terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mast organiza evento sobre museologia

Fomentar debates e reflexões relevantes no campo da museologia e dos estudos sobre o patrimônio, em especial, aqueles relacionados à teoria museológica e às relações entre museologia, patrimônio e interculturalidade.
Esse é o principal objetivo do 4º Seminário de Pesquisa em Museologia dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola (SIAM), organizado pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI), no período de 5 a 9 de novembro.  O SIAM ocorrerá em paralelo com o 21º Encontro Anual do Subcomitê Regional de Museologia para a América Latina e o Caribe (ICOFOM LA).
As inscrições para o SIAM estão abertas e podem ser feitas pelo site, pelo qual é possível ter acesso  a informações sobre chamada para trabalhos, inscrições e palestrantes, além da programação preliminar do evento. 
Os interessados podem se inscrever como participante regular, estudante ou acompanhante, com valores diferenciados de acordo com a categoria e data para o evento, organizado pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), por meio do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-PMUS).
No dia 5 de novembro, a diretora do Mast, Maria Margaret Lopes, participará da mesa de abertura do evento, às 14h30, ao lado do reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca; do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José Nascimento Jr; do diretor do Museu Imperial, Mauricio Vicente Ferreira Jr; e dos professores da Universidade do Porto, Alice Semedo, e da Universidad Autónoma de Madrid, Mikel Asensio.
O encontro ocorrerá no Museu Imperial, em Petrópolis, com apresentação de trabalhos e debates teóricos. Em caso de dúvidas, entre em contato através dos e-mails ivsiam@mast.br e seminario4ppgpmus@yahoo.com.br

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Museu Peter Lund é inaugurado em Lagoa Santa para retratar nossa pré-história


Fósseis de 11 mil anos encontrados por paleontólogo dinamarquês na região de Lagoa Santa voltam a Minas para exposição em museu que será inaugurado sexta no Parque do Sumidouro


A zeladora Andréa faz os últimos retoques para inauguração do museu que homenageia o dinamarquês Peter Lund (detalhe) (Beto Novaes/EM/D.A Press)
A zeladora Andréa faz os últimos retoques para inauguração do museu que homenageia o dinamarquês Peter Lund (detalhe)

Minas abre as portas da sua pré-história, convida o mundo para visitá-la e, nessa viagem pelo tempo, cria equipamentos culturais que valorizam um passado de mais de 11 mil anos. Será inaugurado sexta-feira, às 15h, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Museu Peter Lund, atrativo científico e turístico que funcionará dentro do conceito de “museu de território”, inspirado na trajetória do paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801–1880), que viveu nessa região mineira por mais de quatro décadas. O prédio localizado perto da Gruta da Lapinha abrigará uma exposição de 80 fósseis cedidos em regime de comodato por três anos ao governo de Minas pelo Museu de História Natural da Dinamarca, país onde nasceu Dr. Lund, conhecido como “pai da paleontologia brasileira” . A abertura do museu contará com a presença do príncipe herdeiro da Dinamarca, Frederik André Henrik Christian, e da mulher dele, a princesa Mary Elizabeth.

Na tarde de ontem, era intensa a movimentação das equipes trabalhando em vários setores do museu. Na parte externa, operários concluíam o projeto paisagístico, enquanto, no interior, técnicos davam retoques nas salas de exposição e demais equipamentos que, já neste sábado, a partir das 9h, estarão disponíveis para visita. A empreitada do governo de Minas consumiu cerca de R$ 5,3 milhões e se integra à Rota Lund, que tem como objetivo promover o desenvolvimento regional por meio de um roteiro turístico. “A Rota Lund se soma à Estrada Real e aos Caminhos de Guimarães Rosa, em Cordisburgo”, diz o superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado da Cultura, Leonardo Bahia, também autor do projeto museográfico do Peter Lund.

Bahia explica que o museu de território compreende todo o Parque do Sumidouro, administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), onde foi construída a sede de 1.850 metros quadrados. “Vai ficar muito bonito e temos certeza que virá muita gente conhecer”, afirmou a zeladora da unidade de conservação, Andréa Maria Rodrigues da Silva, carregando mudas de folhagens para embelezar a trilha. 

