sábado, 11 de agosto de 2012

Evento em Paulo Afonso tematiza museus, arquelogia e antropologia no sertão


O Centro de Arqueologia e Antropologia de Paulo Afonso (Caapa), vinculado ao Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII da UNEB, em Paulo Afonso, promove nesta quinta-feira (9) o evento Museu das Sociedades Tradicionais.

A iniciativa acontece a partir das 16h30, no auditório do Centro de Difusão de Tecnologia em Aquicultura (CDTA), na unidade.

“O objetivo do evento é discutir sobre as pesquisas feitas na região. Temos um enorme potencial arqueológico e vamos avaliar como isso pode ser mais bem explorado”, afirma a professora da universidade Cleonice Vergne, coordenadora do Caapa.

A ação está disponibilizando 100 vagas, voltadas para estudantes, professores e pesquisadores da área de arqueologia. A entrada é gratuita e não são necessárias inscrições prévias.

A abertura da programação contará com a realização da palestra Diálogos sobre sistemas de museu, ministrada por Giovanna Del Gobbo, docente da Universidade de Firenze, na Itália.

Segundo Cleonice, a palestrante irá falar sobre formas inovadoras de implantação de acervos em museus. “Pretende-se também debater sobre a questão do patrimônio histórico material e imaterial”, pontua.

O evento será encerrado com a mesa-redonda A UNEB e os rostos sociais, arqueológicos e antropológicos do sertão baiano. A mesa contará com a presença de representantes do Núcleo de Estudos em Povos e Comunidades Tradicionais (Nectas) e do Centro de Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará) do Campus VIII.

A coordenadora conclui: “Temos um rico material arqueológico na região, principalmente de antigas comunidades quilombolas e indígenas. Queremos fomentar essas discussões para que futuramente possamos organizar todo esse acervo em um museu, para ficar acessível a toda a população”.
Informações: DEDC/Campus VIII – tel. (75) 3281-6585.

Parque de Exposição abrigará museu do produtor


Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) dá continuidade ao projeto de revitalização do Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

A entidade está executando as obras para a criação do Museu do Produtor, instalação que abordará a origem da atividade pecuária na região de Mato Grosso do Sul. O prazo para conclusão é de 15 dias

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Museu do Futebol é opção de lazer no Dia dos Pais



No domingo, espaço terá entrada gratuita para pais acompanhados de seus filhos
O Museu do Futebol preparou um presente especial para o Dia dos Pais: nos dias 11 e 12 de agosto, a entrada será gratuita para pais acompanhados de seus filhos. Para desfrutar o passeio e relembrar momentos e datas importantes da história do futebol brasileiro, o museu oferece a Sala das Copas do Mundo, onde é possível observar imagens e vídeos de alguns técnicos inesquecíveis. Entre eles estão Telê Santana (1931-2006), um dos mais importantes treinadores da história do futebol brasileiro; Vicente Feola (1909-1975), que treinou a Seleção Brasileira de 1958, campeã do mundo na Suécia, e a de 1966 na Copa da Inglaterra; e Zagallo (1931), que comandou a Seleção Brasileira no tricampeonato de 1970, entre outros. Para completar a lista, na Sala Números e Curiosidades é possível conferir imagens de João Saldanha (1917-1990), técnico de futebol e jornalista que levou a Seleção Brasileira a classificar-se para a Copa do Mundo de 1970.

Pais e filhos podem também se divertir em outras salas. Na dos Anjos Barrocos, em meio a telas gigantes com projeções em sucessivas fusões, 25 jogadores flutuam, movendo-se em pleno ar; a sala Rito de Passagem transmite ao visitante toda emoção sentida pelos jogadores da Seleção brasileira e pela torcida na final da Copa do Mundo de 1950, contra o Uruguai. Para completar, ainda é possível fazer uma visita à arquibancada do Estádio do Pacaembu e testar as habilidades futebolísticas na Sala Jogo de Corpo.

No sábado, 11, por ocasião do jogo Santos X Atlético GO, a bilheteria fechará às 15h30. Portanto, pais torcedores podem chegar mais cedo e visitar o museu antes da partida.

Museu do FutebolPraça Charles Miller, s/nº - Estádio do Pacaembu - São Paulo
Tel. (11) 3664-3848
Sábado (11), das 9 às 15h30; domingo (12), das 9 às 17 horas
Entrada franca para pais acompanhados dos filhos mediante RG ou documento que comprove o parentesco

Do Portal do Governo do Estado e Agência Imprensa Oficial

Trajetória do futebol feminino é tema de exposição em São José



O Museu de Esportes de São José dos Campos recebe a partir desta segunda-feira (13) a exposição “Estrelas do Futebol”, em reconhecimento às conquistas da equipe feminina de futebol, campeã da Copa Libertadores da América 2011 e da Copa do Brasil 2012. A mostra retrata a trajetória das atletas e da comissão técnica. A abertura será às 9h, com entrada gratuita.

