terça-feira, 4 de setembro de 2012

Programação especial marca a abertura da exposição “Museus da Bahia: Identidade e Territórios”, em Feira de Santana


Mesa redonda, apresentação de capoeira e de artes circense marcam a abertura da exposição itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios, que acontece na próxima terça-feira (04.09), às 19h, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana. Com entrada gratuita, a partir da exposição os interessados podem conhecer o perfil dos museus vinculados à estrutura da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) e das 217 instituições museais mapeadas no estado. São 23 painéis que, através de mapas, fotografias e dados estatísticos, evocam o patrimônio integral de 25 territórios de identidade baianos.
Dando início ao evento, haverá a apresentação dos projetos do Ponto de Cultura Cultura Mais Circo e intervenção circense feita por Elizete Destéffani. Com o objetivo de aprofundar a temática da exposição, às 19h40, acontece uma mesa redonda com a participação da museóloga Sílvia Santana, coordenadora no Núcleo de Articulação Territorial da DIMUS, do museólogo Cristiano Silva Cardoso, representante do Centro Universitário de Cultura e Arte, da Universidade Estadual de Feira de Santana e da representante da Secretaria de Cultura da Macroterritorial Norte, Aloma Galean.
No encerrando, o público assiste a apresentação de uma roda de capoeira, com a participação de Mestra Nena e da Associação Cultural de Capoeira São Francisco. Durante toda a noite, o público pode também visitar a feira de produtos alimentícios do Centro Público de Economia Solidária da Bahia (CESOL), que estará montada no Centro de Cultura.
Idealizada pelos museólogos Guilherme Figueiredo e Ana Cristina Coelho,Museus da Bahia: Identidade e Territórios é uma realização da Diretoria de Museus do IPAC, em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Secretaria de Cultura do Estado, através da Diretoria de Espaços Culturais e do Centro de Cultura Amélio Amorim, e fica em cartaz até 28 de setembro, das 8h às 21h.
O Centro de Cultura Amélio Amorim fica situado na Av. Presidente Dutra, 2222, Capuchinhos, Feira de Santana. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (75) 3625-0572.

Em menos de um ano, museu recebe mais de 24 mil pessoas em Manaus

Museu do Homem do Norte conta a história das populações tradicionais da região Norte do país. 
Recursos multimídia e exposições artísticas e de adereços indígenas fazem parte do acervo da instituição.

fonte:
http://www.ebc.com.br/cultura/galeria/audios/2012/09/em-menos-de-um-ano-museu-recebe-mais-de-24-mil-pessoas-em-manaus

Bienal deve estar "entre mercado, feira de arte e museu", diz Pérez-Oramas Fonte: Boainformacao.com.br http://www.boainformacao.com.br/2012/09/bienal-deve-estar-entre-mercado-feira-de-arte-e-museu-diz-perez-oramas/


Para Luis Pérez-Oramas, o curador da 30ª Bienal de São Paulo, “o destino da Bienal era achar um lugar que deveria estar entre o mercado, a feira de arte e o museu”. Por isso, o curador e seu time buscaram selecionar obras de artistas que nem participam do circuito comercial nem entraram no sistema de museus.

Essa nova etnografia curatorial trouxe artistas como o educador francês Fernand Deligny ou o jornalista venezuelano Alfreto Cortina (1903-1988), que por décadas fotografou sua mulher em diferentes contextos, numa resultado que antecede as encenações de Cindy Sherman.
Por quase uma hora, Oramas falou à Folha sobre os conceitos que nortearam a organização da Bienal, numa noite quente da semana passada. Leia a seguir a íntegra da entrevista.