O acervo cedido pela Dinamarca é composto por fósseis encontrados por Lund durante suas pesquisas na região, cujas características geológicas favorecem o aparecimento de grutas e cavernas. Segundo Bahia, o novo museu dispõe de duas salas exclusivas para que o visitante tenha conhecimento dos planos de manejo do parque espeleológico; sala multiuso para projeção de filmes, palestras e oficinas; salas de exposição, uma delas destinada ao acervo do Museu de História Natural da Dinamarca; espaço para reserva técnica, conservação e restauro de obras; café e loja. 

PEÇAS “A Rota Lund foi idealizada pelo professor Castor Cartelli, da PUC Minas, e por Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), que, há anos, faz escavações na região de Lagoa Santa”, diz Bahia. Em maio de 2009, numa missão enviada pelo governo estadual à Dinamarca, Cartelli, acompanhado da ex-assessora do então vice-governador Antonio Anastasia, Natasha Nunes, selou o acordo inicial com as autoridades em Copenhague para trazer os fósseis para Minas. No tempo em que viveu na região de Lagoa Santa, Lund enviou ao seu país uma coleção de 12.622 peças, a maioria encontrada na Gruta Lapa Vermelha, em Lagoa Santa, destruída por uma empresa na década de 1970, para fazer o tesouro natural virar sacos de cimento. No acervo que virá para Minas estão ossos humanos, de animais pré-históricos, como a preguiça gigante, tigre-dente-de-sabre, lhama, tatu gigante, gliptodonte e mastodonte e de animais ainda existentes na atualidade, como capivara, tatu, lontra e outros. 

“Na época, Lund achava que as pessoas não entendiam o porquê de ele fazer as escavações em busca dos ossos. Agora, vemos que houve uma evolução cultural e esse acervo serve para valorizar a história de Minas, onde foi achado o fóssil de Luzia, a primeira mulher das Américas”, diz Leonardo Bahia. O trabalho realizado por Peter Lund contribuiu para que a região cárstica de Minas, que compreende a região de Lagoa Santa, ficasse mundialmente conhecida como importante campo de estudos para a paleontologia, arqueologia e espeleologia, em função do grande número de grutas e fósseis. Se destaca o sítio arqueológico da Lapa Vermelha 4, em Pedro Leopoldo, onde em 1975, uma missão franco-brasileira, chefiada pela arqueóloga e professora francesa Annete Laming Emperaire, encontrou o crânio humano com idade aproximada de 11.500 anos. Estudado, entre outros pesquisadores, pelo professor, biólogo, arqueólogo e antropólogo, o mineiro Walter Neves, batizou o crânio de “Luzia” sendo este, o fóssil humano mais antigo das Américas.

No museu, constituído por um roteiro de paisagens naturais, instituições culturais e marcos históricos de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo estão, além do museu e da Lapinha, que recebe anualmente mais de 20 mil visitantes, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas (Marco Zero), no Bairro Coração Eucarístico, Região Noroeste de BH; o túmulo de Lund, o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, o Parque Estadual do Sumidouro (com suas grutas, lapas, lagoas e monumentos históricos), em Lagoa Santa; e as gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas e Maquiné, em Cordisburgo. O passeio terminará no Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo. 

LINHA DO TEMPO

1801 – Nasce na Dinamarca Peter W. Lund, que viveu 46 anos na região de Lagoa Santa e é considerado o pai da paleontologia, arqueologia e espeleologia brasileiras

1832 –Lund (1801-1880) faz as primeiras descobertas de fósseis em cavernas e abrigos de Lagoa Santa

1845 – Ele envia ao rei da Dinamarca a coleção de fósseis encontrados na região de Lagoa Santa

Década de 1950 – Pesquisadores da Academia Mineira de Ciências e do Museu Nacional do Rio de Janeiro retomam as escavações na região 

1974 –Missão franco-brasileira, chefiada por Annette Laming Emperaire (1917-1977), faz escavações, até 1976, em Lagoa Santa