Na visita, os admiradores da modalidade podem acompanhar as conquistas do time por meio de fotos e conferir o troféu da Copa Libertadores e da Copa do Brasil. Além disso, a exposição tem camisas usadas pelas atletas, flâmulas, uma bola usada na disputa, e um vídeo com o final do último jogo dos dois campeonatos. A mostra também tem o intuito de aproximar os jovens, principalmente às meninas, incentivando a prática do futebol.

Com o sucesso do time, esse ano o museu joseense vai levar para 6ª Primavera de Museus o tema “Estrelas do Futebol”. A ideia é mostrar o esforço dessas mulheres, que lutam pelo seu espaço no esporte e a força da cidade nessa prática. O tema segue o abordado no evento em 2011: “Mulheres, Museus e Memórias”.

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Família quer transformar casa de Jorge Amado em museu


Obras em casarão onde escritor morou com Zélia Gattai devem custar R$ 2,5 milhões. Nesta sexta-feira é comemorado seu centenário


No número 33 da rua Alagoinhas, no bairro Rio Vermelho, em Salvador, está localizada uma das mais importantes casas da história da literatura brasileira. De 1964 a 2001 - ano de sua morte - morou ali o escritor Jorge Amado, cujo centenário é celebrado nesta sexta-feira (10).
João Paulo Gondim
Fachada da casa onde Jorge Amado viveu com Zélia Gattai
Fechado desde 2003, quando a mulher de Amado, a escritora Zélia Gattai, que morreu cinco anos mais tarde, se mudou, o imóvel deve ser transformado em memorial. Assim planeja a família do casal, que, além da vida e do ofício, compartilhou a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e o lugar onde estão depositadas as suas cinzas, sob uma mangueira no quintal.
A ideia de transformar a casa no Memorial Jorge Amado (nome provisório do projeto), que ainda não tem prazo para ser inaugurado, era natural, segundo o filho do escritor João Jorge Amado. É algo similar ao que acontece com tantos outros artistas, como o escritor russo Léon Tolstói (1828-1910) e o também escritor inglês Charles Dickens (1812-1870), cujas residências se tornaram museus, em Moscou e Londres, respectivamente.
João Paulo Gondim
Peças de decoração da casa de Jorge Amado
"São casas que permitem aos admiradores terem uma visão de como vivia esse artista, seu universo e tudo o mais. Nós temos nos empenhado muito em transformar essa casa em memorial. Infelizmente, o que nós queríamos fazer, que era tê-la funcionando ainda para que nossa mãe visse o museu, não foi possível. Mas, mesmo assim, nós mantivemos essa vontade e estamos lutando por isso até o fim", disse João Jorge.
Jorge conta que, em 2003, Zélia deu uma festa na casa. Era uma espécie de pontapé inicial para fazer do imóvel o museu. A família pediu o tombamento do imóvel. O Instituto do Patrimônio Artístico Cultual da Bahia (Ipac) iniciou o processo, que ainda está aberto. No entanto, a família não planeja mais o tombamento, pois isso impediria qualquer intervenção - o bem tombado deve preservar as suas características originais. Não seria possível, por exemplo, adaptá-lo a deficientes físicos.
"Para buscarmos enquadramento na Lei Rouanet e conseguir alguns recursos, entramos com pedido de tombamento da casa. Mas, primeiro, a Lei Rouanet não saiu; segundo, a casa, tombada, engessaria e atrapalharia todo o trabalho da reforma. A casa em si não tem valor arquitetônico que justifique o tombamento, que seria em função do valor agregado, por ter sido onde morou Jorge Amado e Zélia Gattai", afirmou.
"A lei do tombamento não distingue entre o monumento arquitetônico e o que tem valor agregado. Isso significaria que, a cada intervenção que se tivesse de fazer na casa, tivesse de passar por um trâmite burocrático muito grande", completou.
João Paulo Gondim
Local onde estão enterradas as cinzas de Jorge Amado e Zélia Gattai
De acordo com Jorge, faltam mudanças de ordem museológica na construção para o memorial funcionar. Os descendentes de Jorge Amado querem dotar o lugar de cafeteria ou um pequeno restaurante. Além disso, deve haver uma loja para vender livros e objetos alusivos ao universo literário do escritor. Apesar disso, ele acredita que o memorial não vai ser autossustentável. Ele espera conseguir doações para mantê-lo.
O projeto do museu, com quase um ano, é de autoria do arquiteto português Miguel Correia, que se disse fã do escritor e foi um presente do Ministério da Cultura de Portugal. De acordo com o arquiteto, as obras devem custar R$ 2,5 milhões.
Nesta sexta-feira, houve a apresentação do vídeo com a simulação do memorial pronto. Amigos da família Amado, representantes do governo português, o governador Jaques Wagner e três dos seis candidatos a prefeito de Salvador: ACM Neto (DEM), Nélson Pelegrino (PT) e Mário Kertész (PMDB).
Durante a cerimônia, Wagner afirmou que o governo baiano "está totalmente engajado no projeto de fazer da casa de Jorge Amado um espaço aberto à visitação pública", mas não explicitou como será isso exatamente. De acordo com ele, o Estado pode contribuir financeiramente com o futuro memorial. "Não é uma obra que vá requerer um volume de recursos elevado", afirmou.
O governador destacou uma faceta pouco lembrada do escritor: a política. Eleito deputado federal em 1945, Amado participou da Assembleia Constituinte do ano seguinte, na qual formulou a Lei da Liberdade de Culto Religioso. Ele foi cassado ainda em 1946, quando sua legenda, Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi posta na ilegalidade.
Jorge Amado Neto explica a diferença entre o projeto do memorial e a Fundação Casa de Jorge Amado, inaugurada em 1987 no Pelourinho. A fundação, diz, mantém o acervo literário do avô, autor de "Gabriela, Cravo e Canela", "Jubiabá" e "Tenda dos Milagres", entre tantas obras. O museu vai preservar o estilo de vida de Jorge Amado e Zélia Gattai.
Imortalizado no livro "A Casa do Rio Vermelho" (1999), da própria Zélia Gattai, e no curta-metragem "Na Casa do Rio Vermelho (1974)", de David Neves e Fernando Sabino, o casarão poderá voltar a receber visitantes que se espalhavam pelos cerca de 2.000 metros quadrados de área.
Parada obrigatória de artistas e intelectuais que visitavam a Bahia, a residência recepcionou do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) ao comediante brasileiro Zé Trindade (1915-1990), afora uma multidão de anônimos, turistas, fãs e curiosos.
Até hoje há quem passe em frente ao imóvel e tire fotos da fachada. "Sou fã de Jorge Amado e quero muito ver esse museu pronto", afirmou o comerciante Paulo Henrique Macedo, de 27 anos, que andava próximo à casa, após a cerimônia de apresentação do projeto.

