quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Jornada de Arte - 28-09-2012




Patrimônio e oralidade




Com a proposta de integrar diversas áreas do saber no debate sobre o patrimônio cultural, a Funalfa, por meio da Divisão de Patrimônio (Dipac), promove, de hoje a sexta, a quarta edição do seminário "Memória: Patrimônio, oralidade e acervo". O evento acontece no Auditório do Banco do Brasil (Rua Halfeld 770), a partir das 9h. A programação conta com palestras de nomes como Mirian Hermeto (Núcleo de História Oral da UFMG), Pedro de Brito Soares (Diretor de Conservação de Documentos do Arquivo Público Mineiro), Adriana Silva (secretária de Cultura de Ribeirão Preto/SP), Maria Cristina Rocha Simão (diretora de pesquisa, graduação e pós-graduação do IFMG Campus Ouro Preto), Maria Esther Valente (coordenadora de Educação em Museus - CED/Museu de Astronomia e Ciências Afins - Mast/Icom-BR - Conselho Internacional de Museus) e Cícero Antônio F. de Almeida (coordenador do Patrimônio Museológico/Instituto Brasileiro de Museus/UniRio). Com 150 vagas, as inscrições são gratuitas e estarão abertas no local das 9h às 11h.

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Vaga de estágio

IEB/Vaga de estágio



Museu Brasileiro do Transporte começa a funcionar em 2014 em Campinas


Museu do Transporte
Investimento orçado em R$ 90 milhões, projeto usará a interatividade como ferramenta
SÃO PAULO - No segundo semestre de 2014, a região de Campinas vai ganhar o Museu Brasileiro dos Transportes, um obra de fôlego, cujo orçamento vai consumir R$ 90 milhões, em um arrojado projeto arquitetônico e museológico. O objetivo da coordenadoria do projeto - assinada pela Fundação Memória doTransporte (FuMtran), ligada ao sistema da Confederação Nacional do Transporte (CNT) – é “valorizar os transportes e todos aqueles que se dedicam ao setor”, explica a diretora da entidade Elza Lúcia Panzan.
Localizada no km 143, às margens da Rodovia Dom Pedro I, a obra tem tudo para chamar a atenção dos motoristas que trafegarem pela rodovia, pela grandiosidade e design arrojado: duas grandes caixas de vidro e salas de exposição que lembram contêineres coloridos. A obra ocupa 19.200m2 e é de autoria do escritório de arquitetura Athié/Wohnrath.  As obras devem ter início em meados de 2013 e estão previstas para se estenderem por 18 meses.  
No local, o público terá o museu, com 7.800 m2, o centro de convenções com 2 mil m2 e espaços deacesso, restaurante, biblioteca e estacionamento, que totalizam 9.800 m2, além de jardins e terraços. 
Logo no hall de entrada, o visitante vai se sentir como em um grande terminal de passageiros, que terá imenso painel, como nos aeroportos, com informações sobre programação e eventos. “Queríamos que o público se sentisse acolhido desde a chegada, indo de um modal a outro, conhecendo um pouco de tudo, explorando o movimento do mundo do transporte, diz Sérgio Athié.  Com foco no estudante, o museu usará variados recursos tecnológicos, com ênfase na interatividade presente tanto no acervo fixo quanto nas exposições temporárias. Em todas a ênfase será a importância dos transportes e as articulações entre os vários modais. 
“O visitante pode se surpreender ao entender como é a dinâmica de um produto que ele usa no cotidiano, desde sua fabricação, muitas vezes do outro lado do mundo, até que chegue às suas mãos”, diz Fábio Magalhães, conceituado museólogo e ex-curador do Museu de Arte de São Paulo (Masp).“ Além dos meios, o Museu sublinhará a relevância dos trabalhadores do setor, muitas vezes subestimados. “Teremos depoimentos, como os dos caminhoneiros que passaram duas semanas na Belém-Brasília, presos pela lama, correndo até risco de vida.”
“Nosso maior desafio no momento é o financiamento e o patrocínio”, diz Elza, que recorrerá ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implementar a segunda fase do projeto, cujos seis primeiros meses de obra estão orçados em R$ 17 milhões. “Quem sabe o BNDES nos empresta a fundo perdido”, diz a executiva, que contou com R$ 1,5 milhão da CNT na fase inicial do projeto, durante o qual foram formatados os projetos  arquitetônico e museológico. “Contamos também com o apoio e doações de todo o setor para que possamos nos manter depois da obra concluída”, diz Elza. 
No quesito sustentabilidade, o Centro de Convenções terá importância central, como espaço aberto para uso de entidades privadas e públicas em eventos cursos, seminários, palestras e outros eventos ligados ao setor de transporte ou de outras áreas. 

