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sábado, 22 de setembro de 2012

Um museu para os sons da tecnologia



Site reúne sons que foram ‘extintos’ com o avanço tecnológico , como da conexão discada e do Gameboy
FOTO: REPRODUÇÃO
SÃO PAULO – Se lembra dos sons que eram feitos quando você acessava sua conexão discada? E o som do braço da vitrola para encostar no vinil?  E o barulhinho doTamagotchi, Gameboy Asteroids?
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Pode ser que você ainda lembre de um ou outro, mas o fato é que a maior parte dos sons de equipamentos somem da memória coletiva com o passar dos anos.
O vício pelos sons de máquinas e a ideia de que um dia vários sons poderiam desaparecer, motivaram Brendan Chilcutt a montar um museu online de sons.
Chilcutt quer levar o projeto até 2015. “Se você não entende a minha paixão e importância do meu trabalho, você provavelmente nunca entenderá . Mas se entende, então você veio ao lugar certo”, diz.

Minas inaugura Museu Peter Lund

Com acervo de fósseis cedidos pela Dinamarca. Cerimônia teve a presença do governador Antonio Anastasia e do príncipe herdeiro dinamarquês Frederik André Henrik Christian, acompanhado pela princesa Mary Elizabeth


O Museu Peter Lund compreende todo o Parque do Sumidouro, onde foi construída a sede ao lado da Gruta da Lapinha. Nela, estão reunidos fósseis descobertos por Lund, no século 19, durante suas pesquisas na região de Lagoa Santa. O governo da Dinamarca cedeu a Minas, em comodato, por três anos, 82 fósseis encontrados pelo naturalista e que teriam sido enviados àquele país em 1846. As peças estavam no Museu de História Natural dinamarquês.

É um conjunto de pequenos fósseis, como pedaços de ossos de dedos, patas, dentes e costelas, de animais como anta, preguiça, tamanduá, raposa, puma, porco, tigre-dente-de-sabre e tatu gigante, espécies que viveram na região há cerca de 10 mil anos. Entre eles estão 30 ossos de homens pré-históricos encontrados por Lund. São peças de relevância por se tratarem dos primeiros fósseis de homem pré-histórico encontrados nas Américas.
“Estamos certos de que o museu não somente incentivará as pesquisas e estreitará os laços científicos, mas vai despertar a curiosidade para fora do meio científico, de outras pessoas e de outros setores. Muitas pessoas colocaram muito tempo e esforço para tornar o museu possível. Estamos extremamente orgulhosos do que vocês conseguiram”, afirmou o príncipe Frederik André Henrik Christian.

O Governo de Minas investiu R$ 5,3 milhões na obra. O prédio, que abriga a sede do Museu Peter Lund, possui 1.850 mil metros quadrados e será um espaço destinado à conscientização da importância histórica e cultural do carste de Lagoa Santa. O espaço dispõe de duas salas para que o visitante tenha conhecimento dos planos de manejo do parque e espeleológico, além de salas multiuso e de exposição, sendo uma delas dedicada ao acervo vindo da Dinamarca, espaço para reserva técnica, conservação e restauro de obras, café e loja.

A Rota das Grutas Peter LundO Museu integra a ‘Rota das Grutas Peter Lund’, um projeto que está sendo implementado pelas secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Cultura e de Turismo. O objetivo é promover o desenvolvimento regional por meio do turismo, com a estruturação de um roteiro nacional e internacional de conhecimento, pautado em elementos naturais e culturais da região cárstica nos municípios que englobam a Rota – Belo Horizonte, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo.

“A ideia é fazermos em Minas Gerais com o nosso acervo espeleológico, com as grutas da Lapinha, Rei do Mato e Maquiné, um circuito a ser explorado não só por especialistas, por acadêmicos, por pesquisadores, mas também por turistas que possam conhecer esse patrimônio imenso de Minas Gerais. Estamos a poucos quilômetros do Aeroporto Internacional Tancredo Neves e, agora, com grandes eventos internacionais em Minas, em 2013 e 2014, vamos ter aqui um aumento no número de visitantes”, explicou Anastasia.
O Museu de Ciências Naturais da PUC Minas é o marco zero da Rota que inclui o túmulo de Peter Lund, o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, o Parque Estadual do Sumidouro (Lagoa Santa), as grutas Rei do Mato (Sete Lagoas) e de Maquiné (Cordisburgo), terminando no Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo.

