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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Por acusação de plágio, liminar pede suspensão de mostra no MAM


Em cartaz no MAM (Museus de Arte Moderna de São Paulo) desde o dia 3 de setembro, a série "Encontros de Arte e Gastronomia" recebeu ordem judicial para sua suspensão sob "indícios relevantes de plágio da obra".

A liminar foi concedida pelo juiz Og Cristian Mantuan, da 28ª Vara Cível de São Paulo, na última quarta-feira (5), em resultado da ação movida pela artista Simone Mattar.

Ela afirma ter apresentado, em junho de 2011, proposta semelhante à da mostra exibida atualmente no museu.

"Encontros de Arte e Gastronomia" busca fazer uma ponte entre chefs de cozinha e artistas plásticos. Uma cozinha foi instalada dentro do MAM e, a cada semana, uma dupla de profissionais divide o espaço.

Simone Mattar diz trabalhar, há cinco anos, na exposição "Como Penso Como", que entrará em cartaz no Sesc Pompeia, entre abril e maio de 2013. Antes, porém, havia levado a ideia à curadoria do Museus da Casa Brasileira, em 2009, e ao MAM, no ano passado.

"No MAM, responderam que não estavam interessado neste tema nos próximos dois, três anos, mas após alguns meses começam um processo de trabalho com o conceito idêntico ao do meu projeto", afirma a artista.

OUTRO LADO

Procurado, pela Folha, a assessoria do MAM afirma ainda não ter sido notificada sobre a liminar que pede a suspensão da mostra.

Felipe Chaimovich, curador do museu, nega o plágio. Ele diz ainda que em 30 de maio de 2011, havia levado o projeto do "Encontros" à diretoria do museu, que o aprovou, e que a informação consta de ata registrada em cartório.

Segundo Chaimovich, a proposta de Simone Mattar foi encaminhada em 15 de julho de 2011 e é diferente do que o MAM vem apresentando.

"Pesquiso, como acadêmico, a questão do gosto desde os anos 1990 e, para o 'Encontros de Arte e Gastronomia', me inspirei em uma residência de chefs franceses do Instituto Europeu de História das Culturas de Alimentação", diz.

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São Paulo se tornou um centro para a arte contemporâneo', diz diretor da Tate



Nicholas Serota quase não chama a atenção. Usa ternos discretos, de corte justo, e caminha rápido na multidão, quase imperceptível. Fala baixo, com longas pausas, e parece avesso a flashes e holofotes, ao contrário da instituição que ele representa.

Faz 24 anos que esse britânico comanda a Tate, de Londres, o museu de arte moderna mais frequentado do mundo, com 5 milhões de visitas ao ano, um orçamento que beira os R$ 250 milhões e uma coleção de 70 mil obras.

Mesmo com a sua experiência, Serota diz que está no Brasil para "aprender".

Fechou uma parceria com a Pinacoteca do Estado, que considera um "museu modelo", e vê nas instituições brasileiras um novo senso de "confiança e estabilidade".

Depois de dedicar retrospectivas a Hélio Oiticica e Cildo Meireles, ajudando a posicionar o Brasil no contexto global, a Tate vai abrir no segundo semestre de 2013 uma mostra dedicada à artista suíço-brasileira Mira Schendel.

Serota falou com a Folha durante a abertura da Bienal de São Paulo na semana passada. Leia a entrevista a seguir.

*

Folha - Como você vê esse momento para a arte brasileira?
Nicholas Serota -  Parece haver mais confiança em São Paulo, mais do que antigamente, e acho que isso reflete uma série de fatores. Primeiro, o país está muito bem na economia mundial. Em segundo lugar, a última Bienal foi muito boa e esta, também. Há uma sensação de estabilidade e propósito na Bienal, que parece ter estado ausente nos últimos anos. Claro que também muitos dos museus estão fazendo projetos excelentes. Na Pinacoteca, eu vi as exposições de Cruz-Diez e Willys de Castro, as duas muito fortes. Tenho a impressão de que este seja um momento de força. Também diria que há uma apreciação crescente de arte contemporânea brasileira além de arte dos anos 50 e 60, e isso é um contexto interessante para a Bienal. Há interesse internacional pelo que acontece no Brasil.

O MAM tem uma tradição de fazer grandes mostras individuais e acabamos de emprestar uma obra da Tate para a exposição de Adriana Varejão. Também há instituições menores fazendo projetos.