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Produção literária brasileira no século 19 circulava pelo mundo


Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Já no início do século 19 um leitor no Rio de Janeiro podia encomendar um livro recém-lançado em Paris, na França, e recebê-lo em 28 dias, que era o tempo que a obra necessitava para ser transportada por navio até o Brasil e que equivale, aproximadamente, ao mesmo prazo que empresas de comércio eletrônico estrangeiras, como a norte-americana Amazon, levam para entregar uma obra hoje no país quando não encomendada pelo sistema de correio expresso.
Na mesma época, obras de autores brasileiros, como Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), foram traduzidas para o francês, o italiano, o latim e o russo, a exemplo do que ocorre atualmente com os livros mais lidos no mundo, que são lançados quase que simultaneamente em diferentes idiomas.
Como os exemplos demonstram, a globalização da cultura não é um processo que se iniciou no século 20, com o advento das tecnologias de informação e comunicação. Mas remonta ao início do século 16 – quando espanhóis e portugueses começaram a viajar pelo globo – e se intensificou no século 19, quando os livros e impressos começaram a circular pelo mundo, criando uma forma especial de conexão entre as pessoas em diferentes partes do planeta, tal como a internet faz hoje.
De modo a estudar o fenômeno sob uma perspectiva transnacional, pesquisadores do Brasil, Portugal, França e Inglaterra iniciaram um Projeto Temático, com apoio da FAPESP, com o objetivo de conhecer melhor os impressos e as ideias que circulavam entre os quatro países entre 1789 a 1914.
No período, que ficou conhecido como o “longo século 19”, houve uma notável ampliação do público leitor e mudanças tecnológicas, como a ampliação da rede ferroviária europeia e o desenvolvimento dos navios a vapor, que facilitaram a divulgação e a circulação dos impressos pelas diferentes partes do globo.
Nessa época, quando os países começaram a se definir como nações que queriam se separar uma das outras, ao mesmo tempo em que o processo de integração ganhava força, livros brasileiros foram traduzidos para o francês e publicados na forma de folhetim em jornais em Paris e obras de autores franceses também fizeram o percurso inverso.
“A tradução de livros na forma de folhetim fazia com que pessoas, em diferentes lugares do mundo, ficassem conectadas, porque liam mais ou menos ao mesmo tempo a mesma história nos jornais”, disse Marcia Azevedo de Abreu, professora do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do projeto, à Agência FAPESP.
“Um capítulo de um livro recém-publicado na França era mandado por navio e traduzido no Brasil. Às vezes, o autor adoecia, por exemplo, e a tradução não podia sair aqui”, contou a pesquisadora.
Neste período também foram lançados livros e manifestos por intelectuais brasileiros, que estudaram em universidades de Portugal e da França e se tornaram membros de importantes instituições acadêmicas estrangeiras, como o Instituto Histórico de Paris.
Durante a permanência na França, por exemplo, os brasileiros conheceram e estabeleceram relações com os intelectuais nativos, que lhes ajudaram a lançar publicações como a revistaNiterói.
Na revista, que circulou primeiramente em Paris e que para ser lida no Brasil era preciso importá-la, foi publicado pelo poeta brasileiro Gonçalves de Magalhães (1811-1882) o primeiro Manifesto Romântico Brasileiro.
Já a primeira tradução para o francês de O Guarani, de José de Alencar (1829-1877), foi publicada também em folhetim no século 19, sob o título Les filles du Soleil (As filhas do Sol), em um jornal lançado na França por um grupo de brasileiros para divulgar o Brasil no país europeu.
“Algumas obras de grandes autores brasileiros também foram impressas primeiramente na França por Louis Auguste Garnier, que foi o maior editor brasileiro do século 19, porque era mais caro importar papel branco do que impresso no Brasil nesta época”, disse Abreu.
“Além disso, era mais chique para os leitores brasileiros comprar um livro impresso na França, e as próprias editoras exploravam isso na publicidade, destacando que a obra havia acabado de chegar de Paris ou escrevendo na primeira página da obra que ela foi impressa na França”, destacou a pesquisadora.
