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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Marta muda presidência do Iphan


O governo federal mudou nesta quarta-feira, 26, a direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Depois de 6 anos na presidência, o arquiteto Luiz Fernando de Almeida deixa a instituição e volta a viver em São Paulo. Assume Jurema de Sousa Machado, coordenadora do setor de Cultura do Brasil na Unesco.






A ministra da Cultura Marta Suplicy - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
A ministra da Cultura Marta Suplicy






“Eu já estava demissionário desde janeiro. Queria voltar para São Paulo, após 10 anos em Brasília, e é isso que estou fazendo. Já estava conduzindo isso com a ministra Ana e agora com a ministra Marta”, disse o arquiteto agora há pouco.

Almeida disse que Jurema Machado acompanhou todo o trabalho do Iphan nos últimos anos e representa uma “continuidade” no trabalho. Ele afirmou que, primeiro, descansará, e depois deverá trabalhar em consultorias relativas a patrimônio histórico. Almeida tinha conduzido, antes de ser indicado para o cargo por Gilberto Gil, o programa Monumenta, ação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo federal.

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Museu recria história da humanidade com 1,5 mi de peças lego



A mostra conta com doze ambientes que vão desde uma aldeia neandertal até uma estação espacial, todos feitos de lego


ivulgação/Helms Museum
Crianças tocam os bonecos de Lego no museu arqueológico Helms, na Alemanha
Crianças tocam os bonecos de Lego no museu arqueológico Helms, na Alemanha: a exposição reproduz com detalhes cenários da história humana
Berlim - O museu arqueológico Helms, na cidade alemã de Hamburgo, recria a partir desta quarta-feira em uma exposição a história da humanidade com o uso de 1,5 milhão de peças lego

A mostra, intitulada "Viagem pelo tempo de lego", ilustra ao longo de 30 metros doze ambientes, que vão desde uma aldeia neandertal até uma estação espacial, passando pela Roma antiga, com seus moradores e gladiadores, todos feitos de lego.
Para construir os ambientes, que já puderam ser vistos anteriormente no Museu Neandertal de Mettmann, foram gastos cinco meses na montagem das peças.
A exposição, que sucede a bem-sucedida mostra sobre a Idade do Gelo, reproduz com detalhes cenários da história da humanidade.
O visitante pode ver homens pré-históricos caçando um mamute, gladiadores lutando na areia e colonos americanos guiando seus rebanhos pelas planícies.
Entre as diversas maquetes, figuram paisagens como os Jardins Suspensos de Babilônia, a Grande Pirâmide de Gizé e a Grande Muralha chinesa, assim como modelos de navios vikings, castelos da Idade Média e naves espaciais.
A exposição é complementada com objetos originais da coleção do museu arqueológico, como um machado de pedra de um caçador de mamute, tabuletas cuneiformes de Mesopotâmia, cerâmica do Egito dos faraós e flechas de índios da América do Norte.
A exposição fica em cartaz até 31 de janeiro de 2013. 

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MoMA volta a estar aberto todos os dias da semana


A partir de maio, o Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque vai estar aberto ao público todos os dias, inclusivamente à terça-feira, dia em que o costumava estar encerrado, anunciou ontem o departamento de comunicação da instituição.
Esta decisão visa beneficiar turistas e residentes, aumentando assim a afluência do público, bem como realçar a importância da cultura e das artes na cidade de Nova Iorque.

Atualmente alguns dos principais museus do mundo têm tomado igual medida, desde a National Gallery of Art em Washington, às principais galerias em Londres, como a a National Gallery, o Tate Modern, o Tate Britain e o Wallace Collection.

O número de visitantes do MoMA tem duplicado nos últimos oito anos, para cerca de 3 milhões por ano, desde que o museu reabriu após a ampliação das instalações.

A instituição costumava estar aberta todos os dias desde a sua fundação, em 1929, até 1975, data a partir da qual o museu encerrava um dia por semana para reduzir custos operacionais.

Esta decisão vai implicar um reforço do número de trabalhadores, para que assim se beneficie tanto o público como o próprio museu.

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Museu d'Orsay tem exposição que relaciona impressionismo e moda


O parisiense Museu d'Orsay, templo da pintura impressionista, apresenta a partir desta terça-feira (25) uma exposição de 70 quadros de Manet, Monet, Renoir, Degas e Caillebote, entre outros, acompanhada de 40 vestidos utilizados por mulheres durante a época em que floresceu este movimento artístico, na segunda metade do século 19.

A exposição, aberta até 20 de janeiro de 2013, é organizada de maneira conjunta pelo Museu d'Orsay, pelo Metropolitan Museum of Art de Nova York e pelo Art Institute de Chicago.

"Os impressionistas, apaixonados pela modernidade, se interesam pela moda, fenômeno que estava naquela época em pleno auge, com o desenvolvimento das revistas especializadas e das grandes lojas", diz Gloria Groom, curadora da exposição.

"Ao estudar seus grandes retratos de mulheres, me dei conta que pintavam roupas contemporâneas que podiam ser encontradas nos desenhos de moda", explica Groom, do Art Institute de Chicago.

A partir daí veio a ideia de utilizar o acervo do museu Galliera, vestidos que se aproximavam desses desenhos, revivendo as silhuetas de quem os usava.

