domingo, 29 de julho de 2012

Pesquisa do Ibram/MinC reúne dados sobre Cadeia Produtiva dos Museus




Trabalho inédito


Museu Casa Histórica de Alcântara - Alcântara (MA)
Brasília – O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), deu início nesta segunda-feira (23) à pesquisa inédita sobre a cadeia produtiva dos museus.
Até 10 de agosto as instituições museais poderão preencher o questionário, disponibilizado na página do Ibram.
A pesquisa objetiva identificar quais elos econômicos são mobilizados no contexto das atividades da área de museus e o peso dessa participação nos segmentos produtivos identificados.
Segundo o Ibram, o conceito de cadeia produtiva representa um esforço em compreender quem são os agentes econômicos e de que forma eles participam da economia gerada pela atividade de determinado setor, seja contratando serviços ou comprando e transformando insumos, realizando eventos ou mesmo executando atividades rotineiras.
O questionário
As perguntas da pesquisa somam 133 e abordam os seguintes assuntos: dados institucionais, dados organizacionais (gestão de coleções, serviços de biblioteca e arquivos, serviços de comunicação e imagem, serviços educativos, gestão administrativa, serviço comercial e segurança) e fonte de recursos. Há também uma análise de fatores positivos e negativos internos (forças e fraquezas) e externos (oportunidades e ameaças).
As respostas fornecidas serão confidenciais e terão seu conteúdo preservado. O Ibram pontua que o conteúdo da pesquisa não será utilizado para fins de fiscalização ou de controle, nem de divulgação.
A análise e o tratamento dos dados e informações serão realizados de maneira agregada, sem permitir particularizar ou identificar a instituição participante.
(Texto: Lara Aliano, Ascom/MinC)
(Foto: Divulgação/Ibram)

Especialista britânica fala sobre as transformações dos museus


Na última terça-feira (24/7), o British Council do Brasil promoveu um encontro entre diversos especialistas e profissionais envolvidos com o setor museológico no país, com o intuito de lançar seu Programa de Desenvolvimento de Museus Brasil-UK.
Dentre os convidados, estavam José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Claudineli Moreira Ramos, da secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; Mariana Varzea, superintendente de museus da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro; Leonardo Bahia, superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Minas Gerais; e a consultora britânica Jane Weeks.

Há 10 anos trabalhando no British Council, Jane veio ao país para apresentar a iniciativa, que já estabeleceu parcerias de capacitação em mais de 40 países, focada em planejamento estratégico, gestão financeira, programas educativos, conservação, desenvolvimento de público, marketing e geração de renda.
Após o evento, a britânica deve seguir em visita por museus nacionais, mas antes, cedeu entrevista ao Cultura e Mercado para falar sobre as transformações pelas quais os museus em todo o mundo vem passando.
Cultura e Mercado - Uma pesquisa feita em 2010 no Brasil indicou que 70% dos brasileiros nunca tinham ido a um museu, o que parece ser um desafio diferente dos enfrentados na Europa. Isso de fato é diferente lá?
Jane Weeks - No Reino Unido a maioria das pessoas vive perto de um museu, o acesso físico não é um problema, mas o acesso intelectual ainda é um desafio. Algumas pessoas, especialmente as pessoas com menor escolaridade e os desempregados não se identificam com museus. Esta é uma barreira que os museus britânicos estão tentando superar.

CeM - Como instigar a curiosidade das pessoas nesta situação?
JW - Primeiro precisamos descobrir por que as pessoas não estão visitando os museus – o edifício é pouco convidativo ou de difícil acesso? As exposições não são interessantes para o público? Levar as coleções de museus para lugares onde as pessoas se encontram, tais como lojas, festivais, escolas e hospitais, tem sido um grande sucesso. Uma vez que as pessoas se envolvem com a exposição, as barreiras começam a ser quebradas.

CeM - Os museus em todo mundo parecem estar passando por transformações, criando uma maior interação com o público. Você identifica este movimento? Arriscaria dizer para onde ele aponta?
JW - Sim, a mudança mais empolgante nos museus nos últimos 10 anos tem sido a forma como eles se comunicam com seu público. No passado, costumava ser uma conversa de mão única, agora é uma conversa de duas vias entre o museu e o visitante. Eu não sei aonde este processo vai nos levar, mas é justamente o que o torna tão empolgante. Talvez no futuro os museus não serão em edifícios dedicados somente para esta finalidade.

CeM - O livro Reprograme, do jornalista brasileiro Luis Marcelo Mendes, enfatiza a importância da comunicação, do branding e de relacionamentos para as instituições museológicas. Na sua opinião, qual a importância disso tudo na gestão de museus?
JW - A relação do museu com o seu público é absolutamente crucial e se comunicar bem é fundamental para o sucesso de um museu. Museus do Reino Unido estão começando a perceber a enorme importância da marca em termos de seu relacionamento com seu público. Alguns, como o British Museum e o Museu Victoria & Albert, já têm marcas de enorme sucesso.