Por outro lado, de acordo com Abreu, assim que terminou a proibição de se imprimir publicações no Brasil, que vigorou até 1808, alguns livreiros, como o francês Paul Martin, começaram a publicar livros no Brasil e exportá-los para Portugal, onde Martin estava instalado, e que desempenhou um importante papel no processo de integração literária entre os países por meio das traduções.
Como a grande referência para o mundo inteiro no século 19, a França traduzia na época obras do mundo inteiro para o francês, que era a língua que o mundo inteiro lia e partir da qual os países faziam as traduções para seus idiomas oficiais.
Ao perceber que uma determinada obra lançada na França fez sucesso, os portugueses logo tratavam de traduzi-la para a língua portuguesa e a enviavam para o Brasil, possibilitando que não só as elites, que liam francês, pudesse ter acesso à obra.
“O Brasil era a filial de muitos livreiros de Portugal, que eram muito ativos e traduziam muito rapidamente livros e impressos e enviavam para cá”, disse Abreu.
“Mas não eram só os brasileiros que esperavam o que os estrangeiros mandavam para cá. Os estrangeiros também esperavam o que o Brasil mandava para o exterior”, ressaltou a pesquisadora.
Falso atraso e dependência cultural
Na avaliação da pesquisadora, as constatações feitas no primeiro ano do projeto de pesquisa contrariam o paradigma de que o Brasil esteve sempre atrasado culturalmente em relação aos outros países, e mais recebeu do que exerceu influência cultural.
“A gente aprende que a França influencia culturalmente Portugal, que por sua vez influencia o Brasil, e que a influência cultural se esgota aqui. Mas temos observado que também há livros e impressos que saíram do Brasil e foram para estes países e que as trocas entre eles eram desiguais, mas recíprocas”, disse Abreu.
A primeira história da literatura brasileira, por exemplo, foi escrita pelo francês Ferdinand Denis (1798-1890), que publicou em 1826 um livro na França intitulado O resumo da história literária do Brasil.
Já um romance de Victor Hugo (1802-1885) foi publicado no Brasil, antes mesmo de ser lançado na França, graças a um contrato de exclusividade com o editor do autor francês, conforme uma notícia publicada no Jornal do Commercio no Brasil na época, alardeando que o mundo inteiro deveria estar com ciúmes do país pelo feito.
“Nós vimos que essas conexões entre o Brasil e outros países já existiam muito antes e que não havia a ideia de atraso, de dependência e de influência cultural, que não estão bem colocadas”, disse Abreu.
“Não que o Brasil fosse o centro do universo no século 19. Mas não era tão ruim como estamos acostumados a pensar, e o país estava sincronizado com outros no tempo, do ponto de vista da leitura”, afirmou a pesquisadora.
De acordo com Abreu, um dos fatores que contribuem para essa falsa percepção do atraso cultural do Brasil em relação ao mundo é que se costuma pensar que economia e cultura são indissociáveis.
Como o país não era economicamente desenvolvido no século 19, se pressupunha que sua cultura também era atrasada e fortemente dependente e influenciada por outros países.
“Uma das conclusões preliminares importantes deste projeto de pesquisa é que a economia e a cultura não são tão casadas assim. No mesmo país em que havia escravos e era economicamente dependente, circulavam livros que eram lidos ao mesmo tempo aqui e em Paris”, disse Abreu.
Continuidade da pesquisa
Os pesquisadores estão buscando identificar quais os editores que atuavam transnacionalmente e quantos e quais autores brasileiros tiveram obras traduzidas no século 19.
A pesquisa está sendo realizada em bibliotecas, além de em arquivos dos editores, comerciais e de polícia do Brasil e dos três outros países participantes do projeto, em que é possível analisar, por exemplo, os contratos comerciais de livreiros realizados com brasileiros e quais editores se instalaram no país.
De acordo com Abreu, o projeto deve ganhar maior impulso agora, após a realização da Escola São Paulo de Estudos Avançados sobre a Globalização da Cultura no século 19, que ocorreu no final de agosto no IEL e Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP.
O evento reuniu professores e estudantes de pós-graduação de diversos países, que poderão se integrar no projeto.
“Nós estamos em fase de prospecção e estabelecimento de parcerias com pesquisadores da França, Portugal e Inglaterra, sendo que alguns já se conheciam e trabalharam juntos e outros não. E a Escola possibilitou trazer todos esses pesquisadores para passar uma semana juntos e ouvir as sugestões dos alunos, para afinar as referências”, disse Abreu. 