Isso tem a ver com a ascensão da arte brasileira no mercado global?
Acho que o interesse parte primeiro dos curadores internacionais, que estão fazendo exposições. Por exemplo, na Tate tivemos Oiticica, Cildo Meireles, agora preparamos uma mostra de Mira Schendel. Isso aguça a atenção de colecionadores e do público, que então passa a descobrir novos artistas, não só os que exibimos normalmente. Há uma orientação do mundo da arte, que tem olhado na direção contrária de Nova York, contrária à Europa ocidental. Estamos olhando para outras atividades. Você observa isso também na Documenta, onde há um interesse pela arte fora dos centros tradicionais. São Paulo agora é um centro.

Depois de ter feito mostras de Oiticica e Meireles, a Tate está interessada nesta região do mundo particularmente?
Em 2000, decidimos que precisávamos olhar para o mundo com mais abrangência. Para nós, o primeiro lugar para olhar era a América Latina, em especial o Brasil. Em parte por causa de figuras históricas como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel, mas também por causa de artistas contemporâneos. Temos comprado arte latino-americana pelos últimos dez, 15 anos e mostramos isso.

Há algum motivo especial para ter começado com o Brasil? Tem a ver com a tradição construtivista britânica e sua relação com os concretistas brasileiros?
Nosso interesse começou pelo que estava acontecendo aqui nos anos 50 e 60, mas esse interesse aumentou pelo que está acontecendo agora. Certamente, eu vi essa mostra que está em cartaz no Centro Brasileiro Britânico. Eu conheço o trabalho desses artistas ingleses e vendo isso no contexto de concretistas brasileiros é muito interessante.

Esse deslocamento da perspectiva para países emergentes está atrelado à redefinição de poderes econômicos e geopolíticos no mundo hoje?
Acredito que o interesse em nível cultural vem antes dos interesses econômicos e políticos. Eu me lembro de tentar convencer o governo britânico a se interessar pelo que acontecia no Brasil há cinco anos e ninguém se interessava. Agora há uma série de eventos sendo planejados em parceria entre São Paulo e Londres nos próximos dois, três anos. A motivação é antes de tudo artística, mas há uma consciência dos assuntos tratados pelos artistas daqui, que também interessam aos artistas de lá, como foi o caso dos construtivistas.

Que momento histórico foi crucial para essa aproximação entre os países?
Para mim, a Bienal de 1998, organizada pelo Paulo Herkenhoff, foi um ponto crítico. Não vi essa exposição, mas conheço muito bem o catálogo. Gostaria de ter visto essa mostra. Foi um momento crítico porque deu uma nova leitura de arte brasileira, um novo conhecimento de como a arte se desenvolve, em paralelo ao mercado. Deu uma nova consciência dos processos.

Você acredita que a mostra dedicada a Mira Schendel que a Tate prepara agora será outro momento desses?
A mostra está sendo preparada por curadores da Tate e da Pinacoteca juntos. O propósito da exposição será apresentar o caráter exemplar do trabalho dela, a fragilidade do trabalho dela, mas não só a partir de pequenos exemplos, mas com um amplo recorte dessa obra, um olhar sobre a evolução desse trabalho. E também pretendemos conduzir novas pesquisas e produzir novos escritos sobre o trabalho dela, na esperança de produzir novo conhecimento sobre essa obra.

Ainda há uma grande diferença na habilidade e na prática de instituições do mundo desenvolvido e museus brasileiros na condução de mostras desse tipo? Você acredita que essa diferença está diminuindo?
Acredito que isso está mudando. A Tate e a Pinacoteca gostariam de trabalhar juntas em outros projetos, alguns começando em Londres e outros em São Paulo. Acredito que podemos aprender muito com a experiência aqui. Esse tipo de parceria é mais importante do que criar satélites da Tate em outros países. Eu não estaria interessado em fazer uma exposição em Londres para depois trazer a São Paulo ou o contrário, uma mostra daqui que só é transportada até Londres. Ainda estamos discutindo projetos futuros. Nossas discussões estão mais avançadas com a Pinacoteca simplesmente pelo fato de a Pinacoteca ser mais desenvolvida do que outros museus, é um museu modelo.

