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domingo, 23 de setembro de 2012

O maior exemplo da boa arquitetura da dupla é o recém-inaugurado museu da Fundação Barnes na Filadélfia, belo edifício que não apenas abriga uma coleção de arte inestimável (pinturas de mestres flamengos, italianos e de quase todos os impressionistas)

A teoria sem prática não existe para o casal de arquitetos Todd Williams e Billie Tsien. Eles estão juntos há 36 anos, dirigem um escritório que emprega 35 pessoas e dele nunca saiu um traço arbitrário, desses que arquitetos voluntariosos desenham no ar e depois deixam para assistentes resolver no mundo real. O maior exemplo da boa arquitetura da dupla é o recém-inaugurado museu da Fundação Barnes na Filadélfia, belo edifício que não apenas abriga uma coleção de arte inestimável (pinturas de mestres flamengos, italianos e de quase todos os impressionistas) como ilumina uma extensa área no corredor cultural ao norte da cidade. Para Todd Williams, um museu é isso, uma extensão da casa de cada um dos visitantes, cuja construção deve começar de dentro para fora - “pois é mais na área interna que externa onde se passa nossa vida”.

Em maio deste ano, a Fundação Barnes abriu as portas de sua nova casa na Filadélfia, apresentando seu milionário acervo disposto de forma acessível ao público. Nesse novo edifício, o caráter íntimo das antigas galerias do museu original em Merion, na Pensilvânia, foi totalmente reproduzido. Ao mesmo tempo, a dupla fez bom uso da luz natural e vidros que deixam à vista os jardins externos. Tudo para ser fiel ao projeto educacional do velho Albert C. Barnes, químico que fez fortuna nos anos 1920 - com um remédio criado para curar doenças venéreas e prevenir cegueira infantil - adquirindo um acervo de 2.500 obras que tem gênios como Cézanne, Matisse e Picasso.

Barnes seguia os ensinamentos do filósofo John Dewey, um dos criadores da psicologia funcional que teve importante papel na reforma educacional americana. Para ele, um museu deveria ser, antes de tudo, uma instituição dedicada à difusão do conhecimento, não um depósito de obras. Todd Williams e Billie Tsien comungam desse credo, rejeitando o conceito de espetáculo que parece comandar a cabeça de Frank Gehry, arquiteto que projetou o Guggenheim de Bilbao. Williams, educadamente, diz que o respeita, mas não vê um museu como uma casa de shows. “Não é o papel dos governos cuidar dos museus no futuro e, portanto, é preciso criar condições para que essas instituições se mantenham de maneira autônoma, oferecendo serviços ao público”. Isso inclui, no caso do museu Barnes, um generoso salão de café com 50 mesas, espaços para cursos, teatro e sala de concerto. “Um museu tem de ser caloroso, não um lugar frio de exposição”, recomenda Williams.

Talvez sua observação tenha ressonância numa cidade onde o principal museu, que abriga o melhor acervo da América Latina, o Masp, tem um café de rodoviária com carpete vagabundo, uma rampa sebosa da gordura vinda de um restaurante no subsolo, grama crescendo solta no maior vão livre do Brasil e lixo circundando o prédio. Williams, educado, não faz comentários sobre a cidade, mas fica impressionado com a uniformizada arquitetura paulistana. “O mais incrível é que o Brasil tem uma variedade incrível de pedras”. E madeiras de antigas construções que poderiam ser reutilizadas. No novo museu da Fundação Barnes, ele usou ipê. “Não consigo pensar num projeto sem desenhar tudo, do prédio aos móveis”, diz Williams.

Sua mulher Billie confirma que o primeiro impulso da dupla ao aceitar um projeto é o desafio de criar prédios que sejam espaços de convivência e difusão cultural. “Fizemos poucas residências e aceitamos criar em espaços diferentes como o Museu do Folclore e o Museu de Arte do Arizona porque queremos fazer projetos íntegros, com bons propósitos, que resistam aos anos.” Todd Williams acrescenta: “E que, sobretudo, não sejam gestos sem propósito, que saiam da prancheta só como desenhos bonitos ”. Ter o nome em evidência não diz nada. Bom mesmo é ser respeitado, como ele. 



