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sábado, 8 de setembro de 2012

Espera em fila para ver quadros impressionistas em SP supera 2h



'Virada Impressionista' acontece até as 23h do sábado (8).
Organização estima que espera será menor durante a madrugada.


Fila no Centro de SP para visitar mostra impressionista (Foto: Márcio Pinho/G1)Fila no Centro de SP para visitar mostra impressionista (Foto: Márcio Pinho/G1)
Paulistanos e turistas aproveitam o feriado de 7 de Setembro para visitar a "Virada Impressionista", que reúne obras do Museu d'Orsay, de Paris, no Centro Cultural Banco do Brasil, na região central de São Paulo. No início da tarde desta sexta, a espera para percorrer a fila que começava na Rua 15 de Novembro e continuava na Rua da Quitanda era de cerca de duas horas e meia, segundo estimativas da assessoria do evento. Trata-se da segunda virada para esta exposição - a anterior ocorreu no início de agosto.
Munidos de garrafas d'água, bonés e protetores solares, os visitantes aguentavam firmes para ver as obras do famoso museu parisiense. Um grupo de amigos de Salvador veio a São Paulo com o objetivo principal de ver a mostra. "Nunca fui ao D'Orsay, e essa é uma oportunidade de ver essas grandes obras de perto. A espera vale a pena", afirmou a bancária Leila Ramalho.
Grupo de amigos de Salvador espera na fila para visitar quadros (Foto: Márcio Pinho/G1)Grupo de amigos de Salvador espera na fila para
visitar quadros (Foto: Márcio Pinho/G1)
Ela havia entrado na fila às 11h10 e ainda aguardava para entrar às 13h20. O celular com internet foi a ferramenta escolhida para passar o tempo. O mais animado era Edson Carvalho, que faz pós-graduação em artes visuais. "Veremos também a Bienal, a exposição sobre Caravaggio, mas o principal motivo da viagem foram os quadros do D'Orsay", afirmou.
Eles lamentaram o fato de descobrir apenas na fila que o museu ficará aberto durante a madrugada e ao longo do sábado (até as 23h). Segundo a assessoria do evento, a espera costuma ser menor para entrar neste horário, quando o público é formando especialmente por pessoas que estão se dirigindo ou saindo de algum bar próximo.
Apenas quem podia entrar na fila preferencial não tinha de passar por espera tão grande. "Vim para ver os quadros de Monet novamente, apesar de que os outros também são muito bons", disse a advogada Carmen Tanure.
Até quinta-feira (6), 157 mil pessoas já haviam passado pela exposição. A média diária de visitantes é de 5,6 mil por dia. O Museu d’Orsay é um dos mais visitados do mundo, e a mostra de seu acervo impressionista é inédita na América Latina. Na exposição, os visitantes podem apreciar obras de Edgar Degas, Renoir, Van Gogh, Cézanne e outros pintores que retratam Paris sob diversos ângulos, da vida urbana ao sossego no campo.
No último fim de semana da mostra, agendada para os dias 6 e 7 de outubro, outra virada será realizada. Assim, os visitantes poderão apreciar as obras do acervo do Museu d'Orsay até durante a madrugada.

Serviço:

Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Museu d’Orsay
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Quando: De 4 de agosto a 7 de outubro
Horário: De terça-feira a quinta-feira, das 10h às 22h. De sexta-feira, das 10h às 23h. Sábados e domingos, das 8h às 23h.
Entrada: Gratuita
Telefone: (11) 3113-3651 ou 3113-365
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Rio ganha museu a céu aberto com inauguração do projeto Outras Ideias

Até 2016, quando o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos, os internacionalmente conhecidos cartões postais da cidade vão se transformar, a cada dois anos, em um museu a céu aberto. Projeto inédito, a mostra Outras Ideias para o Rio (OiR) será inaugurada nesta sexta-feira (7/8), pontuando locais como a Enseada de Botafogo, o Arpoador e os Arcos da Lapa com obras, algumas monumentais, de artistas plásticos de prestígio no cenário mundial.

Nesta primeira edição, serão exibidos trabalhos de cinco artistas estrangeiros e um brasileiro. Os períodos de exposição das obras são variados, mas algumas instalações poderão ser vistas até 3 de novembro. A mostra, que voltará em 2014, ano da Copa da Mundo, e também em 2016, tem patrocínio do governo do estado, da prefeitura e de empresas privadas, além do apoio do Centro Cultural Oi Futuro e do Ministério da Cultura.

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“A comunhão entre obra de arte e paisagem valoriza o espaço urbano e torna as cidades mais agradáveis”, afirma o curador da mostra, Marcello Dantas, um dos idealizadores do evento. Para ele, “a exuberante geografia do Rio é o mais perfeito cenário para uma mostra de arte a céu aberto”.