Por que o sr. considera a Pinacoteca um possível modelo para a Tate?
Eu visitei a nova organização do acervo da Pinacoteca. Vi ali alguns princípios museológicos muito interessantes sendo desenvolvidos. Nos quatro cantos do prédio, além da apresentação cronológica, eles têm quatro recortes mais aprofundados. Esse é um plano que vamos implantar na Tate Britain no ano que vem. Teremos espaços mais aprofundados, explorando conceitos apresentados em cada sala, escrevendo novos ensaios sobre esses artistas. Teremos uma apresentação cronológica, mas também esses espaços mais focados em alguns assuntos, que serão tema de publicações, pesquisas, bolsas de estudo. A Pinacoteca trabalha em paralelo conosco. Podemos aprender uns com os outros.

O sr. acha que o papel de um museu, além de realizar exposições, também é pesquisar e produzir novos conhecimentos sobre a obra de um artista?
Museus tradicionalmente têm a ver com conhecimento, eles servem para colecionar, examinar, dissecar e apresentar esse conhecimento para outros estudiosos e para o público. Essa função de um museu permanece, é isso que dá autoridade a um museu, expertise e um domínio sobre seu programa. Sem uma vocação para pesquisa, o museu só repete ideias em vez de inventar essas ideias. O público respeita museus engajados nesse tipo de atividade. Mesmo que ele não perceba uma exposição com grandes esforços de pesquisa, esse conhecimento acumulado se torna importante para a instituição, ajuda a construir relações entre o museu e os artistas. Artistas são seres criativos envolvidos 100% em suas pesquisas, buscas e tentativas de ver o mundo. Museus precisam estar à altura disso, é importante fazer em vez de receber apenas.

Qual é o orçamento da Tate e como ele se divide?
Cerca de 40% do nosso orçamento vem do governo e os outros 60% vêm de receitas próprias, patrocínios, dinheiro de venda de ingressos, do restaurante, das vendas das lojas. Somos em grande parte uma instituição pública, temos 14 conselheiros, sendo que três deles são artistas. Eles se reúnem seis vezes ao ano e ajudam a determinar a política da instituição. Nós gastamos cerca de R$ 250 milhões por ano, mas isso inclui a Tate Modern, a Tate Britain, a Tate St. Ives, a Tate Liverpool e nossos programas nacionais e internacionais.

Por receber financiamento do governo, a Tate precisa atingir metas de público?
Sabemos que algumas mostras terão grande público, mas sabemos também que outras terão pouco público. Às vezes nos surpreendemos, esperamos um público pequeno, mas a exposição acaba conquistando as pessoas. Somos um grande museu, que recebe muito dinheiro público, então temos que atrair um grande público, mas não montamos nossa programação pensando só em sucessos de bilheteria.

Temos várias vertentes no programa, algumas exposições são feitas para públicos menores, mais especializados. Em 1979, eu trabalhava na Whitechapel e fiz uma exposição de Gerhard Richter. Tivemos 5.000 visitantes em dois meses. No ano passado, fizemos uma mostra do Richter e atraímos 250 mil visitantes. Há um tempo específico para cada coisa.

Não há uma meta específica de público, e o governo tenta avaliar nosso desempenho como um todo, mas também tentamos ajudar o governo a estabelecer critérios para essa avaliação, os critérios justos para essa avaliação. Se você usa dinheiro público num museu público, você precisa responder por isso, prestar contas, mas é preciso ser avaliado a longo prazo, não ano a ano. Museus servem para pensar sobre os próximos cem anos, não as próximas seis semanas ou o ano seguinte. Acredito que se constrói público com muita consistência no programa, apresentando exposições com seriedade e convicção. É dessa forma que se constrói um público. Se você é condescendente com o público, perde o respeito dele.

Quais são alguns dos objetivos da Tate agora com relação à coleção? Que aquisições precisam ser feitas para preencher lacunas no acervo?
Na esfera contemporânea, vamos continuar a colecionar no mundo todo, com foco específico em certas partes do mundo, como a América Latina, a África e o extremo Oriente. Também abrimos novos espaços, em que vamos mostrar performances e instalações. Pretendemos chamar artistas para fazer isso. Nossa relação com o público também está mudando, eles querem estar envolvidos num diálogo. Nossos curadores fazem blogs na internet que se tornam sucessos durante a montagem das exposições. A internet se torna um canal e uma plataforma para nós, e queremos desenvolver projetos que aconteçam sempre nessa plataforma.