Prédio do museu da Fundação Barnes, na Filadélfia, aberto para o público em maio passado - Divulgação
Divulgação
Prédio do museu da Fundação Barnes, na Filadélfia, aberto para o público em maio passado

Todd Williams e Billie Tsien

Terça, das 9h às 10h. Às 11h30, debate. Auditório do Ibirapuera


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http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,dupla-dos-mais-belos-museus,934398,0.htm

Murais dos artistas do Estúdio Colletivo, Mulheres Barbadas e Rui Amaral para as ruas de São Paulo

Veja o Making of do projeto Galeria GE, que levou murais dos artistas do Estúdio Colletivo, Mulheres Barbadas e Rui Amaral para as ruas de São Paulo

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MOMA exibe a obra “O Grito”


Durante o período de 6 meses, o Museu de Arte Moderna de Nova York exibirá a célebre obra “O Grito”, pintada em 1895 pelo artista norueguês Edvard Munch. A exibição terá início em 24 de outubro e terminará em 29 de abril de 2013.  Das quatro versões do tema feitas por Munch entre 1893 e 1910, esta é a única pertencente à uma coleção privada. As outras três restantes pertencem à coleções de museus noruegueses.
“Trata-se de uma imagem icônica; O Grito tem atraído a atenção mundial pela sua direta representação da condição humana”, disse Glenn D. Lowry, diretor do MOMA. “Para os visitantes do museu, essa será uma rara oportunidade de ver de perto essa obra de arte extraordinária”.





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Ladrões arrombam museu e furtam instrumentos musicais, em Goiás


Tradicional banda da cidade de Pirenópolis teve prejuízo de R$ 30 mil. Polícia acredita que criminosos estavam em um carro com placa de Goiânia.


Ladrões invadiram o Museu da Família Pompeu, em Pirenópolis, a 121 km de Goiânia, e levaram todos os instrumentos musicais da tradicional banda da cidade, que tem sede no local. O furto aconteceu na quinta-feira (20). Segundo a polícia, um buraco foi na parede, e marcas de sangue e pegadas ficaram espalhadas pelo casarão.
De acordo com o proprietário, Cristovam Pompeu de Pina, só nesta semana, o museu já foi furtado duas vezes. “Não tem segurança, ninguém está preocupado com nada. É uma cidade entregue ao Deus dará”, reclama.
Foram cerca de vinte instrumentos furtados, entre eles, clarinetas, trompetes, teclados e faxofones. Um grupo de alunos chegou para a aula de música, mas teve de voltar para casa. O maestro Aurélio Afonso da Silva calcula que o prejuízo para a banda, que agora terá de desmarcar os shows agendados, foi de mais de R$ 30 mil. “A gente ficou quase dez anos sem ganhar instrumentos e agora que a gente conseguiu, acontece uma coisa dessas. Não sei nem o que dizer”, lamenta.
Depois de ouvir testemunhas, a delegada suspeita que os bandidos estavam em um carro com placa de Goiânia. “Pelo que nós sabemos, tanto a Polícia Civil quanto a Militar, não devem ser autores daqui da cidade. São pessoas que vieram de fora e que estiveram aqui durante a noite passada”, supõe Geinia Maria Etherna.
A Polícia Militar disse que vai intensificar o policiamento na região e pede para que a população denuncie os casos por meio do número 190.

