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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Museus suíços “sacodem” as teias de aranha

No passado as crianças reclamariam se alguém lhes chamassem para visitar exposições empoeiradas em museus sem vida. Porém os museus mudaram consideravelmente e muitos deles já oferecem atividades especiais para o público infantil.


swissinfo.ch visitou o Centro Paul Klee em Berna, a instituição que abriga a mais importante coleção das obras do artista Paul Klee e o Castelo de Prangins, um museu nacional próximo à Nyon. Nos dois lugares as crianças aprendem sobre a arte e história de uma maneira incomum. (Julie Hunt/swissinfo.ch) 

fonte: vídeo de 4,32min
http://www.swissinfo.ch/por/cultura/Museus_suicos_sacodem_as_teias_de_aranha.html?cid=33685746

Diálogo aberto entre os museus do Rio e de São Paulo


Exposição com obras do acervo do Museu Antônio Parreiras é inaugurada com disputadas filas na Pinacoteca do Estado de São Paulo


'Dia de mormaço' (1900), de Antônio Parreiras
'Dia de mormaço' (1900), de Antônio Parreiras  (Crédito: divulgação)
Filas concorridas em uma manhã ensolarada. Assim foi inaugurada, no último sábado, 6/10, a exposição Antonio Parreiras, pinturas e desenhos na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Boa parte dos quadros que integram a mostra faz parte da coleção do Museu Antonio Parreiras, fundado em 1842 como o primeiro museu dedicado à obra de um único artista no país. O intercâmbio entre as duas instituições faz parte do programa da Superintendência de Museus do Rio de valorização dos espaços culturais vinculados à Secretaria de Estado de Cultura.

Sob a curadoria de Ana Paula Nascimento, a exposição temporária é apresentada dentro do ciclo de atividades do projeto Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo. Com 20 trabalhos realizados entre 1887 e 1929, a mostra traça um panorama do artista que se manteve à margem das imposições clássicas do academicismo, sem se comprometer com os novos preceitos modernistas surgidos no Brasil nas duas primeiras décadas do século 20. Tal postura contribuiu, de certa forma, para mantê-lo em certo “limbo” da crítica póstuma e da historiografia moderna.

Intercâmbios de acervos geram novos conhecimentos

“Ele era um homem de temperamento impetuoso, mas de espírito livre. Foi, sobretudo, um paisagista empreendedor, com uma postura ambientalista à frente do seu tempo. Carregava o seu cavalete desmontado em uma mochila e saía para o meio do mato trabalhar”, conta Kátia de Marco, diretora do Museu Antônio Parreiras. “A exposição da Pinacoteca dá início a um projeto de comunicação para fazer circular o acervo do museu, atualmente fechado para obras”. Situado na antiga residência do pintor, em Niterói, o Museu Antonio Parreiras deve ser reaberto no próximo ano.

Como deixou registrado em suas memórias, Parreiras produziu ao longo de 55 anos de atividade artística cerca de 850 peças, hoje presentes em muitos museus brasileiros e também em coleções particulares. Além disso, chegou a comandar três ateliês na Europa. Esta é a segunda exposição do artista na Pinacoteca, que, em 1981, apresentou a retrospectiva Antonio Parreiras: pintor de paisagem, gênero e história.

Segundo a Superintendente de Museus, Mariana Várzea a difusão dos museus do estado do Rio de Janeiro é prioridade da atual gestão. “A política de intercâmbios de acervos e museus gera novos conhecimentos sobre a obra dos artistas e sobre a arte brasileira, além de renovar a importância dos museus para a cultura do nosso estado”, explica Mariana, que esteve presente na abertura da exposição, também prestigiada pelo ex-diretor da Pinacoteca e atual Secretário de Cultura de São Paulo, Marcelo Araújo.

Em cartaz até 3/3/2013, a exposição é uma oportunidade única para o público conferir um conjunto de cinco desenhos raramente exposto, com destaque para Cabeça de onça (1916), Salgueiros em dezembro (1917), Velhas casas em Sartene (1918) e Cabana Saint-Alpinien (1919). Repercutida positivamente nas principais mídias da capital paulista, a exposição ainda promove encontros com especialistas sobre a obra de Parreiras.