Qual é o tamanho do acervo da Tate?
Temos cerca de 9.000 pinturas e esculturas na coleção. Se pensarmos também em trabalhos sobre papel, são 50 mil ou 60 mil. Devemos, é claro, comprar obras de Mira Schendel com essa exposição que estamos montando. Quando fizemos a mostra do Oiticica, compramos muitas obras, o que acabou sendo uma escolha feliz, porque muito se perdeu no incêndio no acervo dele no Rio.

Como a Tate tem sido afetada pela crise econômica?
A crise atinge todos. É claro que tivemos de fazer reduções no programa. Temos menos dinheiro para fazer aquisições e os funcionários tiveram seus salários congelados. Não é fácil. Não podemos continuar cortando o orçamento e produzir mostras da mesma qualidade. Meu trabalho é evitar o avanço desses cortes. Perdemos cerca de 25% do nosso orçamento nos últimos anos.

É possível dizer que há uma tendência hoje em colecionar performances ou mudar o estatuto desse gênero para melhor enquadrar essas obras ante as regras do circuito?
Temos tentado incorporar performance ao nosso acervo, buscando formas de documentar e então apresentar essas obras no museu.

O sr. enxerga o surgimento de novos movimentos, escolas ou tendências no mundo globalizado? Qual é a cara da arte do século 21?
Como você vê nesta Bienal de São Paulo, uma das características da arte do século 21 é tentar organizar informação, arquivos, documentos e usar esse acúmulo de informações para apresentar ideias que surgem do estudo dessa informação. Há um excesso de informação, mas a noção de arquivo parece ser cada vez mais importante. Isso é uma característica da arte do século 21, que não é espetacular, que presta atenção ao detalhe, que está obcecada por gestos pequenos. São pensamentos sobre como organizamos nossas vidas. Há um fascínio sobre como lidamos com desafios e problemas que surgem na vida. Nessas obras você vê artistas lidando com relações institucionais, engajamento político. Esse tipo de exame detalhado faz as pessoas se engajarem.

Como o sr. vê a Tate hoje no panorama global dos grandes museus, como o MoMA e o Pompidou?
O MoMA tem a melhor coleção de arte moderna do mundo. Como não temos uma coleção tão exemplar, precisamos ser mais inventivos e nos arriscar mais no terreno da arte contemporânea. O que a Tate tem feito nos últimos dez anos é apostar no contemporâneo e, através disso, dar novas interpretações de arte histórica. Nos últimos cinco anos talvez tenhamos sido mais ousados do que outras instituições na tentativa de colecionar artistas de outras partes do mundo.

O Pompidou é talvez maior do que a Tate, mas temos uma pequena vantagem. Londres é um bom lugar a partir do qual ver o resto do mundo, é uma cidade cosmopolita e bem posicionada entre os fusos horários das Américas e da Ásia, o que nos permite manter relações com os dois lados do mundo. Diria que Nova York está numa posição mais difícil.

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Delta-Cafés constrói novo Museu de Ciência do Café - (.pt)

Novo Museu de Ciência do Café, do Grupo Delta-Cafés, em Campo Maior vai ter o apoio técnico e científico do Instituto de Investigação Científica Tropical.
O Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) e o Grupo Delta-Cafés assinaram um protocolo de colaboração para o desenvolvimento do novo ‘Museu do Café Delta - Centro de Interpretação, Divulgação Científica e Tecnológica e Promoção Turística’, em Campo Maior e com abertura prevista para 2013. 

O novo Museu de Ciência do Café vai incorporar novas valências onde a interação com os visitantes será maior e a componente de divulgação cobrirá todas as áreas desde os aspetos mais científicos da planta, passando pela cultura e industria até à economia do café. 

O protocolo prevê que o IICT venha a colaborar na revisão e desenvolvimento de novos conteúdos técnico-científicos do Museu de Ciência do Café, bem como no fornecimento de várias espécies e variedades de cafeeiros em diferentes estágios de desenvolvimento e que irão constituir a componente viva do museu. O Instituto vai também garantir a assessoria técnica e científica que permita a manutenção da estufa das plantas do café. 

Para João Nabeiro, Administrador da Delta-Cafés, as mais-valias desta colaboração com o IICT «são totais, porque o IICT é um Instituto que teve e tem um papel extremamente importante no estudo das plantas e, acima de tudo, no apoio à própria agricultura».