Os impressionistas faziam posar as mulheres que os rodeavam, suas companheiras e amantes. O verdadeiro herói do quadro, no entanto, é o vestido, sua maneira de captar a luz, seus reflexos. Os pintores desse movimento eram especialistas em reproduzir a transparência da luz, seu resplendor fugidio.

Em "Mulher com Papagaio" (1866), de Manet, a camisola rosa pálido de Victorine Meurent, modelo do pintor, provocou muitos comentários ao ser apresentada no salão de 1868. "Um rosado falso e raro", segundo o escritor Théophile Gautier, uma roupa "suave" para Emile Zola.

SILHUETA EM S

Manet conhecia bem a moda. Sua "parisiense" veste uma roupa preta com anquinhas, ajustada na cintura e adornada com um chapéu alto. Ela arrasta a cauda do vestido com segurança, deixando entrever suas botas.

Os impressionistas se interessam "pela mulher em movimento", diz Groom. Nos anos 1870, as crinoligas, anáguas usadas para armar os vestidos, eram rebaixadas na frente, enquanto na parte traseira eram infladas com almofadas. É o triunfo da silhueta em S, que se aprecia de perfil. O corpete ainda está lá para emprestar uma "cinturinha de vespa" às mais elegantes.

Albert Bartholomé pinta em "Invernar" sua esposa vestida com um traje de verão de algodão branco estampado com círculos e detalhes lilás. A roupa da senhora Bartholomé, exposta ao lado da tela na exposição, ostenta uma cintura de 32 centímetros.

A cor preta já estava na moda. No grande quadro "Senhora Charpentier e seus Filhos", de Renoir, a esposa do célebre editor usa um traje amplo de muita elegância.

Com "Naná", Manet explora o que está por baixo. O corpete de cetim azul-céu da atriz que serviu de modelo, suas anáguas, seu salto alto, exibidos sob a atenção de um homem vestido, ofenderam a moral da época: o quadro foi rechaçado no salão de 1877.

Os trajes brancos florescem nos quadros ao ar livre. Para "Mulheres no Jardim" (1866), de Claude Monet, a companheira do pintor, Camille, veste quatro roupas diferentes para encarnar quatro mulheres em diversas poses.

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Seminário destaca função social dos museus


O Museu Histórico Itamar Franco do Senado Federal realizou nesta quarta-feira (26), no auditório do Interlegis, seminário para discutir a função social dos museus. O evento, organizado pela Diretoria-Geral e pela Secretaria de Informação e Documentação do Senado (Sidoc), faz parte da 6ª Primavera dos Museus, de iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e visa sensibilizar os servidores e cidadãos interessados quanto à educação patrimonial e à importância social dos museus.
Mais de 800 museus e outras instituições culturais já têm participação confirmada nesta temporada. O seminário contou com as palestras de Deborah Silva Santos, professora do departamento de Museologia da UnB; Mônica Padilha Fonseca, técnica em assuntos educacionais do Ibram; e Donizetti Ferreira Garcia, do Museu de Valores do Banco Central, um dos responsáveis pela execução do projeto “Museu vai à escola rural”.
A diretora-geral do Senado, Doris Peixoto, e a diretora da Sidoc, Edna Carvalho, destacaram a preocupação do Senado com a preservação das suas peças históricas e patrimônio cultural.
– O Museu Itamar Franco possui hoje um acervo que data desde o ano de 1967, com peças e mobiliários das duas antigas sedes do Senado, quando ainda funcionava no Rio de Janeiro – ressaltou Edna Carvalho, que aproveitou para parabenizar a equipe do Museu Itamar Franco pelos seus 21 anos de existência.
Segundo Doris Peixoto, os museus são “casas de memórias”, cuja preocupação deve ser a de compor os fatos históricos. Para a diretora-geral, um dos maiores desafios do Senado é reconhecer e tornar viva sua história.
– É pelos sonhos de ontem que podemos idealizar o amanhã. A diretoria do Senado torce pra que, um dia, o projeto de transformar o museu do Senado em uma área maior não seja apenas um sonho coletivo, mas uma realidade – disse.
Educação
As palestras foram divididas em dois painéis. No primeiro, Mônica Padilha e Deborah Silva Santos falaram sobre a função social dos museus e das políticas públicas para a promoção da educação em museus. Segundo Mônica, nesse sentido, pode-se falar em três questões básicas: pesquisa, preservação e comunicação.
– Com essas vertentes, é possível afirmar uma identidade nacional que irá valorizar a diversidade cultural, que é uma grande ferramenta de transformação social – afirmou Mônica.
Deborah destacou que a educação é uma das mais importantes funções sociais dos museus e lembrou que, em Brasília, há mais de 60 museus que podem ser conhecidos e divulgados.
No segundo painel,  Donizetti Ferreira Garcia falou sobre o “Museu vai à escola rural”, programa educativo e cultural do Banco Central. No programa, o museu faz muito mais do que simplesmente expor peças, tornando-se também um “visitante”.
– Levamos o museu para as escolas distantes e com isso garantimos o acesso dos alunos das pequenas comunidades a essa vertente educacional ainda tão incipiente nas comunidades rurais. Muitas vezes nos deparamos com algumas surpresas pelo caminho, tais como vacas e cobras pela estrada, mas, no final das contas, é um trabalho extremamente educativo e gratificante para a equipe – destacou o palestrante.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)