Folha -­ O que o público vai ver na Bienal “A Iminência das Poéticas”?
Luis Pérez-Oramas -­ Para a maioria das pessoas, “A Iminência das Poéticas” será descoberta através das obras da Bienal. O que queríamos desde o início era uma Bienal que se revelasse nas obras e não no título. E o título não é um tema, mas um motivo. Um motivo para produzir desvios na materialização da Bienal e para sugerir perguntas. “Iminência das poéticas” quer dizer que o problema da temporalidade é fundamental, assim como a ideia da contemporaneidade, que está ligada ao tempo. E a questão da temporalidade é que ela é experiencial, não algo que se pode saber antes de se ter experimentado. Por isso, para conhecer a Bienal é preciso experimentá-la.

Até certo ponto, o título é hermético. Se fosse totalmente claro, a chave estaria dada no título. Assim, “iminência” tem a ver com temporalidade e com experiência. Já “poéticas” é mais complicado, pois tendemos a simplificar. Mas elas não têm nada a ver com poesia. Poética é um instrumental que permite a qualquer pessoa, artista ou não, decidir como se expressar, no público ou no privado. Eu decidi que essa questão da poética é pertinente porque, na mudança da arte moderna para a arte contemporânea, uma das coisas que se desconstrói ou questiona é a ideia da linguagem artística como algo excepcional e do artista como uma figura fora da tribo, que tem uma linguagem própria. A arte contemporânea tende a reivindicar a linguagem artística como uma linguagem ordinária. Por isso as práticas contemporâneas são mais inclusivas, são comentários do mundo. Assim, na Bienal, as poéticas
são como os artistas se expressam. Por isso nós tomamos a decisão de apresentá-los em processo, não em uma obra individual, mas várias. Existem muitas bienais que abordam a política porque a arte contemporânea está virando discursiva. Mas o mundo continua tratando essa obra discursiva da mesma forma que um Picasso, o que é uma contradição política e estética.

Meu posicionamento como curador é que não se pode tratar a arte discursiva como se ela não fosse discursiva. Se o questionamento das linguagens modernas passa pela reinscrição das linguagens artísticas no sistema de linguagens ordinárias, essa é a razão para selecionarmos obras de não artistas como o Arthur Bispo do Rosário ou o Fernand Deligny.

Folha -­ Mas então não seria uma contradição utilizar como dispositivo expositivo tantas salas organizadas como o cubo branco?
*Pérez-Oramas -” ­ Eu sempre falo que não tenho nada contra ou a favor do cubo branco. Eu acho sim que o gesto maneirista e voluntário de não produzir cubo branco por não produzir cubo branco é um formalismo ideológico. A razão dos aparentes cubos brancos na Bienal vem de uma equação: nós queríamos produzir espaços abertos mas que, ao mesmo tempo, permitissem atender às constelações internas, processuais de cada artista, seguindo as exigências das obras selecionadas. Francamente, tivemos que simplificar os problemas e não criar novos.
O cubo branco é absolutamente consistente com uma obra que não pertence ao mundo, aí sim ele vira uma ideologia. Mas eu não acho que ele funcione aqui dessa forma, ninguém reivindica que as obras aqui não pertençam ao mundo. Simplesmente estamos trabalhando com um edifício que já é marcado pela ideologia modernista, que é pavilhão do Niemeyer. Não se pode brigar com o edifício, criando labirintos, pois isso seria infernal. Eu conversei muito com o Martin Corullon, responsável pela expografia, e o que eu sempre quis foi fazer uma expografia funcional, que possa responder às exigências das obras, que permita apresentar várias obras e que tenha aberturas para possibilitar relacionamentos.

Folha -­ Mas essas salas não acabam dificultando o diálogo entre as obras dos artistas?
Pérez-Oramas -­ Eu não acho e penso muito nisso. Se você impõe um diálogo, não se pode sair desse diálogo. Quando se coloca um artista ao lado do outro, não há outro remédio a não aceitar esse diálogo, que merece estar entre aspas três vezes. O que fizemos foi criar um distanciamento para quem quiser ver, mas quem não quiser, não precisa. Damos, assim, liberdade ao visitante. O princípio da Bienal não é impor diálogos, mas criar uma lógica de distâncias e proximidades. Eu entendo que a base da analogia é a dessemelhança, e a base da proximidade é o distanciamento.