Nesse sentido, João Nabeiro explicou que o Museu de Ciência do Café passará a ser «também um meio que pode transportar todo este know-how e todas estas informações que são sempre necessárias para quem inicia esse processo, ou seja, o agricultor e acima de tudo para quem é consumidor».

Mas os objetivos do ‘Museu do Café Delta - Centro de Interpretação, Divulgação Científica e Tecnológica e Promoção Turística’ são muito abrangentes e como referiu João Nabeiro «será sempre (sobre) a cultura do café, ou seja, não só do produto em si, como de onde veio, quais são os fins que ele neste momento tem e se propõe como um produto alimentar e depois acima de tudo a divulgação daquilo que são os países produtores e os problemas que têm esses países». 

Cristina Tomé, Vice-Presidente do IICT em relação ao protocolo agora assinado, referiu haver benefícios para ambas as partes, afirmando que no IICT «temos um conhecimento, designadamente, na área dos cafés, acumulado e bastante relevante». Um conhecimento que «para um distribuidor de café, uma empresa que faz torrefação, cujo mercado é vender o produto que resulta do grão do café, o nosso conhecimento é extremamente relevante», refere.

Cristina Tomé referiu ainda que para o IICT, este protocolo funciona também como «uma forma de mostrarmos às empresas que temos conhecimento que pode ser posto ao serviço das mesmas».

Para além da assessoria técnica e científica, o Laboratório de Estado vai numa segunda fase «atender a solicitações e pedidos dos visitantes pós abertura do Museu, para que sempre haja uma questão mais técnica, disponibilizarmos ajuda e a Delta dar resposta a essas solicitações», explica Cristina Tomé. 

O IICT vai ainda contribuir na «organização de eventos à volta do tema do Café» como «Conferências ou Colóquios em Campo Maior, onde ajudaremos a Delta a definir quais serão os conteúdos, que individualidades que estudam o tema do café são relevantes estar nesses colóquios. E, portanto, haver aqui uma colaboração mais de divulgar e expor aquele que vai ser o Museu do Café em Campo Maior», referiu a Vice-Presidente do IICT. 

Mas o protocolo prevê também contrapartidas para o IICT, nomeadamente, o apoio financeiro da Delta-Cafés na recuperação de duas estufas para cafeeiros, situadas no Jardim Botânico Tropical, em Belém. 

Estufas que, segundo Cristina Tomé, são «uma montra do Instituto, o qual tem uma série de coleções científicas em termos de plantas, espécimes, que podem ser visitadas e que também servem para fazer investigação científica». 

O projeto do ‘Museu do Café Delta - Centro de Interpretação, Divulgação Científica e Tecnológica e Promoção Turística’, tem apoio do QREN, com um valor aprovado elegível de 4 milhões e 695 mil euros, prevendo-se que esteja concluído no final de Março de 2013. 

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Briga política ameaça museu do 11 de setembro




Prefeito e governador de Nova York disputam administração do complexo, que deveria ter sido inaugurado em 2009

Um museu em homenagem às vítimas do ataque terrorista em Nova York, em 11 de setembro de 2001, corre o risco de não ser inaugurado por causa de uma disputa política das principais autoridades da cidade. As informações são do correspondente da Bandnos Estados Unidos, Luiz Megale. 

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o governador do Estado, Andrew Cuomo, brigam para definir quem administrará o museu, que integrará o memorial a ser construído no local onde estavam as torres gêmeas do World Trade Center, destruídas após o ataque. A obra deveria ser sido concluída em 2009.

Bloomberg quer que os gastos para construção do museu fique com o Estado. No entanto, Cuomo já afirmou que só bancará a obra se o Estado ficar responsável por todo o complexo.

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Temporada da Bienal de São Paulo também imupulsiona exposições no Rio


Programação dos museus e galerias chega ao auge neste mês

Quando os convidados de Ernesto Neto começarem a “escalar” e caminhar por sua escultura suspensa por cabos de aço e cordas de crochê na Estação Leopoldina, nesta segunda-feira à noite, a galeria da qual ele é sócio, A Gentil Carioca, estará mobilizada na preparação de seu aniversário de nove anos, marcado para amanhã com exposição de José Bento e performance de Arto Lindsay. Ainda na noite de hoje, mas já longe do Centro da cidade, na Gávea, o público poderá ter acesso a duas esculturas inéditas da paulistana Elisa Bracher, na galeria Mercedes Viegas. E Raul Mourão, em Botafogo, na Lurixs, dará início à sua mostra, também de esculturas, “Homenagem ao cubo”.