A vida de Peter LundPeter Wilhelm Lund nasceu em Copenhagen (Dinamarca) em 1801. Diplomado pela Universidade de Copenhagem, visitou o Brasil pela primeira vez em 1825. No Rio de Janeiro, realizou um levantamento de toda a vegetação da baixada fluminense e estudos sobre o comportamento de formigas, além de montar várias coleções zoológicas.

Em 1833, retornou, em caráter definitivo, ao Brasil e iniciou uma viagem para estudar a flora brasileira em companhia do botânico L. Riedel, quando fixou residência em Lagoa Santa. As primeiras grutas visitadas foram a Lapa Vermelha e a Lapa Nova de Maquiné, tendo descrito com minúcias, os espeleotemas encontrados. Lund pesquisou mais de uma centena de grutas, onde encontrou em torno de 120 espécies fósseis e 94 espécies pertencentes à fauna atual.


O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta sexta-feira (21), ao lado do príncipe herdeiro da Dinamarca, Frederik André Henrik Christian, e da princesa Mary Elizabeth o Museu Peter Lund, museu de território inspirado na trajetória do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880) pela região de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“Tenho a certeza que a inauguração do museu vai permitir não só um estudo acadêmico cada vez mais profundo da obra maravilhosa de Peter Lund, mas também vai estreitar ainda mais os laços de amizade e reciprocidade entre o Brasil, por meio de Minas Gerais, e a Dinamarca”, disse o governador.


Museu Peter Lund | Parque Estadual do Sumidouro
Ingresso: R$ 15,00 (quinze reais), que dá direito também a visitação na Gruta da Lapinha
Horário de funcionamento: De terça a domingo - de 9h às 16h30
Endereço: Estrada Campinho Lapinha, km 6 – Lagoa Santa
Telefone: (31) 3689-8592
Omar Freire/Imprensa MG


via Agência Minas

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Museu goeldi lança nove publicações na feira pan-amazônica do livro

Arqueologia, biodiversidade e conhecimentos tradicionais da Amazônia são alguns assuntos dos livros que o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI) expõe em seu estande na 16ª Feira Pan-amazônica do Livro, iniciada nesta sexta-feira (21) no hangar do Centro de Convenções da Amazônia  e que vai até o dia 30.

