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terça-feira, 5 de junho de 2012

O Observatório Brasileiro de Economia Criativa (Obec), lançado nesta sexta-feira (1º) em Brasília, pelo Ministério da Cultura (Minc), terá a cooperação do Sebrae na formulação de informações e pesquisas para o desenvolvimento do setor.




Observatório de economia criativa terá estudos e pesquisas do Sebrae
 
 
O Observatório Brasileiro de Economia Criativa (Obec), lançado nesta sexta-feira (1º) em Brasília, pelo Ministério da Cultura (Minc), terá a cooperação do Sebrae na formulação de informações e pesquisas para o desenvolvimento do setor. A nova estrutura canalizará a produção e a difusão de dados quantitativos e qualitativos sobre a economia criativa brasileira.

O acordo firmado entre Sebrae e Ministério da Cultura vai ajudar a aprofundar os conhecimentos sobre esse segmento por meio da estruturação de metodologias, conteúdos e indicadores. A partir desse acervo, será possível promover a profissionalização da gestão de micro e pequenos empresários da economia criativa e a geração de novos negócios.

A cerimônia de lançamento do observatório, realizada no auditório da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), contou com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda; da secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão; da gerente de Atendimento Coletivo e Serviços do Sebrae, Ana Maria Magni Coelho; e representantes de outras instituições parceiras do Minc.

O Obec terá investimentos de R$ 12,4 milhões e segundo a ministra Ana de Hollanda, buscará elementos que possam ajudar na formulação de políticas públicas. Neste ano de 2012, serão implantados 14 observatórios, sendo 12 nos estados-sede da Copa do Mundo 2014 (Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo) e os outros dois no Acre e em Goiás, estados que já firmaram acordo com o Criativa Birô – equipamento que presta assessoria a empreendedores criativos. Até o final de 2013, todo o território nacional estará coberto pelo Obec.

Já o Sebrae, como parceiro da Secretaria de Economia Criativa do Minc, vai viabilizar e promover a troca de experiências bem-sucedidas relacionadas a empreendimentos nas áreas de cultura e entretenimento com o objetivo de qualificar e fortalecer as micro e pequenas empresas (MPE). Além do mapeamento do setor, a instituição pretende promover capacitações através da formulação de guias e manuais, cursos e palestras de fortalecimento associativo.

“Vamos contribuir na construção de um modelo brasileiro para a economia criativa que considere a diversidade cultural e empreendedora do nosso país”, disse a gerente do Sebrae, Ana Maria Coelho. Para ela, é preciso fazer a ponte entre os setores tradicionais e os setores da economia criativa e entender de que forma se dá esse encadeamento produtivo.

“Há um novo paradigma produtivo estabelecido e precisamos entender o impacto desta nova economia na sociedade. O observatório nacional e os observatórios regionais poderão nos auxiliar nessa tarefa de produzir, organizar e difundir dados sobre o tema e promover debates importantes que subsidiem os caminhos de outras instituições no fomento a negócios criativos”, explicou Ana Maria.

Para a representante do Sebrae, esse acordo de cooperação possibilitará a discussão de questões para a elaboração de novos marcos legais. “Eu não tenho a menor dúvida de que a sustentabilidade do desenvolvimento brasileiro passa pelo fortalecimento da economia criativa”, finalizou.

O funcionamento do Observatório Brasileiro de Economia Criativa será coordenado por um comitê de 15 integrantes, entre servidores do Minc e representantes de instituições parceiras e da sociedade civil.


fonte:
http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=Estado&idnoticia=40467

Os museus ganharam grande importância em todo o mundo, especialmente a partir da década de 1980, como instrumentos de desenvolvimento econômico através de suas capacidades em atrair fluxo populacional de moradores da cidade e fluxo turístico.




Muitas cidades da Europa recorreram a essa estratégia para revitalizar áreas industriais degradadas, como os espanhóis Guggenheim de Bilbao e o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, em Avilés.

Contudo, os museus são muito mais que isso. Eles são poderosos centros de educação, cultura, arte e entretenimento. São instrumentos muito importantes para a formação educacional de qualquer sociedade e para a construção dos laços de identidade entre seus membros, promovendo a preservação da memória e garantindo a transmissão do conhecimento.

Para alcançar esses dois objetivos, os museus possuem um grande desafio: como formar público para as suas exposições e garantir, dessa maneira, a sua verdadeira inserção no ambiente urbano?

No século XXI, a resposta passa pela interatividade e pela tecnologia, além das questões como a necessidade de uma boa curadoria, de amplo plano de comunicação e uma gestão de recursos eficiente.