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O diretor do Planetário Hayden, no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, constitui-se de um dos mais premiados cientistas americanos, um dos maiores entusiastas da ciência como motor de desenvolvimento econômico e social


Colonização de Marte será movida pelo turismo, diz astrofísico


Neil deGrasse Tyson segura representação de Marte durante transmissão para a Nasa. Cientista concedeu entrevista ao  Terra. Foto: Getty Images
Neil deGrasse Tyson segura representação de Marte durante transmissão para a Nasa. Cientista concedeu entrevista ao Terra
Foto: Getty Images
Não é com alegria que o astrofísico Neil deGrasse Tyson prevê que o turismo se tornará no futuro o maior responsável pelas missões tripuladas para o espaço. O diretor do Planetário Hayden, no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, constitui-se de um dos mais premiados cientistas americanos, um dos maiores entusiastas da ciência como motor de desenvolvimento econômico e social e um dos grandes críticos do corte de verbas da agência espacial americana, a Nasa.
Tyson prevê: "Robôs vão continuar a explorar os planetas, luas e asteroides, mas as pessoas não vão participar, a menos que as culturas reconheçam o valor da exploração do espaço, como uma espécie de mola propulsora de inovação que serve à saúde de uma economia", acredita. "Provavelmente haverá colônias na Lua e em Marte, mas que serão conduzidas pelo turismo, e não por pesquisa".
Difundir a importância da exploração espacial e da ciência em geral é uma de suas missões. Em cada programa de televisão que aparece, o Tyson faz questão de tirar dúvidas e suscitar a curiosidade dos espectadores a respeito de asteroides, viagens espaciais e partículas químicas. Utilizando-se de redes sociais, como Reddit, e uma linguagem acessível e bem-humorada em suas explicações sobre o universo, ele busca popularizar a ciência: "Quando a aprendizagem deixa de ser divertida, ela torna-se dolorosa, e a gente para de aprender".
Referência quando se trata de astronomia, Tyson possui dez livros publicados sobre o assunto. O último foi lançado em fevereiro deste ano e é dedicado à exploração do espaço: Space Chronicles: Facing the Ultimate Frontier. Ele também colaborou com a Nasa em projetos sobre o futuro da exploração espacial e recebeu a maior condecoração dada a um civil, a Distinguished Public Service Medal.
No momento, Tyson está trabalhando em uma refilmagem da série de TV Cosmos, realizada pelo astrônomo Carl Sagan na década de 1980. A série, com 13 episódios, deve ir ao ar pela FOX em 2013. Tyson é tido por muitos como o substituto de Sagan. "Uma honra ser considerado na mesma frase", enfatiza o cientista. Confira a seguir a entrevista completa, concedida com exclusividade ao Terra:
Terra - Você é um grande fã do Isaac Newton. Para uma pessoa que não sabe a importância de Newton, que só ouviu falar na escola - o cara da maçã -, o que você falaria? Como explicar sua importância?
Neil deGrasse Tyson - Newton permitiu que a civilização fizesse a transição de ver a natureza como um lugar místico, além da compreensão da mente humana, para um lugar conhecido, em que podemos usar as leis da física para prever o comportamento da própria natureza. A revolução industrial não teria sido possível sem esta transição.
Terra - No que se refere à exploração do Sistema Solar, como você acha que ela estará daqui a 50, 100 e 200 anos?
Tyson - Quase não há investimento na propulsão do futuro: unidades de antimatéria, propulsão iônica, etc. Portanto não há razão para pensar que o Sistema Solar ficará menor. Robôs vão continuar a explorar os planetas, luas e asteróides, mas as pessoas não vão participar, a menos que as culturas reconheçam o valor da exploração do espaço, como uma espécie de mola propulsora de inovação que serve à saúde de uma economia. Provavelmente haverá colônias na Lua e em Marte, mas que serão conduzidas pelo turismo e não por pesquisa. O mesmo vale para visitas a asteroides, que serão movidas por interesses de mineração, e não de exploração.
Terra - As verbas da Nasa estão cada vez mais ameaçadas. A cada ano, elas caem mais. Diminuir essa verba é uma decisão adequada?
Tyson - As pessoas (os americanos) não reconhecem o valor total da Nasa para a economia. Trata-se da criação de uma nação inovadora, que tem o desejo incessante de sonhar com um amanhã que somente a ciência e a tecnologia podem trazer. E é aí que estão as sementes da economia do século 21.
