sábado, 20 de outubro de 2012

Museus e Arquivo Histórico de Blumenau são temas de entrevista com candidatos a prefeito

Udo Döhler e Jean Kuhlmann e Napoleão Bernardes falaram sobre suas propostas para a CulturaNunes responderam perguntas sobre orçamento e a Fundação Cultural

Entre as demandas de uma sociedade, a Cultura é um dos pontos determinantes. É difícil imaginar a consolidação eficaz de um projeto de governo em que um setor tão fundamental não esteja no mesmo nível das prioridades com saúde, segurança, mobilidade e educação.

É pelo nível de importância que se dá à Cultura que será possível dimensionar o poder de transformação e inclusão de uma comunidade. Diante disso, o Diário Catarinense, em conjunto com os jornais A Notícia e Jornal de Santa Catarina convidaram os candidatos a prefeito das cidades onde há segundo turno — Florianópolis, Joinville e Blumenau — para que apresentem suas estratégias de governo para o setor. Este caderno Cultura pode ser um documento que se perpetuará para além do pleito municipal, servindo como compromisso para o futuro.


Como o poder público pretende apoiar os museus da cidade?

Jean Kuhlmann - Fortalecendo o apoio aos projetos de Lei Rouanet, aqueles que envolvem a questão da recuperação do patrimônio cultural e histórico da cidade. No caso de visita, ação junto à Secretaria de Educação, permitindo com que as nossas crianças possam visitar os espaços.

Napoleão Bernardes - Através de manutenção preventiva e periódica. E gestão por profissionais técnicos e capacitados.

Qual a proposta do seu governo para o Fundo Municipal de Apoio à Cultura? Você considera o repasse de verbas suficiente?

Jean Kuhlmann - Ainda é insuficiente. A proposta é ampliar os recursos do Fundo com recursos próprios do município.

Napoleão Bernardes - O repasse é insuficiente. Através da reforma administrativa e da redução de cargos comissionados, a prefeitura vai ter mais capacidade para investimentos prioritários como à área cultural. A gestão do Fundo será feita pelo Conselho Municipal de Cultura em caráter deliberativo.

De que forma o poder público pretende ajudar projetos de construção de um novo prédio do Arquivo Histórico e de reforma da Fundação Cultural?

Jean Kuhlmann - Intermediando os contatos com as empresas de lucro real na cidade. Sensibilizando os empresários.

Napoleão Bernardes - Sensibilizando o empresariado, fazendo articulação política junto às empresas públicas. Pretendo ser proativo na viabilização desses recursos, buscando parcerias.

Como seu plano de governo contempla oficinas e cursos de arte gratuitos?

Jean Kuhlmann - Através da ampliação dos recursos do Fundo Municipal de Cultura e ampliação de recursos para estrutura da Fundação Cultural.

Napoleão Bernardes - Em relação aos patrimônios públicos, fazendo a manutenção preventiva e periódica. Buscar a intersetorialidade, implantar atividades em tempo integral, trabalhar educação em tempo integral. Usando, se possível, recurso da Educação.

O seu governo pretende colaborar com a produção de grandes eventos culturais como o Fitub e Colmeia?

Jean Kuhlmann - Através da ampliação dos recursos. O conselho deliberativo vai decidir se o recurso vai para um projeto específico ou vai para o Fundo.

Napoleão Bernardes - Sim, com leis de incentivo à cultura, que a gente vai criar e instituir. Deliberação desses recursos pelo conselho. Mantendo sempre a exigência da contrapartida no sentido da descentralização para os bairros.

Você acha o aumento do repasse do orçamento municipal à cultura viável? Haveria cortes se a cultura recebesse esse repasse?

Jean Kuhlmann - Acho viável 1%. Orçamento oriundo das receitas municipais não precisaria de cortes.

Napoleão Bernardes - Acho viável. Será executado em médio prazo. Via reforma administrativa, redução do número de cargos comissionados e secretarias. Não basta o recurso, precisa de uma boa gestão desse recurso.

fonte:
http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/noticia/2012/10/museus-e-arquivo-historico-de-blumenau-sao-temas-de-entrevista-com-candidatos-a-prefeito-3923773.html

Tradicional museu de NY é tema de evento em São Paulo


O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) promoveu um coquetel para os principais players da indústria de turismo brasileira, nesta quinta-feira, dia 18, na 30ª Bienal de Artes, no Parque do Ibirapuera.

Durante o evento, a diretora de Comunicação do MoMA, Kim Mitchell, apresentou as principais atrações do museu e as exposições que entrarão em cartaz nas próximas temporadas. Os convidados também tiveram a oportunidade de participar de um tour guiado pelos destaques da Bienal.

O objetivo do MoMA é estreitar relacionamento com operadoras e agências de viagem brasileiras, bem como com a imprensa especializada. Além de Kim Mitchell, estiveram presentes a gerente de Viagens & Turismo do MoMA, Julie Maloney, e a diretora-adjunta de Marketing, Parcerias e Pesquisas, Zoe Jackson.

O MoMA tem uma longa relação com o Brasil: há cerca de 600 obras de artistas brasileiros na coleção do museu, incluindo Carlito Carvalhosa, Vik Muniz e Irmãos Campana, e exibições do MoMA já estiveram à mostra em instituições do País. Os brasileiros representam o quinto maior mercado internacional do MoMA em visitação – são 1,3 mil membros, 300 mil leitores do site e 52 mil fãs no Facebook.

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