CeM - Um projeto brasileiro, o Mutz, propõe a colaboração e a troca de informações entre museus. Isso é uma realidade nas instituições ao redor do mundo?
JW - Eu acho que museus no mundo já estão em contato entre si, através de redes especializadas. Em algumas cidades, os museus já falam entre si. No entanto, eu acredito que ainda há oportunidade para troca de informações e qualquer movimento nesse sentido é bem vindo.

fonte:

Inventário de arte sacra inspira criação de museu na Baixada


RIO — Para proteger o acervo de arte sacra do Rio, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) saiu a campo para levantar os bens móveis guardados em igrejas do estado. Iniciado em 2008, o trabalho já rendeu dois volumes de um inventário que só deverá terminar em 2014 e, até o momento, conta com mais de dez mil peças catalogadas. Tem imagens de Nossa Senhora, santos protetores, querubins, retábulos e pias batismais, entre outros objetos que, uma vez listados, poderão ser mais facilmente preservados. Mostrar à população parte dessas relíquias também é uma meta que deverá ser alcançada, em 2013, pela Diocese de Nova Iguaçu. Motivada pelo levantamento, ela espera abrir o primeiro Museu de Arte Sacra da Baixada Fluminense.

Historiador e responsável pelo Arquivo Histórico da Cúria de Nova Iguaçu, Antonio Lacerda de Meneses diz que a instituição tem a maior fonte documental da Baixada, com originais datados de 1640. O material não se restringe ao tema religioso. Há papéis da época da ditadura. Mas o museu será dedicado à arte sacra. Inicialmente serão cerca de 60 peças catalogadas, mas o acervo promete crescer:

— Fala-se muito do barroco de Minas e da Bahia, mas a Baixada tem rica produção de imagens. O museu deverá ficar no Centro de Nova Iguaçu, no Seminário Diocesano Paulo VI ou na Catedral de Santo Antônio. Temos peças confeccionadas entre os séculos XVIII e XX já catalogadas pela diocese, mas esperamos que donos de acervos particulares doem objetos para a coleção do museu — diz Antônio, que já negocia parcerias para a criação do espaço. — Estamos alinhavando tudo com os governos municipal, estadual e federal, com a iniciativa privada e com o Instituto Brasileiro de Museus.

Região tem igrejas tombadas pelo Inepac

Cidades como Angra, Paraty e Rio já têm museus do tipo, mas o historiador acha que há pouca divulgação do acervo. Na Baixada, região estigmatizada pela violência, ele pretende criar programações culturais, como apresentação de corais e de música sacra, em lugares como a antiga Matriz de Queimados, abandonada após a construção da nova igreja:

— A região tem várias igrejas tombadas pelo Inepac. Essas atividades e o museu são uma forma de garantir a segurança e a manutenção do acervo de arte sacra.

Os dois primeiros volumes do inventário do Inepac abrangem a Baixada Litorânea e o Norte e Noroeste fluminenses. Atualmente, os pesquisadores atuam na Região Serrana, no Médio Paraíba e no Centro-Sul do estado. Embora Nova Iguaçu já esteja colaborando com o Inepac, as regiões de Baixada, Costa Verde, Niterói e São Gonçalo só serão visitadas no ano que vem. Já o Rio ficará para 2014.

Paulo Vidal, diretor-geral do Inepac, diz que o inventário não é um trabalho apenas para quem gosta de arte, mas fundamental para o futuro dos acervos.

— Temos que despertar o sentimento de pertencimento, mostrar à população o que significa aquilo que, para ela, era só uma estátua — conta Paulo, que também pretende chamar atenção para peças que desapareceram de igrejas nos últimos anos. — Há um arquivo com cerca de cem peças desaparecidas. Esse é um trabalho de formiguinha. O inventário é um trabalho de salvamento. Fazemos pesquisa de campo, localizamos a peça, identificamos e analisamos as condições do material.

Começar o trabalho pelo interior não foi por acaso. Segundo o Inepac, havia uma “sangria” maior nesta região, por falta controle dos bens.

— Algumas cidades não têm noção da importância histórica. Cabo Frio e Angra dos Reis ainda têm que desenvolver essa consciência — diz o diretor de Bens Móveis e Integrados do Inepac e coordenador do inventário, Rafael Azevedo.

Para controlar melhor o acervo, o Inepac criou endereços na internet, abertos à consulta popular: www.artesacrfluminense.rj.gov.br e www.bcp.rj.gov.br



Complexo Cultural e Científico de Peirópolis é reestruturado


Complexo Cultural e Científico de Peirópolis passa por reforma em quase todos os setores e irá apresentar ao público novas exposições, únicas na América do Sul, com expectativa de abertura para agosto. O museu e os estudos arqueológicos, que atualmente estão ligados à Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), têm conseguido verbas da União para restaurar e ativar novas áreas no complexo, com a parceria do Conphau (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba).
Hoje o complexo trabalha com uma verba disponível de R$3 milhões, aplicada, inclusive, em novas escavações na região. Este valor e outros R$2 milhões, já utilizados integralmente, foram conseguidos por meio dos ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia e da Fapemig (Fundação Apoio à Pesquisa MG), explica o professor e um dos coordenadores do Complexo, Vicente Antunes.
O anfiteatro teve reestruturado o sistema de som e imagem, e a fiação será totalmente trocada para instalar o sistema de ar-condicionado. Algumas salas do complexo foram readaptadas, o telhado revisado e o maior destaque será a sala da curadoria, onde ficará a reserva técnica do museu, ou seja, o material que ainda não está catalogado ou não completo para entrar em exposição.