Folha -­ E o Tunga diz que mesmo que haja paredes nos museus, na nossa cabeça não há paredes…
Pérez-Oramas -­ Por isso nós estamos publicando o tratado “Os Vínculos”, de Giordano Bruno, que é um tratado arcaico, mas sumamente importante para a teoria estética a partir do renascimento. Segundo ele, tudo se relaciona com tudo, mas para fazer vínculos é preciso saber qual a oportunidade dessa vinculação, qual é a distância e a justificativa. O problema não está no vínculo.
Simon Plestenjak/Folhapress
O curador venezuelano Luis-Pérez Oramas no pavilhão da Bienal
O curador venezuelano Luis-Pérez Oramas no pavilhão da Bienal
Folha ­- Você podia falar agora da noção de constelação que permeia a Bienal.
Pérez-Oramas - Na realidade, a constelação tem duas razões. Com toda reserva de saber da arte visual, incluindo cinema, a metáfora da linguagem é relativa, porque ela tem um limite. Se a arte é linguagem, então a linguagem é constelar, ela funciona por um sistema de elementos que marcam diferenças entre eles. Essa é uma descoberta da linguística estrutural. Durante muitos séculos se pensava que a linguagem era um sistema histórico e variável, até que se percebeu que todas as linguagens do mundo funcionam sistematicamente por relações de diferenciação binaria ou ternária. Se as obras de arte produzem sentido por relações, o destino delas é ser constelar, isto é, quando alguém entra em contato com a obra, imediatamente pensa em outra. Ninguém olha para ela sem criar relações.
A outra razão para mim é a importância do pensamento de Aby Warburg, um pensamento que marca o fim da história da arte como um sistema genealogista, formalista, que entende a arte como fruto de indivíduos geniais que se sucedem na temporalidade e que nascem, crescem e morrem. Isso acabou e então nasce um novo pensamento artístico que é mais ou menos constelar. Esse assunto tem a ver com o fim da modernidade, e na Bienal há muitas obras sobre o cansaço da modernidade ou ainda sobre como ser modernos.
A história da arte clássica inventou a antiguidade, essa precedência, mas foi uma invenção contemporânea. E o Warburg se deu conta que a antiguidade como tal não existia, ou seja, ela existiu, mas era inacessível. Ela só se fazia acessível por conteúdos presentes. Então, é essa deformação que ele percebe da antiguidade no renascimento. Por isso é importante aplicar esse esquema na América Latina. O problema não é de refazer a modernidade aqui, mas perceber que quando você altera o local essa modernidade se transforma. Mas, sim, a questão constelar tem a ver com Warburg.

Folha -­ Ao optar então por esse pensamento, contra a ideia do artista genial, contra a ideia do autoral, apresentar muitos trabalhos de um mesmo artista faz com que essa Bienal evite o espetacular?
Pérez-Oramas -­ Eu diria que isso é um mal entendido. É a primeira vez na história que o portfolio completo do August Sander é exibido, incluindo a Alemanha. Para mim, isso é mais espetacular que mostrar o Richard Serra. Apresentamos ainda todos os desenhos do Fernand Deligny, o que, para mim, é mais espetacular que mostrar o Matthew Barney. Para mim.
Agora, eu não entendo a espetacularidade como monumentalidade. Essa Bienal não é monumental, mas é bem espetacular. A soma de trabalhos que são espetaculares é bem impressionante. Mas por que não é monumental? Porque a noção de monumento está totalmente dependente, ideologicamente falando, da ideia da grande obra-prima, da enormidade.
Eu acredito na pertinência do modo arquivista, do modo atlas, do modo catalográfico. Por isso Feldman ou Bispo podem ser os emblemas dessa Bienal. A espetacularidade se produz horizontalmente, repetitivamente, modularmente, serialmente, mas não no estilo Vittorio Emanuele.