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Instituições irão inventariar memória de Chico Xavier, em Uberaba, MG




Reunião dicutiu plano de ação nesta terça-feira (18). 
Acervo relacionado à memória de Chico Xavier será catalogado.

Uma reunião foi realizada nesta terça-feira (18), em Uberaba, no Triângulo Mineiro, com a presença de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) e também da Superintendência de Museus. O encontro serviu para organizar um cronograma de trabalho para inventariar a história de Chico Xavier.


MP cobra na justiça tombamento do patrimônio deixado por Chico Xavier (Foto: Reprodução/TV Integração)
De acordo com a coordenadora do Conphau, Juliana Melo, uma promotora entrou com uma ação civil pública para obrigar a União, o Estado de Minas Gerais e a cidade de Uberaba a realizarem o inventário e tombamento dos bens móveis e imóveis deixados pelo médium Chico Xavier. A medida buscava impedir a destruição e descaracterização do patrimônio deixado pelo médium. Com isso as instituições se uniram para ajudar a viabilizar a catalogação de todo o acervo relacionado à memória de Chico Xavier.
Ainda de acordo com a coordenadora do Conphau, o filho do médium, Eurípedes Higino, já teria, por meio do Museu do Chico, grande parte do material arquivado. E teria conseguido também o apoio de um empresário do sul do país que resolveu patrocinar e montar a estrutura necessária para agilizar o inventariado. Segundo Juliana o trabalho será fiscalizado pelos três órgãos

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'O Grito' de Munch será exibido durante seis meses no MoMa de Nova York

NOVA YORK, 18 Set 2012 (AFP) -A versão de "O grito" do pintor norueguês Edvard Munch, leiloada em maio passado pelo valor recorde de 119,9 milhões de dólares, será exibida no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York durante seis meses a partir de 24 de outubro, indicou nesta terça-feira essa instituição. 

A obra foi emprestada ao MoMA por seu comprador, que não teve a identidade revelada. Segundo algumas fontes, trata-se do empresário americano Leon Black. Esta versão de "O grito", realizada en 1895, representa um homem que grita segurando a cabeça com um céu avermelhado ao fundo, e é o único dos quatro exemplares da obra ainda em mãos de um particular. 

Entre 1893 e 1910, o pintor expressionista Edvard Munch (1863-1944) elaborou quatro versões de "O grito", que se tornou, com o passar do tempo, um símbolo da angústia universal. Uma três versões restantes da obra pertence à Galeria Nacional de Oslo e duas estão no Museu Munch, também em Oslo. 

A segurança do MoMA será reforçada durante a exposição devido aos dois roubos de versões da pintura nos últimos quinze anos em museus da Noruega. Em 1994, uma versão de "O Grito" foi roubada da Galeria Nacional de Oslo e recuperada pouco depois pela polícia. Em agosto de 2004, outra versão foi roubada em plena luz do dia por homens armados no Museu Munch de Oslo. A pintura foi recuperada em 2006. str-mar/dm

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