domingo, 1 de julho de 2012

Museu Internacional de Arte Naïf



A Sofia foi com a escola ao Museu Internacional de Arte Naïf. O objetivo desse passeio escolar era enriquecer o trabalho pedagógico desenvolvido nas aulas de Artes, Língua Portuguesa e Geografia.  Além das crianças terem a oportunidade de conhecerem um acervo belíssimo.

Na volta do passeio a Sofia estava empolgadíssima, cheia de novidades, explicando o que é arte Naïf e contando o que viu no Museu. Ela até fez um desenho em arte Naïf e um texto, e eu, claro, morri de orgulho né?


A empolgação da Sofia foi tanta que me contagiou e eu resolvi fazer a visita ao Museu Internacional de Arte Naïf e gostei muito do que eu vi. Pena que a Ana Luiza não quis ir comigo.

Na primeira sala passei pela exposição "Rio de Janeiro Naïf" com 40 telas que retratam os principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. As pinturas me encantaram pelo colorido. Fiquei ali, fascinada, observando os locais já conhecidos e retratados de forma tão mágica.


Pão de Açúcar                                   Museu Arte Naïf
                          Lagoa Rodrigo de Freitas                           Sítio do Burle Marx                            

                   
Eu estava curiosa para conferir o quadro de Arte Naïf que é do tamanho de uma parede e que a Sofia tanto falou dele. Realmente a obra "Rio de Janeiro gosto de você, gosto dessa gente feliz", de Lia Mittarakis, é belíssima e surpreendente.



A Sofia também falou bastante de uma pintura que passava por todas as paredes do quarto, dando a volta, que era a maior pintura Naïf do mundo. Eu não tinha entendido bem a explicação dela, mas assim que vi a obra "Brasil 5 Séculos" eu percebi que a Sofia explicou diretinho. Fiquei observando a tela de 1,40 m X 24m e me lembrando da explicação da minha filhota (mamãe mais orgulhosa ainda). 

A maior pintura do gênero Naïf, de Aparecida Azevedo, narra a história do Brasil desde o Descobrimento até a inauguração de Brasília passando por: a Primeira Missa, os Bandeirantes, o Pau-Brasil, a Inconfidência Mineira, o Café, a Proclamação da República, a Cana-de-Açúcar, a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, o Ouro, a Independência do Brasil, o Gado e o Algodão, a Abolição da Escravatura, a Borracha, a Revolução de 1930, o Petróleo, o suicídio de Getúlio Vargas, Modernização e Industrialização. Uma verdadeira aula de história multicolorida.


No museu podemos contemplar obras de artistas internacionais como, por exemplo, as Molas do Panamá que são "telas decorativas bordadas em camadas e aplicadas nas blusas usadas pelas mulheres da tribo dos kunas".


Foi um passeio gostoso, alegre, descontraído, muito agradável e que valeu muito a pena. O Museu Internacional de Arte Naïf fica bem pertinho do Bondinho do Corcovado e oferece desconto para quem fez o passeio ao Cristo Redentor. 

Na saída tem uma lojinha que vende produtos com pinturas Naïf como: quadrinhos, cartões postais, cadernetas, caixinhas, enfim, muitas lembrancinhas. Eu não resisti quando vi estes porta-trecos feitos com latas de molho de tomate e trouxe uma para cada filha. 


Agora, além de ter mais assunto para conversar com a Sofia, já sei o que fazer para reciclar as latas aqui de casa. Vamos nos aventurar na arte Naïf.

As crianças que visitam o museu recebem um livro-jogo com atividades sobre a exposição, bem interessante.

Rua Cosme Velho, 561 - Cosme Velho
De terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábado das 12h às 18h, com agendamento prévio.

Nichos de memória da alma paraense




Diante da penumbra de salas pouco iluminadas, pequenos raios desvendam riquezas armazenadas desde o século XVI. Em cada foco da iluminação amarelada, imagens, telas, esculturas e a história religiosa de Belém ao alcance dos olhos. Já na entrada, a tela imponente da Santa Ceia é uma das poucas que dispensa quase por completo a iluminação artificial diante da luminosidade original dos traços do pintor. “Há quem diga que é o mais antigo quadro religioso em Belém”, dita orgulhoso o diretor do Museu de Arte Sacra (MAS), Padre Ronaldo Menezes.


Além do mistério guardado por cada imagem que compõe o acervo de 300 peças do museu integrado à Igreja de Santo Alexandre e fundado em setembro de 1998, é no MAS que também funciona o Sistema Integrado de Museus do Estado do Pará (SIM). É da sala localizada no andar que fica acima do museu que se formam e se desenvolvem as gerências sobre nove dos 42 museus em funcionamento no Estado do Pará, atualmente. Localizados em sua maioria no bairro da Cidade Velha, os nove espaços resguardam a memória do Estado em sua capital, onde também está localizado o único museu gerido pela Prefeitura Municipal de Belém, o Museu de Artes de Belém (MAB).


