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domingo, 5 de agosto de 2012

Sandália de Lampião abre as portas para artista popular


Espedito Seleiro inaugura mostra no Museu do Folclore
O Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, inaugura amanhã, às 17h, na Sala do Artista Popular, a exposição “Espedito Seleiro – da sela à passarela”, que leva o nome do autor, famoso pela sua arte com couro, usada por muitos famosos, como Regina Casé e Luciano Huck. Com 72 anos, o artista despontou como referência ao produzir figurinos para o cinema e ao participar da São Paulo Fashion Week, com peças confeccionadas para a marca Cavalera.
 A inspiração veio do universo do cangaço e da vaquejada, com base em pesquisas sobre o vestuário de Maria Bonita e Lampião. Em 2011, ele recebeu a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura. No início da carreira, na cidade de Nova Olinda, no sul do Ceará, Espedito Veloso de Carvalho fazia o que chama de “coisas de vaqueiro”, artigos como selas, chapéus, roupas, e vendia em feiras locais. Ao notar uma queda nas vendas, resolveu investir em uma nova proposta.
 Ao fim da década de 80, recebeu um convite de um amigo para confeccionar em couro uma sandália igual à do lendário Lampião, chamada de percata. A partir daí, o artista trouxe para o público geral a técnica usada para o couro, adaptou sua arte das selas para a moda e chamou atenção.
 A mostra apresenta bolsas, carteiras, chaveiros, chapéus, sandálias e selas, entre outros objetos, que também estarão à venda. Espedito Seleiro estará na abertura da exposição, que vai de amanhã (02.08) a 9 de setembro, de terça a  sexta-feira, das 11h às 18h e sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h. O Museu de Folclore Edison Carneiro fica na Rua do Catete, 179, no Rio de Janeiro. A Mostra é realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC.(Pedro Rocha)

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Museu Hering prorroga exposição “As cooperativas constroem um mundo melhor”


As trajetórias das cooperativas Cooper e Viacredi estarão retratadas até o final do mês de agosto.
O Museu da Hering vai prolongar a exposição que conta as histórias da Cooper e Viacredi até o dia 31 de agosto. O evento, que teve início na primeira semana de julho, segue até o final deste mês, sendo uma oportunidade para que mais visitantes possam prestigiar a exposição.






Desde o início da exposição, mais de 1600 visitantes já puderam contemplar um acervo que mostra a evolução da Cooper e Viacredi a partir de paineis, objetos, documentos e equipamentos. Uma balança utilizada na Cooper e uma máquina de impressão de cheques da Viacredi fazem parte da exposição.

Através do Transporte Programado, os alunos do 5º ano da Rede Municipal de Ensino, previamente agendados, podem visitar a exposição sem o custo do transporte. Profissionais de diversas áreas guiam a visita no Museu, que é gratuita. Grupos de estudantes e escolas interessadas poderão agendar visitas monitoradas pelo telefone (47) 3321-3340.

A mostra acontece para marcar o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU e permanece aberta à visitação até o dia 31 de agosto, de terça a sexta-feira, das 9 às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 16h.

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Museu homenageia a Bolívia com uma semana de filmes de graça

O Museu da Imagem e do Som (MIS) terá uma semana de exibições gratuitas de filmes que promovam e provoquem discussões sobre aspectos históricos, culturais e sociais da Bolívia. A Mostra de Cinema Boliviano será realizada pela Fundação de Estado de Cultura de 13 a 17 de agosto (segunda a sexta-feira). 

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Drama Los Hermanos Cartagena conta a história contemporânea da Bolívia, da revolução de 1952 em diante, através das vidas paralelas de dois irmãos
Foto: Divulgação