Colaboração de Camila Lamha

fonte:
http://www.cultura.rj.gov.br/materias/dialogo-aberto-entre-os-museus-do-rio-e-de-sao-paulo

Artista plástico monta museu com mais de 500 brinquedos no Ceará




Brinquedos são criados pelo artista que mora na Grande Fortaleza.
Para Dim Brinquedim, peças ganham sentido com energia humana.


Dim Brinquedim começou a fazer brinquedos aos sete anos (Foto: Dim Brinquedim/Acervo Pessoal)Dim começou a fazer brinquedos ainda criança
(Foto: Dim Brinquedim/Acervo Pessoal)
Pela idade, o artista plástico conhecido como Dim Brinquedim já deixou de ser criança, mas é só conhecer o trabalho do cearense de 45 anos para perceber que ela leva a sério a tafera de brincar. Em um sítio no município de Pindoretama, a 50 quilômetros de Fortaleza, Antônio Jader Pereira dos Santos constrói brinquedos e mantém um museu de 500 peças cheias de cores e gosto de infância.
Brinquedos, esculturas e telas inspirados na meninice do artista estão abertos à visitação e para diversão de adultos e crianças no Museu Brinquedim. “Penso na criança porque eu sou a criança. Eu sou o menino Dim que estava brincando em Camocim, onde nasci”, diz.
No playground do Museu, a língua de um boneco gigante vira um escorregador e o corpo de um gato vira um portal por onde ninguém resiste passar. O barulhinho engraçado do famoso rói-rói é potencializado em uma árvore com pelo menos vinte deles. Joaninhas, libélulas, borboletas, pássaros, palhaços, músicos, bailarinos ganham movimento e som em caixinhas com manivela, carrosséis e móbiles.
Dim começou a fazer brinquedos desde os primeiros anos de idade, como, aos sete anos, o inesquecível cavalo que criou com a tala de uma carnaubeira depois de assistir a um filme do Zorro. Até hoje, tudo parece se tornar arte e brincadeira nas mãos de Dim Brinquedim.
Museu de brinquedos fica em um sítio (Foto: Dim Brinquedim/Acervo Pessoal)Museu de brinquedos fica em um sítio
(Foto: Dim Brinquedim/Acervo Pessoal)
Guerra de brinquedos
Os brinquedos de Dim Brinquedim não precisam de energia elétrica e não utilizam tecnologia vançada. Eles funcionam com a imaginação e energia de quem brinca, independente da idade. “Preciso da energia humana. Gosto de interagir com os brinquedos. O artista cria observando o dia a dia, não é separado da vida”, conta.
Mesmo fazendo peças artesanais, Dim Brinquedim não critica o uso de videogames e computadores pelas crianças. “Eu acho que tem de ter os dois mundos. A criança precisa ter a liberdade, mas tem de ter um controle. Acho interessante que ela possa conhecer outros universos, não ficar preso em só um”, diz.
escorregador de Dim brinquedim (Foto: Dim Brinquedim/Acervo Pessoal)Escorregador de 'língua de gato''
(Foto: Dim Brinquedim/Acervo Pessoal)
Ele vive esse dilema em casa. O filho novo de Dim, Ud, já aprendeu a brincar com o pai e conta que já fez “uns 50 brinquedos”. A filha adolescente, Risa, está mais interessada nas novas tecnologias e as redes sociais.
O talento do artista já visitou vários países e conquista quem conhece, seja para guardá-los como uma obra de arte ou como uma lembrança de que se deve ser sempre criança. “Meu trabalho é para todas as idades. Todo mundo foi criança um dia''.
O criador de tantas fantasias já deu aula na Universidade de São Paulo (USP), e não é difícil encontrar algum brinquedo feito por Dim em praças, escolas, bibliotecas e parques pelo Ceará. Para visitar o Museu Dim Brinquedim, é preciso agendar com o próprio artista. A visitação pode ser feita a partir do dia 12 de outubro, das 8h30 às 17h. O preço é R$ 5 (adulto) e R$ 2,50 (criança).
Museu Brinquedim
Visitas de terça a domingo, das 8h30 às 17h.
Estrada da Coluna, km 20, Alto Alegre, Pindoretama (CE)
fonte:

Museus tentam se tornar mais atrativos


Frente à concorrência das mídias sociais e outras diversões online, atrações culturais como os museus sentem a necessidade de encontrar formas inovadoras de atrair a atenção do público. Instituições suíças estão experimentando com novas tecnologias e eventos especiais.
“Museus suíços estão tentando se tornar mais interativos. Eles estão apenas começando”, ressalta Brigitte Schaffner. A coordenadora de cursos no programa de administração cultural da Universidade da Basileia explica que as instituições culturais locais estão, em parte, se inspirando em instituições semelhantes nos Estados Unidos.
 
