quarta-feira, 25 de julho de 2012

Semana Tupã em Comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas | de 8 a 11 de agosto


fonte: Acam Portinari



O projeto do artista norte-americano Les Joynes coleta objetos que traduzem a identidade de comunidades por onde passa e os reprocessa. Os novos elementos ganham espaço em museus e chega ao MuBE em agosto.


Form Laboratory ganha 

primeira versão no Brasil






Criado em 2007 pelo artista plástico e escultor californiano Les Joynes, o projeto Form Laboratory será apresentado pela primeira vez no Brasil, no Museu Brasileiro da Escultura do dia 2 a 27 de agosto.
Form Laboratory (divulgação)
Form Laboratory (divulgação)
A exposição é montada a partir de uma seleção de objetos buscados pelo artista em diversas cidades para identificar a realidade do lugar e criar, segundo ele, “um museu dentro do museu”, a partir do que seria um sítio arqueológico da própria cidade em que passa.
As cidades anfitriãs do projeto foram Nova York, Berlim, Cingapura, Tóquio e Limousin, na França. Para Les Joynes, a capital paulista possui um rico celeiro para a mostra por ser a cidade socialmente mais diversa do Brasil com etnias diversas como japoneses, imigrantes europes, afro brasileiros, chineses, entre outros, além de contabilizar em seu cotidiano o culto de sete religiões e as relações humanas faladas em doze línguas, encapsulando uma forte hibridização.
Com essa proposta, o Form Laboratory também busca redefinir os conceitos tradicionais dos museus tornando um evento contínuo baseado em processos onde os visitantes observam desde o artista montando a coleção dos artefatos até seu posicionamento na exposição. São itens coletados, categorizados, combinados e transformados em artefatos e incorporados a uma instalação, que pretende identificar a comunidade e a cidade onde ela habita.
A agenda do Form Laboratory inclui um sistema integrado de educação do programa, com palestras e workshops para os membros da comunidade e visitantes da mostra. O objetivo do Form Laboratory é tornar-se uma estrutura contínua nômade em outros países da Ásia, União Européia e América do Sul.

Sobre Les Joynes

Nascido em Santa Barbara, Califórnia, Les Joynes viveu na Europa e na Ásia e desde 2001 vive em Nova York. Pintor e escultor, já teve mostras em galerias de vários países, assim como centros culturais e museus. Tem especialização em Arte pela Universidade de Londres, Escultura pela Musashino Art University, em Tóquio, mestrado na Universidade de Boston, doutorado em Belas Artes, na Universidade de Leeds, na Inglaterra, onde pesquisou instalações interativas com espaços públicos. Ele é Visiting Scholar no Departamento de Filosofia da Universidade de Columbia, onde ele está pesquisando a arte contemporânea e da filosofia. Em Nova York, seu trabalho é representado por Thomas Jaeckel Gallery em Nova York.

Form Laboratory – Les Joynes no MuBE

Vernissage, 1 de agosto, 19h. Abertura ao público, 2 a 27 de agosto.
Entrada gratuita.
Endereço: Av. Europa, 218. São Paulo
Informações: 11 2594-2601, mube@mube.art.br
Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 19h

O museu tem um dos mais completos acervos arqueológico e gemológico do Brasil, com cerâmicas, rochas, gemas e joias da região, com destaque para o quartzo opalescente araguaia (opala facetada) e as ametistas


A embaixatriz Batia Eldad, esposa do embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, que cumpre agenda de trabalho no Pará, visitou o Espaço São José Liberto na tarde desta terça-feira (24). Acompanhada de comitiva do governo do Estado, a embaixatriz foi recebida por Rosa Helena Neves, diretora executiva do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), e por Thiago Gama, coordenador Comercial. “Eu sinto uma grande alegria de ver o governo ter um projeto tão lindo, tão educativo como esse, que junta muitos tipos de trabalhos e produtos. Não só o espaço, os produtos, mas a ideia. Tinha que se fazer uma cópia dele em outros Estados”, enfatizou a embaixatriz após conhecer as gemas, as joias e o artesanato comecializados no São José Liberto.