Terra - É muito comum se deparar com pessoas que acham que o investimento em ciência básica é inútil. Elas acreditam que mandar uma sonda para Marte é um desperdício de dinheiro. Qual é a importância da ciência básica? Por que se busca uma partícula elementar ou se manda uma sonda para analisar a geologia de Marte?
Tyson - Cada máquina com um interruptor on-off em um hospital, trazido para o serviço de diagnosticar a condição do corpo humano, sem precisar cortar para abrí-lo, é baseado em um princípio da física, descoberto por um físico que não tinha interesse em medicina. Isso inclui todo o departamento de radiologia: máquinas de raios X, tomografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletrocardiogramas e eletroencefalogramas.
Enquanto isso, na década de 1930, Albert Einstein escreveu uma equação que permitiu que o laser fosse inventado. E podemos ter certeza de que ele não estava pensando em códigos de barras e cirurgia a laser na época. Então, negar o financiamento da ciência básica é arriscar seu futuro como participante no cenário mundial de tecnologia e inovações.
Terra - Muitos cientistas se declaram religiosos, mas muitos outros dizem que a religião atrapalha e freia a ciência. Por outro lado, muitos religiosos apoiam a ciência, enquanto outros criticam as pesquisas porque vão contra suas crenças. Ciência e religião podem coexistir pacificamente?
Tyson - É um fato empírico de que a ciência e a religião podem coexistir, porque ela coexiste em muitos cientistas e pessoas treinadas em ciência. Contudo é bastante revelador perceber que os percentuais de cientistas que são religiosos variam conforme o campo de estudo. Os menores são biólogos, físicos e astrofísicos, e os mais elevados são matemáticos e engenheiros. Assim, as profissões que estão mais próximas das operações da natureza são menos representadas entre cientistas religiosos.
Mais importante, os cientistas religiosos que são bem-sucedidos não usam a bíblia como referência para suas ideias sobre a natureza. Então, não se pode colocar junto os cientistas religiosos de sucesso com os fundamentalistas religiosos, que afirmam que Deus criou o universo em seis dias e que o mundo não tem mais do que 6 mil anos de idade. Eles não são a mesma comunidade de pessoas. Se você afirma que o seu texto religioso revelado é também uma cartilha sobre as operações da natureza, então você vive uma vida de conflito com a ciência.
Terra - O que você acha do trabalho do ex-mágico James Randi e do cientista Michael Shermer? Ambos defendem o ceticismo. Você se considera um cético também?
Tyson - Qualquer cientista também é um cético - que é como a ciência progride. Uma pessoa que não é cética está pronta para ser explorada por pessoas que têm algo a vender.
Terra - O governo brasileiro tem um grande programa de investimento em educação científica, chamado "Ciência Sem Fronteiras". A ideia é enviar estudantes brasileiros às universidades líderes no mundo e melhorar a qualidade da pesquisa e da educação no País. Você acha que esta é a solução? 
Tyson - Uma ideia interessante. Ela certamente não pode machucar. Mas eu sempre abracei soluções heterodoxas para esse desafio. Você não pode fazer as pessoas se interessarem por ciência. Elas precisam se sentir compelidas a partir de dentro. Concordo com uma cultura aeroespacial ativa porque estimula a inovação em todos, mesmo quando você não está diretamente no campo aeroespacial. Isso porque os avanços na indústria aeroespacial tendem a ser mais púbicos do que avanços em outros campos. O Brasil tem a terceira maior indústria aeroespacial do mundo. E, na última vez que verifiquei, foi o inventor de um avião que podia funcionar com álcool.
A Embraer também domina os mercados de companhias aéreas regionais nos EUA. Esses tipos de inovações têm o poder de inspirar em um nível que não requerem programas para que as pessoas fiquem interessadas em campos STEM (na sigla, em inglês), que compreendem Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Terra - Muitos criticam o programa, por exemplo, por excluir as ciências humanas e por ter sido feito muito rápido, sem um planejamento detalhado. O que você acha disso?
Tyson - Isso depende do porquê estão fazendo isso. Nada constrói "novas" economias como as inovações em ciência e tecnologia. Isso é conhecido desde a revolução industrial.
Se você está fazendo isso para estimular uma cultura mais "arredondada", então as artes precisam aterrissar bem ao lado das ciências. Enquanto a arte raramente leva a novas economias (com excessão onde a ciência tem permitido às artes expressar-se de uma nova forma), as artes podem impulsionar o turismo e enriquecer a vida de uma nação civilizada de todas as formas intangíveis, que contribuem para o porquê de alguém querer viver em um país e não em outro, e por que algumas pessoas, quando se mudam para lá, quererem ficar.