“Alguns museus, especialmente os americanos, empregam essas técnicas já há algum tempo, como utilizar as mídias sociais para fazer com que o público tome parte no que está ocorrendo no museu ou mesmo para participar do processo de escolha do que é exibido”, explica.
 
E parece estar dando resultados. O número de visitantes das instituições pertencendo à Associação Suíça de Museus tem permanecido estável nos últimos cinco anos, apresentando uma média de 12 milhões por ano. Isso equivale a 1,5 visitantes por habitante do país.
 
Uma parte da razão para o sucesso do Museu de História de Lucerna está na interatividade. O “Schaudepot” está organizado como um armazém, com os objetos colocados em estantes de vidro. Um código de barra é atribuído a cada item, o que permite que os visitantes, aparelhados com escaneadores portáteis, possam aprender mais sobre eles.
 
Depois de escanear o código de barra, o aparelho oferece um texto descritivo, fotos e até mesmo vídeos. O museu adquiriu os primeiros escaneadores em 2003 e recentemente investiu na compra de novos.
 
“É um bom dispositivo. As pessoas gostam deles. Primeiramente pensávamos que as pessoas mais velhas não se acostumariam aos aparelhos, mas não é o caso. E para os mais jovens, os escaneadores fazem parte do seu cotidiano”, confirma o diretor do museu, Heinz Horat.
 
No entanto, alguns visitantes ficam sobrecarregados com o volume de itens na exibição. “Eles dizem que não sabem o que devem olhar, pois é simplesmente demais”, diz.

Agora escute isso! 
Embora por muitos anos os aparelhos de áudio já fossem utilizados, eles ganham agora uma importância inédita, considera Erik Thurnherr, chefe da Texetera, uma empresa baseada em Berna e produtora desse tipo de guias.
 
Antes eram as fitas cassetes e aparelhos para tocar CDs. “Depois foi dado um grande passo adiante quando surgiram os aparelhos especiais para guias em áudio, ou seja, esse aparelho que parece um telefone com números que você pode discar”, descreve Thurnherr. Depois os iPods, smartphones e tablets levaram os serviços de guias em áudio a um novo nível, especialmente fora dos museus. 
 
A empresa de Thurnherr criou guias em áudio para museus, mas também para passeios acompanhados em Berna, a capital da Suíça, ou nas Quedas do rio Reno ao norte do país. “As aplicações dos smartphones podem fazer a ligação com uma localização geográfica. Então você pode fornecer informações sobre lugares onde não era possível anteriormente. Você não precisa mais de cartazes para descrever uma atração”, acrescenta Thurnherr.
 
No entanto Thurnherr alerta museus e responsáveis por outras atrações de não exagerarem na tecnologia.

Sobrecarga de tecnologia 
“Muitas vezes você acaba oferecendo mais tecnologia do que as pessoas realmente querem. A realidade é o que você tem na sua frente, pois o áudio está somente dando a você a informação. Mas não queremos realmente que as pessoas percam muito tempo olhando para os seus smartphones, mas sim eles para aquilo que eles vieram ver.” Schaffner diz que um dos pontos centrais para os museus na atualidade é encontrar financiamento suficiente para manter as suas exposições na crista da onda.
 
No entanto, no verão que passou o financiamento público foi suficiente para manter a gratuidade de seus museus em Berna nos quatro sábados de agosto. No total, 15.355 pessoas aproveitaram da oferta, muito mais do que seria o caso se o pagamento tivesse sido obrigatório para esses dias durante o verão.
 
“Nós quisemos tornar mais fácil para as pessoas descobrir algo de novo. E funcionou: os museus tiveram retornos espontâneos de visitantes. Eles disseram que havia sido a primeira vez deles no museu ou que já fazia séculos que não retornava”, conta Jacqueline Strauss, diretora do Museu da Comunicação em Berna.
 
Questionada se estaria preocupada com a possibilidade das pessoas virem somente com entradas gratuitas, Strauss balança negativamente a cabeça. “Estamos seguros que as pessoas retornarão, mesmo se isso custar algo. Talvez eles até recomendem o museu a seus amigos, por exemplo”, afirma. A oferta foi tão bem sucedida, que os museus da capital helvética planejam repeti-la em 2013.