Para o mês de agosto são preparadas novas réplicas para ser expostas. A maior delas é a de dinossauro do Brasil, o Abelissauro, correspondente ao dinossauro Tiranossauro Rex, montado no saguão principal e que possui características naturais. Este dinossauro é de material sintético que imita a imagem real do animal, diferentemente do que se tem apresentado nos museus arqueológicos do país.
Também é preparado o espaço que se destinará à menor réplica brasileira exposta: uma rã de mais de 70 milhões de anos, que convivia com os dinossauros. A outra novidade para agosto são nove réplicas da cabeça de hominídeos, que são os precursores dos homo sapiens, e uma réplica em tamanho natural. No local já existe uma preguiça gigante com características reais, como pelo e unha feitos por um paleoartista do distrito de Peirópolis. “Estamos potencializando a criação de novas réplicas.”

A área do museu entra em obras no próximo ano e prevê uma área toda envidraçada e preparada para exposição dos fósseis. Serão reformas estruturais, hidráulicas, elétricas, sanitárias e adequações às atuais regras governamentais de acessibilidade, que todo museu deve oferecer. Uma área destinada ao jardim ainda está sob avaliação do Conphau e com as obras suspensas. A equipe da universidade contratou empresa terceirizada e especializada para executar a reforma.

Três entre as quatro escavações que estão ativas no momento estão no município de Uberaba. A outra fica em Campina Verde (MG), iniciada em 2010, e já foram descobertas duas novas espécies fósseis nunca descritas no mundo, cujo nome científico é "Campinasuchus dinizi" e o"crocodilomorfhos".

fonte:

Museu de Arte Sacra tem oficina de fotografia neste sábado


Leve sua câmera e registre o acervo do museu. 

A entrada é gratuita
O Museu de Arte Sacra de São Paulo reservou uma atividade especial aos amantes da fotografia. Neste sábado, 28, leve sua câmera ao Museu de Arte Sacra e aproveite para registrar os espaços e as composições do acervo gratuitamente, já que aos sábados não é cobrada a entrada.

A participação na oficina de fotografias, promovida pelo setor educativo do museu, é totalmente livre e funciona das 10h às 18h. A seção de presépios, um dos destaques do local, estará aberta ao público. É uma oportunidade de fotografar um conjunto de peças do século 18, assim como mostra a imagem ao lado.

E como o tema é foto, a exposição "Luz da Fé – Fotógrafos brasileiros anos 80", vale ser vista em seu penúltimo dia de exibição. A mostra é composta de 49 fotografias realizadas nos anos de 1980 que retratam a devoção do povo brasileiro por meio de imagens de procissões, festas e outras representações de caráter religioso. 


SERVIÇO
Oficina de fotografias
Data: 27 de julho - sábado
Local: Museu de Arte Sacra
Endereço: Av. Tiradentes, 676, Luz, São Paulo
Horário de funcionamento: 10h às 18h
Entrada: gratuita
Telefone: (11) 3326-5393 /1373











Do Portal do Governo do Estado

Quer ser paleontólogo?


Eles fazem descobertas que ajudam a humanidade a entender como chegamos até aqui, analisando fósseis e fazendo pesquisas. Os paleontólogos estão longe de ser só personagens de filmes. Alexander Kellner (foto) é real. Além de trabalhar no Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio, percorre o mundo (foi para Irã, deserto do Atacama e Antártica). "Era fascinado por dragões quando criança. Sabia que não existiam, mas que haviam criaturas voadoras milenares. Decidi descobrir o que eram."
Como não há graduação em Paleontologia no Brasil (só nos Estados Unidos e um curso na Argentina e outro na Alemanha), Alexander fez faculdade de Geologia, concluiu dois mestrados e doutorado, e trabalhou em museus. Mas ele salienta que é melhor fazer faculdade de Biologia ou Ciências Biológicas.
Durante o curso, é essencial estágio e, então, mestrado e doutorado. "Ganha-se como qualquer pesquisador. O salário varia entre R$ 6 mil a R$ 12 mil", diz o especialista, que escreve a coluna Caçadores de Fósseis no Ciência Hoje On-line.  ( http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis ).
O especialista conta que o mais legal do trabalho é fazer as descobertas. "Imagina um organismo enterrado por milhões de anos e você é o primeiro a encontrá-lo. É uma sensação indescritível! As viagens também são legais. O chato é que a burocracia atrapalha às vezes"





Divulgação
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