Se na semana passada era a abertura da 30ª Bienal que puxava o turbilhão de exposições em São Paulo (foram pelo menos seis mostras em galerias abertas no mesmo dia), no Rio, é a ArtRio, com início para convidados nesta quarta-feira, que faz girar o circuito de arte. Aqui, porém, há menos inaugurações de mostras institucionais — em São Paulo, o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Itaú Cultural fizeram coincidir com o início da 30ª Bienal as aberturas das grandes panorâmicas de Adriana Varejão e Lygia Clark, respectivamente.

No Rio, o MAM mantém em cartaz sua principal mostra do ano, a retrospectiva de Alberto Giacometti (que termina no domingo, junto com a feira de arte) e a individual de Angelo Venosa. Já o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe a exposição com as esculturas em ferro do inglês Antony Gormley. A vizinha Casa França-Brasil mostra as instalações em cores vibrantes de Waltercio Caldas.

Fora das instituições, nas ruas da cidade, o projeto OiR (Outras ideias para o Rio), já tem inauguradas cinco das seis grandes obras de arte pública de artistas internacionais que trará à cidade até outubro. No Cais do Porto, há a gruta de argila do inglês Andy Goldsworthy; na Praia do Diabo estão as projeções do japonês Ryoji Ikeda; na Enseada de Botafogo, a grande cabeça de “Awilda”, escultura do catalão Jaume Plensa; no Parque de Madureira, o túnel em madeira de Henrique Oliveira; na Cinelândia, enfim, o público já pode se perder à vontade no labirinto de vidro de Robert Morris.

Mas dentro das instituições (as não comerciais) são poucas as novidades nesta semana: só inauguram exposições o Paço Imperial (na quinta, com retrospectivas de Luiz Aquila e Roberto Magalhães), a Casa França-Brasil (no sábado, com instalação inflável de Susana Queiroga na área externa) e o Museu do Açude (no domingo, com 18 artistas que farão obras para homenagear a artista inglesa Shelagh Wakely).

E, se em São Paulo as galerias convidaram curadores internacionais para criar mostras (como o novo espaço de Nara Roesler, que tem seleção de obras assinada pelo mexicano Patrick Charpenel, ou a Mendes Wood, cuja mostra tem curadoria da britânica Carly McGoldrick e da holandesa Carolyn Drak), as cariocas parecem ter optado por mostras mais convencionais, com nomes de seus elencos em individuais. Há quem já tenha aberto sua programação desse período antes da semana, como Anita Schwartz, que expõe instalações de Carla Guagliardi.


"Nossa luta é para aumentar o mercado de arte no Rio", afirma Brenda Valansi, idealizadora da ArtRio, que, para a empreitada, conta com sócios que são empresários do entretenimento, Alexandre Accioly e Luiz Calainho, além de Elisângela Valadares. — Nós entendemos que qualquer evento paralelo agrega. É ótimo que galerias estejam dispostas a fazer eventos.

A disposição não é casual: a feira, que já ocorre em setembro para coincidir com a Bienal, direciona para o Rio o fluxo de colecionadores (ou seja, compradores) internacionais. Embora muitas já viajem para feiras internacionais (A Gentil Carioca, por exemplo, já é habituée de feiras como a Art Basel, a Miami Basel e a Frieze), têm aqui a chance de aproveitar não só o burburinho internacional em torno da arte brasileira, mas vender arte com isenção de ICMS. A estimativa é que a ArtRio chegue a R$ 150 milhões (a feira costuma divulgar que, em 2011, vendeu R$ 120 milhões). O público, de 46 mil pessoas no ano passado, pode chegar a 60 mil.

"A exposição (de Elisa Bracher) foi maracada nesta semana justamente por causa da ArtRio e desse momento que o Brasil está vivendo nas artes plásticas. Faz a maior diferença inaugurar uma mostra numa semana como essa, porque o público, brasileiro e estrangeiro, que circula pela galeria é muito maior. Já tem gente ligando para saber as obras da Elisa que vamos expor, pessoas querendo agendar visitas. Ano passado vendi peças aqui da galeria para estrangeiros.... Vale muito a pena", afirma Mercedes Viegas, que também terá estande na feira.

