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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Programa de Fomento aos Museus 2012

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse hoje no ato oficial da 10ª Semana de Museus, em Belo Horizonte, que estar em Minas é reviver a história do Brasil. “Minas é um museu a céu aberto e abrir a semana aqui é homenagear esta terra”. A cerimônia marcou as comemorações da semana de museus, que continua com diversas atividades até domingo (20), em todas as regiões do país.



 Lançamento ocorreu durante solenidade da 10ª Semana de Museus

No evento, a ministra e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) , José do Nascimento Junior, lançaram o cronograma de editais do Programa de Fomento aos Museus Ibram 2012.

“O Brasil tem que investir cada vez mais na memória e os espaços dessa memória são os museus”, disse a ministra, acrescentando que “devemos ter a preocupação de fazer do espaço dos museus um espaço atrativo para os jovens”.

Junior informou que o número de visitação aos museus brasileiros nos últimos dois anos teve um aumento de mais de 80%. Sobre a abertura do evento ser em BH, ele lembrou da importância de Minas na área de museus.

 

Com o tema Museus em um Mundo em Transformação – novos desafios, novas inspirações, a 10ª Semana é promovida pelo Ibram/MinC em parceria com os museus brasileiros. Neste ano estão cadastrados 3.420 eventos, em 1.114 museus e organizações culturais de 513 cidades brasileiras. A semana de museus acontece anualmente em comemoração ao Dia Internacional de Museus – celebrado no dia 18 de maio.

Confira aqui a programação completa da 10ª Semana de Museus e participe!
Texto: Ascom/MinC
Fotos: Pedro Silveira, Ascom/MinC

Fundo de Moedas Imaginárias estimula indústria criativa

Enquanto para uns FMI significa Fundo Monetário Internacional, para um grupo de empresários das áreas de inclusão digital e audiovisual a sigla significa Fundo de Moedas Imaginárias.


O fundo alternativo, criado pelo grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, da USP (Universidade de São Paulo), selecionou projetos para serem apoiados neste mês. Os três primeiros colocados não recebem prêmios em dinheiro, mas R$ 3.000 em horas de consultoria com especialistas da universidade e convidados.

Os participantes também remuneram quem contribui ou participa de suas criações -- com moedas imaginárias, que podem ser investidas em mais projetos ou na aquisição de um bem.

"É uma iniciativa que promove o desenvolvimento da indústria criativa brasileira e visa ao compartilhamento de saberes e à geração de projetos colaborativos, promovendo a troca de experiências", elogia Martín Restrepo.

Divulgação
Cena do jogo Flamengo, sobre a invasão holandesa no Brasil, que adota moeda imaginária
Cena sobre a invasão holandesa no Brasil, que adota moeda imaginária
Restrepo é diretor da Editacuja, editora que desenvolve a Mel (Mobile Education Lab), comunidade para desenvolvimento colaborativo de iniciativas e conteúdos digitais educacionais. A comunidade adota a Moeda de Mel, que está vinculada ao fundo da Cidade do Conhecimento e permite ao participante trocá-la por bens tangíveis ou intangíveis.

É o tipo de troca em que o participante ganha duas vezes, destaca a professora de sociologia Holania Horti Neri dos Santos, 29, cujo projeto de game sobre o Congresso Nacional e seus objetivos foi finalista no FMI. Além de contribuir com a geração de conhecimento -- e, por isso mesmo, adquirir aprendizado --, a moeda permite a "compra" de mais aprendizado.


No Máthema, o jogador tem de contribuir para ajudar a salvar um personagem de dez anos criando plataformas para conseguir avançar de fase. Conforme evolui, ganha moedas que podem ser trocadas por bônus, livros e gibis dentro e fora da plataforma eletrônica, explica o desenvolvedor do jogo Claudio Cavallari Ferreira.

"[Se o projeto de moedas imaginárias] for possível como imaginamos, vai nascer uma forma diferente de fazer e produzir cultura", destaca Rodrigo de Araújo, 34, historiador e produtor de games, idealizador de Flamengo, jogo que trata da invasão holandesa no Brasil.

"São novas formas de troca e negociação que resolvem a questão monetária", sinaliza Vanessa Aires Gomes, 31, criadora da Local Jam Live, movimento que incentiva artistas a se apresentar em jam sessions, de forma improvisada e imediata, combinando outras linguagens, ritmos e estilos.

Para Araújo, porém, ainda há muito a ser feito até que a cultura possa ser trocada por moedas imaginárias. "A sociedade precisa ficar mais esclarecida, existe ainda muito preconceito."

Ferreira acrescenta: "Também é necessário que [o participante] seja estimulado a aprender, a desenvolver, e não somente a acumular moedas".


RAQUEL BOCATO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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