Folha ­- Mas isso não pode gerar uma sensação de excesso?
Pérez-Oramas ­- Pode ser, mas por isso a expografia é limpa, simples, clara. Se além de trazer montes de arquivo, produzíssemos a confusão voluntária, aí estaríamos loucos.

Folha -­ Dos 111 artistas, 21 estão mortos –quase 20%. Para uma bienal de arte contemporânea, isso não é estranho?
Pérez-Oramas ­- Essa é uma questão interessante. Nós nunca tomamos a decisão de trazer artistas mortos. Mas eu verdadeiramente acredito que a contemporaneidade tem a ver com a densidade histórica. Acredito muito na definição que [o filósofo Giorgio] Agamben dá para a contemporaneidade, a contemporaneidade é uma “revenant”, você projeta uma luz sobre o passado que faz que ele volte, hoje, diferentemente. Esses artistas que estão na Bienal e já morreram são artistas que, eu acho, produziram uma obra particularmente importante e pertinente hoje e não foram vistos, ou suficientemente vistos. Marcel Duchamp inventou o “ready-made” em 1912 e só porque os americanos os recuperaram, em 1958, quase 50 anos
mais tarde, eles tiveram vida futura. Como esse caso, há muitos outros na história da arte. O entendimento, a partir da produção contemporânea, da pertinência de uma produção passada imediata, é o que eu chamo de arqueologia imediata. É assim que o contemporâneo se constrói, não acho que seja apenas na chave da emergência absoluta. Ele se constrói também pela
projeção e dessa espécie de retroprojeção, já que se entende melhor a pertinência de certas obras do passado com o olhar do presente. É o caso de artistas como o Juan Luis Martínez, o Roberto Obregon, o Ian Hamilton Finlay. É o caso do Absalon, apesar de ele ter morrido jovem, mas mesmo assim sua obra não penetrou no continente americano e deveria, porque há
muitas relações com a arte brasileira.


Folha -­ As bienais passadas, voluntária ou involuntariamente, provocaram polêmicas, como o urubu na obra do Nuno Ramos, na 29ª Bienal, ou os pichadores na 28ª Bienal. A impressão é que essa Bienal quer evitar polêmicas, é verdade?
Pérez-Oramas -­ Acho que a provocação é uma atitude completamente “démodé”, anacrônica, acho bastante ridículo provocar por provocar. Prefiro gastar meu tempo procurando entender as coisas, buscando relações inteligentes, mas vai ter polêmicas, eu apenas não vou adiantar. A ideia de curar uma exposição com a intensão provocativa é algo que não excluo. As vezes é preciso construir o dispositivo expositivo para provocar, mas eu não precisei fazer isso hoje. Quando eu comecei o processo, aqui, eu falei que o destino da Bienal era achar um lugar que deveria estar entre o mercado, a feira de arte, e o museu. Essa Bienal tem muitas obras que a lógica dos museus não viu e isso traz uma questão: você conhece a cena artística através do metabolismo da sociedade espetacular, que passa pelo sistema de museus, ou da etnografia curatorial, com o que tenho reservas, ou outro tipo de relacionamento. Nós buscamos um novo tipo de relacionamento.

Folha – Qual artista você considera que não foi visto pelos museus?
Pérez-Oramas -­ Artistas como Obregon, Finlay ou o Frédéric Bruly Bouabré, que para mim é um dos maiores do mundo, ainda não foram assimilados, mas acho que tem vários outros.