1975 – Annette Laming encontra na Lapa Vermelha IV o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo com datação do Brasil

1998 – Antropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, estuda e data (11,4 mil anos) o crânio de Luzia
 
2010 – Em maio, governos de Minas e da Dinamarca fecham acordo para cessão, em comodato, de fósseis para exposição em Lagoa Santa 

2012 – Na próxima sexta-feira, será inaugurado o Museu Peter Lund, museu de território inspirado na trajetória do naturalista dinamarquês pela região de Lagoa Santa

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O salário para o mês de Agosto/2012 é de R$ 6.040,48. O que corresponde ao salário inicial da carreira do Grupo Superior S1-A


Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo torna pública a abertura de concurso público para o preenchimento de 1 vaga na carreira do Grupo Superior S1-A (Especialista em Laboratório) e outras que surgirem durante o prazo de validade deste edital.
O salário para o mês de Agosto/2012 é de R$ 6.040,48. O que corresponde ao salário inicial da carreira do Grupo Superior S1-A.
Das Inscrições:
As inscrições deverão ser efetuadas no período de 13 de setembro de 2012 a 19 de setembro de 2012, exclusivamente, por meio da Internet, para tanto sendo necessário o preenchimento e a transmissão da ficha de inscrição, bem como o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 91,00.
A inscrição deverá ser realizada pela Internet até 17 horas do dia 19 de setembro de 2012, mediante acesso ao site: https://uspdi-gital.usp.br/marteweb link: Concurso Público, com a observância rigorosa dos procedimentos.
O concurso público constará das seguintes etapas:
1ª) Prova de Múltipla Escolha (eliminatória);
2ª) Prova Dissertativa (eliminatória);
3ª) Prova Prática (eliminatória).
A Prova de Múltipla Escolha terá a duração de 4 horas e será realizada em data, horário e local a serem comunicados oportunamente mediante publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo e divulgação no site.
O candidato deverá comparecer ao local designado, com 15 minutos de antecedência, munido de caneta esferográfica de tinta azul ou preta, documento original de identificação com foto e comprovante de pagamento da taxa de inscrição.
O concurso público terá validade de 6 meses a contar da data da Publicação do Despacho de Homologação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, podendo, a critério da Universidade de São Paulo, ser prorrogado por igual período.
Mais informações no endereço eletrônico do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O museu de um homem só


Josué Teixeira/ Gazeta do Povo / Aristides à frente do Museu Época: obra de uma vida inteiraAristides à frente do Museu Época: obra de uma vida inteira

Casarão secular abriga 10 mil peças antigas em Ponta Grossa. Coleção particular surgiu de forma espontânea




