ângela Gutierrez, a instalação do museu na cidade histórica. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do ministério, Henilton Menezes, confirmou que o projeto já passou por todas as instâncias e está pronto para publicação no Diário Oficial.

"O processo está analisado, aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), homologado pela consultoria jurídica do MinC e aprovado pela Ministra de Estado da Cultura. Resta somente a comprovação da regularidade fiscal pelo proponente, que deve acontecer nos próximos dias", contou o secretário, por e-mail, garantindo que o processo foi concluído dentro dos prazos normais de análise.
Ângela havia desistido, em fevereiro, de levar o projeto para Tiradentes e solicitou seu arquivamento junto ao Ministério da Cultura. Por conta da demora na aprovação do processo pelo Iphan, a intenção era levar o museu para Belo Horizonte. No entanto, na última quinta-feira, após a ligação da ministra, o órgão entrou em contato com Ângela para pedir a desistência do cancelamento e o retorno do projeto à pauta do ministério.

"As exigências do Iphan para a aprovação do projeto já tinham chegado ao limite. A Lei Rouanet não autoriza a modificação de imóveis tombados, como é o caso do prédio que vai abrigar o museu. Mas, como já trabalho há anos com isso, tive cuidado para que o projeto não agredisse o patrimônio histórico. A demora do Iphan não tem justificativa", diz Ângela, que já doou duas coleções ao Iphan de Minas: a do Museu de Artes e Ofícios, na capital mineira, e a do Museu do Oratório, em Ouro Preto. O acervo das Sant`Anas, com imagens da santa esculpidas em todas as regiões brasileiras no período barroco, do século XVII ao XIX, terá o mesmo destino.

O Iphan descarta ter criado obstáculos para a implantação do museu em Tiradentes. De acordo com nota enviada pelo órgão, "o projeto arquitetônico foi protocolado no escritório técnico do Iphan e, após tramitação nas três instâncias necessárias (escritório técnico, superintendência e presidência), o mesmo foi devidamente aprovado ainda em 2011". Após a aprovação, o projeto foi encaminhado novamente ao MinC. No entanto, Ângela alega que, além de o órgão ter feito várias concessões ao projeto original, a análise do Iphan cortou um terço do valor total a ser captado pela Lei Rouanet: a proposta inicial era de R$ 2,2 milhões e só R$ 1,5 milhão foi aprovado.

A demora para a aprovação do processo e a ameaça de desistência por parte de Ângela não tiveram boa repercussão em Tiradentes. Na última segunda-feira, mais de cem moradores protestaram em frente à cadeia e fizeram um abaixo-assinado a favor da instalação do museu na cidade. Para Ângela, a vontade da população de Tiradentes foi fundamental para a mudança de postura do ministério e do Iphan.

"No mesmo dia do protesto, a ministra me ligou, dando apoio ao museu. Fiquei muito feliz, afinal a própria população comprou a ideia e fez valer sua vontade. O museu vai ser um dos maiores atrativos turísticos da cidade. Sant`Ana tem uma iconografia muito ligada a Minas Gerais, desde a época da escravidão, quando, dentro das minas de ouro, brancos e negros pediam sua proteção. A partir daí, a santa, avó de Jesus e mãe de Maria, virou protetora do estado", explicou Ângela. Pelo jeito, a santa de casa fez milagre.

Da Agência O Globo

Programação dos Museus do Amapá para a 10ª Semana dos Museus


“Os Museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e instituições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes”.
Mário Chagas, 2004

Os Museus Fortaleza de São José de Macapá, da Imagem e do Som (MIS), Joaquim Caetano da Silva, Kuahí dos Povos Indígenas do Oiapoque, de Arqueologia e Etnologia, Sacaca, Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (da Unifap) e a Pinacoteca Cepav – CP estão com programação definida para a 10ª Semana Nacional de Museus, evento nacional que ocorrerá de 14 a 20 de maio, tendo como tema: “Museus em um Mundo em Transformação – novos desafios, novas inspirações”.

A Semana de Museus é coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e tem a adesão de museus e outros lugares de memória, como arquivos, bibliotecas, casas de cultura, redes sociais, galerias, entre outros espaços. Este ano, participam do evento 1.006 instituições, totalizando mais de 3 mil atividades por todo o país.

Dada a importância da 10ª Semana de Museus, para os estados representa também um momento de dar visibilidade aos seus Patrimônios, refletindo, discutindo e trocando experiências sobre Museus em um mundo em transformação.