Fora da ArtRio, galerias menores, como a Graphos: Brasil, também têm seus eventos nesta semana. Além de exposição, o galerista Ricardo Duarte aproveita para inaugurar, amanhã, mais um espaço expositivo da Graphos, com 220m² e outros 80m² para a reserva técnica. Duarte, porém, diz que a decisão de inaugurar justamente em tempos de Bienal e ArtRio é pura coincidência. O real motivo, diz ele, é a reforma do espaço, um antigo bordel que agora está em ruínas e, assim, ideal para receber o videoinstalação da portuguesa Susana Anágua. Na Graphos já existente, também no Shopping dos Antiquários, em Copacabana, ele abrirá uma coletiva com obras de Mr. Brainwash e inéditas de Waltercio Caldas e Carlos Vergara, entre outros.

Os olhos da semana, no entanto, talvez se voltem em especial para a gigante Gagosian, que participa de uma feira brasileira pela primeira vez e chega ao Rio com obras de cânones como Alberto Giacometti (dele, por exemplo, a galeria tentará vender uma obra de US$ 6 milhões), além de Andy Warhol, Picasso e Richard Serra.

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Projeto Pode entrar que a casa é sua terá lançamento nesta terça



O projeto vai levar os trabalhadores que são referência para turistas na capital aos principais museus da cidade e o lançamento será às 11h30 desta terça, no auditório do 6o. andar no prédio do Viaduto do Chá, centro da cidade.. A ação é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da São Paulo Turismo (SPTuris, empresa de turismo e eventos), Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria Municipal de Cultura, Museu Paulista (Ipiranga), Museu de Arte de São Paulo (Masp), Museu de Arte Moderna (MAM) e de entidades de classe e associações.

AE



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http://www.brasilturis.com.br/noticias.php?id=4563&noticia=projeto-pode-entrar-que-a-casa-e-sua-tera-lancamen

Com o objetivo de promover a arte Naïf no país, o projeto prevê ainda a realização de um workshop sobre o tema, no dia 20 de setembro, das 14 às 17 horas, voltado a professores da rede pública.


Campinas recebe a exposição O Brasil do Futebol Naïf

Mostra de arte no MACC terá telas de 40 artistas brasileiros com o tema futebol e pode ser conferida de 13 de setembro a 7 de outubro

O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) recebe a exposição O Brasil do Futebol Naïf, do dia 13 de setembro a 7 de outubro. A mostra reúne telas de 40 artistas brasileiros, todas com o tema futebol, do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, localizado no Rio de Janeiro.







A arte Naïf ou arte primitiva moderna é produzida por artistas autodidatas, que não têm formação no campo das artes. Ela se caracteriza pela ausência das técnicas usuais de representação (uso científico da perspectiva, formas convencionais de composição e de utilização das cores) e pela visão ingênua do mundo. O Brasil é um dos cinco países da arte Naïf no mundo. Um grande número de obras de pintores Naïf brasileiros faz parte do acervo dos principais museus de arte Naïf no mundo.

A exposição foi idealizada pelo Instituto Recicle – Ação e Desenvolvimento Ambiental, e conta com o apoio do PROAC – Programa de Ação Social, Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, da prefeitura de Campinas e patrocínio da Usina Colombo.

Serviço:

Exposição: O Brasil do Futebol Naïf
Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) “José Pancetti”. Av. Benjamin Constant, 1633, Centro. (19) 2116-0346 ou 3236-4716
Data: de 13 de setembro a 7 de outubro
Horário: de terça a sexta, das 9 às 17 horas; sábado, das 9 às 16 horas; domingo, das 9 às 13 horas
Entrada: gratuita

ProAC: inscrições de projetos voltados a museus são prorrogadas



Prazo para trabalhos voltados à difusão de acervo termina na sexta; projetos relacionados à preservação podem ser inscritos até segunda
A Secretaria da Cultura do Estado prorrogou o prazo para a inscrição de projetos voltados a museus no ProAC (Programa de Ação Cultural). Agora, trabalhos voltados à difusão de acervo museológico podem ser apresentados até sexta-feira, 14. O prazo para a inscrição de projetos relacionados à preservação de acervos termina na segunda-feira, 17.