As exibições, por meio do projeto CineMIS, serão sempre a partir das 19h. A Mostra celebra a independência da Bolívia, comemorada em 6 de agosto.
Filmadas por diretores consagrados pela crítica e pelo público, as produções premiadas e contemporâneas foram selecionada pelo Grupo Folclórico Boliviano T´ikay, o Projeto Literatura e Cinema nas Escolas, do Grupo de Pesquisa Linguagens em Fronteiras / CNPQ e a Associação de Professores de Espanhol de Mato Grosso do Sul.
Um detalhe: as obras serão exibidas em idioma original, sem legendas, já que não existem cópias legendadas no Brasil das obras audiovisuais selecionadas. A Bolívia tem quatro idiomas oficias: Espanhol, Quíchua, Aimará e Guarani.
"A cultura boliviana é muito rica e de valor inestimável, sendo muito presente em nosso Estado não só pela sua força e pela posição geográfica privilegiada, mas também pelo importante trabalho de pessoas e grupos diversos. A Mostra Cinema Boliviano apresenta um olhar contemporâneo sobre esta cultura e oferece ao público a oportunidade de conhecer produções audiovisuais de grande qualidade, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento”, afirmou o presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Américo Calheiros.
Serviço - As exibições serão na Sala Idara Duncan do Museu da Imagem e do Som, no Memorial da Cultura e Cidadania, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, 3º andar.
Confira as sinopses e a programação:
13 de agosto (segunda-feira) - Los Hermanos Cartagena
Ficha: 1984, Drama, 102 min., Direção: Paolo Agazzi.
Essa é a história contemporânea da Bolívia, da revolução de 1952 em diante, contada através das vidas paralelas de dois irmãos. Juan José, o filho legítimo de Don Luís, proprietário de terras, se transforma com o correr do tempo em chefe de um dos grupos paramilitares protagonista do cruel golpe de estado de 1980. Martín, o filho ilegítimo, fruto da violação de uma humilde campesina mentalmente perturbada, se transforma em um líder sindical perseguido. O filme detalha o processo que conduz ao choque definitivo entre estes personagens, desde a infância até a definição destes papéis sociais; assim, o périplo individual dos personagens centrais representa uma alegoria de sentido mais amplo, aludindo constantemente aos referentes contextuais.

14 de agosto (terça-feira) - Cuestión de Fe
Ficha: 1995, Comédia, 88min. Direção: Marcos Loayza.
A bordo de uma velha caminhonete, três homens empreendem uma viagem de La Paz até a selva boliviana para entregar uma virgem de tamanho natural. Numa alucinante viagem, questões de fé são descobertas. Este filme recebeu os prêmios de Melhor Obra Prima nos festivais Internacional do Novo Cinema Latinoamericano de Havana, Internacional de Cartagena, Internacional de Cinema de Montevideo, Especial do Júri no Festival de Cinema de Biarritz, Melhor Filme no Festival de Cinema de Salamanca, Melhor Filme Estrangeiro no Festival de Cinema de Porto Rico e Prêmio Especial do Júri no Festival do Sol, em Cuzco.
15 de agosto (quarta-feira) - El Dia que Murió El Silencio
Ficha: 1998, Comedia, 108min. Direção: Paolo Agazzi.
Comedia satírica, ambientada nos anos 1950, em Villaserena, um povoado esquecido da Bolívia, com seu passado colonial, seus costumes, sua cultura e suas idiossincrasias. Quando o inescrupoloso Ablerado chega ao povoado para instalar uma precária estação de rádio, em poucos dias a vida toma um rumo inesperado e nunca mais voltará a ser a mesma.

16 de agosto (quinta-feira) - Los Andes no Creen em Dios
Ficha: 2007, Drama, 105 min. Direção: Antonoi Eguino.
Final da década de 20. Alfonso Claros, um jovem engenheiro com estudos na França e inquietações literárias, se muda de La Paz para Uyuni, no sul da Bolívia, para trabalhar em uma grande companhia mineradora. A cidade vive um momento de esplendor, com alguns homens muito ricos, outros esperando pacientemente a sorte grande de encontrar a mina dos sonhos e uma maioria explorada nas galerias. É um lugar de estranho magnetismo, carregado de euforia coletiva produzido pelo encanto do minério, onde convergem cinco personagens cujas ações entram num jogo de paixões e frustrações. Uma delas é Claudina, uma moça sensual e forte, que cativa Alfonso por seu orgulho e sua beleza.

17 de agosto (sexta-feira) - Mi Socio
Ficha: 1982, Drama, 83min. Direção: Paolo Agazzi.
Don Vito (caminhoneiro originário da zona ocidental da Bolívia) decide levar Brillo (engraxate vindo da zona oriental da Bolívia) para La Paz como assistente, diante de sua grande obstinação. A antipatia de um com o outro é a força motriz deste roteiro, que executa o antigo desejo de integração entre as várias regiões, culturas e costumes do país. A viagem feita pelas personagens é uma jornada para descobrir ao longo da estrada paisagens belas e diferentes, bem como as diferentes facetas destes personagens como produtos da sociedade, mesmo que se tornem amigos ao fim.

