Listen to the text.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Projeto de Lei muda Estatuto de Museus


Setor público passa a ter mais legitimidade para gerir as instituições

Brasília – A comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o projeto de Lei 4977/09, que dá competência para cada ente público definir a forma de gestão dos museus e amplia o rol de mecanismos de parceria que poderão ser utilizados pelas entidades.

O texto autoriza, também, os museus a estabelecer contratos, convênios, termos de parceria ou instrumentos semelhantes. A proposta altera o Estatuto de Museus – Lei 11.904/09, que define que os museus são regidos por ato normativo específico.

“Hoje muito dos museus brasileiros são administrados por Organizações Sociais, todo mecanismo que provem para beneficiar as entidades museológicas serão bem vindos”,
destaca Ana Maltez , assistente do Departamento de Processos Museais do IBRAM.

A proposição é de autoria dos deputados Angelo Vanhoni (PT-PR) e José Aníbal (licenciado), atual secretário de Energia de São Paulo.

A proposta tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada pela comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Agora segue para análise da comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Texto: Pablo Rodrigo, Ascom/MinC)

Manuscritos medievais da Biblioteca Bodleiana vão a NY

NOVA YORK, 6 Jul (Reuters) - Mais de 60 manuscritos medievais em hebraico, árabe e latim pertencentes à Biblioteca Bodleiana, de Oxford, serão expostos neste semestre no Museu Judaico de Nova York. A maioria das peças nunca esteve nos Estados Unidos.

A exposição "Cruzando Fronteiras: Manuscritos das Bibliotecas Bodleianas" inclui a Bíblia de Kennicott, criada em 1476 na Espanha e supostamente um dos manuscritos medievais mais amplamente ilustrados que existem.

Um dos dois primeiros evangelhos em latim das ilhas britânicas, datado do final do século 6 ou 7, e o Michael Mahzor, mais antigo livro judaico de orações com iluminuras para festividades, também estarão na exposição, que vai de 14 de setembro a 3 de fevereiro.
"(A exposição) destaca o papel do livro hebraico como ponto de encontro de culturas na Idade Média, principalmente na Europa. Os judeus estavam vivendo no meio dos cristãos e muçulmanos e transmitiram a cultura por meio de traduções de obras", disse à Reuters a curadora Claudia Nahson. "Os livros hebraicos são um repositório de muitas influências diferentes."

As primeiras obras datam do século 3, chegando ao século 16. "Esse é um período muitíssimo amplo", disse Nahson. "O formato livro teve um papel na forma como as religiões conversaram entre si."

A exposição está dividida em três seções: os primórdios do cristianismo e o judaísmo, com seus vínculos e dissociações; o final da Idade Média; e a coleção hebraica da Biblioteca Bodleiana, que remonta aos primeiros anos dessa biblioteca, fundada em 1598.
No caso da Bíblia de Kennicot, será possível ver uma reprodução digital dela, além do livro propriamente dito.

"É um manuscrito incrível, profusamente decorado. Há tantas páginas com iluminuras que é difícil escolher qual mostrar, por isso teremos uma versão digitalizada", disse a curadora.
Outro destaque é o Michael Mahzor, produzido em 1258 na Alemanha e ilustrado por um cristão. Uma das iluminuras está de cabeça para baixo.

A Biblioteca Bodleiana foi criada por Thomas Bodley, que foi embaixador da rainha Elizabeth 1a. Ela começou com 2.500 tomos, e hoje é uma das quase 40 bibliotecas integradas à estrutura das Bibliotecas Bodleianas.

fonte:
http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI5882290-EI3615,00-Manuscritos+medievais+da+Biblioteca+Bodleiana+vao+a+NY.html

Tesouros da Ordem de Malta no Kremlin

Os museus de Itália, França, Malta e Rússia juntaram-se para uma impressionante exposição dedicada à história da mais antiga ordem monástica-militar: a Ordem de São João de Jerusalém, mais conhecida como a Ordem de Malta. A exposição foi inaugurada nos Museus do Kremlin de Moscou e decorre entre 6 de julho e 9 de setembro.