No projeto, o olhar estrangeiro sobre a cidade está expresso em obras como a enorme cabeça flutuante do espanhol Jaume Plensa, instalada nas águas da Enseada de Botafogo. Nesta semana, antes mesmo da abertura da mostra, a obra, de 12 metros de altura, já despertava a atenção dos milhares de cariocas e turistas que passam pela enseada. A escultura, intitulada Olhar nos Meus Sonhos, foi produzida pelo artista no Brasil e para sua sustentação um estaleiro de Niterói criou uma plataforma especial.

Já o artista inglês Andy Goldsworthy criou uma instalação na parede do Centro Cultural Ação da Cidadania, na zona portuária do Rio. Um dos principais nomes da chamada land art, Goldsworthy utiliza em suas esculturas materiais naturais com o objetivo de produzir obras de arte em colaboração com a natureza.

A Cinelândia, um dos mais movimentados pontos do Centro, abriga o Labirinto de Vidro, do veterano escultor americano Robert Morris. A instalação ficará aberta à visitação de terça-feira a domingo, das 7h às 23h.

Na zona norte, o recém-inaugurado Parque de Madureira foi o local escolhido para receber a monumental escultura de madeira Cascasa, do brasileiro Henrique Oliveira. O visitante pode atravessar a escultura, que tem como proposta retomar de forma poética a relação entre o parque e a favela que antes existia no local. A obra pode ser vista de terça a domingo, das 7h às 22h.

Para Marcello Dantas, a arte pública tem um importante viés social, porque aproxima pessoas de diferentes classes em torno de um conceito, além de criar um ponto de encontro e um marco na cidade. “As pessoas abrem os olhos para o novo e para o próprio patrimônio público”, afirma.

Diferentemente das demais, que poderão ser vistas até 2 de novembro, outras duas obras da mostra estarão abertas ao público por menos tempo. Uma delas é The Radar, do artista japonês radicado em Paris Ryoji Ikeda, que consiste em um sistema de projeção suspenso por uma torre de 15 metros de altura na praia do Diabo, no Arpoador, zona sul da cidade. Durante três dias, de hoje a domingo (9/8), o radar vai promover um espetáculo audiovisual nas areias da praia.

A obra do artista inglês Brian Eno será exibida somente entre os dias 19 e 21 de outubro. Ele desenvolveu um sistema de projeção digital especialmente para os Arcos da Lapa, um dos mais agitados pontos da vida noturna carioca. Também músico e ex-integrante da banda Roxy Music, nos anos 70, Eno vai projetar nas paredes brancas dos Arcos, durante os três dias, 77 milhões de pinturas digitais.

fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2012/09/07/interna_brasil,321338/rio-ganha-museu-a-ceu-aberto-com-inauguracao-do-projeto-outras-ideias.shtml

Museu do Meio Ambiente promove debates sobre Monumento Natural das Ilhas Cagarras



O Conversas no Museu Especial reunirá personalidades envolvidas com a história do arquipélago, transformado por lei na primeira unidade de conservação marinha de proteção integral do Rio de Janeiro em abril de 2010, além de pesquisadores do Projeto Ilhas do Rio, iniciativa inédita de criação de um inventário da fauna e flora marinha e terrestre locais e de monitoramento e educação ambiental da região do MoNa das Cagarras.

Qual o significado da criação desta área protegida para a pesquisa, o desenvolvimento econômico, o turismo e a aproximação dos cariocas de suas ilhas? E que desafios ela lança para a gestão pública? Durante os dois dias de encontro, o público terá a oportunidade de saber mais sobre a história deste conjunto de ilhas, os impactos que sofrem, as maravilhas naturais que guardam e de que forma poder público, setor privado, ONGs e sociedade civil vêm se articulando em prol da conservação da região.

Dia 11 - No primeiro dia a mesa será composta por diferentes atores envolvidos com a história do arquipélago carioca. Arduíno Colassanti, símbolo do Cinema Novo e ícone do surfe e do mergulho do Rio de Janeiro e Roberto Faissal Júnior, diretor de fotografia que há décadas faz captação de imagens subaquáticas na região relembram os tempos em que investigavam as riquezas das ilhas em suas aventuras marinhas. Representando os pescadores da colônia do Posto 6, em Copacabana, um dos grupos mais afetados pelos impactos negativos da degradação das águas entre o Arpoador e as Cagarras, convidamos Pedro Marins, presidente da Colônia Z-13. Quem fecha o dia é a bióloga Fabiana Bicudo, chefe da Unidade de Conservação do MoNa Cagarras, a chamada guardiã da ilha, vinculada ao seu órgão gestor, o ICMBio.