Folha -­ Mas há uma ausência de nomes famosos, e a Bienal é feita para um público mais amplo. Houve uma preocupação com isso?
Pérez-Oramas -­ Eu acho que o grande privilégio dessa Bienal é que ela tem um público assegurado, ela não precisa procurar nomes de estrelas para garantir público. Acho bobagem fazer uma bienal pensando que para garantir público é preciso grandes estrelas. É uma oportunidade e um privilégio fazer um trabalho inteligente, porque o público está aí.
Editoria de arte/folhapress

A curadoria e o colecionismo da arte contemporânea na América Latina


América Latina e Arte Contemporânea: Curadoria e Colecionismo é o tema de encontro que acontece no dia 5 de setembro (quarta-feira), às 17h, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, em paralelo à programação da 30ª Bienal de Arte de São Paulo.

Nele, especialistas brasileiros e estrangeiros discutirão várias questões ligadas à arte contemporânea latino-americana, tais como geopolítica, curadoria, mercado de arte, institucionalidade, circulações e deslocamentos, contextos e ações. A coordenação será de Martin Grossmann, diretor do IEA e curador-coordenador do Fórum Permanente.

O evento é uma realização do IEA (integra a metacuradoria Glocal), do Centro Cultural da Espanha em São Paulo  (CCE-SP) e do Fórum Permanente. Aberto apenas a convidados, o debate poderá ser assistido ao vivo pela web em transmissões em português e inglês.

Alguns dos especialistas estrangeiros que estarão presentes são Gabiel Perez-Barreiro (Fundación Cisneros), José Roca (Tate Gallery), Rafael Pereira (Colección C&FE), Hans Michael Herzon e Eugênio Valdez (ambos da Daros-Latinamerica).

Transmissão pela web (em português e inglês): em www.iea.usp.br/aovivo
Perguntas aos debatedores: pelo e-mail iearesponde@usp.brInformações: sedini@usp.br

Em PE, projeto estimula o ensino da cultura brasileira por meio de enigmas





Alunos da escola Cardeal Arcoverde, em Arcoverde, no sertão, em visita à FGF. (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
Na moradia onde viveu um dos maiores sociólogos, escritores, antropólogos e historiadores do País, um projeto vem estimulando a aprendizagem sobre a cultura, o meio ambiente e o folclore brasileiros para crianças e adolescentes de uma maneira lúdica. Desvendando enigmas e mostrando os benefícios de se trabalhar em equipe, o “Feras em Aula”, eleito pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) como um dos dez melhores projetos em ação educativa do Brasil, acontece, no Recife, na Casa Museu Magdalena e Gilberto Freyre, no bucólico e tradicional bairro de Apipucos.

“A ideia do projeto é que os adolescentes aprendam a respeitar as regras do jogo, entendam o que é o espírito de liderança, sejam estimulados a trabalhar em equipe e assimilem melhor a obra de Gilberto”, conta Jamille Barbosa, gerente editorial da instituição. Um ator contratado pela Fundação Gilberto Freyre (FGF) se torna um personagem fantasiado que conta a história da casa e da obra do antropólogo para os estudantes, divididos em duas equipes. Após as explicações, eles têm de responder a alguns enigmas, seguindo um mapa pelo sítio, que engloba árvores originais da Mata Atlântica e típicas da região da Zona da Mata pernambucana. Ali também se faz um trabalho de educação ambiental.
 

Vivenda Santo Antonio de Apipucos foi a escolhida para morar
por Freyre durante 40 anos. (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
Conhecida por “Vivenda Santo Antonio de Apipucos”, a residência reúne o patrimônio cultural, bens e acervos do criador de “Casa Grande & Senzala”, com o objetivo de estimular a continuidade dos seus estudos e de suas ideias, voltados para a compreensão e a interpretação da realidade social brasileira. Tendo como referencial a obra freyriana, crianças e adolescentes fazem um 'tour' pelo espaço de um hectare entre a casa, o sítio e o espaço cultural.
 