“Tenho seis funcionários neste museu, só que todos eles se chamam Aristides Spósito”, brinca seu Aristides, que cuida sozinho de um casarão de 150 anos onde estão cerca de 10 mil peças, dos mais variados tipos, que guardam até quatro séculos de história. Assim como outros apaixonados pelo passado, mesmo sem ter qualquer tipo de formação específica em História ou Museologia, Spósito trabalha em tempo integral para manter o Museu Época, em Ponta Grossa (Campos Gerais), limpo e organizado.
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo / Quadros, retratos e fardamento militar: o Brasil na 2ª GuerraAmpliar imagem
Quadros, retratos e fardamento militar: o Brasil na 2ª Guerra
Criar um museu exige apoio, disciplina e planejamento
Existem caminhos para transformar coleções em museus, mas é preciso ter disposição para buscar apoio e recursos. O primeiro passo é organizar o acervo. Isso pode ser feito a partir de um plano museológico. Essa é uma das principais recomendações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (Minc), para quem pretende abrir coleções ao público.
O plano deve ser feito por um profissional capacitado, especialista em museologia, que fica responsável por analisar as peças, ordená-las e tornar a coleção mais acessível. O planejamento pode evitar, por exemplo, aquisições de peças que fogem à proposta do museu.
Há 11 anos no mercado, a empresa da museóloga Ana Sílvia Bloise, sediada em Arujá (SP), atua em projetos espalhados por todo o Brasil. “Além do planejamento, o nosso papel é o de higienizar as peças e o espaço onde vai ficar o museu, além de estabelecermos uma conversa com os gestores, explicando todas as etapas para chegar ao resultado final, que é o que vai ser visto pelo público”, explica.
Segundo ela, não é qualquer empresa que pode prestar serviço nessa área. “Precisa haver um ou mais museólogos na equipe e ter registro em algum Conselho Regional de Museologia, como é o nosso caso”, diz. A obtenção de recursos para a montagem do museu pode ser feita por meio da Lei Rouanet (de incentivo à cultura), por meio de editais específicos do Minc e do próprio Ibram.
Sem recursos
Aristides Spósito, do Museu Época, afirma que gostaria de ver o espaço revitalizado mas, como não cobra nada pela entrada e não recebe nenhum grande apoio, lamenta não poder fazer muita coisa sozinho. “Já tentamos reunir uma diretoria. Compareceram oito pessoas à reunião, mas só sobrou um tal de Aristides Spósito”, brinca novamente, sorrindo.
Serviço
Viagem no tempo
O Museu Época fica na Praça Roosevelt, 56, em frente ao Colégio Estadual Senador Corrêa. Funciona de terça a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, e sábado, das 8h30 às 12 horas. A entrada é gratuita. O telefone é (42) 3028-1877.
Com 74 anos, cego do olho direito e com apenas 25% da visão no esquerdo, ele nem pensa em deixar de lado as relíquias obtidas graças a um trabalho exaustivo e dispendioso. “Tudo o que se vê aqui foi conseguido por meio de doação, mas eu tive de buscar. Andei pelo Paraná todo e também por Santa Catarina, sempre às minhas custas, para recolher tudo”, conta.
É difícil determinar com precisão o número de museus que nascem de forma espontânea no Brasil, como o Época, mas eles são fundamentais para a formação de museus mantidos pelo poder público, entidades ou empresas.
Um exemplo é o Museu Campos Gerais, pertencente à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). “Tudo começou quando, na década de 1940, intelectuais da cidade que faziam parte do Centro Cultural Euclides da Cunha começaram a juntar uma série de objetos de valor histórico. No entanto, o acervo só foi ganhar um espaço específico e próprio em 1983, quando o museu passou a existir de fato”, explica a historiadora e diretora do Museu Campos Gerais, Elizabeth Johansen.
Ela explica que as coleções espontâneas acontecem, basicamente, de duas formas. “Os objetos podem ser bastante diversos, representar segmentos diferentes da história de um cotidiano local [como é o caso do Museu Época] ou podem estar ligados a apenas um segmento, como os museus e coleções dedicados ao tropeirismo, por exemplo”, salienta. Elizabeth conta que, em diversas ocasiões, emprestou objetos do Época para utilizar em exposições promovidas pelo museu da universidade. “Acervos como o do seu Aristides são muito importantes para a preservação da memória de uma cidade.”
Épocas do Época
Do lado de dentro das espessas paredes de estuque (uma mistura de madeira e barro) da casa secular, Spósito coleciona um pouco de tudo. À primeira vista, o visitante pode pensar que não existe um roteiro definido. Engano. O proprietário do Museu Época conduz a visita do começo ao fim. Uma das primeiras peças que ele faz questão de mostrar é a cruz da antiga Capela de Santana. “Ela foi feita na Suíça e fazia parte da primeira capela da padroeira, construída na época em que o capão de Ponta Grossa foi elevado a Freguesia, em 1823”, conta.
Com alguma dificuldade, Spósito fez plaquinhas que apontam as principais características de boa parte das peças, origem e alguns dados históricos. A “viagem” que começa com os objetos sacros passa por peças que permitiam acender os primeiros postes elétricos da cidade, no começo do século 20; animais taxidermizados de diversas espécies; muitas máquinas de escrever, algumas com mais de cem anos; utensílios de cozinha dos anos 1840; entre outras raridades.
Num dos cômodos do museu, montou um quarto típico de meados do século 19 que dá bem a dimensão do empenho que ele tem diariamente. “Naquela época, os colchões eram feitos de palha. Eu mesmo fiz este colchão, enchendo-o com 25 sacos de palha de milho. Tudo aqui dá trabalho, mas eu amo o que faço, mesmo não ganhando um tostão sequer”, ressalta.

