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domingo, 19 de agosto de 2012

Artistas discutem edital de programação do Museu Sacaca


O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), através do Centro de Pesquisas Museológicas - Museu Sacaca, realizou na manhã desta segunda-feira, 13, no Auditório Waldemiro Gomes, reunião com os artistas locais.

Na pauta, avaliar a programação cultural estabelecida no Museu e buscar a contribuição do segmento para fortalecer o trabalho que vem sendo realizado, através da elaboração de um edital de pauta para que a programação cultural da instituição se desenvolva de forma mais organizada e democrática.

O objetivo maior da direção Iepa/Museu é organizar um planejamento diversificado, possibilitando a democratização do acesso a todos os produtores culturais, construindo um projeto legítimo, perfeitamente integrado e que contemple as diferentes vertentes culturais e esteja consonante com as diretrizes políticas e culturais do governo estadual concebidas para implementação das atividades regulares do Museu.

O grupo de artistas participante mostrou-se incentivado com a ideia, contribuindo com sugestões. Também emitiu opiniões importantes que serão fundamentais ao conteúdo do edital.

Para a diretora do Museu Sacaca, Mônica Dias, "hoje o Museu tem procurado alavancar cada vez mais sua programação cultural. Desde a reinauguração, investe nessa proposta, conta com o incentivo do diretor-presidente Augusto Oliveira e a sensibilidade do governador Camilo Capiberibe. Esse edital só irá contribuir para sedimentar a proposta cultural do Museu", enfatizou.

Angela Andrade & Graça Viana Jucá/Iepa

Mostra de cerâmica homenageia 50 anos da imigração coreana no Brasil


Seis séculos de arte coreana podem ser vistos até o dia 25 de novembro no Museu de Arte de São Paulo (Masp) na exposição O Espectro Diverso - 600 Anos de Cerâmica Coreana. Pensada especialmente para o Masp, em comemoração aos 50 anos da imigração coreana no Brasil, a mostra reúne 70 obras feitas em cerâmica, do século 14 até os dias de hoje, todas vindas do Museu Nacional da Coreia.
Segundo a curadora da mostra, Hea-Gyeong Lee, do Museu Nacional da Coreia, vieram para São Paulo exemplares raros da arte coreana em cerâmica. Além das peças reunidas ao longo de 600 anos, há obras feitas por artistas contemporâneos vivos, para mostrar a continuidade da expressão artística com a cerâmica e revelar que, nesta arte, a herança dos métodos tradicionais de produção e decoração adapta-se à estética atual.
O Espectro Diverso - 600 Anos de Cerâmica Coreana inclui obras da Dinastia Joseon (1392-1910), que durou cinco séculos e veio antes da Goryeo (918-1392). A influência da Joseon foi uma mudança de paradigmas que participou do desenvolvimento da época de ouro da produção ceramista. Segundo a curadora da mostra, as dinastias e ideologias religiosas e filosóficas influenciavam fortemente as artes e manufaturas na Coreia.
Inicialmente, esta porcelana só era usada pela família real e pela corte em cerimônias e rituais e como utensílios de mesa, como copos e jarras, principalmente, explicou Hea-Gyeong Lee. "Mas, com o crescimento e difusão da técnica, a população passou a demandar porcelana branca dos artesãos. E assim a produção deste tipo de cerâmica, iniciada nas províncias centrais e do Sul, se espalhou por todo o país.''
De acordo com Lee, esta será a primeira vez que este lado da cultura coreana será visto no Brasil. A exposição é o evento de abertura das comemorações da partida dos imigrantes da Coreia e de sua chegada ao Brasil. A data será lembrada ainda em eventos preparados pela Fundação Coreia em diversos Estados.
''Pelo festival, os brasileiros poderão ver a cultura coreana de várias maneiras diferentes. Além de obras bem antigas, há trabalhos dos melhores artistas contemporâneos, que estão fazendo sucesso na Coreia e fora dela'', completou Lee.