Fonte: Paulo Fernandes - Capital News (www.capitalnews.com.br) 

Em vídeo: a montagem de "Caravaggio e Seus Seguidores" no Masp



Mostra reúne seis telas do mestre italiano e outras catorze de artistas diretamente influenciados por sua técnica

Adriano Conter | 04/08/2012
"São Jerônimo que Escreve": a tela faz parte da exposição de Caravaggio, no Masp
Divulgação
Em cartaz no Masp, a mostra "Caravaggio e Seus Seguidores" reúne seis telas do mestre italiano e outras catorze de artistas diretamente influenciados por sua técnica.
De valor inestimável, as obras vieram de diversas partes da Europa, sempre acompanhadas pelos chamados couriers, funcionários dos museus que as emprestaram.
Já em São Paulo, as peças foram desencaixotadas, cuidadosamente limpas e conferidas, em cada detalhe, antes de serem penduradas às paredes e iluminadas. O cuidado com o excesso de luz e a climatização é constante.
Confira parte desse processo em vídeo, além de entrevista com o curadorFábio Magalhães e com a museóloga Maria Eugênia Saturni:
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Quatro bons motivos para visitar os nossos museus



Além de 85 obras-primas do impressionismo, ainda há preciosidades de Caravaggio e mostras de Adriana Varejão e de Lygia Clark

Jonas Lopes | 08/08/2012
OBRA: O Salão de Dança em Arles. ARTISTA: Vincent van Gogh. POR QUE VER: pintado em 1888, apenas dois anos antes da morte do holandês, o óleo exala a força expressiva e subjetiva que fez a fama do autor.
OBRA: O Salão de Dança em Arles. ARTISTA: Vincent van Gogh. POR QUE VER: Pintado em 1888, apenas dois anos antes da morte do holandês, o óleo exala a força expressiva e subjetiva que fez a fama do autor
RMN (MUSÉE D'ORSAY)/HERVÉ LEWANDOWSKI
A agenda dos museus e centros culturais paulistanos vive um momento especial, com a coincidência da realização de vários eventos impactantes. Sem dúvida o destaque é "Impressionismo: Paris e a Modernidade", em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil a partir deste sábado (4). São 85 pinturas vindas do acervo do conceituado Museu d’Orsay, de Paris, e assinadas por nomes do quilate de Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir, Édouard Manet, Vincent van Gogh e Paul Cézanne, entre outros. Todas as peças são inéditas por aqui. “Trata-se de um caso raro em que o museu estrangeiro teve de tirar da parede as obras para emprestar, e não do depósito”, comemora Marcos Mantoan, gerente do CCBB paulistano.
Na semana passada, o Masp já havia aberto suas portas para "Caravaggio e Seus Seguidores", com sete obras do irascível gênio italiano ou atribuídas a ele e outras catorze de artistas influenciados por seu trabalho.
Em setembro, será a vez de individuais dedicadas a Lygia Clark (Itaú Cultural), que tem uma retrospectiva prevista para 2014, em Nova York, e a Adriana Varejão (MAM), também prestigiada no exterior.
A seguir, confira um roteiro com o que há de melhor nesse conjunto imperdível de mostras que cobre períodos e estilos variados, do barroco ao contemporâneo.
RMN (MUSÉE D'ORSAY)/HERVÉ LEWANDOWSKI
OBRA: Les Alyscamps. ARTISTA: Paul Gauguin POR QUE VER: a tela é do período em que Gauguin viveu com Van Gogh em Arles, na França, e possui o mesmo estilo de pinceladas intensas do amigo.
OBRA: Les Alyscamps. ARTISTA: Paul Gauguin. POR QUE VER: A tela é do período em que Gauguin viveu com Van Gogh em Arles, na França, e possui o mesmo estilo de pinceladas intensas do amigo
1 -  Ver de perto a melhor coleção de impressionismo do mundo
Na segunda metade do século XIX, um grupo radicado em Paris causou escândalo ao violar muitas das regras academicistas que até então dominavam a produção artística local. Pintaram ao ar livre e à luz do dia, trocaram os temas míticos e religiosos por retratos de gente comum e da vida cotidiana, apostaram numa paleta de cores mais leve e clara e não se contentaram em mimetizar a realidade nas formas, preferindo deixar pedaços borrados e contornos incompletos.
A produção dessa turma, que realizava várias exposições em conjunto, foi então classificada como impressionista, título conferido por um crítico por causa de uma tela de Claude Monet intitulada “Impressão, Nascer do Sol”.
Um recorte de 85 obras daquela que talvez seja a mais importante coleção desse gênero do mundo, a do Museu d’Orsay, de Paris, aporta no Centro Cultural Banco do Brasil a partir deste sábado (4), às 15 horas.
A previsão é que a visitação de “Impressionismo: Paris e a Modernidade” fique entre 600.000 e 800.000 pessoas até outubro. Há tanta expectativa envolvida que, neste fim de semana, o CCBB ficará aberto durante a madrugada de sábado — fechará apenas às 22 horas deste domingo (5).
Foram feitas melhorias na iluminação do entorno do instituto, inclusive com a implantação de um ponto de táxi temporário e a presença da já tradicional van que leva os visitantes até um estacionamento na Rua da Consolação.
A realização da mostra exigiu uma grande operação de guerra. “As conversas com o Museu d’Orsay começaram em fevereiro de 2011 e demoramos nove meses para fechar o acordo”, diz Marcos Mantoan, gerente da unidade paulistana do CCBB.
O orçamento da exposição é de 10,9 milhões de reais. Por razões de segurança, as telas vieram divididas em seis aviões. Já no Brasil, foram escoltadas por batedores desde o aeroporto. Elas precisaram ainda descansar cerca de 48 horas em caixas de madeira, em um ambiente com temperatura entre 18 e 21 graus, até poderem ser retiradas e penduradas nas paredes.
Ampla, a seleção traz os artistas mais renomados do movimento (Monet, Renoir, Degas), além de nomes um pouco anteriores a ele (Manet) e posteriores (Cézanne, Van Gogh, Paul Gauguin). Segundo Caroline Mathieu, curadora-chefe do Museu d’Orsay, a influência da corrente chegaria ao modernismo e até ao expressionismo abstrato americano.
A capital francesa, afirma Caroline, incitava a capacidade criativa daqueles gênios. “Não havia lugar melhor para estar na vanguarda. Não só para pintores, mas também para escultores, escritores e músicos. A vida parisiense era muito estimulante”, diz a especialista.