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O Museu Histórico de Londrina, Padre Carlos Weiss, completa nesta terça-feira (18), 42 anos de serviços prestados à comunidade londrinense.


 O Museu tem por missão desenvolver ações de resgate, preservação e divulgação do patrimônio cultural de Londrina e região, procurando tornar visível a trajetória histórica de sua sociedade; dar suporte ao ensino, pesquisa e extensão e promover a reflexão crítica da realidade histórica, contribuindo para a renovação e melhoria da qualidade  de vida e da dimensão cultural da população.

Atualmente o Museu Histórico, que é um Órgão Suplementar da Universidade Estadual de Londrina (UEL), abriga a exposição Curar, Cuidar, Lembrar – a memória da saúde em Londrina, na Galeria de Mostra Temporária. Possui também vários projetos culturais e educacionais em andamento, visitas monitoradas com prévio agendamento, cursos e oficinas.
São mais de 30 mil visitantes anuais, incluindo pesquisadores, escolares e visitantes de Londrina, região e do exterior. O Museu fica na rua Benjamin Constant, 900 – Centro (antiga Estação Ferroviária).
O horário de funcionamento é de terça a sexta-feira das 9h às 11h30 e das 14h30 às 17h30. Sábados e Domingos das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Mais informações pelos telefones (43) 3323-0082 e 3324-4641.

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Museu Municipal de SJP comemora 35 anos com extensa programação


A Prefeitura de São José dos Pinhais informa que dos dias 19 a 22 de setembro serão realizadas uma série de atividades em comemoração aos 35 anos do Museu Municipal Atílio Rocco. O evento envolve exposições e palestras, relembrando a história do município e do museu.
Até 19 de setembro de 1977, São José dos Pinhais não possuía um espaço de preservação da memória histórica e cultural da cidade. O espaço foi batalhado pelo historiador e fundador do Museu Atílio Rocco, Ernani Zétola, que contou com o apoio da Prefeitura, do Lions Clube e do Aeroporto Internacional Afonso Pena para concretizar seu sonho.


De 19 a 22 de setembro estão programadas atividades alusivas à data Foto: Divulgação


A criação do museu foi definida pela lei municipal nº 34/77, que o nomeou Museu Municipal de São José dos Pinhais. A primeira sede localizou-se na Rua Mendes Leitão, onde ficou por aproximadamente quatro anos. O decretonº35/81 alterou o nome do espaço para Museu Municipal Atílio Rocco. Em março do mesmo ano o Museu, subordinado à Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria Municipal de Cultura, foi transferido para a sede atual, um edifício tombado pelo Patrimônio Histórico do município situado à Rua XV de Novembro, 1660, no centro de São José dos Pinhais.
O Atílio Rocco conta com exposições de longa duração e recortes históricos da comunidade são-joseense em aproximadamente 100 anos. Além disso, o espaço resguarda mais de mil fotografias, mais de 2 mil documentos históricos dos séculos 19 e 20 e livros especializados, referentes às cidades de Curitiba, São José dos Pinhais e Região Metropolitana. Cerca de 1.000 pessoas visitam o museu mensalmente.
O arquivo de fotos do Museu Atílio Rocco, com aproximadamente 20 mil imagens de gestões passadas e momentos históricos de São José dos Pinhais, está sendo digitalizado e arquivado pela empresa Sinax, que também cataloga e organiza todos os documentos da Prefeitura. O objetivo é garantir a qualidade e a manutenção do material histórico.
“Organizamos essa programação de aniversário e estamos aguardando que todas as pessoas que passaram por aqui, apoiaram e colaboraram - que são os chamados ‘amigos’ do Museu - estejam presentes nesses dias”, afirma a diretora do Atílio Rocco, Zelinda Fialla. “Como diz o Ernani (fundador do museu), ‘povo que não tem memória, não tem história’; e temos que estar sempre atento em relação à nossa identidade, para conhecer e resguardar tudo isso e assim sermos cidadãos na totalidade”, destaca Zelinda. 