Terra - E você acha que este programa pode ajudar o Brasil a ganhar o Prêmio Nobel de Física, algum dia? Quais são as chances do Brasil?
Tyson - Minha escola (Escola Superior de Ciência do Bronx, em Nova York) conta sete prêmios Nobel entre seus graduados. Tudo em física. Este é um motivo de orgulho entre nós. E ele traça para uma cultura de pessoas que querem fazer ciência - que são obrigados a fazer ciência, porque eles veem quase diariamente o que a ciência pode fazer para a saúde, a riqueza e a segurança de uma nação.
Os avanços da era Apollo alteraram a mentalidade dos americanos. E este grupo de laureados estava entre eles. Eles se formaram no colegial, entre 1947 e 1966. Os EUA quebraram a barreira do som em 1947. O programa Apollo foi anunciado em 1962. Nós pousamos na lua em 1969. A nossa presença no espaço era uma força da natureza em si.
Terra - Como você vê sua popularidade crescente em redes sociais como Reddit? A internet tem força para popularizar a ciência?
Tyson - Sim. Mas a internet também tem o poder de popularizar a não ciência tão bem quanto o absurdo. Então, eu estou feliz em ser um participante, mas os desafios permanecem para aqueles que se preocupam com a alfabetização científica.
Terra - Em suas entrevistas, você sempre fala sobre ciência com bom humor, explicando os assuntos de forma divertida e fazendo piadas. Você acha que essa é uma forma de manter as pessoas mais interessadas? Elas entendem melhor a ciência dessa forma?
Tyson - Quem aí não gosta de rir? Quando a aprendizagem deixa de ser divertida, ela torna-se dolorosa e a gente para de aprender. E, além disso, acontece que eu acho o universo hilário.
Terra - Qual a influência de Carl Sagan em sua vida e no seu trabalho?
Tyson - Eu conheci ele enquanto estava no ensino médio. E nos encontramos várias vezes depois disso. Ele nunca foi meu mentor, como alguns têm presumido. Mas o meu primeiro encontro com ele foi eterno. Ele passou um tempo comigo - um aluno que ele nunca havia conhecido - simplesmente porque ele tinha ficado sabendo do meu interesse em astrofísica. Daquele momento em diante, eu passei a encontrar tempo para alunos que eu nunca havia visto antes, da mesma forma como Carl deu seu tempo para mim.
Terra - Muitas pessoas dizem que você é o substituto dele, o novo Carl Sagan, o novo porta-voz dos astrônomos. O que você acha disso?
Tyson - Uma honra ser considerado na mesma frase. Temos uma forte sobreposição em nossas declarações de missão pessoais, embora ele fosse muito mais vigilante no combate à pseudociência.
Terra - Com a morte de Armstrong, muitos relembraram seu grande feito, de ter sido o primeiro homem a pisar na lua, em 1969. Qual foi de fato a importância da chegada do homem à Lua? 
Tyson - A morte de Armstrong é especialmente importante não porque ele pousou na Lua e deu os primeiros passos, mas porque, três anos depois, nós paramos de ir, e toda a era está recuando rapidamente para o passado, sem nada para mostrar desde então. Isso torna a morte de Neil Armstrong uma tragédia a lamentar mais do que uma vida para comemorar.
Terra - Há quem diga que a China será o próximo país a conquistar a Lua. Você acredita nisso? E que importância esse feito teria hoje?
Tyson - A China provavelmente vai realizar esta façanha. Eu não me preocupo com quem "deve" fazê-lo. Eles têm sido coerentes com as suas promessas e suas realizações no espaço. Então, eu não tenho nenhuma razão para duvidar de seus planos para os "taikonautas" visitarem a Lua em um futuro próximo.
Terra - Como estamos nos preparando para o dia 13 de abril de 2036? Quais seriam as consequências previsíveis do impacto do asteroide Apophis na Terra? (O asteroide tem 1 chance em 250 mil de atingir a Terra. Como lembra Tyson em outra entrevista, muita gente aposta na loteria com probabilidade de acerto bem menor.)
Tyson - Se Apophis atingir a Terra, ele provavelmente vai bater no Oceano Pacífico e causar um trilhão de dólares em danos materiais ao longo da costa oeste da América do Norte. Mas ninguém tem que morrer. Nós vamos saber com antecedência onde e quando ele vai bater.
Mas eu gostaria de desviar o asteróide, se ele vier ao nosso encontro, em vez de fugir dele. E a única maneira de desviá-lo é garantir que você tenha cientistas e engenheiros em seu meio, porque são eles que vão, naturalmente, pensar desta forma.