Acompanhe abaixo as programações dos Museus vinculados à Secretaria de Estado da Cultura (Secult):

Museu da Imagem e do Som (MIS-AP)
Endereço: rua Cândido Mendes, s/n, Centro. Dentro do Teatro das Bacabeiras. Segundo piso
Contato: 3225-0125 e-mail: museudaimagemedosom@gmail.com
17.05 – 19h às 21h
Seminário/painel/mesa redonda – Panorama dos espaços museológicos amapaenses
Sinopse: Representantes dos Museus do Estado compondo um debate amplo sobre o perfil de cada unidade museológica e seus maiores desafios
Local: Auditório do MIS – AP, no Teatro das Bacabeiras, segundo piso

18.05 – 19h às 21h
Seminário/painel/mesa redonda – As tecnologias da informação como ferramentas de interação museu/sociedade: passos dados e perspectivas
Sinopse: A utilização dos blogs, redes sociais e e-mails na comunicação
Local: Auditório do MIS – AP, no Teatro das Bacabeiras, segundo piso

19.05 – 19h às 21h
Seminário/painel/mesa redonda – Roda de conversa: A cultura popular, cultura de massa e a cibercultura: o cenário híbrido do século XXI
Sinopse: A relação dos agentes culturais de expressões tradicionais com as neo-tribos digitais
Local: Auditório do MIS – AP, no Teatro das Bacabeiras, segundo piso

19.05 – 22h à 0h
Show musical – Encerramento da programação com som de bandas locais
Local: Auditório do MIS-AP
Museu Fortaleza de São José de Macapá (MFSJM)
Endereço: rua Cândido Mendes, s/n, em frente ao Mercado Central
Contato: 9128-9697 e-mail: Thiago.mfsjm@gmail.com

14.05 a 16.05 – 8h às 12h
Recreação/Gincana – Entre as escolas Santina Rioli e Barão do Rio Branco
Modalidades: Cultura, artes, recreação, conhecimentos gerais, torcida organizada, filantropia (cestas básicas arrecadadas pelas escolas, a serem doadas para famílias em risco social)

15.05 a 20.05 – 8h às 18h
Visita guiada – Com abordagem ao tema da Semana de Museus

16.05 – 16h às 17h30
Exibição de filmes – Curtas infantis para os visitantes
Local: Cine Mairi, no MFSJM

17.05 – 15h às 16h30
Palestra – Acerca do Museu Fortaleza São José de Macapá em mundo de transformações
Local: auditório do MFSJM

18.05 – 19h às 21h
Lançamento de livro – “A Noite dos Cristais”
Local: Restaurante do MFSJM
Museu de Arqueologia e Etnologia
Endereço: Avenida Mário Cruz, 376 – Casa, Centro
Contato: 3223-5441 e-mail: mae_ap@secult.ap.gov.br

14.05 – 20h às 23h
Exposição – Lançamento da exposição permanente do Museu que dissertará sobre a arqueologia e a etnologia em solo amapaense. Será composta por vários artefatos arqueológicos que materializam parte da pré-história amapaense
Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva (MHAJCS)
Endereço: Avenida Mário Cruz, 17, Centro
Contato: 3223-5432 e-mail: moisestito@bol.com.br

15.05 – 9h às 12h
Palestra – “Franceses e brasileiros – o episódio de 15 de maio de 1895″
Local: Centro Cultural Franco-amapaense

16.05 – 9h às 12h
Palestra – “As questões de fronteira no Amapá – antigos problemas, novos desafios”
Local: Centro Cultural Franco Amapaense

18.05 – 9h às 12h
Seminário/painel/mesa redonda – Alusiva ao Dia Internacional dos Museus com o título: “Museus em um mundo em transformações – novos desafios, novas inspirações”
Local: Centro Cultural Franco Amapaense
Museu Kuahí dos Povos Indígenas do Oiapoque
Endereço: Avenida Barão do Rio Branco, 160 – Edifício, Centro, Oiapoque
Contato: (96) 3251-3293 e 8806-3909

14.05 – 9h às 12h
Abertura – Manifestações culturais dos Povos Indígenas do Amapá, com pinturas corporais

14.05 – 14h às 18h
Exibição de filme – Mostras audiovisual indígenas, parceria MIS-AP

14 a 20.05 – 9h às 18h
Exposição – Serigrafias “Eco Art”. Coleção Cia. Bozano
Coordenadores: Prof. Dr. João Batista Gomes de Oliveira e Neidiane Sucupira Assunção

15.05 – 14h às 18h
Palestra – Os Núcleos Museológicos Indígenas do Amapá: aspectos teóricos e metodológicos
Palestrantes: Coordenador do PET Indígena da Unifap, prof. João Batista Gomes de Oliveira, e petianos indígenas

15.05 – 9h às 12h
Seminário/painel/mesa redonda – Educação indígena e as tradições culturais. Palestrantes: professora Msc. Meire Adriana da Silva (coordenadora do curso de Educação Intercultural Indígena) e prof. Msc. Adilson Barros

16 a 18.05 – 9h às 18h
Oficina – As pesquisas arqueológicas desenvolvidas pelo Cepap/Unifap no Estado do Amapá
Palestrante: Prof. Dr. Edinaldo Nunes Pinheiro