O uso da tecnologia é um caminho sem volta para os museus e para os centros culturais, como demonstram os bem sucedidos casos do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Futebol em São Paulo, assim como os projetos do Museu do Amanhã e do Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro.

A tecnologia é uma poderosa ferramenta para garantir a interatividade nos museus, porém, a criatividade na definição da museografia também importa. O fundamental é permitir que o visitante consuma a exposição de maneira mais ativa, proporcionando-lhe uma experiência.
Em 2011, em termos relativos, a exposição mais visitada em no mundo foi "O mundo mágico de Escher" no CCBB do Rio de Janeiro, que atraiu a média de 9.667 pessoas/dia ao longo dos três meses da temporada. Existem muitas explicações para o sucesso, porém, a interatividade da exposição apresenta-se como elemento central da sua atratividade.

Apesar desses casos, os museus brasileiros ainda estão muito defasados nesses aspectos, uma vez que a grande maioria ainda não dispõe sequer de audioguias.

O problema é potencializado pela intensificação do uso da tecnologia e da interatividade nos principais museus do mundo, que utilizam crescentemente consoles portáteis de videogames como suporte dos conteúdos interativos, e oferecem conteúdos através de QR codes acessados pelos smartphones. O resultado que lá se verifica é a ampliação do público jovem.

Assim, os ambientes interativos e permeados pelo uso inteligente da tecnologia potencializam os museus como centros de formação educacional, cultural e artística. O museu se incorpora ao espaço urbano e assume papel decisivo na formação das pessoas que ali vivem.

O museu deve ser percebido como pertencente à cidade e aos que nela vivem ou circulam e, por conseqüência, um importante instrumento na revitalização de áreas degradadas através da atração de pessoas e, consequentemente, de outros investimentos.

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João Luiz de Figueiredo é coordenador do Núcleo de Economia Criativa e chefe do Departamento de Gestão do Entretenimento da ESPM-RJ

fonte:
http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/museus-tecnologia-e-cidades_117637.html

Museu da Energia inaugura a mostra "Meu Ambiente" nesta semana


Obras seguem expostas até 12 de junho.

Foto
Durante uma semana os alunos participaram de oficinas que tiveram como temas patrimônio cultural e meio ambiente  

Para marcar as comemorações do Dia do Meio Ambiente, 05 de junho, o Museu da Energia de Itu em parceria com os alunos do Grêmio Estudantil da E.E. Regente Feijó, apresenta a Mostra Fotográfica “Meu Ambiente”, com o objetivo de promover uma reflexão sobre a importância da preservação do meio ambiente onde se encontra o patrimônio material imóvel de Itu, estimulando os sentimentos de responsabilidade, pertencimento e apropriação do mesmo.

Durante uma semana os alunos participaram de oficinas que tiveram como temas patrimônio cultural e meio ambiente, e de discussões baseadas em textos da obra “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino. No encerramento os participantes realizaram uma visita pelas ruas centrais de Itu para registrar por meio de fotos a relação dos indivíduos com o patrimônio e o meio ambiente.

A Mostra “Meu Ambiente” poderá ser visitada gratuitamente de 05 a 12 de junho, no Museu da Energia de Itu. E a partir do dia 18, a mostra será inaugurada na E.E. Regente Feijó onde permanecerá até o dia 25 de junho.

O Museu fica na rua Paula Souza, 669 - Itu/SP. Mais informações pelo telefone (11) 4022-6832.

fonte:
http://www.itu.com.br/cultura/noticia/museu-da-energia-inaugura-a-mostra-meu-ambiente-20120604

Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM), várias atividades de fomento para o segmento serão empreendidas ao longo da Década do Patrimônio Museológico (2012-2022)

Atividades previstas para os próximos dez anos devem fortalecer o intercâmbio Ibero-Americano

Foto: Divulgação IbermuseusBrasília – Os próximos dez anos prometem ser de expansão para os museus Ibero-americanos. Coordenado pelo Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM), várias atividades de fomento para o segmento serão empreendidas ao longo da Década do Patrimônio Museológico (2012-2022).
As iniciativas terão como objetivo estimular e fortalecer a integração, cooperação e intercâmbio entre os países da Ibero-América no setor de museus, da cultura e nos demais âmbitos da sociedade.

O lançamento oficial das comemorações da Década do Patrimônio Museológico aconteceu no último dia 30 de maio em Santiago no Chile e contou com a participação de presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Júnior.

O evento celebra os 40 anos da mesa redonda de Santiago do Chile, cuja declaração final ocorreu em 1972 e é considerada o grande marco da chamada Museologia Social, e tornou-se referência para as políticas públicas voltadas para o campo museal.



Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC

Foto: Divulgação Ibermuseus