Biblioteca onde pesquisava o autor de "Casa Grande
& Senzala" (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
Tudo começa na casa museu, local escolhido por Gilberto Freyre para morar durante 40 anos, onde foi preservada a decoração original, com azulejos portugueses, peças de origem africana, pinturas de artistas famosos (como Di Cavalcanti, Francisco Brennand, entre outros), peças da arte popular brasileira, porcelanas orientais com prataria inglesa e portuguesa, além de um vasto acervo bibliográfico e de uma rica pinacoteca. A construção, reconhecida como casa-grande original do século 19 e reformada em 1881, abriga o conjunto de objetos colecionados, guardados e ordenados pela família Freyre.

Alunos da escola Cardeal Arcoverde, do município de Arcoverde, no sertão, em visita à FGF. (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)






Acervo do casal está disponível para visitação
ao público. (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
Após serem revelados os enigmas, os adolescentes terminam a visita no espaço cultural da instituição, onde é feita a premiação da equipe vencedora.

“Com certeza a visita contribuiu bastante para o trabalho que vem sendo desenvolvido na escola sobre cultura africana e libertação dos escravos no Brasil. Há alguns anos realizamos um projeto sobre cultura afro-brasileira na nossa escola. Saímos de Arcoverde [no sertão de Pernambuco] para fazer esta visita. Fomos ao Museu do Homem do Nordeste[no bairro de Casa Forte, também no Recife] e depois trouxemos os nossos alunos para conhecer a Fundação Gilberto Freyre”, diz a coordenadora de projetos da escola Cardeal Arcoverde, Rosilda Campos.

A preservação do ambiente, exatamente como fora concebido pelo antropólogo, revela a formação de um acervo que testemunha a vida de Pernambuco, do País e de diferentes locais do mundo.

Lendinhas
Para crianças dos sete aos dez anos, a instituição também tem um projeto intitulado “lendinhas”, em que uma atriz vestida de professora passeia pela mata do local, contando as histórias brasileiras do Curupira, da Comadre Fulôzinha, do Saci e da Iara, por exemplo, sempre revestidas de ensinamentos para cuidar bem do meio ambiente.
 

Várias espécies da flora brasileira encontram-se no
ambiente de 1 hectare (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
No complexo florístico do sítio encontram-se mais de cem espécies nativas e exóticas de jaqueiras, mangueiras, cajueiros, pitangueiras, paus-brasis, palmeiras imperiais, oitizeiros, cajazeiros, bananeiras, viuvinhas, nuvens, entre outras árvores, hospedeiras de mais de 30 espécies de aves, que no sítio encontram abrigo e alimento, como canários, sanhaços, beija-flores, bem-te-vis e sabiás.

Os estudantes também podem encontrar mamíferos, como gambás, cuícas, morcegos, ratos silvestres e saguis; répteis e anfíbios, a exemplo de tejus, camaleões, calangos, sapos-cururu e jias-pimenta.

Gilberto Freyre se distinguiu em desbravar temas inéditos, inclusive sobre a natureza, estudando e valorizando a proteção e conservação da fauna e flora brasileiras.
Horário de funcionamento e visitas
As visitas monitoradas ocorrem das 9h às 17h. As escolas precisam telefonar com antecedência para agendar os horários. O público em geral também pode visitar o espaço no mesmo horário.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (81) 3441.2883.

fonte:

Mosteiro de São Bento - Largo São Bento s/n Centro São Paulo -MESA REDONDA -quarta-feira 05.09.2012 11h

FACULDADE DE SÃO BENTO
convida para a

MESA REDONDA   
quarta-feira 05.09.2012  11h

sobre exposição 
ITINERÁRIO DA MENTE PARA A LUZ
 
como parte do projeto iniciado em 2010 com
 ARTE E ESPIRITUALIDADE

participam
CRISTINA ATAIDE artista
FÁTIMA LAMBERT curadora
CARLOS EDUARDO UCHÔA artista organizador



 TEATRO SÃO BENTO
Mosteiro de São Bento     metrô  São Bento  Tel. 3328-8799 / 3328-8794