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Museu de Arte Sacra de Oeiras promove visita guiada para estudantes e professores

Museu pertence à Paróquia de Nossa Senhora da Vitória, da Diocese de Oeiras


O Museu de Arte Sacra de 24 a 30 de setembro, dentro das comemorações da 6ª Primavera dos Museus, promove visita guiada pela metade do preço para estudantes e professores. Tem o objetivo de aproximar museus e sociedade, num convite à reflexão, discussão e troca de experiências. Nesse período, instituições museológicas de todo país realizarão programações e visitas em torno do tema: A função social dos museus. Ao preço de R$ 1,00 (um real) os visitantes poderão apreciar o acervo e aprender um pouco mais sobre a história de Oeiras.
O museu pertence à Paróquia de N. S. da Vitória – Diocese de Oeiras. Quase todo o acervo é oriundo de três igrejas: N. S. da Vitória, N. S. do Rosário e N. S. da Conceição. Além do acervo habitual composto por imagens do século XVIII, peças de prata e objetos que pertenceram aos bispos que passaram por esta diocese, o visitante poderá apreciar algumas peças que recentemente foram expostas.
Dentre elas está um cofre de esmolas que pertenceu a Igreja de Nossa Senhora da Vitória; um quadro com a bênção apostólica de Sua Santidade o Papa João Paulo II à Arquiconfraria do Imaculado Coração de Maria que no próximo ano celebra um século de existência em nossa cidade; uma Bíblia toda em latim em comemoração ao mês da Bíblia; uma tela do Sobrado Major Selemérico de 1955 da artista plástica Zuleica Tapety; uma outra tela também de 1955 da Ponte Grande, pintada pela professora Amália Campos; uma bandeira do Divino Espírito Santo do século XX; e uma exposição fotográfica sobre a Procissão dos Passos.
Em outubro o museu completa 28 anos de existência e a coordenação está preparando uma programação para celebrar esta data com exposição, exibição de documentário e palestras temáticas sobre o papel social dos museus. O horário de funcionamento é de terça a sexta das 8h às 12h e aos sábados e domingos das 8h às 11h.  

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