Carlos Sodré/Ag. Pa
Na Capela, onde a embaixatriz começou a visita às várias dependências do Espaço São José Liberto

A visita começou pela Capela, de onde o grupo seguiu para o Museu de Gemas do Pará, vinculado ao Sistema Integrado de Museus (SIM), da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O museu tem um dos mais completos acervos arqueológico e gemológico do Brasil, com cerâmicas, rochas, gemas e joias da região, com destaque para o quartzo opalescente araguaia (opala facetada) e as ametistas.
Nas cinco salas do Museu, Batia Eldad conheceu e encantou-se com a riqueza do acervo de cerâmicas arqueológicas, gemas minerais do Pará e de outras regiões da Amazônia. “Eu adoro as pedras, que para mim são energia, mais que tudo. Gosto de sentir as pedras”, disse a embaixatriz.
Atenta às explicações de Alexandre Cordovil, monitor do museu, a embaixatriz conheceu detalhes da classificação das gemas minerais ou naturais da região Amazônica, gemas sintéticas ou artificiais e gemas orgânicas (conchas, sementes, corais, ossos, chifres etc.).
No museu, a embaixatriz também conheceu peças de coleções confeccionadas pelos profissionais do Polo Joalheiro - joias com metais preciosos e gemas orgânicas, inspiradas nas culturas marajoara e tapajônica, incluindo a religiosidade do povo paraense.
Thiago Gama explicou que a coloração de alguns pingentes na forma do muiraquitã, obtida com o resíduo de outro processo, era exemplo de uma das técnicas diferenciadas desenvolvidas por profissionais do Polo Joalheiro.
A beleza e a história das instalações do São José Liberto, que incluem o Museu Gemas do Pará, o Polo Joalheiro e a Casa do Artesão, foram observadas pela embaixatriz Batia Eldad, que ressaltou a criatividade de tantos artistas e criadores reunidos em um só espaço.
Programa - Rosa Helena Neves explicou que o São José Liberto, inaugurado em 11 de outubro de 2002, é o ponto de referência do Programa de Gemas e Metais Preciosos, mantido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom). “É uma experiência única no Brasil. É um comprometimento do governo do Estado com este projeto, para manter e investir neste espaço turístico, cultural, de geração de renda, com ações de capacitação, mercado e inovação tecnológica”, ressaltou a diretora executiva.
Em seguida, o grupo visitou o Jardim da Liberdade, com destaque para o grande quartzo, de 2,5 toneladas, colocado no centro da fonte. Depois, a embaixatriz conheceu a Loja UNA, gerenciada pelo Igama, que expõe e comercializa o trabalho de 39 produtores, entre designers, ourives e lapidários atendidos pelo programa.
Thiago Gama mostrou detalhes de técnicas desenvolvidas pelos profissionais do Polo, como a gema vegetal, que pode ter várias cores, com a dureza similar a uma pérola, criada pelo pesquisador e ourives Paulo Tavares, por meio de um processo de aproveitamento de resíduos descartados na natureza. A embaixatriz conheceu também a lapidação diferenciada, criada pela lapidária Leila Salame, conhecida como “técnica de texturização na pedra”, que utiliza grafismos marajoaras em cristais, ametistas e outras gemas. Leila é a única lapidária a fazer este tipo de trabalho.
Artesanato - A comitiva também visitou a Ilha de Ourivesaria e o Coliseu das Artes, onde acontecem eventos culturais e sociais, e conheceu as várias tipologias do artesanato paraense comercializadas na Casa do Artesão - manualidades, adornos, bolsas, sapatos e peças decorativas e utilitárias, criadas por artesãos de várias regiões do Pará e comunidades indígenas.
Sementes como a jarina, conhecida como marfim vegetal, chamaram a atenção da embaixatriz, assim como os brinquedos de balata (tipo de látex) e de miriti (palmeira da região), e as réplicas de cerâmicas arqueológicas e tradicionais, feitas por 50 produtores paraenses. Ao todo, 392 artesãos, de 43 municípios paraenses, expõem e comercializam seus produtos na Casa do Artesão.
Ao final da visita, a embaixatriz recebeu como cortesia um kit contendo uma gema vegetal de abacaxi, catálogos de diversas coleções lançadas pelo Polo Joalheiro e uma bolsa da designer Rosa Leal, confeccionada com fibra de tururi e madeira certificada. 
Ela disse que iria sugerir à comitiva de embaixadores que conheça o São José Liberto, e informou que já tentou marcar seu retorno ao Pará no período do Círio de Nazaré.