Não gratuito, mas barato 
Muitas cidades através da Suíça organizam noites dos museus abertos: com uma simples entrada, as pessoas interessadas podem visitar um grande número de instituições, que aproveitam a ocasião para incluir programas especiais de entretenimento nessas noites.
 
Por exemplo, Lucerna realizou a sua “Museumsnacht” (Noite dos Museus) em setembro. Uma dúzia de instituições e monumentos participou. As temperaturas amenas nesse dia foram ideais para os turistas e outros interessados.
 
“Sou estudante e tenho de controlar meus gastos. Mas hoje à noite posso comprar um bilhete por 20 francos e visitar inúmeros museus, o que normalmente não é fácil de fazê-lo. Penso que essa é uma forma interessante de conhecer novas coisas em apenas uma noite”, revelou Marina à swissinfo.ch. Para ela foi a primeira experiência. Ao seu lado, Heinrich já é um veterano no evento.
 
“É uma oferta maravilhosa para o público”, disse. “Penso que eventos como esse ajudam a acabar com as inibições. As pessoas participam quando as entradas não são muito caras e tem uma oportunidade de sentir o que acontece nesses lugares. Os museus tiveram uma boa ideia para conquistar novos visitantes. E mesmo se a pessoa só for uma vez, isso já vale a pena.”
 
Schaffner não está surpreso com o sucesso dessas noites especiais. Afinal, a possibilidade de ver algo concretamente é muito atraente, especialmente em tempos onde qualquer pessoa pode entrar no motor de procura “Google” para encontrar o que procura ou olhar na enciclopédia online “Wikipédia”.
 
“Estamos acostumados a isso e queremos obter um monte de informação. Mas para mim, o que é diferente e atraente em um museu é que você realmente pode visitá-lo e ver o objeto. O que é importante é de formar um relacionamento com ele e não apenas admirar uma imagem encontrada na internet. Ver o original e sentir o que ele causa em você.”

Susan Vogel-Misicka, swissinfo.ch
Adaptação: Alexander Thoele



fonte:
http://correiodobrasil.com.br/museus-tentam-se-tornar-mais-atrativos/527643/

Jogos Olímpicos e mau tempo ajudaram na queda do fluxo de turistas em Londres


 
 
Os Jogos Olímpicos e o verão mais úmido do último século provocaram queda nas visitas aos principais pontos turísticos de Londres entre maio e agosto, alguns até com queda de 61%Os dados foram divulgados nesta terça-feira em um relatório da associação turística britânica ALVA, que reúne cerca de 2 mil museus, galerias, palácios, jardins e catedrais do Reino Unido.
Os dados mostram que os Jogos e as frequentes chuvas prejudicaram o fluxo de visitantes na capital britânica, que caiu, sobretudo nos recintos ao ar livre e jardins, como Kew Gardens ou o zoológico. Ambos tiveram decréscimo de 21,3% turistas.
Depois dos pontos turísticos ao ar livre, os mais afetados foram a Torre de Londres, o Palácio de Kensington, o Parlamento, a Catedral de Saint Paul e a Abadia de Westminster, que registraram decréscimo de vistas de 20,3%.
Nos museus e galerias de arte da capital britânica apresentaram redução de público de 13,1% entre maio e agosto.
O executivo-chefe da ALVA, Bernard Donoghue, afirmou que durante os Jogos Olímpicos, de 27 de julho a 12 de agosto, Londres chegou a se transformar em uma "cidade fantasma", já que os turistas evitaram a cidade e muitos londrinos também a deixaram.
O restante do Reino Unido também não escapou do impacto. Os museus e galerias foram os mais afetados tanto na Inglaterra como na Escócia com 8,6 e 16,3% de decréscimo respectivamente, enquanto locais emblemáticos e as catedrais receberam na Inglaterra 6,4% menos público e até 10% menos na Escócia.
Donoghue conclui no relatório que, para a capital britânica o período olímpico foi umas das "piores épocas comerciais" já ocorridas e afirma que para o setor foi o equivalente a uma campanha do Natal perdida e impossível de ser recuperada.
Londres, com oito milhões de habitantes, é a cidade mais turística do mundo e habitualmente recebe por ano 14 milhões de visitantes. EFE
cdb/bg

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