20.05 – 18h às 22h
Show Musical – Apresentação de grupos indígenas

fonte:
http://www.correaneto.com.br/site/noticias/25141

Expoidea 2012 tem início nesta terça com foco na economia criativa

A partir desta terça-feira (8) até o próximo domingo (13), o Bairro do Recife será palco para apresentações de projetos e iniciativas inovadoras relacionadas com tecnologia, sustentabilidade e cultura. A segunda edição da Expoidea - Feira do Futuro conta com mais de 120 atividades de conteúdo, entre palestras, oficinas, minicursos, debates e mesas redondas, além de 20 apresentações culturais em formato de show e mostras artísticas. As atividades serão realizadas no Paço Alfândega, Livraria Cultura e na Rua da Moeda.


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Foto: divulgação

Mariana Dantas Do NE10


"Além da promoção de cursos e oficinas, a Expoidea reforça a necessidade de promover o diálogo entre gestores públicos, a iniciativa privada e a sociedade. Incentivamos a economia criativa e a troca de experiências", explica a coordenadora geral do evento, Cristina Balari. Ela disse ainda que embora a Expoidea 2012 seja mais curta (seis dias), se comparada com a primeira edição (nove dias), a grade de atrações não foi reduzida. "Com a experiência de 2010, decidimos concentrar o evento em seis dias para favorecer a interação entre os participantes", explicou Cristina. A expectativa dos organizadores é receber um público igual ou maior do que na primeira edição, quando 48 mil pessoas participaram das atividades.

As inscrições para as 14 oficinas oferecidas pelo Expoidea já estão esgotadas. No entanto, para palestras e mesas redondas não é necessário inscrição prévia. "Se a procura for alta, vamos usar o critério de ordem de chegada", explicou a coordenadora da feira. Confira a programação completa do evento no site www.expoidea.com.br.

ABERTURA
- A abertura da Feira do Futuro acontece às 18h desta terça, com shows no Palco Livre, espaço reservado à diversidade musical que funcionará todas as noites na Rua da Moeda. O grupo fenimino Baque Mulher abre a programação, seguido pelo som mais experimental do Triofônico. A noite terá ainda Batida Salve Todos, Helton Moura e o Cambaio, Projeto Mexidinho, ZNPE, Elemento Natural, Vangloria e Labiata

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SUSTENTABILIDADE  - Entre a grade de palestra, destaque para o tema "Fernando de Noronha e a Sustentabilidade – desafios e alternativas", onde será apresentado um paralelo entre a realidade insular da ilha de Fernando de Noronha e o atual contexto da crise ambiental planetária. O evento será na sexta-feira (11). "O tamanduá que não chegou a ver a novela das oito" é o tema do debate que acontece no sábado (12), quando serão exploradas as contradições entre o crescimento e a sustentabilidade.

TECONOLOGIA
- A jornalista Dani Arrais, dona do blog Don’t Touch My Moleskine, e Luiza Voll, criadoras da Contente, empresa especializada em negócios da internet, falam sobre o seu projeto Instamission, um dos mais importantes cases em redes sociais no Brasil. Confira outras atividades do eixo Tecnologia no blog MundoBit.

Criolo faz pocket show na quarta

CULTURA - No eixo cultural, o destaque deste ano é a presença do rapper Criolo. O cantor participa de debate com o músico pernambucano Cannibal sobre transformações sociais, onde, ao lado da sua mãe, Maria Vilani, falará sobre a sua história de superação. Ele ainda faz um pocket show na quarta-feira (9). A apresentação acontece às 22h, no palco da Expoidea, onde apresentará pela última vez o formato DJ + MC, dobradinha clássica da cultura hip hop.

Outro show imperdível é o Tributo ao disco Paêbiru (Lula Côrtes/ Zé Ramalho), na quinta-feira (10), às 23h, no palco Expoidea. O disco é considerado uma raridade e um dos mais caros do Brasil. O álbum foi lançado em 1975, com uma tiragem de 1.300 exemplares. A enchente que atingiu Pernambuco naquele mesmo ano acabou destruíndo mais de mil discos. Hoje, o vinil original custa cerca de R$ 4 mil.

A feira ainda traz uma mostra de cinema de Eduardo Coutinho no São Luiz, da quarta (9) ao domingo (13), com a exibição do Filme "Cabra marcado para morrer". A produção do filme foi iniciada em fevereiro de 1964 e conta a história política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. Devido às forças militares, o diretor só retomaria o filme 17 anos depois, quando reencontra a viúva de João Pedro e outros camponeses.

Serviço

Expoidea - Feira do Futuro
De 08 a 13 de maio
Paço Alfândega, Livraria Cultura e na Rua da Moeda
Site: www.expoidea.com.br