Nesta edição, o país convidado é Portugal, retratado por meio da literatura, dos costumes e da culinária. Sob o tema Minha pátria é a língua portuguesa, do autor português Fernando Pessoa, a feira homenageia o centenário de nascimento do maestro paraense Wilson Fonseca. O evento é realizado pelo governo do estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).
Hoje, o museu lançou o livro Educação Patrimonial e Arqueologia na Floresta, organizado pela pesquisadora Janice Lima. Ele reúne, em seis artigos, os resultados obtidos pelas pesquisas arqueológicas na área do Projeto Salobo, situado na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri (Flonata), no município de Marabá, sudeste do Pará. A publicação também apresenta um panorama didático dos primeiros e atuais habitantes da região, abordando as relações culturais, sociais, políticas, educativas e econômicas que eles estabelecem com o patrimônio arqueológico.
Outra novidade é o livro Kaapor Mae Panu ha ke A Palavra dos Moradores da Mata, também lançado pelo MPEG. Nele estão registrados os conhecimentos tradicionais do povo indígena Kaapor, da Terra Indígena Alto Turiaçu. De autoria da pesquisadora Claudia López Garcés, a obra será lançada neste sábado (22). O livro ilustrado bilíngue (Kaapor/português) reúne 20 narrativas míticas transmitidas de forma oral que servem de base para a valorização da cultura dos conhecimentos tradicionais, além de servir como material didático nas escolas de ensino fundamental das diversas aldeias do povo indígena.
Na terça-feira (25), a biodiversidade amazônica  com destaque para os gafanhotos de quatro famílias  , é retratada no Guia Prático de Gafanhotos da Flona Caxiuanã. Organizada pelos pesquisadores Ana Lúcia Nunes Gutjahr e Carlos Elias Braga, a obra traz informações científicas inéditas, além de ilustrações, voltadas a estudantes, profissionais da área e demais interessados na diversidade e taxonomia dessas espécies.
Cultura marajoara
Ainda no dia 25, será lançado o livro Cerâmica Marajoara: A Comunicação do Silêncio, resultado da dissertação de mestrado da jornalista Lílian Bayma de Amorim,do Serviço de Comunicação Social do Museu Goeldi.
O volume apresenta conceitos da cultura marajoara, da arqueologia e do colecionismo, a partir de uma criteriosa seleção iconográfica. A obra faz menção especial a Domingos Soares Ferreira Penna, mineiro, naturalista e fundador da Sociedade Philomática que, no século XIX, dá origem ao Museu Paraense Emílio Goeldi. Ele foi pioneiro dos achados arqueológicos da cultura marajoara em seus incursos pelo estuário amazônico.
Amazônia exótica
O trabalho de dez anos realizado na Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, do MPEG, pela bibliotecária e pesquisadora Olímpia Resque, e com a colaboração do biólogo e biomédico Daniel Rebisso Giese, resultou na publicação intitulada Guia Histórico: Amazônia Exótica Curiosidades da Floresta.
O guia para quem tem vontadade de conhecer um pouco mais sobre a fauna e a flora da região amazônicaserá apresentado na quarta-feira (26) no estande do museu. O leitor encontra, ainda, relatos de viajantes e naturalistas que conheceram a região entre os séculos XVIII e XX, bem como iconografias da época e aquarelas dos artistas plásticos Eron Teixeira e Antônio Martins.
Sesmaria
O público tem a oportunidade de conferir, na quinta-feira (27), os estudos e documentos referentes à ocupação de uma sesmaria outorgada em 1803 no Baixo Rio Amazonas, Pará. O livro Taperinha: Histórico das Pesquisas de História Natural Realizadas em uma Fazenda da Região de Santarém, no Pará, nos Séculos XIX e XX, foi lançado no final de maio deste ano no 5º Salão do Livro do Baixo Amazonas, em Santarém, e na 22ª Bienal do Livro em São Paulo, no mês passado.
A obra, com mais de 400 páginas de autoria de dois zoólogos, Nelson Papavero e William L. Overal, ilustra, com riqueza, a fauna e flora da região da Amazônia nos últimos três séculos e meio.
Uma cartilha bem ilustrada e que pode agradar ao público infantil será lançadatambém na quinta-feira. Os Mamíferos Aquáticos: Nem Tudo que Cai na Rede é Peixe, organizado pela pesquisadora Alexandra Costa e demais autores, traz os relatos de pescadores nos municípios de Soure e Salvaterra, na Ilha do Marajó, e na Ilha de Algodoal, no município de Maracanã, no Pará, sobre os botos e peixes-boi. Essa publicação faz parte dos estudos do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Gemam), pertencente ao Museu Goeldi.
No dia 29, a biodiversidade amazônica no Maranhão ganha espaço na 16ª Feira do Livro. Organizado pelos pesquisadores Marlúcia Bonifácio Martins (MPEG/ PPBio) e Tadeu Gomes de Oliveira (Uema/PPBio), o livro Amazônia Maranhense: Diversidade e Conservação é o resultado da pesquisa desenvolvida  pelo PPBio Amazônia Oriental, com a colaboração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA).
Serviço
Evento: 16ª Feira Pan-Amazônica do Livro
Data: 21 a 30 de setembro
Local: Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém.
Acesse o site do evento.

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Brasil é segundo país a receber parte da coleção do Vaticano



As peças expostas só saíram dos Museus do Vaticano para uma série de exposições nos Estados Unidos, nos anos 1990. Elas ficam no Brasil até 23 de dezembro


Pietà
Réplica de Pietà estará em São Paulo; a original nunca sai do Vaticano
São Paulo - São Paulo recebe a partir da sexta-feira, 21, a exposição Esplendores do Vaticano: Uma Jornada através da Fé e da Arte. São 200 obras que contam a história da igreja Católica. A Oca do Ibirapuera abrigará telas sacras, relíquias e estátuas.

Os visitantes poderão ver um compasso de ferro usado por Michelangelo na pintura da Capela Sistina, um retrato de Jesus pintado por Guercino, um dos mestres do Barroco italiano, duas esculturas de anjos assinada por Bernini e uma réplica de Pietà, de Michelangelo.
Aos que procuram mais por uma experiência de fé e menos por uma experiência estética, o Vaticano criou uma seção especialmente dedicada ao Papa João Paulo 2º, com poesias escritas por ele, seu manto e uma réplica em bronze da sua mão.
As peças expostas só saíram dos Museus do Vaticano para uma série de exposições nos Estados Unidos, nos anos 1990. Elas ficam no Brasil até 23 de dezembro.




Serviço

Esplendores do Vaticano: Uma Jornada através da Fé e da Arte Oca (parque Ibirapuera, portão 3). Aberto ao público de segunda a domingo, das 10h às 20h. Preço: R$ 44.


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