Tatiana Zavialova

Tesouros da Ordem de Malta no Kremlin
Foto: RIA Novosti
Imprimir enviar por E-mail Postar em blog


Cerca de duzentas obras de arte e documentos foram reunidos na exposição sob o título Nove Séculos ao Serviço da Fé e da Caridade. Muitos objetos únicos foram cedidos para a exposição pelos Museus do Kremlin de Moscou. A diretora dos Museus Elena Gagarina comentou:
"Os raríssimos objetos em exibição provenientes de coleções e arquivos de Itália, Malta, França, da ilha de Rodos e das nossas coleções abrangem os períodos principais da atividade da Ordem. Temos aqui as coroas dos Grão-Mestres, as adagas da Fé, as cruzes e insígnias da Ordem que pertenceram a Grão-Mestres famosos, armaduras e armas dos cavaleiros e retratos magníficos. Uma jóia da exposição é o notável retrato de um cavaleiro de Malta da mão do grande mestre italiano Caravaggio, gentilmente cedido pelo Palazzo Pitti de Florença."
A exposição no Kremlin de Moscou é dedicada ao 20º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a Rússia e a Ordem de Malta. Por essa ocasião, Moscou recebeu a visita do Grão-Mestre Fra’ Matthew Festing. Há mais de duzentos anos que a Rússia não era visitada por visitantes desse nível que são os dirigentes máximos da Ordem. Na cerimónia de inauguração da exposição no Kremlin esteve presente o conservador das coleções artísticas da Ordem de Malta Fra’ John Critien que recordou as relações históricas próximas entre a Rússia e os cavaleiros de Malta:
"A exposição representa uma excelente oportunidade para o grande povo russo compreender melhor a Ordem militar soberana que durante vários anos muito importantes esteve ligado ao Império Russo. Foram os anos em que o czar Pavel I, inicialmente protetor da Ordem, se tornou seu Grão-Mestre, salvando a Ordem nos anos críticos da sua existência. Os visitantes irão perceber porque um imperador ortodoxo protegia uma Ordem católica."
Em 1798, Bonaparte conquistou Malta, os tesouros da Ordem foram saqueados e os cavaleiros expulsos. Pavel I veio em seu auxílio tendo convidado os cavaleiros para a Rússia. Como sinal de gratidão estes concederam-lhe o título de Grão-Mestre. Depois da morte de Pavel I, o imperador seguinte, Alexander I, renunciou ao título e praticamente todos os símbolos da Ordem de Malta foram devolvidas a Roma.
Porém, os contactos entre a Ordem de Malta e a Rússia se iniciaram muito antes de Pavel I. Os cavaleiros, por exemplo, ajudaram frequentemente os marinheiros russos.
A Ordem de Malta ganhou uma sólida reputação de uma espécie de ministério das situações de emergência internacional. Anualmente ela presta a pessoas de diferentes países ajuda num valor que atinge um bilhão de euros. Entre os voluntários dessa Ordem também há russos, se bem que poucos, cerca de cem pessoas.
Veja as fotos da exposição: Tesouro da Ordem de Malta em Moscou

Encontro no Brasil discute proteção a museu



Pela primeira vez, uma grande reunião vai discutir a proteção dos museus e coleções em todo o mundo. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com a Unesco, o encontro será realizado entre os dis 11 e 13, no Rio de Janeiro, com a participação de especialistas de 50 países.


Apesar de sua grande relevância cultural, os museus se defrontam com a fragilidade das medidas de proteção aos seus acervos. Dessa percepção surgiu, segundo o Ibram, a necessidade de se promover um debate internacional sobre o patrimônio museológico. De acordo com o órgão, vinculado ao Ministério da Cultura, um dos objetivos da reunião será discutir a viabilidade da adoção de normas internacionais capazes de minimizar a vulnerabilidade dos museus e coleções a situações de risco.





A dança, de Pablo Picasso, roubado em 2006


No Brasil, em 2006, no que é considerado um dos maiores roubos de arte do Brasil, quatro homens roubaram Os Dois Balcões, de Salvador Dali; A Dança, de Picasso; Marine, de Monet e Jardim de Luxemburgo, de Matisse, do Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Até agora as telas não foram recuperadas.