SOPRINTENDENZA PSAE E PER IL PM DELLA CITTÀ DI ROMA
OBRA: São Jerônimo que Escreve. ARTISTA: Caravaggio. POR QUE VER: vinda da Galeria Borghese, de Roma, a tela tem um uso magnífico da técnica de claro-escuro e detalhes realistas na pele do santo.
OBRA: São Jerônimo que Escreve. ARTISTA: Caravaggio. POR QUE VER: Vinda da Galeria Borghese, de Roma, a tela tem um uso magnífico da técnica de claro-escuro e detalhes realistas na pele do santo
2 - Aproveitar a rara chance de apreciar um conjunto de Caravaggio
Dos grandes mestres da arte, poucos atraem tanto a atenção do mundo contemporâneo quanto Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610). Parte do fascínio se dá pelas próprias características da produção do artista: ultrarrealista, dramática, erótica (usava prostitutas e vagabundos como modelos para retratar santos), violenta, quase cinematográfica, com emprego espetacular do claro-escuro, uma técnica de luz e sombra que ressalta a expressividade.
“Também não se pode ignorar a força da biografia dele, que inclui um assassinato e um período na prisão”, diz o curador Fábio Magalhães. Os paulistanos têm uma rara chance de apreciar sete pinturas do gênio ou atribuídas a ele em uma mostra que entrou em cartaz no Masp na semana passada e ficará ali até setembro.
Pode parecer pouco, mas, no universo de alguém que tem apenas aproximadamente sessenta criações reconhecidas, trata-se de um número considerável. Sobretudo pela presença de obras-primas como “São Jerônimo que Escreve”, proveniente da Galeria Borghese, de Roma.
“Caravaggio e Seus Seguidores” traz ainda catorze telas dos chamados “caravaggescos”, gente influenciada no calor da hora na Espanha, nos Países Baixos e em outras regiões da Europa. Caso dos italianos Orazio e Artemisia Gentileschi (pai e filha) e do espanhol Jusepe de Ribera.
JOÃO BOSCO
OBRA: Proposta para uma Catequese — Morte e Esquartejamento. ARTISTA: Adriana Varejão. POR QUE VER: a pintura revela traços do barroco mineiro, inspiração decisiva para a carioca no início da carreira.
OBRA: Proposta para uma Catequese — Morte e Esquartejamento. ARTISTA: Adriana Varejão. POR QUE VER: A pintura revela traços do barroco mineiro, inspiração decisiva para a carioca no início da carreira
3 - Conferir a mais valiosa artista brasileira do momento
Em fevereiro de 2011, em um leilão da Christie’s, em Londres, Adriana Varejão viu um trabalho seu ser arrematado por 1,1 milhão de libras. “Parede com Incisões à la Fontana II” tornou-se, assim, a obra mais cara de um artista brasileiro vivo.
A carioca de 47 anos é tema de uma individual no Museu de Arte Moderna a partir de 4 de setembro. “Histórias às Margens” amealha quarenta peças, provenientes de coleções brasileiras e estrangeiras, como as da Tate Modern, de Londres, e da Fundació “la Caixa”, de Barcelona.
Revelada no fim dos anos 80, Adriana começou a carreira influenciada pelo barroco mineiro. Desenvolveu uma produção consistente a partir de elementos como azulejaria (e a herança portuguesa, de modo geral), santos, carne e figuras do mar.
A exposição traz um exemplar de quase todas as séries realizadas nas últimas duas décadas — “Pratos, Saunas e Banhos” e “Charques” são algumas delas. Está incluída também uma instalação inédita, um painel de azulejos de 18 metros de comprimento.