Dia 12 - O segundo dia de evento é dedicado à apresentação das pesquisas já realizadas na área, que trazem resultados reveladores sobre a fauna e a flora da região. Contará com a presença de Carlos Alberto Rangel, coordenador geral do Projeto Ilhas do Rio e doutor em peixes recifais, Massimo Giuseppe Bovini, biólogo e doutor em botânica, responsável pela pesquisa em flora terrestre, e Fernando Coreixas de Moraes, doutor em ciências biológicas e pesquisador de espécies marinhas dos fundos rochoso das ilhas.

Paralelo ao evento, o Museu recebe mostra de fotos do Projeto Ilhas do Rio, com imagens terrestes, aquáticas e aéreas da paisagem, da flora e da fauna do arquipélago e parte da coleção zoológica do Museu Nacional, com diversas espécies de fauna da região para visualização do público. Será exibido também em primeira mão o trailler do documentário do Projeto, que será lançado em outubro. Dia 12 haverá ainda atividades relacionadas no Programa Educativo do Museu.

Museu do Meio Ambiente, na entrada do Jardim Botânico, Rua Jardim Botânico, 1008. Rio de Janeiro.Mais informações: museudomeioambiente.jbrj.gov.br

.[ O Instituto Aqualung apoia e recomenda o Evento!: www.institutoaqualung.com.br ].

Escavações em Moitas revelam monumento pré-histórico


Escavações arqueológicas na freguesia de Moitas, em Proença-a-Nova, deixaram a descoberto a Anta do Cão do Ribeiro, monumento pré-histórico, construída há cerca de quatro mil anos, anuncia o município, nesta sexta-feira.



Os trabalhos decorreram em Julho e Agosto, terminaram na quinta-feira e deverão ser retomados em Outubro.

Foi a primeira escavação arqueológica numa das 95 antas inventariadas no concelho, refere a autarquia em comunicado.

A forma do monumento, «semelhante a um útero, virada para nascente, origina teorias de que por trás das sepulturas megalíticas estaria a crença no renascimento».

O campo arqueológico resultou de uma parceria entre a Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) e o município de Proença-a-Nova.


A equipa responsável trouxe à luz do dia um monumento formado «pela câmara dolménica, corredor, átrio de acesso e aterro construído para cobrir a cripta, com uma massa que parece argila e será analisada pelo laboratório Hércules, na Universidade de Évora», adianta o município.

A anta tem uma forma "semelhante a um útero, virada para nascente", originando "teorias de que, por trás das sepulturas megalíticas, estaria a crença no renascimento", sublinha o comunicado da autarquia.
 
A equipa de especialistas encontrou também diversos objectos, como uma alabarda, uma arma antiga de cabo longo, e um pedaço de amuleto em xisto riscado, bem como uma grande quantidade de setas e lâminas. 
 
"Encontrámos também pedaços de cerâmica e hoje já são possíveis análises para perceber se há vestígios de gordura", que poderão indiciar um eventual uso na alimentação, explicou João Caninas, da AEAT. 
 
Os próximos passos do trabalho dos arqueólogos será a análise das peças, todas elas feitas de pedra ou barro cozido, dos seus desenhos e dos vários cortes feitos durante a escavação. O município pretende ainda reconstruir o que falta na anta e criar um circuito para a tornar perceptível, retomando-se depois o percurso pedestre em que está integrada.  
 
A equipa responsável pelas escavações contou com sete arqueólogos, incluindo voluntários e uma estagiária do mestrado de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. No campo estiveram também técnicos da Universidade de Évora e da Direcção Regional da Cultura do Centro.


Após a conclusão dos trabalhos, em Outubro, está prevista a sinalização no monumento pré-histórico no percurso pedestre em que está integrado.

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Ibram e McDonald’s firmam parceria para a 6ª Primavera dos Museus


A partir do dia 10 de setembro as lâminas de bandejas do restaurante McDonald’s trarão curiosidades sobre os museus brasileiros. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) enviou uma série de curiosidades para a empresa, que selecionou e ilustrou algumas, para estampar as lâminas que cobrem as bandejas de seus restaurantes até o final do mês de setembro.

Com essa parceria, o Ibram pretende atrair os mais de 1,7 milhões de pessoas que passam pelo McDonald’s diariamente, para participar dos eventos programados para a 6ª Primavera dos Museus. Com o tema A Função Social dos Museus, este ano a Primavera dos Museus tem mais de 2.400 eventos programados em todo o país.
Entre as curiosidades selecionadas estão a origem da palavra “museu”, o primeiro museu do Brasil e a quantidade de museus no Brasil. Além daquelas ilustradas pelo McDonald’s, outras curiosidades sobre os museus brasileiros estarão disponíveis no site do Ibram ( www.museus.gov.br ).
Confira também o guia com a programação completa da 6ª Primavera dos Museus.

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