Em 2008, três homens roubaram as gravuras O Pintor e Seu Modelo e Minotauro, Bebedor e Mulheres, de Pablo Picasso; o óleo sobre tela Mulheres na Janela, de Di Cavalcanti; e o guache sobre cartão Casal, de Lasar Segall (1891-1957) da Estação Pinacoteca, na Luz, no centro de São Paulo. As quatro obras foram recuperadas.



O Jardim de Luxemburgo, de Matisse, roubado em 2006


Internacionalmente, entre os roubos mais famosos estão o do quadro O Grito, de Munch, roubado do Museu Nacional de Oslo na Noruega em 1994 e recuperado três meses depois; Campo de Trigo com Corvos, de Van Gogh, roubado em 1991 do Museu de Amsterdã e recuperado poucas horas depois e dois Renoir (entre eles Conversa com um Jardineiro) e um Rembrandt roubados em 2000 do Museu Nacional da Suécia, em Estocolmo. Um Renoir foi recuperado cinco meses depois, e outro Renoir e o Rembrandt foram recuperados apenas cinco anos depois. Já dois Van Goghs, entre eles Vista do Mar em Scheveningen, roubado do Museu Van Gogh em Amsterdã em 2002 ainda não foram recuperados e estão entre as obras mais procuradas pelo FBI.


A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, participam da sessão de abertura do encontro, no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, às 9h do dia 11. Também estarão presentes a presidente do Comitê Executivo da Unesco, Alissandra Cummins, e o chefe da Seção de Museus do organismo, Christian Manhart. A reunião também tem apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).


Indicados pelo secretariado da Unesco, os especialistas convidados para o encontro são diretores de museus, representantes de governos e de organismos internacionais e intelectuais da área museológica. Durante os debates, até sexta-feira (13), eles estarão divididos em cinco grupos de trabalho.



Fonte: Agência Brasil
:
http://www.vermelho.org.br/rr/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=187950

Pesquisadores encontram cerca de 100 obras inéditas de Caravaggio em Milão

MILÃO - Um grupo de historiadores encontrou nesta quinta-feira, 5, uma centena de desenhos e algumas pinturas inéditas do pintor barroco italiano Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio (1571-1610) em Milão, no norte da Itália. O valor estimado das obras é de 700 milhões de euros.


Inédito de Caravaggio, entitulado 'Estudo de uma cabeça' - Reprodução
Reprodução
Inédito de Caravaggio, entitulado 'Estudo de uma cabeça'
Os estudiosos acreditam que o artista tenha realizado estes trabalhos na juventude, quando era discípulo no ateliê do maneirista Simone Peterzano.
Além das obras, os historiadores encontraram uma nota, assinada por Caravaggio, com uma série de queixas.
Durante dois anos, os pesquisadores Maurizio Bernardelli Curuzu e Adriana Conconi Fedrigolli fizeram inspeções em igrejas de Milão e examinaram o fundo Peterzano, que possuía 1378 obras do pintor.
"Era impossível que Caravaggio não tivesse deixado nenhum testemunho de seu trabalho entre 1584 e 1588", comentou Bernardelli. As investigações se basearam numa metodologia que permitiu distinguir o traço geométrico que é característico do primeiro período romano de Caravaggio, a partir de rostos de jovens apresentados por Caravaggio em "O menino mordido por um lagarto" (1596).
"Cada pintor tem uma obra que seria uma fonte de seu estilo", disseram os pesquisadores. Depois deste primeiro passo, eles buscaram obras com as mesmas proporções nos estúdios dos mestres do pintor.
Cerca de 80 desenhos descobertos no fundo Peterzano foram reproduzidos em diversas ocasiões ao longo da trajetória de Caravaggio, garantiram os pesquisadores.
Com informações da Efe

fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,pesquisadores-encontram-cerca-de-100-obras-ineditas-de-caravaggio-em-milao,896327,0.htm