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Descobertos os “fósforos” mais antigos, usados para fazer fogo por fricção



Os fósforos como os conhecemos agora são uma invenção do século XIX, mas desde a pré-história que o homem faz fogo. Para isso, os povos utilizavam uma parafernália de utensílios. 


Uma equipa da Universidade Hebraica de Jerusalém analisou pequenos objectos de barro com 8000 anos, que antes se pensava serem formas fálicas de culto, e percebeu que serviam como “fósforos” para atear a chama. Estes “fósforos” são os mais antigos até agora encontrados, segundo o artigo publicado na revista PLoS One.


A equipa de Naama Goren-Ibar estudou mais de 80 destes objectos descobertos no sítio arqueológico de Sha’ar HaGolan, no Nordeste de Israel, onde há 8000 anos florescia a cultura neolítica Yarmukian. Os objectos estavam no Museu de Israel em Jerusalém classificados como objectos de culto. 

Goren-Ibar em visita ao Museu viu naqueles objectos outro propósito. “Veio-me imediatamente à cabeça que estes objectos eram muito parecidos com todos os paus que se usam para fazer ‘fogo por fricção’”, explicou a investigadora, citada pela BBC News. “Temos provas da utilização de fogo feito pelos humanos modernos e pelos Neandertais, devido a [elementos arqueológicos como] madeira queimada, cinzas e lareiras. Mas nunca foi encontrado nada que se relacionasse com a forma de atear o fogo.”

O fogo por fricção pode ser feito com um arco de madeira com um cordão que prende uma broca – um pedaço de madeira cilíndrico. A ponta esférica deste pedaço de madeira ajusta-se a um buraco feito numa placa de madeira que fica no chão. Segurando a broca com uma pedra, pode-se utilizar o arco e a corda para girar a broca e fazer fricção na madeira ateando o fogo.

A equipa da Universidade Hebraica de Jerusalém tentou perceber se os pequenos paus de barro cozido funcionavam como brocas. Estes paus, que tinham entre três e seis centímetros de comprimento e entre 1,2 e 1,4 centímetros de largura, eram cilíndricos com as pontas arredondadas, em forma de cone ou com uma forma irregular. Muitos estavam partidos, mas alguns permaneceram intactos ao longo de milénios.

A equipa identificou estrias e marcas lineares nas pontas dos paus e relacionou essas marcas com a fricção feita para atear o fogo. Além disso, encontrou partes chamuscadas nos “fósforos” e marcas na parte lateral que poderiam ter sido feitas pelas cordas do arco. “Propomos que estes objectos sejam o registo mais antigo de fósforos – brocas que serviam como componente de um mecanismo avançado para produzir fogo”, sugere o artigo.

Os autores não refutam o aspecto simbólico dos “fósforos”. A nível etnográfico, estas brocas e a placa de madeira “representavam o órgão sexual masculino e feminino”, defende o artigo.

Notícia corrigida às 11h32. Substituiu-se Museu Israelita por Museu de Israel


fonte:
http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/objectos-falicos-de-culto-poderao-ser-os-mais-antigos-fosforos-1558258