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Tecnologia dos museus dá asas à imaginação



Desça a uma mina de ouro em companhia do imperador, calcule a quantidade de minerais no corpo, veja quadros ganharem vida e conviva com figuras históricas em museus mineiros

Projeção dá a visitantes impressão de estar em companhia de don Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina, que narram visita à mina em 1881 (Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Projeção dá a visitantes impressão de estar em companhia de don Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina, que narram visita à mina em 1881
“Pode entrar, não tenha medo. Você também... Claro que as mulheres entram na mina também. Está aqui a imperatriz”. O chamado para a visita subterrânea à Mina do Morro Velho é de dom Pedro II. O passeio não é bem em Nova Lima (MG), mas ali mesmo na Praça da Liberdade, dentro do Museu das Minas e do Metal- EBX (MMM). O célebre – e fictício – personagem integra um trio de peso que inclui Zinc, simpático homem de lata, e Mendeleev, químico russo criador da tabela periódica. Os três dão um tom mais humano e lúdico à visita ao espaço, inaugurado em 2010, concebido para mostrar a relação histórica e cultural entre os habitantes de Minas Gerais com os minérios e o metal. 

O MMM faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade e alia a beleza da suntuosa construção de 1895 com ambientes interativos, dotados de alta tecnologia. O projeto museográfico é do designer Marcello Dantas, responsável por outros trabalhos famosos, como o Museu da Língua Portuguesa (leia mais na página 4). O museu inovou ao ser o primeiro a lançar uma rede social própria, a MMM, que permite a troca de informações entre as pessoas, depois da visita. 

A atração da mina, que conta com a projeção de Dom Pedro II, é uma das mais surpreendentes no museu, garantem os olhos arregalados e expressão de espanto de quem acaba de sair de lá ou gritinhos animados de alunas de uma escola municipal. Cerca de cinco pessoas entram no elevador. Ao fechar a porta, imagens são projetadas na cabine. A impressão é que se está realmente descendo mina abaixo. Enquanto o passeio acontece, dom Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina contam, com direito a brincadeiras, a experiência que tiveram em 1881, quando visitaram a Mina do Morro Velho, então maior produtora de ouro do país. 

Ana Katherine de Queiroz Lima, atriz de 23 anos, e o tio Geraldo Maria Brandão, de 70 anos, se detiveram no Jogo do Milhão, um quizz sobre a grafita, que conta com uma reprodução do “Má, oê”, risadas características do apresentador Sílvio Santos. “Aí tio, tem que responder: a grafita é parecida com qual outro mineral?”, alertava a jovem com um olho no game e outro na equipe de reportagem. Ana Katherine Lima explica que a família foi almoçar na região e resolver conhecer o museu. Ela conta que, na linha do MMM, já visitou o Museu das Telecomunicações, outro espaço que alia história e tecnologia na capital mineira. “Esse tipo de abordagem desperta maior interesse do visitante”, explica a atriz. O tio concorda: “É uma forma inteligente de ensinar”. 

Andança livre
O MMM é circular, não existe uma sequência de atrações a ser vista. A Matéria-Prima é a única com horário certo para as apresentações. Na sala escura, fechada por pesadas cortinas, uma projeção no teto e na estrutura fixa no centro da sala reproduz imagens do universo, ao som de uma narração. Estrelas, planetas, big bang... “Essa é a história daquilo do que somos feitos”, avisa o monitor, pedindo palmas dos estudantes ao final da apresentação. Sem precisar insistir, ele foi calorosamente atendido.

No andar de cima, outras 17 salas, com mais de 50 atrações, esperam pelo visitante. Na Estações Interativas, a história da mineração é contada à medida que se empurra o carrinho sobre os trilhos. Em malas de veludo, guardada como diamantes, descobre-se a história de Chica da Silva, em vídeos das primeiras novelas sobre a personagem. Na Gema, você é convidado a “lapidar” uma pedra, moldando um tecido em lycra. A brincadeira requer prática. Foi o que descobriram Thaís Andrade, de 18 anos, e o namorado, Rafael Libânio, também de 18. O casal gastou longos minutos tentando fazer o lápis-lazúli virar um adorno para joalheria. “O museu tem várias opções de interações, deixando-o mais dinâmico”, opinou Libânio. 