fonte:

Museu Anita Garibaldi reabre dia 28 de julho


A revitalização do Museu Histórico Anita Garibaldi - em comemoração aos 336 anos de fundação de Laguna - foram concluídas e as portas do prédio histórico serão abertas ao público no dia 28 de julho, às 9h30min. 









Entre as melhorias estão a troca do telhado, reforma das paredes externas revitalizadas, instalação de sistema de alarme contra incêndio e elevador e a construção de rampas de acesso a portadores de necessidades especiais. O prédio ainda recebeu imunização, alvenaria, forro, esquadria e ferragens, vidros, instalação hidráulicas e elétricas e também luminárias. Com a nova estrutura, peças de alto valor arqueólogo encontradas nos sambaquis da região, entre outras, relacionadas à formação sócio-cultural lagunense e região, objetos pertencentes ao ilustre lagunense Jerônimo Francisco Coelho, o acervo discográfico e a gaita de Pedro Raymundo estarão melhor abrigadas e melhor exposta à visitação.

Ontem, os técnicos fizeram mais uma vistoria e ajustaram os últimos detalhes. A restauração custou cerca de R$ 423 mil e foi executada dentro do programa de incentivo a cultura do Governo Federal, com apoio do Iphan e recursos do BNDES. Além do Museu já foi revitalizado e entregue à comunidade Fonte da Carioca, Casa Pinto Ulysséa, Praça da Matriz e Docas do centro histórico. 

Saiba mais - O museu fica aberto de segunda-feira a domingo, das 9 horas às 18 horas. No dia da inauguração a visitação será gratuita. De 29 de julho até 3 de agosto o lagunense tem entrada franca.
O ingresso custa R$ 5 por pessoa. Escolas e grupos da região interessados em agendar passeio e obter descontos devem entrar em contato com a Fundação Lagunense de Cultura, no 3646-2542. 

Colaboração: Comunicação Laguna

Ibram propõe participação de museus durante Jornada Mundial da Juventude



 
No dia 18 de julho, no Rio de Janeiro (RJ), aconteceu reunião para apresentação das propostas para a área cultural e de museus da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá na capital fluminense em 2013.
A reunião foi organizada pelo Ibram/MinC e pelo Comitê Organizador da JMJ, e contou com a participação do Presidente do Instituto, José do Nascimento Junior, e de outros 40 participantes – dentre voluntários e coordenadores da Jornada.
Segundo Nascimento, o Ibram fará uma chamada de cooperação para que os museus criem programações voltadas para a juventude e religiosidade durante o evento, que será de 23 a 28 de julho de 2013.
A pré-Jornada, semana que antecede os eventos oficiais, conta com uma programação religiosa e cultural que inclui atividades visitas históricas e celebrações religiosas. No calendário oficial, já está confirmada a presença do Papa Bento XVI.
Em seu último encontro, a Jornada reuniu, em Madri, na Espanha, cerca de 300 mil jovens de mais de 135 países. As estimativas extra-oficiais, no entanto, calcularam que perto de 2 milhões de pessoas participaram do encontro naquele país. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a Jornada Mundial da Juventude.
Texto: Ascom/Ibram