O investimento total no segmento de museus por meio do ProAC é de R$ 550 mil. Oito projetos serão contemplados. Os critérios de avaliação, como relevância do acervo, qualificação dos profissionais envolvidos, diversidade temática e estética, entre outros estão nos editais publicados pela Secretaria de Cultura.

Do Portal do Governo do Estado

Bienal de Artes e exposições levam multidões para museus em São Paulo


O mês de setembro vai ser lembrado pelo calor acima da média e pelas exposições que têm atraído multidões. Teve filas enormes, mesmo com as temperaturas mais altas para um inverno nos últimos 57 anos.


Em São Paulo, o mês de setembro vai ser lembrado pelo calor acima da média e pelas exposições que têm atraído multidões. Teve filas enormes, mesmo com as temperaturas mais altas para um inverno nos últimos 57 anos. Na sexta, abriu a Bienal de Artes, com propostas, digamos assim, ousadas. Mas também tem arte mais tradicional.
Neste setembro, a arte é que nos move. Na Estação da Luz, na arquitetura de 1900, uma instalação de 1967 se equilibra em fios de aço.
Na Avenida Paulista, no museu dos anos 60, onde se avista o maior vão livre da América do Sul, se agiganta a fila dos que querem ver o drama das pinturas de Caravaggio, o pintor barroco do século XVII.
No centro da cidade, no prédio de 1900, estão os pintores impressionistas do século XIX, vindos de Paris. Mas, para alcançá-los, é preciso atravessar o grande espaço da paciência.
“Cinco horas de fila. Eu já tava desistindo, mas quando entrei, deu aquela leveza. Foi tão gostoso”, diz Eliane Aoki, administradora.
“Três horas e meia. Mas valeu a pena, ficaria de novo”, conta uma mulher.
De olho nas figuras de Renoir, no tocador de pífaro de Edouard Manet, no auto-retrato de Cézanne, nas bailarinas de Degas, na ponte japonesa e o lago das ninféias de Monet.
“Me sinto privilegiada de ver isso ao vivo”, diz a secretária Miriam Maradei.
“Estou me sentindo na França. Estou me sentindo uma madame francesa”, brinca uma mulher.
Do silêncio dos impressionistas para a arte ruidosa da Bienal. Tudo cabe, desde a delicadeza dos bordados até o deslizamento de dez toneladas de terra. Tudo está reunido no prédio idealizado por Oscar Niemeyer, nos anos 50, quando ele dizia: ‘Um projeto só me satisfaz se for bonito, porque nem sempre pode ser útil. A beleza precisa ser inventada’.
As molas se mexem movidas pela vibração do som. Um chinês se propõe a bater um cartão de ponto de hora em hora, durante um ano, tempo em que o cabelo dele cresce e o movimento da vida fica registrado no cartão. A variedade da Bienal é tanta que tem até desenhos pelas paredes.
Um fotógrafo holandês procura coincidências nas grandes cidades do mundo. Em tempos de globalização, parecemos todos iguais. “Eu gostei dos quadros que tem o pessoal lá na China que eles levantam a camisa e aparece o umbigo. É uma coisa que eu gosto de fazer. Eu me reconheci lá”, diz o lojista Marcelo Chao.
O grande homenageado desta Bienal é Arthur Bispo do Rosário, com mais de 300 obras. Ele viveu boa parte da vida em um hospital psiquiátrico, no Rio de Janeiro, e nas mãos dele tudo se transformou em arte.
“Viveu em um hospício. Que coisa maravilhosa ele criou. Quanta coisa bonita ele tinha dentro dele para passar e acho que as pessoas não entendiam o que ele tinha dentro dele”, diz a funcionária pública Débora Rocha.
A bienal tem três mil obras de 111 artistas. Algumas estão espalhadas pelas ruas. Então, vocês estão convidados a vir a São Paulo. Só não se assustem se encontrarem algum objeto diferente na rua, pode ser uma obra de arte.

fonte:

Jornada sobre Arte - Salões, Bienais e Feiras de Arte em debate


 Acontecerá dia 28 de setembro de 2012.
As inscrições para o evento podem ser feitas pelo email:
 
Divulgue aos colegas e interessados
 
Contamos com a presença de todos!!
 
Atenciosamente
Gabriela Abraços- ECA/USP