No Vale Quanto Pesa, não é preciso se preocupar com os quilinhos a mais na balança: o sistema só calcula a quantidade de metal no seu corpo. Na mesma sala, a Mesa dos Átomos, com sua tabela periódica amarela, chama a atenção logo de cara. Até aqueles que odiavam química se arriscam em combinações de elementos na máquina. O Espelho Mágico lembra o funcionamento do Kinect (sensor de movimentos que permite a jogadores interagir com os jogos eletrônicos sem a necessidade de ter em mãos um controle/joystick): câmeras e sensores captam a sua imagem e você pode escolher se quer usar uma coroa portuguesa ou um colar africano. 

O gestor de tecnologia da informação, Alexandre Livino, conta que a Mesa dos Átomos é a que mais precisa de manutenção. “Ela não é multitoque e às vezes trava quando várias pessoas mexem ao mesmo tempo”, explica. Todos os equipamentos são automatizados e o bordão “o último a sair apaga as luzes” perde o sentido nesse museu tecnológico.
 Minas iconográfica
Ao lado do MMM, ainda na Praça da Liberdade, os inconfidentes Bárbara Heliodora e Tomaz Antônio Gonzaga conversam no Panteão da Política Mineira, instalação teatral do Memorial Minas Gerais-Vale. A atração é a que faz mais sucesso e conta vários aspectos da história do estado por meio de uma dramatização cênica. O espectador entra, senta-se no centro da sala, e se admira enquanto os quadros ganham vida e começam a prosa. Irene Schettino, aposentada de 67 anos, a elegeu como a preferida. “É genial. Cheguei, me encantei com ela e acabei ficando por aqui. A tecnologia e a história formam uma excelente parceria. O museu não fica monótono”, disse.

O Memorial, inaugurado em 2010, conta com 31 salas no total e tem curadoria e museografia do designer Gringo Cardia. O espaço cultural é iconográfico: não mostra a obra, mas faz uma alusão com imagens, vídeos e áudio. O visitante recebe um fone assim que entra e cada trabalho dispõe de recursos sonoros. Na midiateca, há cinco estações disponíveis para a apreciação de música e filmes. 
Indígenas, africanos, europeus e imigrantes de todas as partes do mundo formam o brasileiro. Na sala O Povo Mineiro, três cabeças simbolizam as raças da miscigenação. A técnica de projeção sobre uma superfície 3D dá a nítida impressão de que se está vendo uma cabeça gigante falando com você.

É estranho e bonito ao mesmo tempo. Na Minas Rupestres, inspirada na paisagem de Peruaçu (MG), crianças e adultos descobrem que é possível interagir com os desenhos arqueológicos. Passe a mão por um deles e se divirta vendo a imagem rodopiar diante de seus olhos.

Para falar da fundação de Belo Horizonte, há uma atração especial que conta como a cidade se ergueu sobre os escombros do passado, soterrando as velhas casas e ruas do antigo Curral del Rei. Crianças e até alguns adultos tomam um grande susto com os fantasmas que aparecem na sala Histórias de Belo Horizonte. Já em Modernismo Mineiro, formas arredondadas fazem homenagem à Casa do Baile, na Pampulha. Escolha um dos círculos coloridos projetados sobre a mesa e abra-o com um leve movimento de mão para descobrir o conteúdo. 

Visite
Museu das Minas e do Metal
l Visitação terças, quartas, sextas-feiras, sábados e domingos, das 12h às 17h, com permanência até as 18h. Todo último domingo do mês, a entrada é gratuita. Entrada: R$ 6 (inteira). 
» (31) 3516-7200
» mmm.org.br

Memorial Minas Gerais- Vale
l Aberto de terça-feira a domingo. Entrada gratuita.
» (31) 3343- 7317
» memorialvale.com.br

Dia mundial da Pintura


http://ipap.homestead.com/2008_WORLDWIDE_paintout.html