De acordo com a diretora do SIM, Carmen Cal, a diversidade de acervos dos espaços ajuda a remontar a história do Estado desde seu surgimento, através de elementos como os resguardados pelo Museu do Forte do Presépio, até os tempos áureos da borracha na capital paraense, momento marcado em grande parte do Museu do Estado do Pará. “Cada espaço tem uma característica diferente”, aponta. “A Casa das Onze Janelas é mais voltada para a arte contemporânea, o Museu da Imagem e do Som tem um acervo de compositores, já o Museu do Encontro tem um grande acervo arqueológico”.


Diante da importância e das riquezas evidenciadas por cada museu, a coordenadora do SIM aponta que os nove espaços administrados pelo Governo do Estado respondem a políticas que percorrem o cumprimento de três metas de gestão. Segundo ela, todas objetivam o mesmo resultado: a aproximação da sociedade aos museus. “Buscamos a integração entre os museus e a sociedade através de oficinas, palestras e diálogos com o patrimônio; buscamos a divulgação dos museus através dos colégios e de eventos como a semana do museu, mas também buscamos modernização de acervos e sistemas informatizados”, explica.


Essa busca cada vez maior pela aproximação da sociedade aos espaços museológicos é alinhada mensalmente aos números de frequência dos museus da capital. Os dados já catalogados no ano de 2012 apontam que 36.614 pessoas já passaram esse ano pelos nove museus geridos pelo SIM. Para Carmen, a disposição dos espaços no chamado Complexo Feliz Luzitânia favorece a visitação pela proximidade. “Complexo facilita muito porque tudo é muito perto. O Museu do Forte do Presépio tem uma grande visitação, assim como o Museu de Arte Sacra, porque estão praticamente interligados. Quem visita um, visita o outro”, acredita.


Outro fator que poderia contribuir para o crescimento do número de visitações dos museus paraenses é o apontado pelo levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) através do Cadastro Nacional de Museus de 2010. O estudo aponta que o Pará é o segundo Estado brasileiro com a maior proporção de habitantes por museu. Ao todo, são 168.228 habitantes por museu.


Em termos quantitativos, o Estado também possui o maior número de museus dentre os da Região Norte, porém, no âmbito nacional, o Pará ainda faz parte de uma das regiões que possuem o menor quantitativo de museus do país. Juntos, o Norte e o Centro-Oeste detêm apenas 12% dos museus brasileiros. (Diário do Pará)

fonte:

A Baleia, produzida por Fred Svendsen para complexo Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes (PB)



João Pessoa ganha uma nova obra de arte pública: A Baleia, produzida por Fred Svendsen para a Estação das Artes (novo prédio da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes).  A escultura foi criada com intuito de homenagear as baleias que ainda visitam a costa paraibana.

O mamífero faz parte da memória dos cidadãos daqui. Até 1986, a principal atividade econômica no litoral era a baleação, realizada por uma empresa nipo-brasileira com sede em Cabedelo. Graças à decisão da Comissão Baleeira Internacional a caça às baleias foi proibida. Muita gente vai lembrar disso e ficar comovido ao se deparar com a obra.

A escultura de seis toneladas é de ferro carbono. O design em curvas é uma clara referência ao estilo de Oscar Niemeyer que projetou o complexo Estação Cabo Branco. O artista escolheu um material perene para que o tempo e a maresia corroessem a obra. Mas para que o processo ficasse um pouco mais lento, optou pela pintura. “Se ela duraria 50 anos, com a pintura passará a viver 70, 80 anos”.

Como fã da própria cidade, Svenden comenta que a homenagem também é para o Cabo Branco. Para ele, um dos locais mais importantes da terra (saiba mais sobre João Pessoa e o extremo oriental).

A cor amarela foi criteriosamente escolhida. Além de estar em harmonia com o complexo Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, a pintura remete ao ouro. “É isso que baleia representa pra nós. Animais dóceis, passageiros da paz. A baleia sai da Noruega para ter seus filhotes na Paraíba. Já pensou o tamanho da nossa responsabilidade?”, diz.

O artista revela que esta talvez seja a maior obra em homenagem a este mamífero ameaçado de extinção.
nova obra pública em joão pessoa paraíba
A escultura de ferro carbono "A Baleia", de Fred Svendsen, tem seis toneladas. O artista explica que as curvas internas da escultura representam o mar.

A Baleia está na Estação das Artes, o novo prédio do complexo Estação Cabo Branco.
Estação Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes

Av. João Cirillo da Silva, S/N- Altiplano Cabo Branco – João Pessoa/PB – (83) 3214-8303 /3214-8270
Ter. à sex. 9h às 21h. Sáb. e dom. das 10h às 21h

fonte:
Babel das Artes