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Uma década de Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG)


O harmônico encontro da arte contemporânea com a pesquisa botânica


É um museu? É um Jardim Botânico? Não. O empresário siderúrgico mineiro Bernardo Paz, 63, descobriu a roda do entretenimento cultural e ambiental. Atende pelo nome de Instituto de Arte Inhotim e fica em Brumadinho, cidade a 50 minutos da capital mineira, Belo Horizonte. Tim era o nome de um fazendeiro gringo da região e inho, como se chamavam os senhores em tempos remotos. Redenção da baixa autoestima brasileira, esse inusitado casamento entre o melhor da arte contemporânea e da pesquisa botânica completa sua primeira década.
Na realidade, o Instituto só abriu à visitação pública em outubro de 2006. Desde 2002, porém, o espaço já estava estruturado para receber amigos privilegiados. Conhecer Inhotim, por sinal, proporciona esplêndidas sensações. Seja pelas obras esparsas distribuídas, entre esculturas e instalações, ao longo dos 100 hectares de área de visitação, às galerias que surpreendem a cada sala onde se entra. Seja ainda por abrigar a maior coleção de palmeiras do mundo e uma infinidade de plantas exóticas divinamente distribuídas pelo espaço.
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workshop com representantes das áreas de Museus de Camp;T e de divulgação científica das esferas nacional, estadual e municipal servirá para subsidiar plano museológico e de gestão do futuro museu de Camp;T.

A 9ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia  (SNCT) mobiliza a comunidade científica em Bauru (SP). Eventos como o Ciência vai à Escola, o Ciência Tour, a Festa da Ciência e um Workshop para subsidiar o Plano Museológico e de Gestão do futuro museu de ciência e tecnologia (Camp;T) são ações já confirmadas para a edição deste ano na cidade, entre outras iniciativas individuais.

As sugestões foram apresentadas e discutidas na reunião preparatória, realizada nesta quinta-feira (16), com a participação de representantes de instituições ligadas à produção e difusão de Camp;T da cidade e de sua região. Houve ainda a entrega de material de divulgação (cartazes e fôlderes) e um debate sobre a programação para 2012.
No encontro, realizado no Aeroclube de Bauru, foi apresentada a temática da 9ª edição da SNCT, voltada ao tema Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza, inspirado nas discussões em torno da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável Rio + 20 e na declaração de 2012.
A SNCT é promovida em todo o país sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Secretaria de Ciência de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis). A ideia, neste ano, é incentivar a discussão nas em escolas, universidades, comunidades e locais públicos os diversos aspectos envolvidos no estabelecimento de uma economia verde, bem como os desafios da sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, econômica e social. 
Programação local 
A SNCT de Bauru será realizada, de 15 a 21 de outubro, em diversas localidades da região. A realização é da Coordenação Regional Bauru da SNCT/MCTI, da Associação Bauruense de Ciência e Tecnologia (ABCT) e da comunidade científica, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).
Ao todo 21 instituições representantes das universidades e faculdades públicas (USP e Unesp) e privadas, organizações, veículos de comunicação, entidades, empresas e secretarias da Educação do estado de São Paulo  e do município de Bauru participam da organização local. Cerca de 30 instituições já confirmaram participação no evento. Estão ainda previstos em torno de 100 experimentos interativos na Festa da Ciência e dezenas de palestras voluntárias.
A Festa da Ciência é uma feira interativa, na qual a comunidade científica, instituições ligadas ao setor, empresas e órgãos de difusão apresentam experimentos e serviços de sua área de conhecimento. Será realizada neste ano no Aeroclube de Bauru, aberta ao público.
Por meio do Ciência vai à Escola, professores, pesquisadores, especialistas e profissionais voluntários de diferentes áreas cadastram palestras para disponibilização em escolas, prioritariamente da rede pública. No caso do Ciência Tour, são alunos, prioritariamente da rede pública, que realizam visitas monitoradas a faculdades, universidades, institutos de pesquisa e órgãos ligados à produção e difusão de Camp;T.
O workshop com representantes das áreas de Museus de Camp;T e de divulgação científica das esferas nacional, estadual e municipal servirá para subsidiar plano museológico e de gestão do futuro museu de Camp;T. O evento é organizado em parceria com a Comissão de Implantação da Escola Parque de Difusão Científica e Tecnológica Estação Ciência de Bauru.
Popularização
Bauru participa da semana desde a primeira edição, em 2004. Na avaliação do coordenador Regional da SNCT, Luís Victorelli, a realização do evento no município promoveu, desde a sua criação, a união da comunidade científica, além da valorização da popularização científica e a inserção do tema Camp;T no dia a dia da população.
A iniciativa também foi responsável pela criação Legal da Estação Ciência de Bauru pelo município, em fase de instalação, e a fundação da Associação Bauruense de Ciência e Tecnologia (ABCT), entidade integrada por representantes dos segmentos de produção e difusão de Camp;T que objetiva discutir, fomentar e promover a área e sua popularização. 
                                                                                                 Texto: Denise Coelho Ascom do MCTI