MARCELO RIBEIRO ALVARES CORRÊA
OBRA: Objeto da série Bichos. ARTISTA: Lygia Clark. POR QUE VER: ao abandonar técnicas como a pintura, a neoconcretista se concentrou em peças tridimensionais, sem renunciar à geometria.
OBRA: Objeto da série Bichos. ARTISTA: Lygia Clark. POR QUE VER: Ao abandonar técnicas como a pintura, a neoconcretista se concentrou em peças tridimensionais, sem renunciar à geometria
4 -  Valorizar Lygia Clark, mais famosa no exterior do que no Brasil
Ao lado do companheiro de movimento neoconcretista Hélio Oiticica, Lygia Clark (1920-1988) é hoje a mais importante artista brasileira no exterior. Prova incontestável desse prestígio é a retrospectiva prevista para estrear em 2014 no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).
Antes disso, um panorama de sua produção será exibido no Itaú Cultural, a partir de 1º de setembro. Sob curadoria de Felipe Scovino e Paulo Sérgio Duarte, com assistência da neta da artista, Alessandra Clark, a montagem terá mais de uma centena de trabalhos.
A seleção abarca as pinturas geométricas e construtivas do início de carreira, passa por “Bichos” e “Objetos Sensoriais”, que deixam a parede e transformam a geometria em uma característica tridimensional, e traz inclusive alguns projetos inéditos, executados a partir de documentos deixados por Lygia. Um deles é um tablado imantado, posicionado no térreo do Itaú Cultural para que os espectadores caminhem sobre ele.
“Nossa intenção é justamente atrair os brasileiros para a produção dela. Até porque não é justo que apenas os estrangeiros a conheçam bem”, afirma Sofia Fan, gerente de artes visuais e acervo do instituto. Haverá ainda réplicas de obras em que os visitantes poderão mexer. Afinal, a própria Lygia Clark chegou a declarar que, a seu ver, o ideal seria que os “Bichos” fossem vendidos por camelô em praça pública.

CITTÁ DEL VATICANO
Estará na Oca: relicário de ouro e prata com ossos de São Paulo, São Pedro e outros santos.
Estará na Oca: relicário de ouro e prata com ossos de São Paulo, São Pedro e outros santos
OUTRAS ATRAÇÕES
Principal aglutinadora de atrações do calendário da cidade no semestre, a Bienal de São Paulo abre sua trigésima edição para o público no dia 7 de setembro. Sob o tema A “Iminência das Poéticas”, o curador venezuelano Luis Pérez-Oramas reuniu trabalhos de 111 artistas, que ocuparão todo o pavilhão no Ibirapuera.
Ali do lado, no próprio parque, a Oca hospeda a partir de 21 de setembro “Esplendores do Vaticano”, com 200 obras, objetos, reproduções de túmulos de figuras importantes da Igreja Católica e uma cópia da escultura “Pietà”, de Michelangelo.
Já o MAC-Ibirapuera inaugura no próximo dia 25 “Um Outro Acervo do MAC-USP”, composta de 117 obras que foram premiadas ao longo das primeiras edições da Bienal. Entre os artistas presentes estão os britânicos William Scott e Prunella Clough, além da escultora mineira Maria Martins.
Em outubro, deve ocorrer a chegada de “Renascimento Alemão: Gravuras da Coleção do Museu do Louvre”, conceitualizada exclusivamente para o Brasil, que será apresentada no Masp. Expoente da prestigiosa Escola de Düsseldorf, a fotógrafa alemã Candida Höfer apresenta registros inéditos na Galeria Leme, em novembro.

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